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terça-feira, 10 de março de 2015

Descarte de Medicamentos

Acompanhe os procedimentos corretos para a realização do descarte de medicamentos.

Descarte de Medicamentos Grande parte das pessoas descartam medicamentos no lixo comum ou na rede de esgoto, o que pode trazer grandes prejuízos ao meio ambiente, como a contaminação do solo, da água e de animais, além de pessoas que podem encontrar os remédios e fazer uso deles.
Os medicamentos são classificados como resíduos perigosos, devido ao seu potencial de contaminação, e o descarte de medicamentos precisa ser feito de maneira correta para preservar o meio ambiente.
Já para medicamentos vencidos, o ideal é deixá-los em postos de coleta ou farmácias e drogarias, que farão o descarte correto do material. O trabalho para descarte de medicamentos no Brasil vem sido liderado pela Anvisa e ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Dica: É muito comum ter em casa medicamentos que ficaram sem uso, devido à interrupção ou mudança de tratamento médico, ou ainda excedente da quantidade prescrita. Nesses casos, há duas opções para o descarte de medicamentos. Se os remédios estiverem dentro do prazo de validade, o recomendado é doar para postos ou organizações de saúde.

Fonte: http://reciclagemnobrasil.com.br/descarte-de-medicamentos

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Descarte de lâmpadas

Reciclagem e descarte de lâmpadas, aprenda como agir corretamente:

Descarte de Lâmpadas As lâmpadas possuem compostos recicláveis e compostos tóxicos, por isso precisam ser descartadas corretamente. Se jogadas diretamente no lixo comum, as lâmpadas podem contaminar a água e o solo e ocasionar doenças em seres humanos e animais.
As lâmpadas fluorescentes são feitas de vidro e metal, mas contêm também fósforo e mercúrio. Quando descartado incorretamente, o fósforo, por exemplo, é cancerígeno e provoca lesões nos rins e no fígado. O mercúrio, quando inalado, pode ocasionar dor de cabeça e febre. Por isso, é essencial fazer o descarte de lâmpadas de maneira correta.
As lâmpadas incandescentes também podem ser recicladas, porque possuem vidro e componentes metálicos. Tanto as incandescentes quanto as fluorescentes devem ser descartadas corretamente para serem recicladas e seus compostos tóxicos serem eliminados ou reaproveitados com segurança.
Para o descarte de lâmpadas correto, o recomendado é guardá-las em local seco, de preferência em suas embalagens originais, e levá-las a um posto de coleta credenciado em seu município. Os postos mais comuns são lojas de materiais elétricos, equipamentos eletrônicos e empresas recicladoras. Muitas vezes, o local que recicla lâmpada cobra uma taxa para recolhê-la, e o custo médio é de R$ 1 por unidade.
Dica: Use lâmpadas fluorescentes, elas economizam energia e duram mais tempo do que as lâmpadas incandescentes.

Fonte: http://reciclagemnobrasil.com.br/descarte-de-lampadas

sábado, 9 de agosto de 2014

Vidro, embalagem 100% Reciclável




A descoberta do vidro é bem antiga, os primeiros registros datam de 5000 a.C. Contam as lendas que o vidro foi descoberto acidentalmente, quando mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na beira da praia, perceberam que o fogo transformou a areia do chão num líquido transparente, ao resfriar, esse líquido se transformou num material bem resistente, assim surgia o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas janelas, vasos e copos. Desde então, o vidro tem acompanhado a humanidade, sempre presente nas residências: nas janelas que conferem luminosidade às construções; como também nos utensílios, como taças, jarras, pratos, dando muito charme às cozinhas.
O vidro é feito da fusão de alguns compostos inorgânicos, principalmente areia, e por isso é uma embalagem segura, pois conserva os alimentos com todos os seus nutrientes. Além de manter a qualidade do produto, aumenta o seu prazo de validade e diminui o uso de conservantes, também pode ser levado ao micro-ondas com segurança (porque não libera disruptores endócrinos, para saber mais sobre isso, leia a reportagem), e não interfere nem sabor nem no cheiro dos alimentos.
No Brasil, a reciclagem de vidro cresce a cada ano, hoje, cerca de 40% do vidro produzido é reciclado, e 25% é reutilizável – pois são de garrafas retornáveis. O vidro é também o único material 100% reciclável, ou seja, 1kg de vidro pode ser reciclado infinitas vezes, resultando em 1kg de vidro com as mesmas características.
Dica: Prefira sempre utilizar vasilhames de vidro pra guardar alimentos, elas são mais seguras e preservam os alimentos com maior qualidade.

