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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Livro mostra estudos de experimentos sobre hortas urbanas e periurbana

Foto: Agência de Notícias - Embrapa
Agência de Notícias - Embrapa - Livro mostra estudos de experimentos sobre hortas urbanas e periurbanas
Livro mostra estudos de experimentos sobre hortas urbanas e periurbanas
O projeto  iniciado em 2004 por uma equipe de pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF),e resultou na publicação de três livros que relatam as experiências vivenciadas em torno da implantação de hortas urbanas – também chamadas de periurbanas ou comunitárias. "O objetivo principal dessas publicações foi contar a história dos projetos de hortas urbanas, abordando aspectos positivos e negativos, do ponto de vista econômico, social e ambiental", resumiu a pesquisadora Flávia Alcântara, editora técnica das publicações, juntamente com a pesquisadora Marina Castelo Branco. Segundo Flávia, o último volume conclui a experiência, e fecha a trilogia.
O "caçula" dos três tomos, lançado no início de 2012, tem um ingrediente a mais, já que além da experiência no Brasil mostra diferentes formas de cultivo urbano de hortaliças em várias cidades dos Estados Unidos. Flávia explica que com relação aos canteiros comunitários daquele país não houve o intuito de fazer comparações, apenas complementar o histórico que permeou as duas edições anteriores. "A pesquisadora Marina aproveitou o período em que precisou desenvolver um trabalho por lá e registrou sua passagem com fotos e relatos sobre o que presenciou, incluindo características sociais das pessoas envolvidas com as hortas", observou.
Conforme explicita o pesquisador Ivan Sérgio de Sousa, que fez a apresentação do último volume da série, esse trabalho "traz estudos que focalizam a horticultura urbana e periurbana no estado de São Paulo, a experiência realizada por organizações não governamentais, a horta urbana em Santo Antônio do Descoberto (Distrito Federal), a segurança alimentar e nutricional do Submédio São Francisco e as hortas comunitárias nos Estados Unidos. Neste livro, a vivência de hortas comunitárias é estudada de forma a destacar não apenas suas caraterísticas próprias e distintivas, como também aqueles aspectos generalizáveis a outras experiências".
VOLUMES I E II
No primeiro livro, lançado em 2007, é descrita a experiência de uma horta comunitária implantada, com apoio da Embrapa Hortaliças, em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana localizada a 50 km de Brasília. Nessa obra, os pesquisadores envolvidos dimensionam algumas variáveis, desde a parte referente à alimentação das famílias até a incidência de pragas e doenças nas plantas cultivadas.
O segundo foi lançado em 2008 e aborda outras iniciativas similares conduzidas nas cidades do Novo Gama e Abadia de Goiás (GO) e Teresina (PI). A publicação também conta com a participação da técnica agrícola Diana Gomes Lopes e da assistente social Sandra Santana, da Secretaria de Agricultura de Goiás, e das professoras Juliana Portela e Maria do Socorro Lira, da Universidade Federal do Piauí.
De acordo com Flávia Alcântara, o trabalho finalizado em 2012 disponibiliza a formuladores de políticas públicas resultados desses experimentos conduzidos pelos pesquisadores que podem servir para subsidiar programas de governo. "As iniciativas que procuram fomentar maior consumo de hortaliças na dieta alimentar dos brasileiros encontrarão nos três volumes importantes contribuições para desenvolver projetos nesse sentido", exemplifica a pesquisadora.
Os interessados podem solicitar exemplares, com preço unitário de R$ 20,00, através do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Embrapa Hortaliças, pelo telefone (61)3385-9110 ou pelo correio eletrônico sac.hortaliças@embrapa.br


Anelise Macedo –(MTB 2749/DF)
Embrapa Hortaliças
(61) 3385-9109
ane@cnph.embrapa.br

