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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Descarte correto de lixo no carnaval ajuda a combater o Aedes aegypti

Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito; foliões podem adotar atitudes positivas para mudar esse quadro
por Portal Brasil publicado: 07/02/2016 11h54  
última modificação: 12/02/2016 15h58
 
 Em 2015 a Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas do Rio de Janeiro

Em 2015 a Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas do Rio de Janeiro
Carnaval e lixo não combinam. Ou, pelo menos, não deveriam combinar, ainda mais agora que o Brasil está unido em um mutirão nacional de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito.
No ano passado, em quatro dias de festa, apenas a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas da cidade. De acordo com a empresa, os blocos foram responsáveis pela maior parte dos resíduos descartados: 639,54 toneladas contra as 465,79 toneladas produzidas pela festa na Marquês de Sapucaí. Os números de Brasília (DF) acompanham a proporção da folia brasiliense. Em 2015, o Serviço de Limpeza Urbana no Distrito Federal (SLU/DF) recolheu 110 toneladas de resíduos após a folia na cidade, quando 44 mil sacos de lixo foram usados na coleta.
Mas no quesito “lixo pós-Carnaval”, Salvador (BA) é a campeã. Em 2015, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) recolheu quase duas mil toneladas de lixo durante a festa. Só para o serviço de higienização das ruas de Salvador, no primeiro dia de Carnaval foram utilizados 250 mil litros de água e consumidos cerca de 520 mil litros de sabão. No ano passado, o projeto “Fundo da Folia”, criado em 1994 por um grupo de mergulhadores, recolheu 706 kg de lixo da praia da Barra, em Salvador, lixo que sobrou do carnaval e foi parar no fundo do mar. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do carnaval: mais de 1,5 mil latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores.
Dados das empresas de limpeza que atuam nas cidades brasileiras mostram que vem sendo registrado um aumento de cerca de 40%, a cada ano, na quantidade de lixo recolhido após a folia. O mês de carnaval chega a ter 10% de lixo a mais produzido que a média dos outros 11 meses do ano no Rio de Janeiro, por exemplo (dados da Comlurb).
A sujeira que o carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo bueiros e aumentando o risco de enchentes. Segundo o Instituto Akatu, o aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica sobrecarregada) e no armazenamento nos aterros. Mas a folia pode ter menos lixo nas ruas, uso de embalagens retornáveis e menos desperdício de comida e de bebida. Cada cidadão tem sua parcela de responsabilidade com os resíduos que deixa para trás durante o carnaval.
Dicas
As principais orientações para quem vai curtir a folia nas ruas são: jogar embalagens e outros resíduos nas lixeiras mais próximas; além de produzir menos lixo, evitando o uso de material descartável. Vale levar seu próprio copo ou sua própria sacolinha de lixo.
Para um carnaval mais sustentável, vale também reaproveitar aquilo que iria para o lixo, utilizando material reciclável para a criação de fantasias, adereços e máscaras; reutilizar fantasias de carnavais passados; e gastar menos combustível, utilizando o transporte público ou carona de amigos para chegar aos pontos da festa.
Para a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU/MMA), Zilda Veloso, as pessoas não podem se esquecer, mesmo em um momento de alegria, da conscientização ambiental. “O próprio cidadão pode fazer a sua parte. Não custa nada ficar com uma latinha ou um copo na mão até encontrar uma lixeira. É preciso exercitar a educação”, alerta Zilda.
Brasília Limpa
Além das ações de cada folião, algumas cidades têm inovado para estimular menos lixo após a folia. No carnaval deste ano, em Brasília, os blocos de rua que mais se empenharem em manter os locais de festa livres de resíduos depois do evento receberão certificados do SLU. A campanha “Bloco Brasília Limpa”, lançada pelo governo do Distrito Federal em 2014, busca valorizar o esforço dos foliões no recolhimento do lixo produzido. Os foliões devem postar fotos no Instagram, com a hashtag #BSBLIMPA, seguida do nome do bloco.
Para participar da campanha, os organizadores dos blocos precisam optar pela autogestão dos resíduos (quando se responsabilizam pela limpeza e dispensam o trabalho da autarquia) ou respeitar o prazo mínimo de cinco dias úteis de antecedência para solicitar os serviços. Outros requisitos são divulgar mensagens educativas sobre o descarte apropriado e colocar lixeiras à disposição dos participantes.
"Lixo Zero"
No Rio de Janeiro, os foliões que vão brincar o carnaval de rua deverão ter mais cuidado com os pequenos resíduos irregularmente descartados. O Programa Lixo Zero, implantado no Rio, vai fiscalizar os maiores e mais importantes blocos da cidade. Caso o folião seja pego em flagrante jogando lixo nas ruas, será passível de multa no valor de R$185,00. Se for pego urinando em via pública pelas equipes de fiscalização, o valor da multa é de R$ 510,00.
Folia Sustentável
Com o intuito de aproximar o carnaval de Salvador à sustentabilidade, a prefeitura da cidade lançou, desde 2014, a campanha “Eu promovo o carnaval sustentável”. A cada ação sustentável a ser praticada pelos blocos, trios, camarotes, haverá uma pontuação pré-determinada. Essas ações serão contabilizadas e, a partir da pontuação alcançada, a organização será ouro, prata ou bronze. Entre as ações utilizadas dentro dos camarotes que se destacaram em 2015 estão a separação de resíduos que são destinados às cooperativas, a coleta do óleo de cozinha e a oferta de alimentos orgânicos nos buffets.
Com o objetivo de apoiar os catadores de material reciclável durante a folia na capital baiana, a Incubadora de Empreendimentos Solidários (Incuba) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com o Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB), realizará este ano o projeto “Ecofolia solidária: o trabalho decente preserva o meio ambiente”.
A iniciativa prevê a redução dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos gerados durante a festa, além da melhoria das condições de trabalho dos catadores avulsos e cooperados e o combate ao trabalho infantil. O projeto vai beneficiar diretamente 2,8 mil catadores avulsos e cooperados. Indiretamente, a iniciativa deve gerar renda para 12 mil trabalhadores. A meta do projeto para este ano é retirar do meio ambiente 50 toneladas de material descartável.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil 

