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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Centro Brasileiros de Estudos em Ecologia de Estradas

Visite a pagina do Centro Brasileiros de Estudos em Ecologia de Estradas e venha fazer parte do Sistema Urubu!
Nos últimos anos o CBEE tem empreendido um esforço enorme em entender o problema do impacto de atropelamento de fauna selvagem na biodiversidade brasileira e desde 2014 lançamos a rede social Sistema Urubu.
A proposta desta rede é que qualquer pessoa da sociedade brasileira possa colaborar com a conservação da biodiversidade encaminhando registros de animais atropelados para que possamos influenciar políticas públicas em esferas locais, regionais e nacionais.
Neste momento o CBEE está finalizando uma proposta para ser encaminhada para a Fundação Grupo Boticário, para um projeto de quatro anos de duração (com início proposto para julho de 2016). Este projeto visa fortalecer o Sistema Urubu e integrar em uma única base o maior número de registros de fauna atropelada para colaborar com planejamento e gestão de rodovias e ferrovias.
Com base nestes fatos queremos saber do interesse da sua instituição, grupo de pesquisa ou Unidade de Conservação em se integrar na nossa rede?
Não existe uma linha de corte ou grupos específicos, toda a sociedade brasileira organizada pode participar. Esperamos poder contar com a participação de instituições como Secretarias Estaduais e municipais de meio ambiente; órgãos de planejamento e gestão de rodovias e ferrovias; sociedades; ONGs; empresas; unidades de conservação de todas as esferas; grupos de pesquisa, zoológicos, entre outros.
O projeto está em elaboração, mas atuará nos seguintes pontos:
Sub-programa de Unidades de Conservação, Academia e Comunidade
            Este é o sub-programa visa atuar na geração de informações de base para a tomada de decisão em nível local e para o planejamento regional de ações de conservação.
Sub-programa de Formaçãoe Divulgação
            Este sub-programa capacitará analistas, gestores e outros técnicos na coleta de dados e ampliará o conhecimento de base sobre impactos de rodovias e ferrovias na biodiversidade.
Sub-Programa de Políticas Públicas
            Este sub-programa deverá auxiliar a internalização de protocolos e processos em estudos de impacto ambiental, propor legislação, entre outros.
Um grande diferencial deste programa para o antigo Projeto Malha, é que nossos parceiros de coleta de dados não precisam realizar monitoramentos sistemáticos, podendo se integrar ao Sistema apenas com amostragens eventuais de atropelamento de fauna.
Em resumo, o que propomos e o que esperamos dos nossos parceiros?
            Um ponto fundamental, não existirá aporte de recursos ou equipamentos do parceiro para o CBEE ou do CBEE para os parceiros. Futuramente teremos um enorme prazer em colaborar na captação de recursos para parceiros que realmente desejarem atuar nesta área, mas a proposta atual não tem este escopo.
O que esperamos dos parceiros?
            1.- integrar um ou mais sub-programas do Sistema Urubu
            2.- difundir o Sistema Urubu em sua instituição, unidade de conservação, comunidade, ...
            3.- permitir que os dados obtidos sejam disponibilizados para a comunidade e utilizados para pesquisa científica, planejamento e gestão de rodovias e ferrovias, divulgação e outras atividades do CBEE
O que oferecemos aos nossos parceiros?
  1. Treinamento, presencial ou virtual, para a coleta de dados de atropelamento de fauna e uso do Sistema Urubu;
  2. Envio de material didático para atividades de educação ambiental;
  3. Auxílio na tomada de decisão de estratégias de mitigação de impacto, sempre que tivermos pessoal e/ou informações suficientes no Sistema Urubu;
  4. Divulgação da participação em mídia, entrevistas e outros meios de divulgação, sempre que possível.
Neste momento, precisamos que todos os interessados preencham um formulário disponível neste link (http://goo.gl/forms/s3t6nWEZtS). Com estes dados submeteremos o projeto para a Fundação e aguardaremos o resultado preliminar que deve acontecer no começo de 2016. Se aprovado, entraremos em contato para o encaminhamento de um ofício de formalização de parceria.

Fonte; http://cbee.ufla.br/portal/noticias.php?year=2015#54 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

XII Congresso de Ecologia do Brasil

XII Congresso de Ecologia do Brasil a realizar-se em São Lourenço de 20 a 24 de setembro de 2015 .

