Acompanhe os procedimentos corretos para a realização do descarte de medicamentos.
Grande parte das pessoas descartam medicamentos no lixo comum ou na
rede de esgoto, o que pode trazer grandes prejuízos ao meio ambiente,
como a contaminação do solo, da água e de animais, além de pessoas que
podem encontrar os remédios e fazer uso deles.
Os medicamentos são classificados como resíduos perigosos, devido ao seu potencial de contaminação, e o descarte de medicamentos precisa ser feito de maneira correta para preservar o meio ambiente.
Já para medicamentos vencidos, o ideal é deixá-los em postos de
coleta ou farmácias e drogarias, que farão o descarte correto do
material. O trabalho para descarte de medicamentos no Brasil vem sido liderado pela Anvisa e ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Dica: É muito comum ter em casa medicamentos que ficaram sem uso,
devido à interrupção ou mudança de tratamento médico, ou ainda excedente
da quantidade prescrita. Nesses casos, há duas opções para o descarte
de medicamentos. Se os remédios estiverem dentro do prazo de validade, o
recomendado é doar para postos ou organizações de saúde.
Reciclagem e descarte de lâmpadas, aprenda como agir corretamente:
As lâmpadas possuem compostos recicláveis e compostos tóxicos, por
isso precisam ser descartadas corretamente. Se jogadas diretamente no
lixo comum, as lâmpadas podem contaminar a água e o solo e ocasionar
doenças em seres humanos e animais.
As lâmpadas fluorescentes são feitas de vidro e metal, mas contêm
também fósforo e mercúrio. Quando descartado incorretamente, o fósforo,
por exemplo, é cancerígeno e provoca lesões nos rins e no fígado. O
mercúrio, quando inalado, pode ocasionar dor de cabeça e febre. Por
isso, é essencial fazer o descarte de lâmpadas de maneira correta.
As lâmpadas incandescentes também podem ser recicladas, porque
possuem vidro e componentes metálicos. Tanto as incandescentes quanto as
fluorescentes devem ser descartadas corretamente para serem recicladas e
seus compostos tóxicos serem eliminados ou reaproveitados com
segurança.
Para o descarte de lâmpadas correto, o recomendado é
guardá-las em local seco, de preferência em suas embalagens originais, e
levá-las a um posto de coleta credenciado em seu município. Os postos
mais comuns são lojas de materiais elétricos, equipamentos eletrônicos e
empresas recicladoras. Muitas vezes, o local que recicla lâmpada cobra uma taxa para recolhê-la, e o custo médio é de R$ 1 por unidade.
Dica: Use lâmpadas fluorescentes, elas economizam energia e duram mais tempo do que as lâmpadas incandescentes.
A descoberta do vidro é bem antiga, os primeiros registros datam de
5000 a.C. Contam as lendas que o vidro foi descoberto acidentalmente,
quando mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na beira da praia,
perceberam que o fogo transformou a areia do chão num líquido
transparente, ao resfriar, esse líquido se transformou num material bem
resistente, assim surgia o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por
técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas janelas, vasos e
copos. Desde então, o vidro tem acompanhado a humanidade, sempre
presente nas residências: nas janelas que conferem luminosidade às
construções; como também nos utensílios, como taças, jarras, pratos,
dando muito charme às cozinhas.
O vidro é feito da fusão de alguns compostos inorgânicos,
principalmente areia, e por isso é uma embalagem segura, pois conserva
os alimentos com todos os seus nutrientes. Além de manter a qualidade do
produto, aumenta o seu prazo de validade e diminui o uso de
conservantes, também pode ser levado ao micro-ondas com segurança
(porque não libera disruptores endócrinos, para saber mais sobre isso, leia a reportagem), e não interfere nem sabor nem no cheiro dos alimentos.
No Brasil, a reciclagem de vidro cresce a cada ano, hoje, cerca de
40% do vidro produzido é reciclado, e 25% é reutilizável – pois são de
garrafas retornáveis. O vidro é também o único material 100%
reciclável, ou seja, 1kg de vidro pode ser reciclado infinitas vezes,
resultando em 1kg de vidro com as mesmas características.
Dica: Prefira sempre utilizar vasilhames de vidro pra guardar
alimentos, elas são mais seguras e preservam os alimentos com maior
qualidade.
