O Menos 1 Lixo é um
Movimento voltado para o consumo consciente e o empoderamento do
indivíduo, a gente sempre deixa isso claro, pois entendemos que a
transformação vem diariamente com pequenos gestos. Ainda assim, acreditamos que leis e exemplos do poder público só agregam à busca por novos hábitos de consumo.
Além do poder de influência na tomada de decisão da sociedade,
instituições são formadas por nada mais, nada menos que indivíduos.
Pensando nesse poder de influência e conscientização, o Ministério do Meio Ambiente lançou o programa A3P. A
Agenda Ambiental na Administração Pública objetiva implementar a gestão
socioambiental das atividades administrativas e operacionais do
Governo. É como um convite ao engajamento individual e coletivo
para a mudança de hábitos e a difusão da ação, fazendo com que cada
colaborador repense a própria atuação pessoal e profissional, para a
partir daí construir uma nova cultura institucional.
(Foto: Rafael Wallace / Jornal Alerj)
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro é uma das mais
de 40 instituições públicas que aderiram à agenda. A Alerj começou por
um ponto muito importante para nós: a redução do consumo de copos
descartáveis. Implantada no primeiro semestre de 2015, a adesão à canecas espalhadas apenas pelo setor de informática, resultou na queda de 900 para cem unidades por mês.
E a meta é zerar! Mas esse foi só o primeiro passo. Um plano de gestão
de resíduos sólidos, o ingresso do Parlamento em um programa de
eficiência energética e a economia de tinta e papel nas impressões,
também foi implantado.
O programa que prevê cinco eixos – coleta seletiva, educação ambiental, licitações sustentáveis, uso racional dos recursos e melhoria no ambiente de trabalho
– segue na instituição com fóruns sobre desenvolvimento sustentável,
desperdício zero, educação financeira e muito mais. Os serviços são
prestados aos servidores, comissionados e terceirizados.
O que nós esperamos é que iniciativas privadas também adotem o
planejamento e possam enxergar assim, a total ligação entre o
desenvolvimento sustentável, a preocupação socioambiental, o consumo
consciente e os benefícios disso para suas empresas, para as pessoas,
pra cidade e pro planeta!
As
medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que serão
realizados no Rio de Janeiro, terão um conceito sustentável. O comitê
organizador apresentou nesta terça-feira (14) o design dos objetos, que
serão feitos com materiais reciclados, e ainda aproveitou para divulgar o
slogan oficial do evento: "um mundo novo".
Nas medalhas de prata e
bronze, mais de 30% dos metais preciosos usados são oriundos de
reciclagem. As fitas de tecido que sustentam os objetos também têm 50%
de material reaproveitado.
O conceito sustentável das medalhas
também tem a ver com o ouro, inteiramente isento de mercúrio, e com os
estojos de madeira, que terão até certificado de proveniência de área
ambientalmente responsável.
A Rio-2016 terá um total de 5.130
medalhas (2.488 nas Olimpíadas e 2.642 nas Paraolimpíadas). O desenho
foi desenvolvido pelo comitê organizador e pela CMB (Casa da Moeda
Brasileira).
O evento de lançamento, realizado nesta terça-feira,
teve entre os presentes o presidente do COI (Comitê Olímpico
Internacional), Thomas Bach, que cumpre agenda no país. Carlos Arthur
Nuzman, mandatário do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do comitê
organizador, também esteve entre os convidados. “As medalhas são um dos
maiores símbolos dos Jogos”, exaltou Nuzman.
Nesta manhã, Bach
esteve no Parque Olímpico do Rio para reunir-se com o presidente
interino, Michel Temer (PMDB). De tarde, voltou à maior área de
competições da Rio-2016 para participar da apresentação das medalhas.
Junto
com as medalhas, foi apresentada pelo Comitê Rio-2016 a cerimônia de
premiação da Olimpíada e Paraolimpíada de 2016, inclusive o uniforme dos
auxiliares que carregam as medalhas. O pódio da Olimpíada também terá
um design exclusivo. Na Paraolimpíada, ele será acessível a cadeirantes.
Na
Paraolimpíada ainda, as medalhas terão um detalhe especial. Todos virão
com um guizo para que cegos possam diferenciar pelo som se elas são de
ouro, prata ou bronze.
"Um mundo novo" será o slogan da Rio-2016
O
Comitê Rio-2016 também apresentou nesta terça o slogan dos Jogos
Olímpicos do Rio: “Um mundo novo” (ou “a new world”, em inglês).
