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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Com implementação da A3P, Alerj reduz o consumo de descartáveis na instituição

Por Talita Gamboa
O Menos 1 Lixo é um Movimento voltado para o consumo consciente e o empoderamento do indivíduo, a gente sempre deixa isso claro, pois entendemos que a transformação vem diariamente com pequenos gestos. Ainda assim, acreditamos que leis e exemplos do poder público só agregam à busca por novos hábitos de consumo. Além do poder de influência na tomada de decisão da sociedade, instituições são formadas por nada mais, nada menos que indivíduos.
Pensando nesse poder de influência e conscientização, o Ministério do Meio Ambiente lançou o programa A3P. A Agenda Ambiental na Administração Pública objetiva implementar a gestão socioambiental das atividades administrativas e operacionais do Governo. É como um convite ao engajamento individual e coletivo para a mudança de hábitos e a difusão da ação, fazendo com que cada colaborador repense a própria atuação pessoal e profissional, para a partir daí construir uma nova cultura institucional.
menos 1 lixo-1-8(Foto: Rafael Wallace / Jornal Alerj)
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro é uma das mais de 40 instituições públicas que aderiram à agenda. A Alerj começou por um ponto muito importante para nós: a redução do consumo de copos descartáveis. Implantada no primeiro semestre de 2015, a adesão à canecas espalhadas apenas pelo setor de informática, resultou na queda de 900 para cem unidades por mês. E a meta é zerar! Mas esse foi só o primeiro passo. Um plano de gestão de resíduos sólidos, o ingresso do Parlamento em um programa de eficiência energética e a economia de tinta e papel nas impressões, também foi implantado.
O programa que prevê cinco eixos – coleta seletiva, educação ambiental, licitações sustentáveis, uso racional dos recursos e melhoria no ambiente de trabalho – segue na instituição com fóruns sobre desenvolvimento sustentável, desperdício zero, educação financeira e muito mais. Os serviços são prestados aos servidores, comissionados e terceirizados.
O que nós esperamos é que iniciativas privadas também adotem o planejamento e possam enxergar assim, a total ligação entre o desenvolvimento sustentável, a preocupação socioambiental, o consumo consciente e os benefícios disso para suas empresas, para as pessoas, pra cidade e pro planeta!

Fonte: Ministério Público Federal, Ministério do Meio Ambiente e Alerj.
Fonte;http://menos1lixo.virgula.uol.com.br/com-implementacao-da-a3p-alerj-reduz-o-consumo-de-descartaveis-na-instituicao/

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Rio-2016 aposta em material reciclado para fazer medalhas e lança slogan

Do UOL, no Rio de Janeiro
As medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro, terão um conceito sustentável. O comitê organizador apresentou nesta terça-feira (14) o design dos objetos, que serão feitos com materiais reciclados, e ainda aproveitou para divulgar o slogan oficial do evento: "um mundo novo".
Nas medalhas de prata e bronze, mais de 30% dos metais preciosos usados são oriundos de reciclagem. As fitas de tecido que sustentam os objetos também têm 50% de material reaproveitado.
O conceito sustentável das medalhas também tem a ver com o ouro, inteiramente isento de mercúrio, e com os estojos de madeira, que terão até certificado de proveniência de área ambientalmente responsável.
A Rio-2016 terá um total de 5.130 medalhas (2.488 nas Olimpíadas e 2.642 nas Paraolimpíadas). O desenho foi desenvolvido pelo comitê organizador e pela CMB (Casa da Moeda Brasileira).
O evento de lançamento, realizado nesta terça-feira, teve entre os presentes o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, que cumpre agenda no país. Carlos Arthur Nuzman, mandatário do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do comitê organizador, também esteve entre os convidados. “As medalhas são um dos maiores símbolos dos Jogos”, exaltou Nuzman.
Nesta manhã, Bach esteve no Parque Olímpico do Rio para reunir-se com o presidente interino, Michel Temer (PMDB). De tarde, voltou à maior área de competições da Rio-2016 para participar da apresentação das medalhas.
Junto com as medalhas, foi apresentada pelo Comitê Rio-2016 a cerimônia de premiação da Olimpíada e Paraolimpíada de 2016, inclusive o uniforme dos auxiliares que carregam as medalhas. O pódio da Olimpíada também terá um design exclusivo. Na Paraolimpíada, ele será acessível a cadeirantes.
Na Paraolimpíada ainda, as medalhas terão um detalhe especial. Todos virão com um guizo para que cegos possam diferenciar pelo som se elas são de ouro, prata ou bronze.