Fonte; http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2016/02/descarte-correto-de-lixo-no-carnval-ajuda-a-combater-o-aedes-aegypti CC BY ND 3.0 Brasil

terça-feira, 10 de março de 2015

Descarte de Medicamentos

Acompanhe os procedimentos corretos para a realização do descarte de medicamentos.

Descarte de Medicamentos Grande parte das pessoas descartam medicamentos no lixo comum ou na rede de esgoto, o que pode trazer grandes prejuízos ao meio ambiente, como a contaminação do solo, da água e de animais, além de pessoas que podem encontrar os remédios e fazer uso deles.
Os medicamentos são classificados como resíduos perigosos, devido ao seu potencial de contaminação, e o descarte de medicamentos precisa ser feito de maneira correta para preservar o meio ambiente.
Já para medicamentos vencidos, o ideal é deixá-los em postos de coleta ou farmácias e drogarias, que farão o descarte correto do material. O trabalho para descarte de medicamentos no Brasil vem sido liderado pela Anvisa e ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Dica: É muito comum ter em casa medicamentos que ficaram sem uso, devido à interrupção ou mudança de tratamento médico, ou ainda excedente da quantidade prescrita. Nesses casos, há duas opções para o descarte de medicamentos. Se os remédios estiverem dentro do prazo de validade, o recomendado é doar para postos ou organizações de saúde.