A
frase-símbolo do evento foi apresentada com dois anos de atraso.
Inicialmente, ela seria divulgada no dia 5 de agosto de 2014. Discussões
entre governo e Comitê Organizador sobre a frase acabaram durando bem
mais que o esperado e atrapalharam os planos originais.
"Com novos
olhares, exemplos e heróis. Inspirado pelo poder de transformação do
esporte, esse é o slogan dos Jogos", explicou o comitê organizador.
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Medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016
Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito; foliões podem adotar atitudes positivas para mudar esse quadro
por Portal Brasilpublicado:
07/02/2016 11h54
última modificação:
12/02/2016 15h58
Em 2015 a Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas do Rio de Janeiro
Carnaval e lixo não
combinam. Ou, pelo menos, não deveriam combinar, ainda mais agora que o
Brasil está unido em um mutirão nacional de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito.
No ano passado, em quatro dias de festa, apenas a Companhia Municipal
de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) recolheu 1.129,84
toneladas de lixo das ruas da cidade. De acordo com a empresa, os blocos
foram responsáveis pela maior parte dos resíduos descartados: 639,54
toneladas contra as 465,79 toneladas produzidas pela festa na Marquês de
Sapucaí. Os números de Brasília (DF) acompanham a proporção da folia
brasiliense. Em 2015, o Serviço de Limpeza Urbana no Distrito Federal
(SLU/DF) recolheu 110 toneladas de resíduos após a folia na cidade,
quando 44 mil sacos de lixo foram usados na coleta.
Mas no quesito “lixo pós-Carnaval”, Salvador (BA) é a campeã. Em 2015, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb)
recolheu quase duas mil toneladas de lixo durante a festa. Só para o
serviço de higienização das ruas de Salvador, no primeiro dia de
Carnaval foram utilizados 250 mil litros de água e consumidos cerca de
520 mil litros de sabão. No ano passado, o projeto “Fundo da Folia”,
criado em 1994 por um grupo de mergulhadores, recolheu 706 kg de lixo da
praia da Barra, em Salvador, lixo que sobrou do carnaval e foi parar no
fundo do mar. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos
chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do carnaval: mais
de 1,5 mil latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros
objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores. Dados das empresas de limpeza que atuam nas cidades brasileiras
mostram que vem sendo registrado um aumento de cerca de 40%, a cada
ano, na quantidade de lixo recolhido após a folia. O mês de carnaval
chega a ter 10% de lixo a mais produzido que a média dos outros 11 meses
do ano no Rio de Janeiro, por exemplo (dados da Comlurb).
A sujeira que o carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas
do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e
panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo
bueiros e aumentando o risco de enchentes. Segundo o Instituto
Akatu, o aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica
sobrecarregada) e no armazenamento nos aterros. Mas a folia pode ter
menos lixo nas ruas, uso de embalagens retornáveis e menos desperdício
de comida e de bebida. Cada cidadão tem sua parcela de responsabilidade
com os resíduos que deixa para trás durante o carnaval. Dicas
As principais orientações para quem vai curtir a folia nas ruas são:
jogar embalagens e outros resíduos nas lixeiras mais próximas; além de
produzir menos lixo, evitando o uso de material descartável. Vale levar
seu próprio copo ou sua própria sacolinha de lixo.
Para um carnaval mais sustentável, vale também reaproveitar aquilo
que iria para o lixo, utilizando material reciclável para a criação de
fantasias, adereços e máscaras; reutilizar fantasias de carnavais
passados; e gastar menos combustível, utilizando o transporte público ou
carona de amigos para chegar aos pontos da festa.
Para a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente
(SRHU/MMA), Zilda Veloso, as pessoas não podem se esquecer, mesmo em um
momento de alegria, da conscientização ambiental. “O próprio cidadão
pode fazer a sua parte. Não custa nada ficar com uma latinha ou um copo
na mão até encontrar uma lixeira. É preciso exercitar a educação”,
alerta Zilda. Brasília Limpa
Além das ações de cada folião, algumas cidades têm inovado para
estimular menos lixo após a folia. No carnaval deste ano, em Brasília,
os blocos de rua que mais se empenharem em manter os locais de festa
livres de resíduos depois do evento receberão certificados do SLU. A
campanha “Bloco Brasília Limpa”, lançada pelo governo do Distrito
Federal em 2014, busca valorizar o esforço dos foliões no recolhimento
do lixo produzido. Os foliões devem postar fotos no Instagram, com a hashtag #BSBLIMPA, seguida do nome do bloco.