"Um mundo novo" será o slogan da Rio-2016

O Comitê Rio-2016 também apresentou nesta terça o slogan dos Jogos Olímpicos do Rio: “Um mundo novo” (ou “a new world”, em inglês).
A frase-símbolo do evento foi apresentada com dois anos de atraso. Inicialmente, ela seria divulgada no dia 5 de agosto de 2014. Discussões entre governo e Comitê Organizador sobre a frase acabaram durando bem mais que o esperado e atrapalharam os planos originais.
"Com novos olhares, exemplos e heróis. Inspirado pelo poder de transformação do esporte, esse é o slogan dos Jogos", explicou o comitê organizador.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Descarte correto de lixo no carnaval ajuda a combater o Aedes aegypti

Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito; foliões podem adotar atitudes positivas para mudar esse quadro
por Portal Brasil publicado: 07/02/2016 11h54  
última modificação: 12/02/2016 15h58
 
 Em 2015 a Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas do Rio de Janeiro

Em 2015 a Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas do Rio de Janeiro
Carnaval e lixo não combinam. Ou, pelo menos, não deveriam combinar, ainda mais agora que o Brasil está unido em um mutirão nacional de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito.
No ano passado, em quatro dias de festa, apenas a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas da cidade. De acordo com a empresa, os blocos foram responsáveis pela maior parte dos resíduos descartados: 639,54 toneladas contra as 465,79 toneladas produzidas pela festa na Marquês de Sapucaí. Os números de Brasília (DF) acompanham a proporção da folia brasiliense. Em 2015, o Serviço de Limpeza Urbana no Distrito Federal (SLU/DF) recolheu 110 toneladas de resíduos após a folia na cidade, quando 44 mil sacos de lixo foram usados na coleta.
Mas no quesito “lixo pós-Carnaval”, Salvador (BA) é a campeã. Em 2015, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) recolheu quase duas mil toneladas de lixo durante a festa. Só para o serviço de higienização das ruas de Salvador, no primeiro dia de Carnaval foram utilizados 250 mil litros de água e consumidos cerca de 520 mil litros de sabão. No ano passado, o projeto “Fundo da Folia”, criado em 1994 por um grupo de mergulhadores, recolheu 706 kg de lixo da praia da Barra, em Salvador, lixo que sobrou do carnaval e foi parar no fundo do mar. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do carnaval: mais de 1,5 mil latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores.
Dados das empresas de limpeza que atuam nas cidades brasileiras mostram que vem sendo registrado um aumento de cerca de 40%, a cada ano, na quantidade de lixo recolhido após a folia. O mês de carnaval chega a ter 10% de lixo a mais produzido que a média dos outros 11 meses do ano no Rio de Janeiro, por exemplo (dados da Comlurb).
A sujeira que o carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo bueiros e aumentando o risco de enchentes. Segundo o Instituto Akatu, o aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica sobrecarregada) e no armazenamento nos aterros. Mas a folia pode ter menos lixo nas ruas, uso de embalagens retornáveis e menos desperdício de comida e de bebida. Cada cidadão tem sua parcela de responsabilidade com os resíduos que deixa para trás durante o carnaval.
Dicas
As principais orientações para quem vai curtir a folia nas ruas são: jogar embalagens e outros resíduos nas lixeiras mais próximas; além de produzir menos lixo, evitando o uso de material descartável. Vale levar seu próprio copo ou sua própria sacolinha de lixo.