Fonte: http://reciclagemnobrasil.com.br/descarte-de-medicamentos

sábado, 9 de agosto de 2014

Vidro, embalagem 100% Reciclável




A descoberta do vidro é bem antiga, os primeiros registros datam de 5000 a.C. Contam as lendas que o vidro foi descoberto acidentalmente, quando mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na beira da praia, perceberam que o fogo transformou a areia do chão num líquido transparente, ao resfriar, esse líquido se transformou num material bem resistente, assim surgia o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas janelas, vasos e copos. Desde então, o vidro tem acompanhado a humanidade, sempre presente nas residências: nas janelas que conferem luminosidade às construções; como também nos utensílios, como taças, jarras, pratos, dando muito charme às cozinhas.
O vidro é feito da fusão de alguns compostos inorgânicos, principalmente areia, e por isso é uma embalagem segura, pois conserva os alimentos com todos os seus nutrientes. Além de manter a qualidade do produto, aumenta o seu prazo de validade e diminui o uso de conservantes, também pode ser levado ao micro-ondas com segurança (porque não libera disruptores endócrinos, para saber mais sobre isso, leia a reportagem), e não interfere nem sabor nem no cheiro dos alimentos.
No Brasil, a reciclagem de vidro cresce a cada ano, hoje, cerca de 40% do vidro produzido é reciclado, e 25% é reutilizável – pois são de garrafas retornáveis. O vidro é também o único material 100% reciclável, ou seja, 1kg de vidro pode ser reciclado infinitas vezes, resultando em 1kg de vidro com as mesmas características.
Dica: Prefira sempre utilizar vasilhames de vidro pra guardar alimentos, elas são mais seguras e preservam os alimentos com maior qualidade.

Fonte: Abividro

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reciclagem atinge apenas 8% dos municípios brasileiros

Reaproveitamento de resíduos sólidos

por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social. 
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O lixo que é luxo na decoração corporativa


É possivel ser chique, sendo ecologicamente correto. Um escritório no Japão usou garrafas para criar paredes recicladas.

A idéia é aliar sustentabilidade, economizando energia elétrica . Ídeia criativa tranformando lixo e uma excelente opção para decoração e divisórias.

Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo 
Klein Dytham arquitetura.

As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.


Que tal começar a reinventar seu espaço de trabalho. É mais barato e o planeta agradece.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Compostagem Caseira

Folhetos desenhados pelo artista Português Jaime Lopes para o Município de Salvaterra de Magos falando da Cospostagem Caseira;

http://jaimegrafick.com/site/?p=168


Agora o folheto sobre a reciclagem;


Muitos países estão somando forças, com a causa ambiental. Comece hoje em sua casa a separar o lixo que você produz. Seja responsável recicle, reutilize, reduza, repense, respeite!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Quer montar uma horta em apartamento?




A primeira coisa é escolher onde ela será montada e garantir que seja instalada num local ensolarado. Cuidados com a preparação da terra, a seleção adequada das culturas e a boa manutenção também são essenciais

Confira abaixo o passo-a-passo para a sua horta vingar.
1. Escolha do local
As hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por dia. Por isso, o ideal é instalar a horta na varanda ou junto à janela. Prefira locais que recebem sol pela manhã.

2. Onde plantar?
Em qualquer vasilhame, de jardineiras a jarros (com volume mínimo de 1 litro) até canos de PVC (de 30 cm de diâmetro) cortados ao meio. Dá para usar também garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade) ou carrinhos de mão. É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da água.

3. Preparo do solo
Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio, aconselha o técnico agrícola Adejar Gualberto Marinho, da Embrapa Hortaliças. “O ideal é que a terra tenha pH 6. Se o solo for ácido demais, as plantas não vingarão”, afirma.

4. Seleção das culturas
Opte por hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura, rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos

5. Cuidados no plantio
A plantação começa com sementes ou mudas, dependendo da cultura. Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça plenamente. Um pé de alface, por exemplo, deve ser plantado a 20 cm dos demais, enquanto para tomate e couve a distância sobe para 35 cm.