O Programa Ressoar é uma revista eletrônica do Terceiro Setor. Nesta
matéria Chris Flores conversa com Fernando von Zuben, da Tetra Pak, em
dos projetos do Instituto Ressoar, a Casa do Fazer, que é um centro de
reciclagem, capacitação pessoal e profissional no Itaim Paulista. A Casa
do Fazer utiliza telhas recicladas a partir de caixinha de leite do
tipo longa vida. Na conversa com Fernando ele explica o processo de
fabricação das telhas. O Programa Ressoar é exibido na Record News todos
os sábados.
Ser verde ou sustentável tem uma má
reputação por ser caro. Alimentos biológicos, carros elétricos ou roupas
de origem sustentável são normalmente mais caros.
Comprar painéis solares ou um veículo
elétrico podem ser grandes coisas para ajudar o planeta, mas não são
viáveis para a maior parte das pessoas.
Se moras num apartamento, há muitas
maneiras de viver de forma mais sustentável, que te vão realmente fazer
poupar dinheiro. Vê algumas dicas do NOCTULA Channel:
Mesmo quando desligados, os aparelhos eletrónicos, como computadores, impressoras ou cafeteiras, usam “energia fantasma“, que também conta para o teu consumo de energia (e para a factura também!). Investigadores do Lawrence Berkley National Laboratory descobriram que essa energia é responsável por 5 % do consumo doméstico.
2. Baixa a temperatura do aquecimento e sobe a do arrefecimento
É mais eficaz aquecer o teu corpo que a
sala toda, por isso, no inverno, veste mais uma camisola e baixa o
aquecimento. No verão, liga uma ventoinha e bebe um chá gelado em vez de
colocares o ar condicionado no máximo.
3. Muda as lâmpadas para LED
As lâmpadas de LED duram 25 vezes mais
do que lâmpadas incandescentes e três vezes mais do que as lâmpadas
fluorescentes compactas, e agora são muito mais baratas. Quando as
lâmpadas de tua casa de fundirem muda para LED.
4. Compra legumes e fruta da época
Vai ao mercado da tua cidade e compra
diretamente ao produtor. Muitas vezes os legumes e frutas são mais
baratos e estás a diminuir o consumo de combustível necessário para
transportar os alimentos de uns sítios para os outros, e de energia para
manter os produtos frescos.
5. Come menos carne
O impacto ambiental da produção de carne
é grande, devido principalmente à produção de metano (gás com efeito de
estufa) gerada pelos animais. Comer uma ou duas vezes por semana uma
refeição vegetariana, substituindo a carne por feijão ou lentilhas, será
também mais económico.
Partilhar boleias é outro método para
poupar dinheiro e diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera.
Encontra um colega que viva perto de ti ou que faça um percurso
semelhante e partilhem o carro.
Se não conheces ninguém podes sempre inscrever-te num site como o www.blablacar.pt.
7. Para de comprar garrafas de água
Arranja uma garrafa reutilizável e
enche-a com água da torneira em vez de comprares garrafas de plástico. A
água engarrafada é muito mais cara que a água da torneira e as garrafas
de plástico geram muitos resíduos.
8. Faz os próprios produtos de limpeza
Fazer os produtos de limpeza em casa
pode parecer difícil, mas na verdade são precisos apenas alguns
ingredientes simples, como bicarbonato de sódio, vinagre, limão e sabão.
Para além de poupar algum dinheiro, evitar os produtos químicos nas
limpezas melhora também a qualidade do ar dentro de casa.
Vê neste site algumas receitas para detergentes, champô, sabonetes e até pasta dentífrica: Receitas de Produtos Caseiros.
9. Compra coisas em segunda mão
Hoje em dia as lojas em segunda mão
estão por toda a parte, em vez de deitares no lixo algo que já não usas
porque não tentar vendê-la numa loja em segunda-mão? E em vez de comprar
novo, porque não comprar usado?
Gastas menos dinheiro e ao comprar menos coisas novas diminuis a quantidade de resíduos.
10. Ou arranja de graça
Se vais precisar de alguma coisa só um
vez tenta pedir emprestado a um amigo ou vai à biblioteca municipal
requisitar um livro em vez de comprar.
Há pessoas dispostas a trocar coisas que
já não usam ou não precisam por outras. Encontra o que procuras e doa o
que já não queres no site troca-se.pt.