Para participar da campanha, os organizadores dos blocos precisam
optar pela autogestão dos resíduos (quando se responsabilizam pela
limpeza e dispensam o trabalho da autarquia) ou respeitar o prazo mínimo
de cinco dias úteis de antecedência para solicitar os serviços. Outros
requisitos são divulgar mensagens educativas sobre o descarte apropriado
e colocar lixeiras à disposição dos participantes. "Lixo Zero"
No Rio de Janeiro, os foliões que vão brincar o carnaval de rua
deverão ter mais cuidado com os pequenos resíduos irregularmente
descartados. O Programa Lixo Zero, implantado no Rio, vai fiscalizar os
maiores e mais importantes blocos da cidade. Caso o folião seja pego em
flagrante jogando lixo nas ruas, será passível de multa no valor de
R$185,00. Se for pego urinando em via pública pelas equipes de
fiscalização, o valor da multa é de R$ 510,00. Folia Sustentável
Com o intuito de aproximar o carnaval de Salvador à sustentabilidade,
a prefeitura da cidade lançou, desde 2014, a campanha “Eu promovo o
carnaval sustentável”. A cada ação sustentável a ser praticada pelos
blocos, trios, camarotes, haverá uma pontuação pré-determinada. Essas
ações serão contabilizadas e, a partir da pontuação alcançada, a
organização será ouro, prata ou bronze. Entre as ações utilizadas dentro
dos camarotes que se destacaram em 2015 estão a separação de resíduos
que são destinados às cooperativas, a coleta do óleo de cozinha e a
oferta de alimentos orgânicos nos buffets.
Com o objetivo de apoiar os catadores de material reciclável durante a
folia na capital baiana, a Incubadora de Empreendimentos Solidários
(Incuba) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com o
Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB), realizará este ano o
projeto “Ecofolia solidária: o trabalho decente preserva o meio
ambiente”.
A iniciativa prevê a redução dos impactos ambientais causados pelo
descarte inadequado dos resíduos sólidos gerados durante a festa, além
da melhoria das condições de trabalho dos catadores avulsos e cooperados
e o combate ao trabalho infantil. O projeto vai beneficiar diretamente
2,8 mil catadores avulsos e cooperados. Indiretamente, a iniciativa deve
gerar renda para 12 mil trabalhadores. A meta do projeto para este ano é
retirar do meio ambiente 50 toneladas de material descartável. Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente
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Em 3 de janeiro de 2016 a rede Globo veiculouuma matéria no Fantástico sobre um
movimento de redução de lixo que já evitou o uso e descarte de 750 mil
copinhos plásticos. A iniciativa do Projeto Menos 1 Lixo é excelente, os
resultados são sólidos e inspiradores, mas a reportagem foi baseada em
conceitos ambientais já cansados. Além disso algumas questões práticas e
econômicas foram esquecidas ou ignoradas, o que pode repelir novas
adesões por fazerem as ações ambientais parecerem mais caras e
complicadas do que realmente são.
Após assistir o vídeo no link acima leia nossas avaliações ponto a ponto dareportagem
– Não cita o valor economizado com os copos descartáveis evitados;
– O óleo de cozinha é um caso clássico em que o reduzir é muito
melhor. Nem todas as cidades tem coleta de óleo usado. Portanto evite as
frituras, mas se gostar muito, assuma o custo ambiental e de saúde
adquirindo uma fritadeira elétrica que usa pouquíssimo óleo;
– As pilhas idem. Reciclar é legal, mas o ideal é evitar a todo custo
e se for realmente necessário usar recarregáveis. No início são mais
caras mas como duram 300 ou 500 ciclos acaba, sendo mais econômicas e
ambientalmente adequadas;
– Dona Monique comprou e instalou a Prensa PET no seu apartamento. O
aparelho é ótimo mas custa R$ 125,00. Amassar com as mãos é mais
prático, barato, rápido e igualmente seguro. A menina filmada saiu da
casa dela para amassar as garrafas no apartamento da Dona Monique. Nada
prático, muito menos barato;
– As sacolas plásticas tem alto índice de reaproveitamento então elas
não “viram lixo” como diz a reportagem. É muito melhor reduzir, mas se
pegar ou receber dá para reutilizar e por fim ainda é possível reciclar.