Para um carnaval mais sustentável, vale também reaproveitar aquilo que iria para o lixo, utilizando material reciclável para a criação de fantasias, adereços e máscaras; reutilizar fantasias de carnavais passados; e gastar menos combustível, utilizando o transporte público ou carona de amigos para chegar aos pontos da festa.
Para a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU/MMA), Zilda Veloso, as pessoas não podem se esquecer, mesmo em um momento de alegria, da conscientização ambiental. “O próprio cidadão pode fazer a sua parte. Não custa nada ficar com uma latinha ou um copo na mão até encontrar uma lixeira. É preciso exercitar a educação”, alerta Zilda.
Brasília Limpa
Além das ações de cada folião, algumas cidades têm inovado para estimular menos lixo após a folia. No carnaval deste ano, em Brasília, os blocos de rua que mais se empenharem em manter os locais de festa livres de resíduos depois do evento receberão certificados do SLU. A campanha “Bloco Brasília Limpa”, lançada pelo governo do Distrito Federal em 2014, busca valorizar o esforço dos foliões no recolhimento do lixo produzido. Os foliões devem postar fotos no Instagram, com a hashtag #BSBLIMPA, seguida do nome do bloco.
Para participar da campanha, os organizadores dos blocos precisam optar pela autogestão dos resíduos (quando se responsabilizam pela limpeza e dispensam o trabalho da autarquia) ou respeitar o prazo mínimo de cinco dias úteis de antecedência para solicitar os serviços. Outros requisitos são divulgar mensagens educativas sobre o descarte apropriado e colocar lixeiras à disposição dos participantes.
"Lixo Zero"
No Rio de Janeiro, os foliões que vão brincar o carnaval de rua deverão ter mais cuidado com os pequenos resíduos irregularmente descartados. O Programa Lixo Zero, implantado no Rio, vai fiscalizar os maiores e mais importantes blocos da cidade. Caso o folião seja pego em flagrante jogando lixo nas ruas, será passível de multa no valor de R$185,00. Se for pego urinando em via pública pelas equipes de fiscalização, o valor da multa é de R$ 510,00.
Folia Sustentável
Com o intuito de aproximar o carnaval de Salvador à sustentabilidade, a prefeitura da cidade lançou, desde 2014, a campanha “Eu promovo o carnaval sustentável”. A cada ação sustentável a ser praticada pelos blocos, trios, camarotes, haverá uma pontuação pré-determinada. Essas ações serão contabilizadas e, a partir da pontuação alcançada, a organização será ouro, prata ou bronze. Entre as ações utilizadas dentro dos camarotes que se destacaram em 2015 estão a separação de resíduos que são destinados às cooperativas, a coleta do óleo de cozinha e a oferta de alimentos orgânicos nos buffets.
Com o objetivo de apoiar os catadores de material reciclável durante a folia na capital baiana, a Incubadora de Empreendimentos Solidários (Incuba) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com o Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB), realizará este ano o projeto “Ecofolia solidária: o trabalho decente preserva o meio ambiente”.
A iniciativa prevê a redução dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos gerados durante a festa, além da melhoria das condições de trabalho dos catadores avulsos e cooperados e o combate ao trabalho infantil. O projeto vai beneficiar diretamente 2,8 mil catadores avulsos e cooperados. Indiretamente, a iniciativa deve gerar renda para 12 mil trabalhadores. A meta do projeto para este ano é retirar do meio ambiente 50 toneladas de material descartável.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil 