6. Rega e manutenção
No início, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã. Retire plantas invasoras e proteja a horta de insetos, principalmente borboletas. Seus ovos viram larvas, que se alimentam das plantas.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_411077.shtml

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Horta Vertical

Faça você mesmo!  Cultive uma horta na sua janela!
 http://www.sustentavelnapratica.net/index.htm

Ter em casa uma horta para produzir ervas, tempeiros e até verduras e legumes deixou de ser privilégio de quem tem um quintal em casa. Utilizando a idéia desenvolvida pelas novaiorquinas Britta Riley e Rebecca Bray, cultivar uma horta está a alcance de qualquer um que tenha uma janela bem iluminada. 

O movimento das "fazendas das janelas" começou em 2009 em Nova Iorque e hoje conta com milhares de participantes no mundo todo, que colaboram por meio do site www.windowfarms.org. O interessante é que o movimento vai além de divulgar uma solução difinitiva e de "tamanho único" para o cultivo em janelas. Os participantes são estimulados a assumir o papel de pesquisadores do "faça você mesmo", experimentando várias alternativas e agregando inovações para melhorar as técnicas de plantio vertical em pequenos espaços. 
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horta de janela
O único pedido desta comunidade é que as inovações sejam compartilhadas com todos. Este é o princípio básico de desenvolvimento de projetos de tecnologia livre ("open source", em inglês) que possibilitou o desenvolvimento de softwares livres como o Linux, o Open Office e outros. O projeto de horta de janela que estamos apresentando agora é baseado na proposta do site "windowfarms", mas traz mudanças técnicas e conceituais significativas  que gostaríamos de compartilhar com os visitantes do Sustentável na Prática.

Em nosso "faça você mesmo" abandonamos a técnica de hidroponia utilizada no projeto inicial do "windowfarms". Concluímos que a hidroponia apresenta complexidades (como a necessidade de utilização de bombas, aeradores, temporizadores e  soluções especiais de nutrientes) que poderiam desistimular a construção de hortas de janela por pessoas que não tem familiaridade com eletricidade e eletrônica, ou que tenham dificuldade de obter os componentes ou produtos mais especializados. 

Ao invés da hidroponia, resolvemos adotar  a técnica da organoponia, ou seja, o cultivo de vegetais utilizando húmus  no lugar do solo. A organoponia apresenta vantagens adicionais quando associado a outra idéia que começa a ser difundida em muitas áreas urbanas: a utilização de um minhocário doméstico para a fabricação de húmus a partir de restos de cozinha, que pode ser feito em casa ou adquirido pronto (www.minhocasa.com). 

Conjugando as hortas de janela com os minhocários, o horticultor doméstico utilizará, como meio de cultivo, o húmus produzido na própria casa ou apartamento, cultivando alimento ao mesmo tempo que dá uma destinação adequada aos  resíduos orgânicos. 

Gostou da idéia? Então, mãos à obra e transforme sua janela em uma horta! 


Você vai precisar de: 


Material:
5 garrafes PET iguais, preferencialmente de 2 litros ou maior;
4,4 metros de barbante de 2mm de diâmetro (dê preferência à barbante sintético, que tem mais resistência);
1 metro de arame galvanizado de 1mm de diâmetro;
1 metro mangueira plástica flexível de 10mm de diâmetro;
1 torneira plástica para filtro;
1 palito de madeira (pode ser um palito japonêsn - hashi ou um espeto de churrasco de madeira);
5 kg de humus de minhoca (comprar em supermercado ou fazer você mesmo);
1 litro de  brita, seixos pequenos ou cacos de tijolo;
Mudas e/ou sementes de temperos e horaliças.

Ferramentas: 
Furadeira com brocas variadas para madeira e plástico;
Canivete ou estilete ;
Tesoura; 
Alicate; 
Alicate de corte;
Régua; 
Caneta de retroprojetor.