Fonte: Abividro

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reciclar Tetra Pak é possível!

O Programa Ressoar é uma revista eletrônica do Terceiro Setor. Nesta matéria Chris Flores conversa com Fernando von Zuben, da Tetra Pak, em dos projetos do Instituto Ressoar, a Casa do Fazer, que é um centro de reciclagem, capacitação pessoal e profissional no Itaim Paulista. A Casa do Fazer utiliza telhas recicladas a partir de caixinha de leite do tipo longa vida. Na conversa com Fernando ele explica o processo de fabricação das telhas. O Programa Ressoar é exibido na Record News todos os sábados.



terça-feira, 29 de abril de 2014

10 dicas para poupar dinheiro e o ambiente

Ser verde ou sustentável tem uma má reputação por ser caro. Alimentos biológicos, carros elétricos ou roupas de origem sustentável são normalmente mais caros.
Comprar painéis solares ou um veículo elétrico podem ser grandes coisas para ajudar o planeta, mas não são viáveis ​​para a maior parte das pessoas.
Se moras num apartamento, há muitas maneiras de viver de forma mais sustentável, que te vão realmente fazer poupar dinheiro. Vê algumas dicas do NOCTULA Channel:

1. Desliga o Stand-by e a ficha

Mesmo quando desligados, os aparelhos eletrónicos, como computadores, impressoras ou cafeteiras, usam “energia fantasma“, que também conta para o teu consumo de energia (e para a factura também!). Investigadores do Lawrence Berkley National Laboratory descobriram que essa energia é responsável por 5 % do consumo doméstico.

2. Baixa a temperatura do aquecimento e sobe a do arrefecimento

É mais eficaz aquecer o teu corpo que a sala toda, por isso, no inverno, veste mais uma camisola e baixa o aquecimento. No verão, liga uma ventoinha e bebe um chá gelado em vez de colocares o ar condicionado no máximo.

3. Muda as lâmpadas para LED

As lâmpadas de LED duram 25 vezes mais do que lâmpadas incandescentes e três vezes mais do que as lâmpadas fluorescentes compactas, e agora são muito mais baratas. Quando as lâmpadas de tua casa de fundirem muda para LED.

4. Compra legumes e fruta da época

Fruta da época
Vai ao mercado da tua cidade e compra diretamente ao produtor. Muitas vezes os legumes e frutas são mais baratos e estás a diminuir o consumo de combustível necessário para transportar os alimentos de uns sítios para os outros, e de energia para manter os produtos frescos.

5. Come menos carne

O impacto ambiental da produção de carne é grande, devido principalmente à produção de metano (gás com efeito de estufa) gerada pelos animais. Comer uma ou duas vezes por semana uma refeição vegetariana, substituindo a carne por feijão ou lentilhas, será também mais económico.
Vê algumas receitas vegetarianas no site Amigo não emprata amigo.

6. Vai de boleia

Partilhar boleias é outro método para poupar dinheiro e diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. Encontra um colega que viva perto de ti ou que faça um percurso semelhante e partilhem o carro.
Se não conheces ninguém podes sempre inscrever-te num site como o www.blablacar.pt.

7. Para de comprar garrafas de água

Arranja uma garrafa reutilizável e enche-a com água da torneira em vez de comprares garrafas de plástico. A água engarrafada é muito mais cara que a água da torneira e as garrafas de plástico geram muitos resíduos.

8. Faz os próprios produtos de limpeza

Fazer os produtos de limpeza em casa pode parecer difícil, mas na verdade são precisos apenas alguns ingredientes simples, como bicarbonato de sódio, vinagre, limão e sabão. Para além de poupar algum dinheiro, evitar os produtos químicos nas limpezas melhora também a qualidade do ar dentro de casa.
Vê neste site algumas receitas para detergentes, champô, sabonetes e até pasta dentífrica: Receitas de Produtos Caseiros.

9. Compra coisas em segunda mão

Hoje em dia as lojas em segunda mão estão por toda a parte, em vez de deitares no lixo algo que já não usas porque não tentar vendê-la numa loja em segunda-mão? E em vez de comprar novo, porque não comprar usado?
Gastas menos dinheiro e ao comprar menos coisas novas diminuis a quantidade de resíduos.