Embrapa Hortaliças
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pneu


A borracha é a matéria-prima principal para a fabricação de pneus, eles se dividem em dois tipos: a borracha natural, proveniente da seiva da seringueira (uma árvore de grande porte, nativa da Amazônia); e a borracha sintética, proveniente do petróleo. A borracha sintética é similar à natural, mas não possui a mesma resistência ao calor.
No Brasil, grande parte da borracha fabricada se destina para a fabricação de pneus, cerca de 70% do total. O restante é destinado para a indústria de calçados, instrumentos cirúrgicos, etc.
O tempo de decomposição dos pneus ainda é classificado como não determinado, provavelmente são necessários centenas de anos para um pneu inservível desaparecer, por isso, a sua destinação final se tornou um grande problema ambiental para o mundo todo.
Na Holanda, segundo um estudo realizado pela Universidade de Vrije, revelou que em todo o mundo são fabricados cerca de 2 milhões de pneus novos por dia, uma média de 730 milhões de pneus ao ano. Pra se ter uma ideia, no Brasil, são 17 milhões de pneus descartados ao ano.
Diversos artefatos podem ser feitos com a reutilização dos pneus, por exemplo: asfalto para a pavimentação de vias; gramas artificiais de quadras esportivas, reutilização industrial da borracha, etc. Outra forma de recuperação é a chamada recauchutagem, neste processo um pneu velho é recuperado, prolongando sua vida útil.
Dica: Procure no nosso mapa o ponto de coleta mais próximo de você e destine seu pneu para a reciclagem. Afinal, não queremos deixar de herança pra os jovens montanhas de pneus, não é mesmo!?
Fonte: Reciclanip 
http://www.reciclagemnobrasil.com.br/reciclagem-de-pneu

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Estatísticas de Reciclagem - Lixo


O lixo é uma fonte de riquezas

  • O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão.
  • No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia.
  • O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.
  • A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas.
  • Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá.
  • Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.
  • Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.
  • Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado.
  • Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.
Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:
1. 39%: papel e papelão
2. 16%: metais ferrosos
3. 15%: vidro
4. 8%: rejeito
5. 7%: plástico filme
6. 2%: embalagens longa vida
7. 1%: alumínio

Redação Ambiente Brasil

sexta-feira, 14 de março de 2014

Rio sofre com lixo deixado em praias da cidade


Mais um fim de semana de sol se aproxima do Rio de Janeiro e suas belas praias prometem encher o verão carioca de apaixonados pela cidade. Nessa época do ano, milhares de pessoas buscam diversão e refresco nas areias fluminenses. O grande problema é que a cidade maravilhosa vêm sofrendo com o lixo deixado em praias do Rio.
Para mostrar ao cidadão carioca que é preciso ter consciência e recolher seu lixo após a saída da praia, o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido criou uma ação sensibilizadora, em parceria com a Comlurb, realizada no feriado de São Sebastião, no último dia 23 de janeiro.
Nesse dia, 40 toneladas de lixo foram encontradas nas areias da praia de Copacabana, uma das mais famosas da cidade. O vídeo abaixo traz o resultado dessa ação, que mostra o contraste entre as belas imagens de um dia de sol na praia lotada, que termina com um entardecer cheio de lixo não descartado corretamente.

 


Viu como um cenário incrível pode se transformar em um amontoado de lixo em apenas um dia? As áreas comuns de condomínios muitas vezes também sofrem com lixo deixado por condôminos que não têm a consciência de recolher seus resíduos.
Faça sua parte! Jogue o lixo no lixo, seja em casa, na rua, na praia… Ajude a preservar as nossas belezas naturais e dê o destino correto ao seu lixo. Até porque, você já sabe que descartando o lixo corretamente é possível gerar novos produtos, oportunidades de trabalho e ou até mesmo gerar um dinheirinho extra no fim do mês.

Fonte: http://www.condominiosverdes.com.br/quem-ama-cuida-rio-sofre-com-lixo-deixado-em-praias-da-cidade/

sábado, 1 de março de 2014

Iniciativas pelo Brasil incentivam o carnaval sustentável

Reportagem especial do Portal Brasil mostra que é possível se divertir com responsabilidade ambiental

 