Insinuar que seu uso e volume é um problema desperdiça a oportunidade
de ensinar os 3 Rs com um único resíduo;
– A Fernanda usa saco plástico sim, seja reutilizando sacolinhas ou comprando sacos para lixo;
– A composteira na casa da Fernanda custa R$ 230,00 (se for a menor).
Melhor usar uma caixa organizadora simples furada no fundo que pode
compostar com ou sem minhocas (veja nessevídeo).
Esse sistema é bem mais barato até que o do Ciclo Orgânico, mas o
projeto carioca agrega as pessoas que não querem fazer em casa ou não
tem tempo para essa atividade;
– Na parte do cartão que a Ciclo Orgânico entrega eles podiam
explicar que a compostagem troca a emissão de metano por gás carbônico,
muito menos estufa. E de quebra derrubar o mito de que o metano emitido
pelo nosso rebanho é a maior fonte deste gás no Brasil. Na realidade o
lixo emite quase 30% mais que o gado;
– Abordar o aproveitamento integral de alimentos seria uma bela
sacada para mostrar a sinergia possível entre meio ambiente e
desenvolvimento social. Em tempos de crise ou não, economizar com
alimentação, ganhar em saúde, preservando o meio ambiente e ajudando a
reduzir custos de coleta de lixo é uma grande sacada especialmente para
as classes sociais menos favorecidas. A reportagem nem cita, mas nos
citamos aquiuma,duas,trêsformas só para dar um gostinho;
– Levar o copinho consigo na bolsa ou mochila é uma ótima ideia, mas
seria valioso explicar que o oferecimento de copos descartáveis só deve
ser feito em bebedores voltados para público visitante. Muitas
escritórios ofereciam para os funcionários e neste caso um copo de vidro
(ou xícara ou garrafinha tipo Squeeze) já é uma mudança adotada com
sucesso por muitas empresas Brasil afora.
Disseminar informações ambientais deve hoje em dia, ser feito com
cuidado para não espantar ao invés de atrair. Práticas complexas ou que
demandem muito espaço, muito investimento ou serviços que não estão
disponíveis em todas as cidades acabam por repelir novos adeptos das
práticas mais sustentáveis. Podem parecer legais e plásticas na TV mas
pouco fazem para tornar nossas cidades locais melhores para se viver.
Saiba mais sobre oprojeto Menos 1 Lixo.
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Fonte;http://www.recicloteca.org.br/noticias/reportagem-no-fantastico/
Acontece em São Paulo nos dias 18 a 20 de agosto a 10ª. EXPOSUCATA.
É inquestionável: a EXPOSUCATA é o maior e mais importante evento de NEGÓCIOS
para quem busca lucro no mercado de reciclagem na América Latina.
Um evento sério, independente, promovido por quem mais conhece desse mercado
no Brasil: a Revista Reciclagem Moderna.
Com os eventos simultâneos:
voltado para o mercado de reciclagem de papel;
voltado ao mercado de reciclagem de plásticos;
voltado para o mercado de reciclagem de resíduos de construção e demolição; e a
voltado ao mercado de limpeza pública, resíduos urbanos e industriais;
voltado ao mercado de água, esgoto, efluentes industriais e urbanos.
O mercado latino-americano de resíduos sólidos encontra, em um só lugar, as maiores
novidades e avanços tecnológicos para quem gera e coleta, transporta e movimenta, tria, processa e dá destino aos mais diversos tipos de resíduos – sejam eles recicláveis ou não.
Venha para o maior ponto de encontro de profissionais, fabricantes de equipamentos e prestadores de serviço na América Latina!
Informação no site; http://www.exposucata.com.br/index.php
Nos arredores de uma das maiores áreas metropolitanas do planeta está em desenvolvimento a maior fazenda vertical do mundo. Com o apoio de grandes investidores, como o banco Goldman Sachs, uma antiga siderúrgica localizada em Newark, Nova Jersey, que hoje ainda funciona como uma fábrica de pallets de madeira, está se tornando uma grande produtora do gênero agrícola.
Além disso, a instalação também será sede da AeroFarms, que é quem vai gerenciar a produção da fazenda. Para quem conhece as chamadas verduras hidropônicas, aquelas que são cultivadas com as raízes imersas na água, saiba que esta empresa, com a ajuda de um professor da Universidade Cornell, desenvolveu plantas “aeropônicas”.