10. Ou arranja de graça

Se vais precisar de alguma coisa só um vez tenta pedir emprestado a um amigo ou vai à biblioteca municipal requisitar um livro em vez de comprar.
Há pessoas dispostas a trocar coisas que já não usam ou não precisam por outras. Encontra o que procuras e doa o que já não queres no site troca-se.pt.
Vê quanto podes poupar com algumas mudanças no teu dia-a-dia no site da Visão.
Fonte:

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Obsolescência programada: o consumo exacerbado e o esgotamento de fontes naturais

Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
 Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros, discutem o assunto em suas obras. Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de “obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos. Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não, independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha, dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a vida útil do produto.

Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico

A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada), a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.

No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos – computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e, consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20), a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes, como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip” (princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda existem, as coisas boas).
Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores, impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que este seja vendido e possivelmente reutilizado.

Tecnologia, arte e resistência

A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada, então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia. Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um determinado grupo social.
Lucas Bambozzi: Das coisas quebradas
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Lucas Bambozzi: Mobile Crash v2 [obsolescence trimmer] – 2012

Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos muitos”, lembra o professor.
Júlia Braga
é jornalista e tradutora freelancer. Vive entre Brasília e Berlim.
Copyright: Goethe-Institut Brasilien Dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de março de 2014

Rio sofre com lixo deixado em praias da cidade


Mais um fim de semana de sol se aproxima do Rio de Janeiro e suas belas praias prometem encher o verão carioca de apaixonados pela cidade. Nessa época do ano, milhares de pessoas buscam diversão e refresco nas areias fluminenses. O grande problema é que a cidade maravilhosa vêm sofrendo com o lixo deixado em praias do Rio.
Para mostrar ao cidadão carioca que é preciso ter consciência e recolher seu lixo após a saída da praia, o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido criou uma ação sensibilizadora, em parceria com a Comlurb, realizada no feriado de São Sebastião, no último dia 23 de janeiro.
Nesse dia, 40 toneladas de lixo foram encontradas nas areias da praia de Copacabana, uma das mais famosas da cidade. O vídeo abaixo traz o resultado dessa ação, que mostra o contraste entre as belas imagens de um dia de sol na praia lotada, que termina com um entardecer cheio de lixo não descartado corretamente.

 


Viu como um cenário incrível pode se transformar em um amontoado de lixo em apenas um dia? As áreas comuns de condomínios muitas vezes também sofrem com lixo deixado por condôminos que não têm a consciência de recolher seus resíduos.
Faça sua parte! Jogue o lixo no lixo, seja em casa, na rua, na praia… Ajude a preservar as nossas belezas naturais e dê o destino correto ao seu lixo. Até porque, você já sabe que descartando o lixo corretamente é possível gerar novos produtos, oportunidades de trabalho e ou até mesmo gerar um dinheirinho extra no fim do mês.

Fonte: http://www.condominiosverdes.com.br/quem-ama-cuida-rio-sofre-com-lixo-deixado-em-praias-da-cidade/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Reciclagem de resíduos sólidos cresce mas ainda á desafio.

por Deniele Simões

A produção de lixo no Brasil atinge a marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de 2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329 toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390 trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
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Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão, onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%, segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que, no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica. Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada, isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social. Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650 milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia. Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100 milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor, porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora, acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906 lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.

Fonte: http://jornal.editorasantuario.com.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Desafios e Oportunidades

A reciclagem gera trabalho e renda



A economia da reciclagem possui desafios estruturais. Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades. Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.

Fonte: http://www.cataacao.org.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem – Desafio para 2014



Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia ( 1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas  usadas pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15% do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para 35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40 árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica necessária  para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto nas ruas.

Fonte: http://www.shoppingleblon.com.br

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O lixo que é luxo na decoração corporativa


É possivel ser chique, sendo ecologicamente correto. Um escritório no Japão usou garrafas para criar paredes recicladas.

A idéia é aliar sustentabilidade, economizando energia elétrica . Ídeia criativa tranformando lixo e uma excelente opção para decoração e divisórias.

Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo 
Klein Dytham arquitetura.

As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.