Vê quanto podes poupar com algumas mudanças no teu dia-a-dia no site da Visão.
Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas
desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema
relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã
Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros,
discutem o assunto em suas obras.
Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e
sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências
Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo
de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em
massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o
perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras
para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a
indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência
programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos
para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira
vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais
fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o
tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de
aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de
“obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo
norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a
obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como
forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi
colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a
década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era
famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos.
Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava
que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos
produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não,
independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos
produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo
era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por
necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade
de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da
obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes
eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a
propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam
substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha,
dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo
de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que
rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma
imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste
natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a
vida útil do produto.
Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico
A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã
Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente
disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam
mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha
do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada),
a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência
deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção
e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras
consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências
dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.
No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder
sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências
ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos –
computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são
transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um
tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta
registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em
Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países
desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido,
que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro
Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No
entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos
são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer
reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder
econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e,
consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de
discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20),
a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do
Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o
crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o
número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o
aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de
eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e
celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma
disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda
falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito
de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países
industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes,
como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência
programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de
resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura
e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor
observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez
do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip”
(princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo
nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda
existem, as coisas boas).
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de
responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos
eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista
ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores,
impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e
conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No
local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte
de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar
das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os
objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que
este seja vendido e possivelmente reutilizado.
Tecnologia, arte e resistência
A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da
Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande
descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo
consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência
programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje
utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada,
então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais
rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida
útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior
necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a
determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia.
Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para
incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de
forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por
exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão
afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda
para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos
modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a
sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se
comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um
determinado grupo social.
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos
incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O
artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando
diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em
vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas
(2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas
eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes
máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade
das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção
técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos
de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas
tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre
tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte
desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas
eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que
despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são
esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o
celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são
destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na
cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao
consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se
depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu
próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz
parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos
nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes
naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas
que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o
consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais
pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema
para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem
do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios
consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir
com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos
muitos”, lembra o professor.
Mais um fim de semana de sol se
aproxima do Rio de Janeiro e suas belas praias prometem encher o verão
carioca de apaixonados pela cidade. Nessa época do ano, milhares de
pessoas buscam diversão e refresco nas areias fluminenses. O grande
problema é que a cidade maravilhosa vêm sofrendo com o lixo deixado em
praias do Rio.
Para mostrar ao cidadão carioca que é preciso ter consciência e recolher seu lixo após a saída da praia, o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido criou uma ação sensibilizadora, em parceria com a Comlurb, realizada no feriado de São Sebastião, no último dia 23 de janeiro.
Nesse dia, 40 toneladas de lixo foram encontradas nas areias da praia de Copacabana,
uma das mais famosas da cidade. O vídeo abaixo traz o resultado dessa
ação, que mostra o contraste entre as belas imagens de um dia de sol na
praia lotada, que termina com um entardecer cheio de lixo não descartado
corretamente.
Viu como um cenário incrível pode se transformar em um amontoado de
lixo em apenas um dia? As áreas comuns de condomínios muitas vezes
também sofrem com lixo deixado por condôminos que não têm a consciência
de recolher seus resíduos.
Faça sua parte! Jogue o lixo no lixo, seja em casa, na rua, na praia…
Ajude a preservar as nossas belezas naturais e dê o destino correto ao
seu lixo. Até porque, você já sabe que descartando o lixo corretamente é
possível gerar novos produtos, oportunidades de trabalho e ou até mesmo
gerar um dinheirinho extra no fim do mês.
A produção de lixo no Brasil atinge a
marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma
maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia
considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados
e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O
documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de
reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as
garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento
considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de
2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só
deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a
contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a
reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329
toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a
criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390
trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a
coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As
cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem
de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o
preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no
mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio
(Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das
latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como
Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma
diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas
importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística
norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão,
onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que
compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%,
segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com
outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro
fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que,
no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de
alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma
demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a
percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima
para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse
processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado
gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica.
Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a
economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a
mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por
andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada,
isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social.
Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650
milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a
oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro
de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser
reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia.
Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100
milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre
apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em
indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor,
porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal
objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto
sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora,
acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a
inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios
brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o
serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do
Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906
lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos
sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse
quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.
A economia da reciclagem possui desafios estruturais.
Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material
reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do
produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente
dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o
passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas
indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras
do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade
de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer
reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades.
Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado
da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em
relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de
extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.
Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia (
1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades
possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta
seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado
diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é
alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material
com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em
dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se
decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses
materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto
pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas usadas
pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria
do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil
toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a
Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15%
do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para
35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A
Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o
potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para
se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos
como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de
artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40
árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de
água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco
séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica
necessária para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de
reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto
nas ruas.
É possivel ser chique, sendo ecologicamente correto. Um escritório no Japão usou garrafas para criar paredes recicladas.
A idéia é aliar sustentabilidade, economizando energia elétrica . Ídeia criativa tranformando lixo e uma excelente opção para decoração e divisórias.
Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo Klein Dytham arquitetura.
As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.
Que tal começar a reinventar seu espaço de trabalho. É mais barato e o planeta agradece.
Descubra o ponto de reciclagem mais próximo e recicle seu óleo de cozinhaFoto: anabananasplit
Cerca de 200 milhões de litros de óleos vegetais usados por mês vão parar no ralo da pia. O problema é que, além da substância não se misturar com água resultando em entupimentos de tubulações, galerias e redes de esgotos, o óleo saturado é um dos principais vilão da poluição de rios e mares. Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de água de uma pessoa ao longo de 14 anos.
Ainda por cima, o óleo contribui para a proliferação de ratos, baratas e insetos nas redes de esgoto. Quando entra em contato com a água do mar ele se decompõe e emite gás metano, que agrava o aquecimento global.
Por isso, a melhor opção é sempre levar seu óleo para o posto de reciclagem mais próximo para que ele gere outros produtos, como sabões, detergentes, lubrificantes e biodiesel. Algumas cooperativas aceitam o material, mas há pontos de coleta específicos para óleo. Confira onde doar seu óleo de cozinha:
O grupo possui postos de coleta em diversas cidades do Brasil nos mercados Pão de Açúcar e Compre Bem. Nas 20 lojas da rede CompreBem, a iniciativa garantiu a destinação adequada para mais de 20 mil litros de óleo desde o início do programa, em 2008. Todo óleo arrecadado é direcionado para a produção de biocombustível.
Basta levar o óleo até uma das lojas e deixá-lo no local indicado para que siga para a reciclagem. Veja aqui os postos de coleta em todo o Brasil.
Possui pontos de coleta espalhados por diversas cidades de São Paulo. Clique aqui para localizar um posto mais próximo.
Walmart e Bompreço
O Bompreço tem pontos de coletas de óleo de cozinha em algumas lojas da rede. Ligue para a Central de Relacionamento e informe-se sobre a loja mais próxima, o número é: 0800 705 5050.
Caso você conheça algum outro ponto de coleta que não esteja descrito acima, envie um e-mail com as informações para redação@ecodesenvolvimento.org.br e nos informe para que possamos aumentar essa lista.
52% dos participantes disseram ter o hábito constante de reciclar o lixo. | Foto: Fora do Eixo/Flickr
A preocupação com os danos causados pelo homem ao planeta aumentou consideravelmente nos últimos tempos e a juventude se diz mais consciente quanto a seus atos. Para confirmar a veracidade desta informação, o Nube realizou uma pesquisa com a seguinte questão: “Qual seu envolvimento com meio ambiente?”.
O estudo foi realizado entre 11 e 22 de fevereiro e contou com a participação de mais de 1.200 pessoas, entre 15 e 26 anos. Dentre as quatro opções de resposta, com 52,85% dos votos, a alternativa “Tenho hábito de reciclar lixo diariamente” foi a grande vencedora.
Para a analista de treinamento do Nube, Rafaela Gonçalves, a alta porcentagem reflete uma adaptação/mudança na forma de lidar com o meio ambiente. “Para a nova geração é muito claro o fato de a sustentabilidade depender de pequenas ações, como realizar descartes em locais corretos, utilizar as lixeiras de coleta seletiva, reaproveitar materiais, economizar água”, comenta.