Fonte; http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2016/02/descarte-correto-de-lixo-no-carnval-ajuda-a-combater-o-aedes-aegypti CC BY ND 3.0 Brasil

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A partir de Reportagem no Fantástico veja como aprimorar uma matéria ambiental


Em 3 de janeiro de 2016 a rede Globo veiculou uma matéria no Fantástico sobre um movimento de redução de lixo que já evitou o uso e descarte de 750 mil copinhos plásticos. A iniciativa do Projeto Menos 1 Lixo é excelente, os resultados são sólidos e inspiradores, mas a reportagem foi baseada em conceitos ambientais já cansados. Além disso algumas questões práticas e econômicas foram esquecidas ou ignoradas, o que pode repelir novas adesões por fazerem as ações ambientais parecerem mais caras e complicadas do que realmente são.

Após assistir o vídeo no link acima leia nossas avaliações ponto a ponto da reportagem

– Não cita o valor economizado com os copos descartáveis evitados;
– O óleo de cozinha é um caso clássico em que o reduzir é muito melhor. Nem todas as cidades tem coleta de óleo usado. Portanto evite as frituras, mas se gostar muito, assuma o custo ambiental e de saúde adquirindo uma fritadeira elétrica que usa pouquíssimo óleo;
– As pilhas idem. Reciclar é legal, mas o ideal é evitar a todo custo e se for realmente necessário usar recarregáveis. No início são mais caras mas como duram 300 ou 500 ciclos acaba, sendo mais econômicas e ambientalmente adequadas;
– Dona Monique comprou e instalou a Prensa PET no seu apartamento. O aparelho é ótimo mas custa R$ 125,00. Amassar com as mãos é mais prático, barato, rápido e igualmente seguro. A menina filmada saiu da casa dela para amassar as garrafas no apartamento da Dona Monique. Nada prático, muito menos barato;
– As sacolas plásticas tem alto índice de reaproveitamento então elas não “viram lixo” como diz a reportagem. É muito melhor reduzir, mas se pegar ou receber dá para reutilizar e por fim ainda é possível reciclar. Insinuar que seu uso e volume é um problema desperdiça a oportunidade de ensinar os 3 Rs com um único resíduo;
– A Fernanda usa saco plástico sim, seja reutilizando sacolinhas ou comprando sacos para lixo;
– A composteira na casa da Fernanda custa R$ 230,00 (se for a menor). Melhor usar uma caixa organizadora simples furada no fundo que pode compostar com ou sem minhocas (veja nesse vídeo). Esse sistema é bem mais barato até que o do Ciclo Orgânico, mas o projeto carioca agrega as pessoas que não querem fazer em casa ou não tem tempo para essa atividade;
– Na parte do cartão que a Ciclo Orgânico entrega eles podiam explicar que a compostagem troca a emissão de metano por gás carbônico, muito menos estufa. E de quebra derrubar o mito de que o metano emitido pelo nosso rebanho é a maior fonte deste gás no Brasil. Na realidade o lixo emite quase 30% mais que o gado;
– Abordar o aproveitamento integral de alimentos seria uma bela sacada para mostrar a sinergia possível entre meio ambiente e desenvolvimento social. Em tempos de crise ou não, economizar com alimentação, ganhar em saúde, preservando o meio ambiente e ajudando a reduzir custos de coleta de lixo é uma grande sacada especialmente para as classes sociais menos favorecidas. A reportagem nem cita, mas nos citamos aqui uma, duas, três formas só para dar um gostinho;
– Levar o copinho consigo na bolsa ou mochila é uma ótima ideia, mas seria valioso explicar que o oferecimento de copos descartáveis só deve ser feito em bebedores voltados para público visitante. Muitas escritórios ofereciam para os funcionários e neste caso um copo de vidro (ou xícara ou garrafinha tipo Squeeze) já é uma mudança adotada com sucesso por muitas empresas Brasil afora.
Disseminar informações ambientais deve hoje em dia, ser feito com cuidado para não espantar ao invés de atrair. Práticas complexas ou que demandem muito espaço, muito investimento ou serviços que não estão disponíveis em todas as cidades acabam por repelir novos adeptos das práticas mais sustentáveis. Podem parecer legais e plásticas na TV mas pouco fazem para tornar nossas cidades locais melhores para se viver.
Saiba mais sobre o projeto Menos 1 Lixo.

Licença Creative Commons
Este texto está protegido por uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Link para atribuição de créditos: http://www.recicloteca.org.br/?p=16590
Fonte;http://www.recicloteca.org.br/noticias/reportagem-no-fantastico/

quarta-feira, 1 de julho de 2015

10ª. EXPOSUCATA – Feira e Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem

Acontece em São Paulo nos dias 18 a 20 de agosto a 10ª. EXPOSUCATA.
É inquestionável: a EXPOSUCATA é o maior e mais importante evento de NEGÓCIOS
para quem busca lucro no mercado de reciclagem na América Latina.

Um evento sério, independente, promovido por quem mais conhece desse mercado
no Brasil: a Revista Reciclagem Moderna.

Com os eventos simultâneos:

MercoAparavoltado para o mercado de reciclagem de papel;
Reciclaplastvoltado ao mercado de reciclagem de plásticos;
RCD Expovoltado para o mercado de reciclagem de resíduos de construção e demolição; e a
ExpoLixovoltado ao mercado de limpeza pública, resíduos urbanos e industriais;
Mercohydrovoltado ao mercado de água, esgoto, efluentes industriais e urbanos.

O mercado latino-americano de resíduos sólidos encontra, em um só lugar, as maiores
novidades e avanços tecnológicos para quem gera e coleta, transporta e movimenta, tria, processa e dá destino aos mais diversos tipos de resíduos – sejam eles recicláveis ou não.

