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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pneu


A borracha é a matéria-prima principal para a fabricação de pneus, eles se dividem em dois tipos: a borracha natural, proveniente da seiva da seringueira (uma árvore de grande porte, nativa da Amazônia); e a borracha sintética, proveniente do petróleo. A borracha sintética é similar à natural, mas não possui a mesma resistência ao calor.
No Brasil, grande parte da borracha fabricada se destina para a fabricação de pneus, cerca de 70% do total. O restante é destinado para a indústria de calçados, instrumentos cirúrgicos, etc.
O tempo de decomposição dos pneus ainda é classificado como não determinado, provavelmente são necessários centenas de anos para um pneu inservível desaparecer, por isso, a sua destinação final se tornou um grande problema ambiental para o mundo todo.
Na Holanda, segundo um estudo realizado pela Universidade de Vrije, revelou que em todo o mundo são fabricados cerca de 2 milhões de pneus novos por dia, uma média de 730 milhões de pneus ao ano. Pra se ter uma ideia, no Brasil, são 17 milhões de pneus descartados ao ano.
Diversos artefatos podem ser feitos com a reutilização dos pneus, por exemplo: asfalto para a pavimentação de vias; gramas artificiais de quadras esportivas, reutilização industrial da borracha, etc. Outra forma de recuperação é a chamada recauchutagem, neste processo um pneu velho é recuperado, prolongando sua vida útil.
Dica: Procure no nosso mapa o ponto de coleta mais próximo de você e destine seu pneu para a reciclagem. Afinal, não queremos deixar de herança pra os jovens montanhas de pneus, não é mesmo!?
Fonte: Reciclanip 
http://www.reciclagemnobrasil.com.br/reciclagem-de-pneu

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Especialista diz que reciclagem no Brasil alcança menos de 2% de todo o potencial

da Agência Brasil

O Brasil ainda tem 4 mil lixões e apenas 30% a 40% do lixo total coletado no país são dispostos em aterros sanitários adequados. Além disso, a reciclagem  é muito baixa no Brasil, segundo avalia o secretário da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), Antonio Simões Garcia. Ele informou que os serviços de aproveitamento de material descartado não transformam no país sequer 2% do volume que pode ser reciclado.

À Agência Brasil, Garcia disse que estão “muito próximos da realidade” os números divulgados hoje (14) na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais apenas 40% do lixo separado dentro de casa pelos brasileiros são coletados seletivamente ao chegarem na rua.

Alex Cardoso, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), acrescentou que, do total de lixões ainda existentes no Brasil, 1,7 mil estão na Região Nordeste. “Chega a ter cidades com dois lixões”, informou. O MNCR avalia que há grande mobilização da sociedade em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a coleta seletiva para municípios com mais de 30 mil habitantes.

Na avaliação de Cardoso, no entanto, esse processo ainda é “tímido” no Brasil, “porque a política já tem dois anos e cerca de  40% dos municípios brasileiros ainda têm lixões e não dispõem de sistema de coleta seletiva”. O integrante do MNCR lembra que, até 2014, os lixões terão que ser desativados. Segundo ele, com a  implantação da coleta seletiva e a desativação dos lixões, haverá também a inclusão dos catadores.
 
O MNCR está preocupado com a disposição de alguns municípios de incinerar os resíduos para geração de energia. Alex Cardoso avaliou que  essa é uma atividade negativa. Além de ser uma tecnologia cara, não inclui os catadores e é prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente, na medida em que libera gases causadores do efeito estufa.

Rita Sairi Kogachi Cortez, técnica do Instituto Gea, disse à Agência Brasil que o avanço do país em coleta do lixo “é  muito pequeno em relação ao número de resíduos gerados”. Ela ponderou, contudo, que o “despertar” da população está ocorrendo, porque as pessoas se  mostram interessadas em participar cada vez mais do processo de separar o seu lixo.

Segundo ela, é necessário que se criem  mais coletas e mais cooperativas de catadores, “para que a coisa possa caminhar melhor no Brasil”. O Instituto Gea é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que tem entre as finalidades assessorar a população a implantar programas de coleta seletiva de lixo e reciclagem.

A defesa dessa estratégia é compartilhada por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem com base no conceito de gerenciamento integrado do lixo. Disse que, nos últimos dois anos, desde a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, “houve um incremento significativo [das atividades de reciclagem], mas ainda muito longe do desejado”.