Em meio a diversidade do nosso País, o Portal Brasil destaca programações carnavalescas que agregam diversão e responsabilidade ambiental. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, iniciativas mostram que é possível se divertir, tratando de temas importantes e responsáveis, andando de mãos dadas com a natureza. 
Presente em todas as terças-feiras do carnaval do Rio de Janeiro desde 2004, o bloco Vagalume O Verde (VOV) promove a sustentabilidade aos participantes.  De acordo com presidente fundador, Hugo Camarate, o bloco foi criado acreditando-se poder contribuir para sensibilizar os foliões a fim de mitigar os impactos ambientais gerados pelo homem e fomentar a cultura do carnaval.
“Desde o início, tivemos o propósito de trazer à discussão a temática ambiental. Naquele momento, discutia-se a ecologia e éramos tratados como um eco-bloco. Hoje, nestes novos tempos, nos consideramos um bloco sustentável. Entendemos, no entanto, que a sustentabilidade do bloco é algo que jamais será atingida plenamente e que o que nos permite nos chamarmos desta forma - bloco sustentável - é o compromisso de seguir os preceitos da sustentabilidade como diretriz”, afirma.
O Vagalume O Verde busca implementar práticas ecológicas e utilizar materiais amigáveis ao meio ambiente. Como exemplo, realização de coleta seletiva, o porta “bituca” de cigarros (enfocando a destinação correta do resíduo), a inserção de 10% de instrumentos feitos através de materiais reaproveitados/reciclados no realizados no carnaval de 2013, quando 10 mil pessoas prestigiaram o bloco sustentável.
Além disso, buscando minimizar impactos negativos do desfile, o VOV limita o volume dos decibéis do carro de som para não impactar a fauna e a flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que faz parte do itinerário do bloco.
Hugo conta, ainda, que o grupo busca preparar as futuras gerações de foliões. “Estimulamos cursos, participamos de palestras e buscamos auxiliar, com oficinas que tratem do meio ambiente, utilizando o carnaval como eixo condutor das discussões e como ferramenta de aproximação. Na verdade, ansiamos e buscamos contribuir para que as condições sejam ainda melhores do que as atuais - compensamos nosso desfile através do plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.”
Desfile sustentável
No carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde também se mostra preocupada com a questão. Tanto é que, neste ano, leva à Avenida o tema “Sustentabilidade, construindo um novo mundo”. Efeito estufa, poluição, desperdício, queimadas e devastação das matas nativas, além de alternativas como a reciclagem do lixo, são alguns dos temas tratados pela escola.
O presidente do Conselho Deliberativo da Império de Casa Verde, Eduardo Moraes, informa que o tema do enredo surgiu “da necessidade de um planeta sustentável com menor degradação do meio ambiente, preservando as reservas naturais”. Para isso, alguns carros do desfile foram confeccionados com materiais recicláveis, como latas de alumínio, papelão, copos descartáveis.
“Um grande exemplo é a fantasia da ala das crianças que foram feitas com copos descartáveis usados. E a agua utilizada no abre alas que é uma água cenográfica, que não molha os componentes, e foi utilizada água de reuso”, diz Eduardo.
Para ele, o samba-enredo da Império de Casa Verde tem um papel importante para a comunidade. “Buscamos a conscientização da comunidade de que o planeta está sufocado e necessita de uma ação global urgente de preservação, garantindo assim um planeta melhor para as futuras gerações.”
Com o trabalho que, neste ano, completa 10 anos, Hugo Camarate acredita que o bloco fundado por ele pode fazer a diferença. “O pioneirismo destas ações, bem como os frutos que podem ser colhidos adiante, podem significar novos rumos para um carnaval mais alegre, com menos desperdício e, com certeza, muito mais sustentável!”, afirma.
Serviço
Bloco Sustentável Vagalume O Verde
Local: Início na Rua Jardim Botânico (esquina com Rua Pacheco Leão) em direção à Praça Santost Dumont - Baixo Gávea, Rio de Janeiro
Concentração: 08:00h
Desfile: 10h às 14h
Data: 04/03/2014
Fonte:
Portal Brasil

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Reciclagem de resíduos sólidos cresce mas ainda á desafio.

por Deniele Simões

A produção de lixo no Brasil atinge a marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de 2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329 toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390 trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
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Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão, onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%, segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que, no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica. Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada, isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social. Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650 milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia. Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100 milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor, porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora, acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906 lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.

Fonte: http://jornal.editorasantuario.com.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Desafios e Oportunidades

A reciclagem gera trabalho e renda



A economia da reciclagem possui desafios estruturais. Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades. Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.

Fonte: http://www.cataacao.org.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem – Desafio para 2014



Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia ( 1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas  usadas pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15% do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para 35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40 árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica necessária  para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto nas ruas.

Fonte: http://www.shoppingleblon.com.br

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reciclagem atinge apenas 8% dos municípios brasileiros

Reaproveitamento de resíduos sólidos

por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social. 
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.