Modo de fazer: 

1º Passo: Separe quatro das cinco garrafas e risque uma linha ao redor de cada uma (figura 1). As linhas devem ser simétricas nas quatro garrafas (a altura do corte vai depender do tipo de garrafa). Utilizamos garrafas de coca-cola. Neste caso, marcamos dois centímetros acima da marca do rótulo. Depois de marcar, corte as 4 garrafas ao longo da linha (figura 2). Estas serão as "garrafas-vaso" .


 Figura 1 - Marcação  da linha de corte


 Figura 2 - Corte das "garrafas vaso"

2º Passo: Selecione uma broca de um diâmetro um pouco maior que a mangueira que você vai utilizar e fure o centro do fundo da quinta garrafa (figura 3 : cuidado! segure bem para que a broca não trave na garrafa e  arranque de sua mão!). Esta será a "garrafa-reservatório" 


Figura 3 - Furando a "garrafa resevatório"

3º Passo: Com um pedaço de arame aquecido no fogo, faça dois furos em lados opostos da parte cortada das 4 primeiras garrafas. Deixe pelo menos 1 cm entre o furo e a borda do corte (figura 4). Faça também dois furos com o prego quente no fundo da quinta garrafa (figura 5) 


 Figura 4 - Furando as "garrafas vaso"
 

  Figura 5 - Furando a  "garrafa reservatório"

4º Passo: Corte 8 pedaços de arame com 5 cm e 2 pedaços de 8cm. Dobre os 8 pedaços menores em forma de gancho (figura 6) e prenda-os nos furos das 4 garrafas cortadas (figura 7). Com os pedaços maiores de arame , faça ganchos maiores  para a garrafa reservatório conforme a imagem (figura 8).


 Figura 6 - Fabricando os ganchinhos de suporte 

 Figura 7 - Ganchos instalados na garrafa vaso

 Figura 8 - Ganchos instalados na garrafa reservatório 

5º Passo: Preparação das tampas das garrafas: Selecione uma broca com diâmetro ligeiramente inferior à mangueira que você vai usar e fure o centro de cada tampa de garrafa. Segure bem! Segurar com um alicate dá melhores resultados (figura 9). 



 Figura 9 - Furando as tampas das garrafas


6º Passo: Corte agora 4 pedaços da mangueira com 8cm de comprimento. Introduza as mangueiras nos buracos das tampas (figura 10). As mangueiras devem ficar bem justas para evitar vazamentos. Rosqueie as tampas  nas 4 garrafas cortadas (garrafas vaso). 


 Figura 10 - Pedaços de mangueira introduzidas nas tampas



7º Passo: Prepare agora o a torneira da garrafa reservatório: você deve iniciar com uma torneira como a da figura 11. Com um alicate de corte, retire a parte externa da porca borboleta da torneira (figuras 12 e 13). Faça um furo na tampa de uma garrafa PET, com diâmetro suficiente para passar a rosca da torneira. Fure também a borrachinha  fina do interior da tampa (figura 14). Monte a torneira na  tampa da garrafa (figura 15). Não esqueça da borrachina de vedação. Na figura 16, temos o resultado final. Rosquie a tampa com a torneira na garrafa reservatório.



 Figura 11 - Torneira plástica  de filtro


 Figura 12 - Cortando a porca borboleta 


 Figura 13 - Porca borboleta: antes e depois do corte 


 Figura 14 - Tampa de garrafa furada 


 Figura 15 - Montagem da torneira na tampa de PET


 Figura 16 - Tampa de PET com torneira acoplada 






8º Passo: Prepare agora o suporte para as garrafas: Encontre o meio do barbante de 4,4 metros, e prenda-o em um prego ou gancho (figura 17). Marque o barbante com uma caneta de retroprojetor a 50cm do meio. Marque os dois lados do barbante (figura 18). Faça agora mais 4 marcas no barbante com distância de 40cm entre elas (figura 19).  Faça um nó cego  em cada marca do barbante: tenha cuidado para fazer todos os nós do mesmo tamanho, para que tenham a mesma altura, de dois em dois. Para terminar, prenda um palito de sushi entre o meio do barbante e os dois primeiros nós. Use um nó do tipo "volta do fiel" para isto (figura 20).