Vilhena comentou que, nesse período, cresceu o número de prefeituras oferecendo serviço de coleta seletiva ou ampliando o serviço onde já existia. O problema para a desativação dos lixões, segundo ele, é que a população brasileira se concentra nos grandes centros, em especial próximos ao litoral. “Se nós conseguirmos avançar nessas regiões de maior densidade populacional, com certeza nós vamos equacionar boa parte do problema”.

O diretor do Cempre disse que, para ter todo o território com a situação equacionada, existe a possibilidade de os municípios serem apoiados, por meio de financiamento do governo federal, para a formação de consórcios que vão elaborar os planos de resíduos e construir os aterros sanitários.

Segundo o diretor do Cempre, se forem formados 450 consórcios no Brasil, a questão será resolvida, “porque, em alguns estados, um aterro sanitário pode atender até 150 municípios”. Para ele, a solução é a melhor também pelo ponto de vista econômico. “Não faz sentido você ter um aterro sanitário para municípios com 10 mil ou 15 mil habitantes”.

E-mail: cepro.rj@gmail.com 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Energia Solar no mundo e no Brasil


O uso da energia solar no mundo já é bastante difundido na Europa, nos EUA, China e Canadá nos últimos 20 anos. No Brasil este movimento está se iniciando. Com a lei de micro geração promulgada no ano de 2012, abriu-se uma janela para que o cidadão comum possa gerar sua própria energia a partir do pacote tecnológico de aplicação de painéis fotovoltaicos.
A Europa, por exemplo, onde este tipo de geração de energia representa hoje 1% da matriz energética do bloco, tem como objetivo a ampliação do uso da tecnologia fotovoltaica para 20% até 2020. 
A preocupação e o crescente movimento em favor de energias limpas no mundo todo, devido ao aquecimento global, propiciam a discussão e a implantação desta tecnologia como um suporte ao constante crescimento da demanda de uso de energia em todos os países do mundo.
O Brasil já começa a busca pela implantação dos primeiros parques solares para geração de grande porte. Há hoje previsão de instalação de pelo menos 15 parques solares em todo o país. Se aliarmos essa tecnologia ao potencial hídrico instalado no Brasil, numa composição híbrida do sistema, poderíamos atender à crescente demanda por energia nos grandes centros. 
Devido à facilidade e mobilidade de instalação do sistema gerador fotovoltaico, que se adapta aos mais diversos tipos de locais onde pode ser aplicado (indústrias, shopping centers, edifícios comerciais, propriedades rurais), não há limites para o uso desta interessante tecnologia a favor da melhoria da qualidade de vida. 
O primeiro grande passo foi dado para que a energia solar tenha espaço em nosso mercado.
Qualquer tipo de negócio pode usar a tecnologia e se beneficiar de suas vantagens e praticidade, eliminando sua conta de energia em parte ou no total.

Fale com o especialista: Engenheiro Edvaldo Laudares - edlaudares@gmail.com


Fonte:http://www.joneg.com.br/italo/1820/jnvirtual/index.html

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O lixo que é luxo na decoração corporativa


É possivel ser chique, sendo ecologicamente correto. Um escritório no Japão usou garrafas para criar paredes recicladas.

A idéia é aliar sustentabilidade, economizando energia elétrica . Ídeia criativa tranformando lixo e uma excelente opção para decoração e divisórias.

Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo 
Klein Dytham arquitetura.

As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.


Que tal começar a reinventar seu espaço de trabalho. É mais barato e o planeta agradece.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Guia: confira onde doar seu óleo de cozinha