Um novo meio de produção de vegetais
Nesse processo, as raízes das plantas ficam expostas, no ar, e recebem borrifos de nutrientes e um fluxo constante de ar para crescerem. Isso gera uma economia de até 95% de água e permite que os vegetais cresçam mais rápido e melhores. E não se utiliza luz solar. As plantas são expostas à luz artificial de LED, também otimizando o processo de produção.
Com a implantação dessa fazenda vertical, os investidores têm duas intenções principais: trazer mais desenvolvimento para a região, anteriormente uma área de Newark cheia de antigas indústrias, mas com alto nível de desemprego; e tentar resolver um grave problema que assombra a área metropolitana de Nova York: a escassez no abastecimento de comida, visto que os pontos de entrada desse abastecimento na cidade são limitados e os principais pontos de distribuição estão sujeitos a catástrofes climáticas.
Avanços em tecnologia agrícola
Além de tudo isso, é claro, a fazenda vertical vai servir como ponto de desenvolvimento de pesquisas na área de agricultura e vai usar essa tecnologia limpa para substituir o tipo de mercado industrial que domina a região de Nova York e Nova Jersey. Sem contar, é claro, que pode mudar radicalmente o meio utilizado para se abastecer grandes centros urbanos com alimentos.
Grande Feira de Meio Ambiente Industrial, Reciclagem &Saneamento em Santa Catarina, será realizada de 15 a 18 de abril de 2015. No evento acontecerá um SIMPÓSIO NACIONAL DE RECICLAGEM, SANEAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL
O objetivo do S-N-R e G.A é discutir e apresentar propostas e buscar soluções para o principal problema enfrentado por cidades que é a questão da destinação adequada de resíduos sólidos e orgânicos de origem urbana, rural, industrial e comercial. O papel dos diferentes atores neste processo: Governo nas 03 esferas e iniciativa privada, representados por associações, cooperativas de produção e terceiro setor.
Público Alvo
O público alvo será constituído por profissionais que atuam em diversas áreas da engenharia, agronomia, biologia, administração pública e privada, técnicos de nível superior e médio, empresários da indústria, comércio e agronegócio, gestores publico, professores, estudantes e todos aqueles que atuam na gestão e transformação de resíduos.
Acompanhe os procedimentos corretos para a realização do descarte de medicamentos.
Grande parte das pessoas descartam medicamentos no lixo comum ou na
rede de esgoto, o que pode trazer grandes prejuízos ao meio ambiente,
como a contaminação do solo, da água e de animais, além de pessoas que
podem encontrar os remédios e fazer uso deles.
Os medicamentos são classificados como resíduos perigosos, devido ao seu potencial de contaminação, e o descarte de medicamentos precisa ser feito de maneira correta para preservar o meio ambiente.
Já para medicamentos vencidos, o ideal é deixá-los em postos de
coleta ou farmácias e drogarias, que farão o descarte correto do
material. O trabalho para descarte de medicamentos no Brasil vem sido liderado pela Anvisa e ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Dica: É muito comum ter em casa medicamentos que ficaram sem uso,
devido à interrupção ou mudança de tratamento médico, ou ainda excedente
da quantidade prescrita. Nesses casos, há duas opções para o descarte
de medicamentos. Se os remédios estiverem dentro do prazo de validade, o
recomendado é doar para postos ou organizações de saúde.
A descoberta do vidro é bem antiga, os primeiros registros datam de
5000 a.C. Contam as lendas que o vidro foi descoberto acidentalmente,
quando mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na beira da praia,
perceberam que o fogo transformou a areia do chão num líquido
transparente, ao resfriar, esse líquido se transformou num material bem
resistente, assim surgia o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por
técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas janelas, vasos e
copos. Desde então, o vidro tem acompanhado a humanidade, sempre
presente nas residências: nas janelas que conferem luminosidade às
construções; como também nos utensílios, como taças, jarras, pratos,
dando muito charme às cozinhas.
O vidro é feito da fusão de alguns compostos inorgânicos,
principalmente areia, e por isso é uma embalagem segura, pois conserva
os alimentos com todos os seus nutrientes. Além de manter a qualidade do
produto, aumenta o seu prazo de validade e diminui o uso de
conservantes, também pode ser levado ao micro-ondas com segurança
(porque não libera disruptores endócrinos, para saber mais sobre isso, leia a reportagem), e não interfere nem sabor nem no cheiro dos alimentos.