Em segundo lugar, com 21,42%, se sobressaiu o “consumo de marcas ecologicamente corretas”, demonstrando a necessidade das grandes corporações investirem em produtos sustentáveis. “É uma nova tendência, um ciclo onde se envolve a responsabilidade ambiental da empresa produtora e a consciência do consumidor na hora de comprar”, explica Rafaela.
Com 17,51%, ou 224 votos, a “postagem de mensagens nas redes sociais” foi a terceira colocada. Mas, é preciso ter em mente o fato de somente comentar sobre o assunto não ser suficiente. “Estar engajado nessas causas já é um primeiro passo, mas mudar hábitos simples pode surtir muito mais efeito”, destaca a analista.
Por fim, ficaram os movimentos sociais, com 8,21%. Para Rafaela, eles são fortes alavancadores de discussão e representam uma forma de unir um grupo para uma mesma causa. “Muitas pessoas não têm ideia de como podem fazer a diferença, quando o assunto é preservação do meio ambiente”, explica. Portanto, participar de eventos do tipo auxilia a encontrar formas de solucionar ou minimizar os impactos ambientais.
O resultado mostra uma maior atenção dos jovens com as causas ambientais, mas demonstra como ainda existe uma longa jornada em direção a um mundo melhor.
Economia Verde: desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação do meio ambiente.
Definição
Economia verde é um conjunto de processos produtivos (industriais,
comerciais, agrícolas e de serviços) que ao ser aplicado em um determinado
local (país, cidade, empresa, comunidade, etc.), possa gerar nele um
desenvolvimento sustentável nos aspectos ambiental e social.
Objetivo
O principal objetivo da Economia Verde é possibilitar o
desenvolvimento econômico compatibilizando-o com igualdade social, erradicação
da pobreza e melhoria do bem-estar dos seres humanos, reduzindo os impactos
ambientais negativos e a escassez ecológica.
Importância e benefícios
De acordo com especialistas que
atuam nas áreas de Economia e Meio Ambiente, a aplicação da
Economia Verde em países desenvolvidos e em
desenvolvimento aumentaria a geração de empregos e o progresso econômico. Ao
mesmo tempo, combateria as causas do aquecimento global (emissões de CO2), do
consumo irracional de água potável e dos fatores que geram a deterioração dos
ecossistemas.
Principais
características da Economia Verde:
- Pouco uso de
combustíveis fósseis (gasolina, carvão, diesel, etc.) e aumento do uso de
fontes limpas e renováveis de energia;
- Eficiência na utilização de recursos naturais;
- Práticas e processos que visam à inclusão social e erradicação
da pobreza;
- Investimento e valorização da agricultura verde;
- Tratamento adequado do lixo com sistemas eficientes de
reciclagem;
- Qualidade e eficiência nos sistemas de mobilidade urbana.
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15 de fevereiro) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.
Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado. “De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.
Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.
Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia. O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.
‘Problemas endêmicos’ inibem desenvolvimento das empresas sustentáveis
A Organização recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.
“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a Diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA). Na apresentação, estiveram presentes Daniel Fuentes de Rioja, vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), e Brent Wilton, Secretário-geral da OIE.
O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, através de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria destas unidades – cerca de 48 milhões – sejam empreendimentos unipessoais.
Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.
Degradação ambiental também é risco para o desenvolvimento econômico
O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com 4 milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.
O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”
O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Lei de Saneamento Básico no Brasil, que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.
O relatório lembra que o Brasil produz 161 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos e, embora a cobertura de coleta seja de 97%, muitos destes têm um alvo inadequado. “A finalidade da lei é promover a responsabilidade partilhada e criar incentivos econômicos para atividades de reciclagem e resíduos com o destino apropriado.”
The Story of Stuff (A historia das coisas dublado em português completo)
The Story of Stuff expõe as conexões entre um enorme número de questões
ambientais e sociais, e nos chama juntos para criar um mundo mais
sustentável e justo. Essa historia vai te ensinar algo, ele vai fazer
você rir, e só ela pode mudar a maneira de como você olha para todas as
coisas em sua vida para sempre.