Os participantes que forem sócios em dia com a SEB terão desconto na inscrição. Os interessados poderão se filiar à SEB no momento da inscrição no congresso. Para maiores informações sobre a SEB, visite o site da sociedade: www.seb-ecologia.org.br e informações sobre o congresso: xiiceb@seb-ecologia.org.br.
Áreas para submissão dos Trabalhos
Ecologia Terrestre
Ecologia Marinha
Ecologia Limnica
Ecologia Humana
Educação 
Sustentabilidade
Tabela de Inscrição
Categoria Até 30 de Abril Até 30 de Junho Até 31 de agosto A partir de 1 de setembro
Profissionais Sócios da SEB  R$ 280,00 R$ 310,00 R$ 330,00 R$ 350,00
Profissionais Não Sócios da SEB  R$ 300,00 R$ 345,00 R$ 360,00 R$ 400,00
Estudantes de Pós-graduação  Sócios da SEB  R$ 230,00 R$ 260,00 R$ 290,00 R$ 335,00
Estudantes de Pós-graduação Não Sócios SEB   R$ 255,00 R$ 270,00 R$ 295,00 R$ 315,00
Estudantes de Graduação Sócios da SEB  R$ 180,00 R$ 210,00 R$ 240,00 R$ 275,00
Estudantes Graduação Não Sócios da SEB  R$ 250,00 R$ 265,00 R$ 285,00 R$ 305,00
    Até 15 de junho Até 30 de agosto A partir de 1 agosto
Mini-cursos  R$ 100,00 R$ 110,00  R$120,00 R$ 130,00
         

 

 Fonte: http://www.seb-ecologia.org.br/xiiceb/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Descarte de lâmpadas

Reciclagem e descarte de lâmpadas, aprenda como agir corretamente:

Descarte de Lâmpadas As lâmpadas possuem compostos recicláveis e compostos tóxicos, por isso precisam ser descartadas corretamente. Se jogadas diretamente no lixo comum, as lâmpadas podem contaminar a água e o solo e ocasionar doenças em seres humanos e animais.
As lâmpadas fluorescentes são feitas de vidro e metal, mas contêm também fósforo e mercúrio. Quando descartado incorretamente, o fósforo, por exemplo, é cancerígeno e provoca lesões nos rins e no fígado. O mercúrio, quando inalado, pode ocasionar dor de cabeça e febre. Por isso, é essencial fazer o descarte de lâmpadas de maneira correta.
As lâmpadas incandescentes também podem ser recicladas, porque possuem vidro e componentes metálicos. Tanto as incandescentes quanto as fluorescentes devem ser descartadas corretamente para serem recicladas e seus compostos tóxicos serem eliminados ou reaproveitados com segurança.
Para o descarte de lâmpadas correto, o recomendado é guardá-las em local seco, de preferência em suas embalagens originais, e levá-las a um posto de coleta credenciado em seu município. Os postos mais comuns são lojas de materiais elétricos, equipamentos eletrônicos e empresas recicladoras. Muitas vezes, o local que recicla lâmpada cobra uma taxa para recolhê-la, e o custo médio é de R$ 1 por unidade.
Dica: Use lâmpadas fluorescentes, elas economizam energia e duram mais tempo do que as lâmpadas incandescentes.

Fonte: http://reciclagemnobrasil.com.br/descarte-de-lampadas

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Carnaval Sustentável - VAGALUME o VERDE!

 
Este ano propusemos uma ação inovadora para o nosso folião. A ideia desde o início era compartilhar responsabilidade, realizar juntos! Espalhamos coletores de "lixo" em todos os postes da Rua Jardim Botânico. Incentivando o folião a fazer o descarte correto do resíduo, colaborando com o todo, o ambiente, os amigos da cooperativa de catadores, COMLURB, e principalmente com o nosso Carnaval, a nossa Cidade, e nós mesmos.
Para realizar tudo isso fomos em busca de uma parceria que deu Samba.
A Empresa Social TemQuemQueira que promove uma chance a quem precisa, capacitando e gerando renda a partir da produção de peças com design arrojado, feitas do reaproveitamento de lonas vinílicas de publicidade e ações promocionais, abraçou a nossa ideia e produziu todos os coletores.
O resultado foi esse...

sábado, 20 de dezembro de 2014

Crie enfeites de Natal reaproveitando materiais

Posted by Meu Mundo Sustentável


Por Andrea Mieko | Publicado originalmente no Greenstyle
 
O Natal está chegando e muitos estão se preparando para comemorar essa data tão especial. Montar a árvore, pendurar a guirlanda na porta, iluminar a janela com pisca-pisca e decorar a casa com enfeites natalinos é uma tradição.
O que é novidade para muita gente é que essa decoração toda pode ter um toque de sustentabilidade.
No ano passado, publicamos uma matéria com 8 dicas para um Natal sustentável e outra sobre a escolha mais ecológica entre uma árvore natural ou artificial. Mas este post será dedicado exclusivamente para enfeites de Natal que podem ser feitos com vários tipos de materiais recicláveis que você pode ter em casa. Veja e inspire-se!