Que tal começar a reinventar seu espaço de trabalho. É mais barato e o planeta agradece.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Guia: confira onde doar seu óleo de cozinha


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Descubra o ponto de reciclagem mais próximo e recicle seu óleo de cozinhaFoto: anabananasplit
Cerca de 200 milhões de litros de óleos vegetais usados por mês vão parar no ralo da pia. O problema é que, além da substância não se misturar com água resultando em entupimentos de tubulações, galerias e redes de esgotos, o óleo saturado é um dos principais vilão da poluição de rios e mares. Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de água de uma pessoa ao longo de 14 anos.
Ainda por cima, o óleo contribui para a proliferação de ratos, baratas e insetos nas redes de esgoto. Quando entra em contato com a água do mar ele se decompõe e emite gás metano, que agrava o aquecimento global.
Por isso, a melhor opção é sempre levar seu óleo para o posto de reciclagem mais próximo para que ele gere outros produtos, como sabões, detergentes, lubrificantes e biodiesel. Algumas cooperativas aceitam o material, mas há pontos de coleta específicos para óleo. Confira onde doar seu óleo de cozinha:
O grupo possui postos de coleta em diversas cidades do Brasil nos mercados Pão de Açúcar e Compre Bem. Nas 20 lojas da rede CompreBem, a iniciativa garantiu a destinação adequada para mais de 20 mil litros de óleo desde o início do programa, em 2008. Todo óleo arrecadado é direcionado para a produção de biocombustível.
Basta levar o óleo até uma das lojas e deixá-lo no local indicado para que siga para a reciclagem. Veja aqui os postos de coleta em todo o Brasil.
Possui pontos de coleta espalhados por diversas cidades de São Paulo. Clique aqui para localizar um posto mais próximo.
  • Walmart e Bompreço
O Bompreço tem pontos de coletas de óleo de cozinha em algumas lojas da rede. Ligue para a Central de Relacionamento e informe-se sobre a loja mais próxima, o número é: 0800 705 5050.
Outros pontos:
Sorocaba, SP
Campus da Unesp - www.sorocaba.unesp.br
Ribeirão Preto, SP
Campus da USP Ribeirão Preto - www.ribeirao.usp.br
Campinas, SP
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (CATI) - (19) 3743-3906 / www.cati.sp.gov.br
Ribeirão Preto, SP
Projeto Cata óleo - tel.: (16) 602-3734
Curitiba, PR
Coleta especial de óleo de fritura da Prefeitura Municipal - tel.: 156 / www.curitiba.pr.gov.br
Itaperuçu, PR
Ambiental Santos – Tel.: (41) 3606-2333 / www.ambientalsantos.com.br
Aaraucária, PR
Lubeco – Tel.: (41) 3643-9277 / www.lubeco.com.br
Florianópolis, SC
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - www.ufsc.br
Associação Industrial e Comercial de Florianópolis (Acif) - www.acif.org.br
Rio de Janeiro, RJ
Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove) - tel.: (21) 2598-9240
Disque-Óleo - tel.: (21) 2260-3326 / www.disqueoleo.com.br
Salvador, BA
Renove - Reciclagem de Óleos Vegetais - tel.: (71) 3267-0269 / 9979-2504
São Paulo, SP
Martins Ambiental - Coleta de Óleo Comestível - tel: (011) 3592-4795 ou (011) 8133-2245 / www.martinsambiental.com.br
Fortaleza, CE
L&R Oleo Reciclado – tel.: (85) 8837-8991 / 9604-9999 / 7811-3078
Caso você conheça algum outro ponto de coleta que não esteja descrito acima, envie um e-mail com as informações para redação@ecodesenvolvimento.org.br e nos informe para que possamos aumentar essa lista.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pesquisa prova que jovens brasileiros estão dispostos a lutar por causas ambientais

52% dos participantes disseram ter o hábito constante de reciclar o lixo. | Foto: Fora do Eixo/Flickr