A equipe brasileira da EkóHouse
não ganhou o prêmio de arquitetura na Solar Decathlon Europe mas o
time brasileiro pode se orgulhar de sua participação. A pré-fabricada
EkóHouse tem um design verdadeiramente sustentável que pode ajudar na
ampliação de habitação a preços acessíveis no Brasil. Concentrando-se
menos na alta tecnologia e mais sobre as intervenções humanistas
orgulhosamente esse grupo de brasileiros utilizou de forma sustentável
fontes de materiais naturais e métodos pré-fabricados que cortam os
custos de construção e seu tempo de montagem.
Esta casa produz energia
solar três vezes mais energia do que consome. EkóHouse tem um sistema de
coleta de água da chuva que é usado para uma variedade de funções,
assim como uma estrutura de saniamento de compostagem moderno à seco.
Essa equipe também incorporou um sistema de resíduos que também conserva
nosso precioso recursos hídricos. Os organismos biológicos são
utilizados para acelerar o processo de decomposição de resíduos, e o
adubo resultante pode ser usado como adubo para plantas não
comestíveis. Desde que Brasil não conseguiu completar a sua casa a
tempo para o Solar Decathlon Europe 2010, é um momento especialmente
orgulhoso por esta equipe que para representa seu país em Madrid este
ano.
Telhas de vidro aproveitam o sol para aquecer e produzir energia
O sistema de aquecimento exclusivo é feito a partir do uso de telhas de vidro. | Foto: Inhabitat
A empresa sueca SolTech Energy é
especialista em desenvolver soluções em energia solar limpa. Entre as
criações da companhia está um sistema de aquecimento exclusivo feito a
partir do uso de telhas de vidro, que substituem os modelos tradicionais
feitos em argila.
Além da diferença estética, o funcionamento da tecnologia também se
difere das tradicionais, que utilizam tubos de água ou de vácuo para o
aquecimento. As telhas, apelidadas de Soltech, são instaladas sobre uma
tela preta de nylon equipadas com fendas de ar. Assim, a cor escura
absorve o calor e faz o ar circular, que posteriormente é direcionado
aos acumuladores para aquecer a água.
O sistema chega a gerar 350 kWh de calor por metro quadrado, dependendo
do ângulo em que as telhas são dispostas e o clima local. Segundo a
empresa, a inclinação pode variar de 45 a 15 graus. No entanto, tudo
depende da latitude da casa, quanto mais perto do equador, menor é a
inclinação necessária.
O Solartech tem garantia de funcionamento de até 40 anos. Assim, o
consumidor logo tem o retorno pelo investimento e depois pode usufruir
de energia limpa com custos operacionais muito baixos.
Desde 2011 a empresa disponibiliza três tipos de sistema de
aquecimento: O Soltech Alpha, que é capaz de aquecer o ar; o Solar
Sigma, ideal para o aquecimento de água; e o Soltech Power que é capaz
de produzir eletricidade a partir do uso de células fotovoltaicas.
A
primeira coisa é escolher onde ela será montada e garantir que seja
instalada num local ensolarado. Cuidados com a preparação da terra, a
seleção adequada das culturas e a boa manutenção também são essenciais
Confira abaixo o passo-a-passo para a sua horta vingar.
1. Escolha do local
As hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por
dia. Por isso, o ideal é instalar a horta na varanda ou junto à janela.
Prefira locais que recebem sol pela manhã.
2. Onde plantar?
Em qualquer vasilhame, de jardineiras a jarros (com volume mínimo de 1
litro) até canos de PVC (de 30 cm de diâmetro) cortados ao meio. Dá para
usar também garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade) ou
carrinhos de mão. É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da
água.
3. Preparo do solo
Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e
potássio, aconselha o técnico agrícola Adejar Gualberto Marinho, da
Embrapa Hortaliças. “O ideal é que a terra tenha pH 6. Se o solo for
ácido demais, as plantas não vingarão”, afirma.
4. Seleção das culturas
Opte por hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha,
salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como
tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura,
rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos
5. Cuidados no plantio
A plantação começa com sementes ou mudas, dependendo da cultura.
Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça
plenamente. Um pé de alface, por exemplo, deve ser plantado a 20 cm dos
demais, enquanto para tomate e couve a distância sobe para 35 cm.
6. Rega e manutenção
No início, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda
pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã. Retire
plantas invasoras e proteja a horta de insetos, principalmente
borboletas. Seus ovos viram larvas, que se alimentam das plantas.