No Brasil, a reciclagem de vidro cresce a cada ano, hoje, cerca de
40% do vidro produzido é reciclado, e 25% é reutilizável – pois são de
garrafas retornáveis. O vidro é também o único material 100%
reciclável, ou seja, 1kg de vidro pode ser reciclado infinitas vezes,
resultando em 1kg de vidro com as mesmas características.
Dica: Prefira sempre utilizar vasilhames de vidro pra guardar
alimentos, elas são mais seguras e preservam os alimentos com maior
qualidade.
O Programa Ressoar é uma revista eletrônica do Terceiro Setor. Nesta
matéria Chris Flores conversa com Fernando von Zuben, da Tetra Pak, em
dos projetos do Instituto Ressoar, a Casa do Fazer, que é um centro de
reciclagem, capacitação pessoal e profissional no Itaim Paulista. A Casa
do Fazer utiliza telhas recicladas a partir de caixinha de leite do
tipo longa vida. Na conversa com Fernando ele explica o processo de
fabricação das telhas. O Programa Ressoar é exibido na Record News todos
os sábados.
Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas
desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema
relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã
Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros,
discutem o assunto em suas obras.
Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e
sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências
Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo
de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em
massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o
perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras
para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a
indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência
programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos
para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira
vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais
fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o
tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de
aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de
“obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo
norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a
obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como
forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi
colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a
década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era
famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos.
Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava
que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos
produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não,
independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos
produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo
era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por
necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade
de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da
obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes
eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a
propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam
substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha,
dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo
de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que
rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma
imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste
natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a
vida útil do produto.
Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico
A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã
Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente
disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam
mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha
do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada),
a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência
deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção
e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras
consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências
dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.
No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder
sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências
ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos –
computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são
transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um
tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta
registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em
Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países
desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido,
que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro
Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No
entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos
são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer
reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder
econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e,
consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de
discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20),
a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do
Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o
crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o
número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o
aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de
eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e
celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma
disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda
falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito
de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países
industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes,
como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência
programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de
resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura
e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor
observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez
do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip”
(princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo
nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda
existem, as coisas boas).
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de
responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos
eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista
ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores,
impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e
conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No
local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte
de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar
das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os
objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que
este seja vendido e possivelmente reutilizado.
Tecnologia, arte e resistência
A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da
Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande
descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo
consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência
programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje
utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada,
então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais
rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida
útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior
necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a
determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia.
Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para
incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de
forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por
exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão
afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda
para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos
modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a
sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se
comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um
determinado grupo social.
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos
incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O
artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando
diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em
vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas
(2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas
eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes
máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade
das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção
técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos
de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas
tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre
tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte
desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas
eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que
despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são
esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o
celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são
destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na
cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao
consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se
depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu
próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz
parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos
nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes
naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas
que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o
consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais
pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema
para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem
do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios
consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir
com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos
muitos”, lembra o professor.
Reportagem especial do Portal Brasil mostra que é possível se divertir com responsabilidade ambiental
Em meio a diversidade do nosso
País, o Portal Brasil destaca programações carnavalescas que agregam
diversão e responsabilidade ambiental. Em São Paulo ou no Rio de
Janeiro, iniciativas mostram que é possível se divertir, tratando de
temas importantes e responsáveis, andando de mãos dadas com a natureza.
Presente em todas as terças-feiras do carnaval do Rio de Janeiro
desde 2004, o bloco Vagalume O Verde (VOV) promove a sustentabilidade
aos participantes. De acordo com presidente fundador, Hugo Camarate, o
bloco foi criado acreditando-se poder contribuir para sensibilizar os
foliões a fim de mitigar os impactos ambientais gerados pelo homem e
fomentar a cultura do carnaval.
“Desde o início, tivemos o propósito de trazer à discussão a temática
ambiental. Naquele momento, discutia-se a ecologia e éramos tratados
como um eco-bloco. Hoje, nestes novos tempos, nos consideramos um bloco
sustentável. Entendemos, no entanto, que a sustentabilidade do bloco é
algo que jamais será atingida plenamente e que o que nos permite nos
chamarmos desta forma - bloco sustentável - é o compromisso de seguir os
preceitos da sustentabilidade como diretriz”, afirma.