Venha para o maior ponto de encontro de profissionais, fabricantes de equipamentos e prestadores de serviço na América Latina!

Informação no site; http://www.exposucata.com.br/index.php


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maior fazenda vertical do mundo deve ficar pronta até 2016

Nos arredores de uma das maiores áreas metropolitanas do planeta está em desenvolvimento a maior fazenda vertical do mundo. Com o apoio de grandes investidores, como o banco Goldman Sachs, uma antiga siderúrgica localizada em Newark, Nova Jersey, que hoje ainda funciona como uma fábrica de pallets de madeira, está se tornando uma grande produtora do gênero agrícola.
Além disso, a instalação também será sede da AeroFarms, que é quem vai gerenciar a produção da fazenda. Para quem conhece as chamadas verduras hidropônicas, aquelas que são cultivadas com as raízes imersas na água, saiba que esta empresa, com a ajuda de um professor da Universidade Cornell, desenvolveu plantas “aeropônicas”. 

Um novo meio de produção de vegetais
Nesse processo, as raízes das plantas ficam expostas, no ar, e recebem borrifos de nutrientes e um fluxo constante de ar para crescerem. Isso gera uma economia de até 95% de água e permite que os vegetais cresçam mais rápido e melhores. E não se utiliza luz solar. As plantas são expostas à luz artificial de LED, também otimizando o processo de produção.


Com a implantação dessa fazenda vertical, os investidores têm duas intenções principais: trazer mais desenvolvimento para a região, anteriormente uma área de Newark cheia de antigas indústrias, mas com alto nível de desemprego; e tentar resolver um grave problema que assombra a área metropolitana de Nova York: a escassez no abastecimento de comida, visto que os pontos de entrada desse abastecimento na cidade são limitados e os principais pontos de distribuição estão sujeitos a catástrofes climáticas.
Avanços em tecnologia agrícola
Além de tudo isso, é claro, a fazenda vertical vai servir como ponto de desenvolvimento de pesquisas na área de agricultura e vai usar essa tecnologia limpa para substituir o tipo de mercado industrial que domina a região de Nova York e Nova Jersey. Sem contar, é claro, que pode mudar radicalmente o meio utilizado para se abastecer grandes centros urbanos com alimentos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Grande Feira de Meio Ambiente Industrial, Reciclagem &Saneamento em Santa Catarina





Grande Feira de Meio Ambiente Industrial, Reciclagem &Saneamento em Santa Catarina, será realizada de 15 a 18 de abril de 2015.

No evento acontecerá um SIMPÓSIO NACIONAL DE RECICLAGEM, SANEAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL
O objetivo do S-N-R e G.A é discutir e apresentar propostas e buscar soluções para o principal problema enfrentado por cidades que é a questão da destinação adequada de resíduos sólidos e orgânicos de origem urbana, rural, industrial e comercial. O papel dos diferentes atores neste processo: Governo nas 03 esferas e iniciativa privada, representados por  associações, cooperativas de produção e terceiro setor.
Público Alvo
O público alvo será constituído por profissionais que atuam em diversas áreas da engenharia, agronomia, biologia, administração pública e privada, técnicos de nível superior e médio, empresários da indústria, comércio e agronegócio, gestores publico, professores, estudantes e todos aqueles que atuam na gestão e transformação de resíduos.

terça-feira, 10 de março de 2015

Descarte de Medicamentos

Acompanhe os procedimentos corretos para a realização do descarte de medicamentos.

Descarte de Medicamentos Grande parte das pessoas descartam medicamentos no lixo comum ou na rede de esgoto, o que pode trazer grandes prejuízos ao meio ambiente, como a contaminação do solo, da água e de animais, além de pessoas que podem encontrar os remédios e fazer uso deles.
Os medicamentos são classificados como resíduos perigosos, devido ao seu potencial de contaminação, e o descarte de medicamentos precisa ser feito de maneira correta para preservar o meio ambiente.
Já para medicamentos vencidos, o ideal é deixá-los em postos de coleta ou farmácias e drogarias, que farão o descarte correto do material. O trabalho para descarte de medicamentos no Brasil vem sido liderado pela Anvisa e ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Dica: É muito comum ter em casa medicamentos que ficaram sem uso, devido à interrupção ou mudança de tratamento médico, ou ainda excedente da quantidade prescrita. Nesses casos, há duas opções para o descarte de medicamentos. Se os remédios estiverem dentro do prazo de validade, o recomendado é doar para postos ou organizações de saúde.