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Descubra o ponto de reciclagem mais próximo e recicle seu óleo de cozinhaFoto: anabananasplit
Cerca de 200 milhões de litros de óleos vegetais usados por mês vão parar no ralo da pia. O problema é que, além da substância não se misturar com água resultando em entupimentos de tubulações, galerias e redes de esgotos, o óleo saturado é um dos principais vilão da poluição de rios e mares. Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de água de uma pessoa ao longo de 14 anos.
Ainda por cima, o óleo contribui para a proliferação de ratos, baratas e insetos nas redes de esgoto. Quando entra em contato com a água do mar ele se decompõe e emite gás metano, que agrava o aquecimento global.
Por isso, a melhor opção é sempre levar seu óleo para o posto de reciclagem mais próximo para que ele gere outros produtos, como sabões, detergentes, lubrificantes e biodiesel. Algumas cooperativas aceitam o material, mas há pontos de coleta específicos para óleo. Confira onde doar seu óleo de cozinha:
O grupo possui postos de coleta em diversas cidades do Brasil nos mercados Pão de Açúcar e Compre Bem. Nas 20 lojas da rede CompreBem, a iniciativa garantiu a destinação adequada para mais de 20 mil litros de óleo desde o início do programa, em 2008. Todo óleo arrecadado é direcionado para a produção de biocombustível.
Basta levar o óleo até uma das lojas e deixá-lo no local indicado para que siga para a reciclagem. Veja aqui os postos de coleta em todo o Brasil.
Possui pontos de coleta espalhados por diversas cidades de São Paulo. Clique aqui para localizar um posto mais próximo.
  • Walmart e Bompreço
O Bompreço tem pontos de coletas de óleo de cozinha em algumas lojas da rede. Ligue para a Central de Relacionamento e informe-se sobre a loja mais próxima, o número é: 0800 705 5050.
Outros pontos:
Sorocaba, SP
Campus da Unesp - www.sorocaba.unesp.br
Ribeirão Preto, SP
Campus da USP Ribeirão Preto - www.ribeirao.usp.br
Campinas, SP
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (CATI) - (19) 3743-3906 / www.cati.sp.gov.br
Ribeirão Preto, SP
Projeto Cata óleo - tel.: (16) 602-3734
Curitiba, PR
Coleta especial de óleo de fritura da Prefeitura Municipal - tel.: 156 / www.curitiba.pr.gov.br
Itaperuçu, PR
Ambiental Santos – Tel.: (41) 3606-2333 / www.ambientalsantos.com.br
Aaraucária, PR
Lubeco – Tel.: (41) 3643-9277 / www.lubeco.com.br
Florianópolis, SC
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - www.ufsc.br
Associação Industrial e Comercial de Florianópolis (Acif) - www.acif.org.br
Rio de Janeiro, RJ
Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove) - tel.: (21) 2598-9240
Disque-Óleo - tel.: (21) 2260-3326 / www.disqueoleo.com.br
Salvador, BA
Renove - Reciclagem de Óleos Vegetais - tel.: (71) 3267-0269 / 9979-2504
São Paulo, SP
Martins Ambiental - Coleta de Óleo Comestível - tel: (011) 3592-4795 ou (011) 8133-2245 / www.martinsambiental.com.br
Fortaleza, CE
L&R Oleo Reciclado – tel.: (85) 8837-8991 / 9604-9999 / 7811-3078
Caso você conheça algum outro ponto de coleta que não esteja descrito acima, envie um e-mail com as informações para redação@ecodesenvolvimento.org.br e nos informe para que possamos aumentar essa lista.


quinta-feira, 28 de março de 2013

O lado azul da economia verde


Inventário mundial de atividades de preservação dos recursos hídricos mostra grande crescimento no setor nos últimos quatro anos e investimento de quase R$ 20 bilhões só em 2011. China lidera lista, mas investimentos também crescem na América Latina.

O lado azul da economia verde
Os projetos listados abrangem desde iniciativas de proteção de ecossistemas como pântanos e florestas até projetos urbanos, em geral relacionados à utilização de águas pluviais poluídas, realizados em 30 países. (foto: Flickr/ amirjina – CC BY-NC-ND 2.0)
Se pensarmos na economia verde como um prédio sustentável, capaz de abrigar seus moradores de forma mais racional e respeitar a natureza ao seu redor, o relatório publicado recentemente pela organização não governamental Forest Trends funcionaria como um mapa de seus encanamentos e reservatórios de água limpa.
O documento é um inventário de ações globais voltadas à preservação das bacias hidrográficas e dos ambientes onde se encontram. O levantamento apontou um crescimento de 100% na quantidade de projetos na área, e um investimento cerca de 2 bilhões de dólares maior do que o apontado no último mapeamento, em 2008.  
O levantamento apontou um crescimento de 100% na quantidade de projetos: são 205 programas ativos em 30 países, um investimento total de 8 bilhões de dólares só em 2011
As iniciativas catalogadas abrangem desde a proteção de ecossistemas rurais, como pântanos e florestas, até projetos urbanos, em geral relacionados à utilização de águas pluviais poluídas. No total, o estudo identificou 205 programas ativos em 30 países, além de 73 em desenvolvimento. Os maiores investidores na área foram governos e organizações sem fins lucrativos, com uma menor participação do setor privado. O valor total investido nesse tipo de programa superou os 8 bilhões de dólares registrados em 2011.  
Engenharia cinza
O custo mais baixo do investimento em iniciativas de infraestrutura verdecomparado com as caras soluções de engenharia ‘cinza’ para atividades como a filtragem da água e o controle de inundações ajuda a explicar o pioneirismo dos países em desenvolvimento na área. (fotos: Flicrk/ YaYapas – CC BY-NC-SA 2.0)
“As consequências da poluição e das mudanças climáticas estão evidentes na disponibilidade de recursos hídricos”, acredita Genevieve Bennett, analista do Forest Trends e uma das autoras do relatório. “Além de evitar a escassez, os projetos listados ajudam a preservar a biodiversidade e a controlar outros problemas ecológicos como o efeito estufa, além de gerarem renda para comunidades locais que protejam esses ecossistemas.”