A preocupação com os danos causados pelo homem ao planeta aumentou consideravelmente nos últimos tempos e a juventude se diz mais consciente quanto a seus atos. Para confirmar a veracidade desta informação, o Nube realizou uma pesquisa com a seguinte questão: “Qual seu envolvimento com meio ambiente?”.
O estudo foi realizado entre 11 e 22 de fevereiro e contou com a participação de mais de 1.200 pessoas, entre 15 e 26 anos. Dentre as quatro opções de resposta, com 52,85% dos votos, a alternativa “Tenho hábito de reciclar lixo diariamente” foi a grande vencedora.
Para a analista de treinamento do Nube, Rafaela Gonçalves, a alta porcentagem reflete uma adaptação/mudança na forma de lidar com o meio ambiente. “Para a nova geração é muito claro o fato de a sustentabilidade depender de pequenas ações, como realizar descartes em locais corretos, utilizar as lixeiras de coleta seletiva, reaproveitar materiais, economizar água”, comenta. 
Em segundo lugar, com 21,42%, se sobressaiu o “consumo de marcas ecologicamente corretas”, demonstrando a necessidade das grandes corporações investirem em produtos sustentáveis. “É uma nova tendência, um ciclo onde se envolve a responsabilidade ambiental da empresa produtora e a consciência do consumidor na hora de comprar”, explica Rafaela.
Com 17,51%, ou 224 votos, a “postagem de mensagens nas redes sociais” foi a terceira colocada. Mas, é preciso ter em mente o fato de somente comentar sobre o assunto não ser suficiente. “Estar engajado nessas causas já é um primeiro passo, mas mudar hábitos simples pode surtir muito mais efeito”, destaca a analista.
Por fim, ficaram os movimentos sociais, com 8,21%. Para Rafaela, eles são fortes alavancadores de discussão e representam uma forma de unir um grupo para uma mesma causa. “Muitas pessoas não têm ideia de como podem fazer a diferença, quando o assunto é preservação do meio ambiente”, explica. Portanto, participar de eventos do tipo auxilia a encontrar formas de solucionar ou minimizar os impactos ambientais.
O resultado mostra uma maior atenção dos jovens com as causas ambientais, mas demonstra como ainda existe uma longa jornada em direção a um mundo melhor. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Economia Verde

Economia Verde: desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação do meio ambiente.


Definição
Economia verde é um conjunto de processos produtivos (industriais, comerciais, agrícolas e de serviços) que ao ser aplicado em um determinado local (país, cidade, empresa, comunidade, etc.), possa gerar nele um desenvolvimento sustentável nos aspectos ambiental e social. 
Objetivo
O principal objetivo da Economia Verde é possibilitar o desenvolvimento econômico compatibilizando-o com igualdade social, erradicação da pobreza e melhoria do bem-estar dos seres humanos, reduzindo os impactos ambientais negativos e a escassez ecológica. 
Importância e benefícios
          De acordo com especialistas que atuam nas áreas de Economia e Meio Ambiente, a aplicação da           Economia Verde em países desenvolvidos e em desenvolvimento aumentaria a geração de empregos e o progresso econômico. Ao mesmo tempo, combateria as causas do aquecimento global (emissões de CO2), do consumo irracional de água potável e dos fatores que geram a deterioração dos ecossistemas.

Principais características da Economia Verde:
- Pouco uso de combustíveis fósseis (gasolina, carvão, diesel, etc.) e aumento do uso de fontes limpas e renováveis de energia;
- Eficiência na utilização de recursos naturais;
- Práticas e processos que visam à inclusão social e erradicação da pobreza;
- Investimento e valorização da agricultura verde;
- Tratamento adequado do lixo com sistemas eficientes de reciclagem;
- Qualidade e eficiência nos sistemas de mobilidade urbana.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Economia verde cria milhões de empregos no Brasil e no mundo, afirma estudo da OIT


Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15 de fevereiro) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.
Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado. “De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.
Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.
Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia. O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.

‘Problemas endêmicos’ inibem desenvolvimento das empresas sustentáveis

A Organização recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.
“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a Diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA). Na apresentação, estiveram presentes Daniel Fuentes de Rioja, vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), e Brent Wilton, Secretário-geral da OIE.
O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, através de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria destas unidades – cerca de 48 milhões – sejam empreendimentos unipessoais.
Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.

Degradação ambiental também é risco para o desenvolvimento econômico

O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com 4 milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.
O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”
O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Lei de Saneamento Básico no Brasil, que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.
O relatório lembra que o Brasil produz 161 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos e, embora a cobertura de coleta seja de 97%, muitos destes têm um alvo inadequado. “A finalidade da lei é promover a responsabilidade partilhada e criar incentivos econômicos para atividades de reciclagem e resíduos com o destino apropriado.”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

The Story of Stuff (A historia das coisas dublado em português completo)



The Story of Stuff (A historia das coisas dublado em português completo)



The Story of Stuff expõe as conexões entre um enorme número de questões ambientais e sociais, e nos chama juntos para criar um mundo mais sustentável e justo. Essa historia vai te ensinar algo, ele vai fazer você rir, e só ela pode mudar a maneira de como você olha para todas as coisas em sua vida para sempre.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