Fonte: http://reciclagemnobrasil.com.br/descarte-de-medicamentos

sábado, 9 de agosto de 2014

Vidro, embalagem 100% Reciclável




A descoberta do vidro é bem antiga, os primeiros registros datam de 5000 a.C. Contam as lendas que o vidro foi descoberto acidentalmente, quando mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na beira da praia, perceberam que o fogo transformou a areia do chão num líquido transparente, ao resfriar, esse líquido se transformou num material bem resistente, assim surgia o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas janelas, vasos e copos. Desde então, o vidro tem acompanhado a humanidade, sempre presente nas residências: nas janelas que conferem luminosidade às construções; como também nos utensílios, como taças, jarras, pratos, dando muito charme às cozinhas.
O vidro é feito da fusão de alguns compostos inorgânicos, principalmente areia, e por isso é uma embalagem segura, pois conserva os alimentos com todos os seus nutrientes. Além de manter a qualidade do produto, aumenta o seu prazo de validade e diminui o uso de conservantes, também pode ser levado ao micro-ondas com segurança (porque não libera disruptores endócrinos, para saber mais sobre isso, leia a reportagem), e não interfere nem sabor nem no cheiro dos alimentos.
No Brasil, a reciclagem de vidro cresce a cada ano, hoje, cerca de 40% do vidro produzido é reciclado, e 25% é reutilizável – pois são de garrafas retornáveis. O vidro é também o único material 100% reciclável, ou seja, 1kg de vidro pode ser reciclado infinitas vezes, resultando em 1kg de vidro com as mesmas características.
Dica: Prefira sempre utilizar vasilhames de vidro pra guardar alimentos, elas são mais seguras e preservam os alimentos com maior qualidade.

Fonte: Abividro

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reciclar Tetra Pak é possível!

O Programa Ressoar é uma revista eletrônica do Terceiro Setor. Nesta matéria Chris Flores conversa com Fernando von Zuben, da Tetra Pak, em dos projetos do Instituto Ressoar, a Casa do Fazer, que é um centro de reciclagem, capacitação pessoal e profissional no Itaim Paulista. A Casa do Fazer utiliza telhas recicladas a partir de caixinha de leite do tipo longa vida. Na conversa com Fernando ele explica o processo de fabricação das telhas. O Programa Ressoar é exibido na Record News todos os sábados.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Obsolescência programada: o consumo exacerbado e o esgotamento de fontes naturais

Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
 Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros, discutem o assunto em suas obras. Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de “obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos. Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não, independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha, dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a vida útil do produto.

Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico

A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada), a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.

No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos – computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e, consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20), a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes, como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip” (princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda existem, as coisas boas).
Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores, impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que este seja vendido e possivelmente reutilizado.

Tecnologia, arte e resistência

A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada, então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia. Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um determinado grupo social.
Lucas Bambozzi: Das coisas quebradas
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Lucas Bambozzi: Mobile Crash v2 [obsolescence trimmer] – 2012

Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos muitos”, lembra o professor.
Júlia Braga
é jornalista e tradutora freelancer. Vive entre Brasília e Berlim.
Copyright: Goethe-Institut Brasilien Dezembro de 2012

sábado, 1 de março de 2014

Iniciativas pelo Brasil incentivam o carnaval sustentável

Reportagem especial do Portal Brasil mostra que é possível se divertir com responsabilidade ambiental

 