Negócios da China – e da América

De acordo com o inventário, só em 2011 programas desse tipo preservaram 117 milhões de hectares de terra (área semelhante à África do Sul) e permitiram a economiade 138 mil megalitros de água dos reservatórios naturais – com mais de 4,6 milhões de megalitros preservados nos últimos anos.
Os países em desenvolvimento são os que mais se destacam nessa empreitada: “Com menos recursos, eles apostam na proteção das ‘infraestruturas verdes’, os sistemas naturais que realizam funções semelhantes as das caras soluções de engenharia ‘cinza’, como filtrar a poluição e evitar inundações”, afirma a autora.
Águas da China
A China, considerada uma das maiores poluidoras do mundo, é a nação que mais investiu em projetos de proteção dos recursos hídricos. O país já gasta mais de 2% de seu PIB no combate à escassez de água para o abastecimento da população. (foto: Flickr/ Stuck in Customs – CC BY-NC-SA 2.0)
Com 61 projetos (dois a menos que os Estados Unidos, mas com investimento superior), a China desponta como líder na área. Considerado um dos maiores poluidores do mundo, o país tem a menor proporção de água limpa per capita entre as maiores nações do mundo e as medidas para combater a escassez dos recursos hídricos já custam mais de 2% do seu produto interno bruto anual. “A insegurança em relação aos seus recursos hídricos provavelmente é o maior risco para o contínuo crescimento econômico da China”, afirma Bennett. “O lado pouco contado dessa história, como mostra a pesquisa, é que o governo chinês está em busca de modelos econômicos mais sustentáveis.”
Uma tendência especialmente observada no continente foi a oferta de compensações não financeiras às comunidades locais pela proteção dos ecossistemas
Mesmo longe dos números chineses, a América Latina também merece destaque. Apesar de uma ligeira queda nos investimentos regionais na área em 2011, dados preliminares sugerem uma retomada em 2012, com a criação e expansão de programas. Uma tendência especialmente observada no continente foi a oferta de compensações não financeiras às comunidades locais pela proteção dos ecossistemas.
“Muitas vezes, treinamentos e incentivos agrícolas ajudam a promover a segurança alimentar e modos de subsistência alternativos mais do que dinheiro”, defende Bennett. “O financiamento direto também gera desconforto por parecer uma privatização da natureza. Por isso muitos ficam mais à vontade com compensações em forma de bens, como colmeias e mudas de árvores, que ainda podem ser trocados na comunidade.” 

O Brasil e as notícias ruins

Sobre o Brasil, o relatório destaca a importância do ICMS ecológico para a proteção de áreas de conservação ambiental e a inclinação pouco comum das nossas empresas para investir na área. Porém, o exemplo brasileiro também deixa clara uma importante limitação do inventário: a dificuldade na obtenção de dados sobre os projetos. “Apesar do relatório listar quatro iniciativas no Brasil, existem mais de 30 ações em andamento no país, o que faz dele um participante muito ativo nesse campo”, revela Marta Echavarria, especialista em financiamento inovativo para conservação da Forest Trends. 
Rio poluído
Para os autores do relatório, a escassez de água limpa será o primeiro efeito sensível da poluição e do aquecimento global. (foto: Flickr/ mckaysavage – CC BY 2.0)
Bennett justifica essa subnotificação: “Identificamos os programas, mas não é possível avaliar a ordem do investimento, pois alguns são muito pequenos e muitas vezes é difícil obter dados que comprovem os pagamentos realizados, sem contar a barreira linguística e a extensão territorial do país”, pondera. “Mas obter resultados mais precisos sobre o Brasil é prioridade, pois a participação do país vem crescendo muito.” 
Os programas apresentados são promissores por reconhecerem os recursos naturais enquanto ativos valiosos finitos e buscarem soluções criativas de investimento
Independentemente das limitações, o relatório traz alguns resultados preocupantes. Desde 2008, muitos programas deixaram de existir, por inadequação a especificidades locais ou dificuldade de financiamento, e a participação do capital privado foi pequena – só foram constatados em 53 projetos, em especial oriundos de fabricantes de cerveja, que dependem de água limpa. “As empresas parecem inseguras em investir ou acreditam que a água diz respeito apenas ao poder público”, sugere Bennett. “Talvez possamos aproximá-las dos mercados ambientais existentes, como o de carbono, para criar ferramentas que ajudem o setor privado a entender os ganhos e riscos dessas atividades.”
Segundo a Florest Trends, mesmo com o crescente investimento na área, estimativas mostram que seria necessário um trilhão de dólares por ano para atender a demanda de água e de saneamento do mundo até 2025. No entanto, direcionar parte dessa verba para soluções verdes pode gerar grande impacto social e quem sabe permitir  que se alcance esse patamar. “Agir agora para preservar nossa água é absolutamente necessário, mas precisamos descobrir como pagar os custos”, pondera Bennett. “Os programas apresentados no relatório são promissores porque reconhecem os recursos naturais enquanto ativos valiosos finitos e por buscarem soluções criativas de investimento.”

Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Carnaval Ecológico!


O Carnaval já chegou em várias cidades brasileiras! Hora de descontrair e brincar, mas sem descuidar do Planeta.  O feriado, as viagens e as festas acabam representando um gasto maior de combustível, de eletricidade, de fantasias e, é claro, de bebidas. Na quarta-feira de cinzas, tudo isso deixa muito mais que saudades; deixa um monte de resíduos e uma conta ambiental alta.
Para minimizar estes riscos, muitas iniciativas estão acontecendo pelo país. Por exemplo, a Central do Carnaval, na Bahia, criou um logo (acima) e lançou campanhas para engajar as pessoas em atitudes simples, mas imprescindíveis, como jogar o lixo no lixo e o uso racionalizado de papel, eletricidade e água.
O Instituto Akatu elaborou 10 dicas para você curtir o carnaval sem peso na consciência:
1. Produza menos lixo

Evite embalagens desnecessárias e o uso de descartáveis. Para você ter uma ideia de como o Carnaval produz lixo adicional ao usual, só na cidade de Salvador são recolhidas 1.500 toneladas a mais de lixo nos 6 dias de festas. Isto gera um alto custo extra de coleta para as prefeituras, pago com recursos públicos.

2. Jogue o lixo no lixo 
No Carnaval, o lixo acumulado nas ruas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Portanto, no carnaval, mais do que nunca, jogue o lixo exclusivamente no lixo.


3. Reutilize as fantasias

As fantasias de Carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. Que tal reutilizá-las, trocá-las com amigos ou reformá-las?

4. Evite excessos 
O consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes e pelos altos níveis de violência no Carnaval. Não passe da conta, consuma bebidas e alimentos com moderação, protegendo a sua saúde e a de todos.


5. Seja um turista consciente

Se você for viajar no Carnaval, procure minimizar os impactos ambientais de sua viagem. Regule bem o carro, calibre os pneus, respeite os costumes dos lugares visitados e prestigie a cultura e a economia locais.


6. Gaste menos combustível

Prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil. Entre o avião e o carro, prefira o carro. Entre o carro e o ônibus, fique com o coletivo. Aproveite os dias livres para andar de bicicleta e a pé.

7. Tire os equipamentos da tomada

Antes de viajar, não se esqueça de tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como TV, DVD, micro-ondas e carregador de bateria. O modo “stand-by”, que fica acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada, é responsável por até 25% da energia consumida por esses equipamentos.

8. Economize água

O Carnaval é a época em que muitas cidades, em especial as turísticas, enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do aumento excessivo de consumo. Portanto, redobre os cuidados. Evite as brincadeiras que implicam em desperdício, tome banhos mais curtos e desligue o chuveiro caso demore ao se ensaboar ou aplicando cremes nos cabelos.

9. Aproveite a cidade vazia

Se sua cidade não for destino de foliões e se você não for viajar, aproveite a tranquilidade e o tempo livre em atividades que não custam dinheiro e não consomem recursos naturais: caminhadas, visitas a parques, museus e centros culturais, ou maior convívio com a família.
10. Divulgue o consumo consciente
Durante o Carnaval, se você presenciar casos de desrespeito a estas dicas do Akatu, não hesite em orientar as pessoas. Sempre que tiver oportunidade, divulgue com simpatia e calma os princípios do consumo consciente. Contribua para que o Carnaval seja, cada vez mais, uma época de alegria, paz e harmonia com o planeta!