O Vagalume O Verde busca implementar práticas ecológicas e utilizar
materiais amigáveis ao meio ambiente. Como exemplo, realização de coleta
seletiva, o porta “bituca” de cigarros (enfocando a destinação correta
do resíduo), a inserção de 10% de instrumentos feitos através de
materiais reaproveitados/reciclados no realizados no carnaval de 2013,
quando 10 mil pessoas prestigiaram o bloco sustentável.
Além disso, buscando minimizar impactos negativos do desfile, o VOV
limita o volume dos decibéis do carro de som para não impactar a fauna e
a flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que faz parte do
itinerário do bloco.
Hugo conta, ainda, que o grupo busca preparar as futuras gerações de
foliões. “Estimulamos cursos, participamos de palestras e buscamos
auxiliar, com oficinas que tratem do meio ambiente, utilizando o
carnaval como eixo condutor das discussões e como ferramenta de
aproximação. Na verdade, ansiamos e buscamos contribuir para que as
condições sejam ainda melhores do que as atuais - compensamos nosso
desfile através do plantio de mudas de espécies nativas da Mata
Atlântica.” Desfile sustentável
No carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde
também se mostra preocupada com a questão. Tanto é que, neste ano, leva à
Avenida o tema “Sustentabilidade, construindo um novo mundo”. Efeito
estufa, poluição, desperdício, queimadas e devastação das matas nativas,
além de alternativas como a reciclagem do lixo, são alguns dos temas
tratados pela escola.
O presidente do Conselho Deliberativo da Império de Casa Verde,
Eduardo Moraes, informa que o tema do enredo surgiu “da necessidade de
um planeta sustentável com menor degradação do meio ambiente,
preservando as reservas naturais”. Para isso, alguns carros do
desfile foram confeccionados com materiais recicláveis, como latas de
alumínio, papelão, copos descartáveis.
“Um grande exemplo é a fantasia da ala das crianças que foram feitas
com copos descartáveis usados. E a agua utilizada no abre alas que é uma
água cenográfica, que não molha os componentes, e foi utilizada água de
reuso”, diz Eduardo.
Para ele, o samba-enredo da Império de Casa Verde tem um papel
importante para a comunidade. “Buscamos a conscientização da comunidade
de que o planeta está sufocado e necessita de uma ação global urgente de
preservação, garantindo assim um planeta melhor para as futuras
gerações.”
Com o trabalho que, neste ano, completa 10 anos, Hugo Camarate acredita que o bloco fundado por ele pode fazer a diferença. “O
pioneirismo destas ações, bem como os frutos que podem ser colhidos
adiante, podem significar novos rumos para um carnaval mais alegre, com
menos desperdício e, com certeza, muito mais sustentável!”, afirma. Serviço
Bloco Sustentável Vagalume O Verde
Local: Início na Rua Jardim Botânico (esquina com Rua Pacheco Leão) em direção à Praça Santost Dumont - Baixo Gávea, Rio de Janeiro
Concentração: 08:00h
Desfile: 10h às 14h
Data: 04/03/2014 Fonte: Portal Brasil
A produção de lixo no Brasil atinge a
marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma
maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia
considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados
e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O
documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de
reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as
garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento
considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de
2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só
deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a
contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a
reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329
toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a
criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390
trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a
coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As
cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem
de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o
preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no
mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio
(Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das
latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como
Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma
diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas
importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística
norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão,
onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que
compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%,
segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com
outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro
fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que,
no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de
alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma
demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a
percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima
para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse
processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado
gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica.
Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a
economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a
mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por
andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada,
isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social.
Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650
milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a
oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro
de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser
reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia.
Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100
milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre
apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em
indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor,
porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal
objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto
sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora,
acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a
inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios
brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o
serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do
Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906
lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos
sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse
quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.
A economia da reciclagem possui desafios estruturais.
Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material
reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do
produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente
dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o
passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas
indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras
do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade
de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer
reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades.
Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado
da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em
relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de
extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.
Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia (
1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades
possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta
seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado
diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é
alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material
com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em
dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se
decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses
materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto
pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas usadas
pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria
do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil
toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a
Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15%
do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para
35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A
Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o
potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para
se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos
como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de
artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40
árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de
água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco
séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica
necessária para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de
reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto
nas ruas.
por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.