 Figura 17 - Medindo o barbante do suporte

 Figura 18 - primeira marca a 50cm  do meio


 Figura 19 - Fazer mais 4 marcas de 40 em 40 cm 


 Figura 20 - Espaçador com palito de sushi

9º Passo: Coloque uma camada de brita no fundo das 4 garrafas-vaso (figura 21). Não precisa muito, apenas o suficiente para tampar a entrada da mangueira. Preencha agora as garrafas-vaso com húmus de minhoca (figura 22). Plante suas mudas e sementes em cada uma das 4 garrafas-vaso. 



 Figura 21 - Colocação de brita no fundo das  garrafas




 Figura 22 - Preenchendo as garrafas vaso com húmus dd minhoca

10º Passo: Montagem final: Prenda as garrafas no suporte, utilizando os ganchos de arame. O caninho na tampa de cada garrafa deverá estar na direção do centro da garrafa de baixo. A mangueira da garrafa-vaso mais baixa deverá ser introduzida no furo de cima da garrafa-reservatório (figura 23). 



 Figura 23 - Horta vertical montada




Pronto! você terminou sua horta de janela! 
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Pendure sua horta na frente de uma janela iluminada. Quanto mais luz entrar pela janela, melhores serão os resultados do crescimento das plantas. Lembre que janelas viradas para o norte, nordeste e noroeste recebem mais sol, quando não são sombreadas por muros, prédios ou outros obstáculos. 

A rega da horta pode ser feita apenas no vaso de cima. Ele deve ser preenchido de água com cuidado para não transbordar. A medida que a água saturar o composto, irá pingar de vaso em vaso e o excedente será armazenado no reservatório. Você verá que a agua armazenada terá a cor de um chá forte. Isso significa que ela está cheia de nutrientes retirados do húmus nos vasos. Não desperdice esta água! Ela deve ser reutilizada para regar os vasos. Para isso, utilize a torneirinha da tampa da garrafa reservatório para encher um recipiente para regar os vasos. 


Experimente!
O projeto apresentado aqui é bem básico, e pode ser melhorado e ampliado indefinidamente. O limite é nossa imaginação! Você pode, por exemplo: 

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Construir um sistemas com várias colunas, como se fosse uma cortina viva para sua janela; 
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Experimentar com vários tipos de temperos e verduras, para descobrir os que se adaptam melhor às condições de luminosidade de sua janela; 
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Experimentar com vasos e recipientes maiores, para cultivar plantas que precisariam de mais terra (como cenoura, tomates, berinjela...);
Automatizar sua irrigação, com um temporizador e uma bombinha de aquario. 




Lembre de compartilhar suas descobertas com os outros fazendeiros de janelas, participando no grupo de discussão e no facebook do sustentável na prática. 

E boas colheitas! 
 
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Papel para reciclar

Uma tonelada de papel reciclado economiza 10mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
Para produzir 1 tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.

Papel reciclado artesanalmente:


sábado, 7 de julho de 2012

Vamos Unir o Mundo - VUM



A VUM é um movimento da sociedade civil que acredita na força de vontade do cidadão brasileiro para transformar costumes em relação à natureza e o seu país. O principal objetivo do movimento é despertar a responsabilidade individual e ajudar o cidadão a refletir sobre seus hábitos quanto à questão da produção de lixo. A iniciativa pretende aumentar a consciência ambiental através de medidas socioeducativas, bem como incentivar o compromisso no cidadão de limpar as cidades e, mais importante, mantê-las limpas. Este é um desafio enorme para o nosso país, já  que somos, atualmente, o quarto maior produtor mundial de resíduos, com uma produção diária de aproximadamente 240 mil toneladas.

Nosso objeto social primordial é o desenvolvimento humano, através do desenvolvimento sustentável.