EkóHouse- a casa brasileira participa no Solar Decathlon Europe 2012



A equipe brasileira da EkóHouse não  ganhou o prêmio de arquitetura na Solar Decathlon Europe mas o time brasileiro pode se orgulhar de sua participação. A  pré-fabricada EkóHouse  tem  um design verdadeiramente sustentável que pode ajudar  na ampliação de habitação a preços acessíveis no Brasil. Concentrando-se menos na alta tecnologia e mais sobre as intervenções humanistas orgulhosamente esse  grupo de  brasileiros utilizou de forma sustentável fontes de materiais naturais e métodos pré-fabricados que cortam os custos de construção e  seu tempo  de montagem.
 Esta   casa produz energia solar três vezes mais energia do que consome. EkóHouse tem um sistema de coleta  de água da chuva que é usado para uma variedade de funções, assim como uma  estrutura de saniamento de compostagem moderno à seco. Essa equipe também incorporou um sistema de resíduos que também conserva nosso precioso recursos hídricos. Os organismos biológicos são utilizados para acelerar o processo de decomposição de resíduos, e o adubo resultante pode ser usado como adubo para plantas não comestíveis.  Desde que Brasil não conseguiu completar a sua casa a tempo para o Solar Decathlon Europe 2010, é um momento especialmente orgulhoso por esta equipe  que para representa seu país em Madrid este ano.
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tecnologia verde

Telhas de vidro aproveitam o sol para aquecer e produzir energia


O sistema de aquecimento exclusivo é feito a partir do uso de telhas de vidro. | Foto: Inhabitat
 
A empresa sueca SolTech Energy é especialista em desenvolver soluções em energia solar limpa. Entre as criações da companhia está um sistema de aquecimento exclusivo feito a partir do uso de telhas de vidro, que substituem os modelos tradicionais feitos em argila.
Além da diferença estética, o funcionamento da tecnologia também se difere das tradicionais, que utilizam tubos de água ou de vácuo para o aquecimento. As telhas, apelidadas de Soltech, são instaladas sobre uma tela preta de nylon equipadas com fendas de ar. Assim, a cor escura absorve o calor e faz o ar circular, que posteriormente é direcionado aos acumuladores para aquecer a água.
O sistema chega a gerar 350 kWh de calor por metro quadrado, dependendo do ângulo em que as telhas são dispostas e o clima local. Segundo a empresa, a inclinação pode variar de 45 a 15 graus. No entanto, tudo depende da latitude da casa, quanto mais perto do equador, menor é a inclinação necessária.
O Solartech tem garantia de funcionamento de até 40 anos. Assim, o consumidor logo tem o retorno pelo investimento e depois pode usufruir de energia limpa com custos operacionais muito baixos.
Desde 2011 a empresa disponibiliza três tipos de sistema de aquecimento: O Soltech Alpha, que é capaz de aquecer o ar; o Solar Sigma, ideal para o aquecimento de água; e o Soltech Power que é capaz de produzir eletricidade a partir do uso de células fotovoltaicas.


Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5099/telhas_de_vidro_aproveitam_o_sol_para_aquecer_e_produzir_energia/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Quer montar uma horta em apartamento?




A primeira coisa é escolher onde ela será montada e garantir que seja instalada num local ensolarado. Cuidados com a preparação da terra, a seleção adequada das culturas e a boa manutenção também são essenciais

Confira abaixo o passo-a-passo para a sua horta vingar.
1. Escolha do local
As hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por dia. Por isso, o ideal é instalar a horta na varanda ou junto à janela. Prefira locais que recebem sol pela manhã.

2. Onde plantar?
Em qualquer vasilhame, de jardineiras a jarros (com volume mínimo de 1 litro) até canos de PVC (de 30 cm de diâmetro) cortados ao meio. Dá para usar também garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade) ou carrinhos de mão. É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da água.

3. Preparo do solo
Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio, aconselha o técnico agrícola Adejar Gualberto Marinho, da Embrapa Hortaliças. “O ideal é que a terra tenha pH 6. Se o solo for ácido demais, as plantas não vingarão”, afirma.

4. Seleção das culturas
Opte por hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura, rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos

5. Cuidados no plantio
A plantação começa com sementes ou mudas, dependendo da cultura. Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça plenamente. Um pé de alface, por exemplo, deve ser plantado a 20 cm dos demais, enquanto para tomate e couve a distância sobe para 35 cm.

6. Rega e manutenção
No início, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã. Retire plantas invasoras e proteja a horta de insetos, principalmente borboletas. Seus ovos viram larvas, que se alimentam das plantas.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_411077.shtml