Em meio a diversidade do nosso País, o Portal Brasil destaca programações carnavalescas que agregam diversão e responsabilidade ambiental. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, iniciativas mostram que é possível se divertir, tratando de temas importantes e responsáveis, andando de mãos dadas com a natureza. 
Presente em todas as terças-feiras do carnaval do Rio de Janeiro desde 2004, o bloco Vagalume O Verde (VOV) promove a sustentabilidade aos participantes.  De acordo com presidente fundador, Hugo Camarate, o bloco foi criado acreditando-se poder contribuir para sensibilizar os foliões a fim de mitigar os impactos ambientais gerados pelo homem e fomentar a cultura do carnaval.
“Desde o início, tivemos o propósito de trazer à discussão a temática ambiental. Naquele momento, discutia-se a ecologia e éramos tratados como um eco-bloco. Hoje, nestes novos tempos, nos consideramos um bloco sustentável. Entendemos, no entanto, que a sustentabilidade do bloco é algo que jamais será atingida plenamente e que o que nos permite nos chamarmos desta forma - bloco sustentável - é o compromisso de seguir os preceitos da sustentabilidade como diretriz”, afirma.
O Vagalume O Verde busca implementar práticas ecológicas e utilizar materiais amigáveis ao meio ambiente. Como exemplo, realização de coleta seletiva, o porta “bituca” de cigarros (enfocando a destinação correta do resíduo), a inserção de 10% de instrumentos feitos através de materiais reaproveitados/reciclados no realizados no carnaval de 2013, quando 10 mil pessoas prestigiaram o bloco sustentável.
Além disso, buscando minimizar impactos negativos do desfile, o VOV limita o volume dos decibéis do carro de som para não impactar a fauna e a flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que faz parte do itinerário do bloco.
Hugo conta, ainda, que o grupo busca preparar as futuras gerações de foliões. “Estimulamos cursos, participamos de palestras e buscamos auxiliar, com oficinas que tratem do meio ambiente, utilizando o carnaval como eixo condutor das discussões e como ferramenta de aproximação. Na verdade, ansiamos e buscamos contribuir para que as condições sejam ainda melhores do que as atuais - compensamos nosso desfile através do plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.”
Desfile sustentável
No carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde também se mostra preocupada com a questão. Tanto é que, neste ano, leva à Avenida o tema “Sustentabilidade, construindo um novo mundo”. Efeito estufa, poluição, desperdício, queimadas e devastação das matas nativas, além de alternativas como a reciclagem do lixo, são alguns dos temas tratados pela escola.
O presidente do Conselho Deliberativo da Império de Casa Verde, Eduardo Moraes, informa que o tema do enredo surgiu “da necessidade de um planeta sustentável com menor degradação do meio ambiente, preservando as reservas naturais”. Para isso, alguns carros do desfile foram confeccionados com materiais recicláveis, como latas de alumínio, papelão, copos descartáveis.
“Um grande exemplo é a fantasia da ala das crianças que foram feitas com copos descartáveis usados. E a agua utilizada no abre alas que é uma água cenográfica, que não molha os componentes, e foi utilizada água de reuso”, diz Eduardo.
Para ele, o samba-enredo da Império de Casa Verde tem um papel importante para a comunidade. “Buscamos a conscientização da comunidade de que o planeta está sufocado e necessita de uma ação global urgente de preservação, garantindo assim um planeta melhor para as futuras gerações.”
Com o trabalho que, neste ano, completa 10 anos, Hugo Camarate acredita que o bloco fundado por ele pode fazer a diferença. “O pioneirismo destas ações, bem como os frutos que podem ser colhidos adiante, podem significar novos rumos para um carnaval mais alegre, com menos desperdício e, com certeza, muito mais sustentável!”, afirma.
Serviço
Bloco Sustentável Vagalume O Verde
Local: Início na Rua Jardim Botânico (esquina com Rua Pacheco Leão) em direção à Praça Santost Dumont - Baixo Gávea, Rio de Janeiro
Concentração: 08:00h
Desfile: 10h às 14h
Data: 04/03/2014
Fonte:
Portal Brasil

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Reciclagem de resíduos sólidos cresce mas ainda á desafio.

por Deniele Simões

A produção de lixo no Brasil atinge a marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de 2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329 toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390 trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
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Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão, onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%, segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que, no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica. Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada, isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social. Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650 milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia. Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100 milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor, porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora, acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906 lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.

Fonte: http://jornal.editorasantuario.com.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Desafios e Oportunidades

A reciclagem gera trabalho e renda



A economia da reciclagem possui desafios estruturais. Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades. Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.

Fonte: http://www.cataacao.org.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem – Desafio para 2014



Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia ( 1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas  usadas pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15% do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para 35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40 árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica necessária  para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto nas ruas.

Fonte: http://www.shoppingleblon.com.br

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reciclagem atinge apenas 8% dos municípios brasileiros

Reaproveitamento de resíduos sólidos

por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social. 
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.