Guirlandas

Esta é uma guirlanda feita com rolhas de vinho. No site de Thoni Litsz, o arquiteto ensina como fazer uma. Basta uma base redonda de MDF ou de papel grosso, uma pistola de cola quente, enfeites como bolas e fitas, e claro, muitas rolhas de vinho! Clique aqui para ver o passo a passo.
Já a ideia desta é super simples: basta pintar alguns prendedores velhos e prendê-los em um pedaço de arame com miçangas entre eles. O resultado ficou lindo, não acha? Você pode ver o passo a passo aqui. Já este blog fez uma guirlanda com pregadores revestidos com tecido. Uma graça! 
Que tal uma guirlanda da era digital! Improvise uma estrutura circular e cole as peças de tamanhos e formas variadas para deixar esse enfeite bem high tech! Se tiver restos de outros equipamentos eletrônicos, também servem.
Decore o quarto das crianças com esta guirlanda feita com balões coloridos! Para ser realmente sustentável, o ideal é usar balões estourados, usados em um aniversário, por exemplo. Se comprar balões novos, tente não estragá-los ao fazer a guirlanda, para que seja possível enchê-los na próxima festinha! O objetivo é reaproveitar materiais e evitar o desperdício e o descarte.
Sabe aqueles pedaços de papel que sobraram na hora de embrulhar os presentes? Recorte-os em formato de folhas para fazer esta linda guirlanda! Este blog ensina a fazer os recortes, além de mostrar outras fotos de guirlandas feitas com papel de revista.

Árvore de natal

Olha que incrível esta árvore de natal! Ela foi feita com mais de 400 latinhas de alumínio e canos de pvc na estrutura. Os criadores levaram quatro dias para montar e decorar, além de criar o efeito de iluminação. Bem legal.
Este é um modelo bem simples e rústico. Você pode usar pedaços de madeira de demolição ou restos de construção. Para enfeitar, abuse de cores e acessórios fofos para dar vida à sua árvore.
Você tem uma prateleira cheia de livros e não quer gastar dinheiro com uma árvore de natal? Monte uma árvore de livros como esta e enfeite com bonequinhos, flocos de neve e a tradicional estrela dourada na ponta! Árvore mais cult que esta não tem!
Veja que criatividade esta árvore feita com garrafas de vidro! A ideia é usar diversas peças de vidro circulares para servir de base para esta pirâmide de garrafas. Se tiver crianças, pense duas vezes antes de montar uma dessa na sua sala de estar! E mesmo que não tenha, é recomendado usar adesivo.
Esta aqui é fácil e qualquer um pode fazer. É só cortar os papéis em quadrados de vários tamanhos diferentes. Depois é só furá-los e colocar em uma agulha de tricô com uma base meia-lua de isopor. Neste site você pode ver um vídeo de como fazer uma árvore de papel.
Estas aqui são clássicas. Está sem tempo para fazer a decoração natalina? Pegue uma revista e dobre todas as páginas para fazer uma mini árvore do natal! Mesmo que você não tenha nenhuma habilidade para fazer artesanato, vai achar super fácil fazer uma dessa. Neste site você encontra o passo a passo.

Outros enfeites natalinos

Estas bolas de luz realmente conseguiram fazer um efeito incrível. Imagine algumas delas na sua varanda? O mais legal é que são feitas com o fundo de garrafas PET! Bem criativo, não?
Espalhe velas pela casa pra criar o clima natalino. Estes castiçais foram feitos com garrafas PET. Veja mais ideias neste site.
Estes enfeites fofinhos foram feitos com lâmpadas queimadas e um pouco de habilidade com pintura! Veja mais ideiasneste site aqui.
Chegou a hora de reaproveitar aquela calça jeans velha que não tem mais como ser usada por ninguém! Use um molde pra recortar o jeans e fazer essa meia super estilosa. Abuse de retalhos e bordados para deixá-la com a cara do Natal.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Saiba o que fazer com o lixo doméstico


O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo a última pesquisa de saneamento básico consolidada pelo IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.
Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.
Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" preconizada pelos ambientalistas.
A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Tempo de decomposição dos resíduos


Caso não haja coleta seletiva em seu bairro ou condomínio, procure as cooperativas de catadores e os Postos de Entrega Voluntária (PEVs).
O Grupo Pão de Açúcar também possui pontos de coleta nos supermercados em todo o país. A iniciativa está sendo ampliada para outras bandeiras do grupo, como a rede Extra.

Coleta seletiva: veja abaixo quais resíduos podem ser reciclados

 

sábado, 9 de agosto de 2014

Vidro, embalagem 100% Reciclável




A descoberta do vidro é bem antiga, os primeiros registros datam de 5000 a.C. Contam as lendas que o vidro foi descoberto acidentalmente, quando mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na beira da praia, perceberam que o fogo transformou a areia do chão num líquido transparente, ao resfriar, esse líquido se transformou num material bem resistente, assim surgia o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas janelas, vasos e copos. Desde então, o vidro tem acompanhado a humanidade, sempre presente nas residências: nas janelas que conferem luminosidade às construções; como também nos utensílios, como taças, jarras, pratos, dando muito charme às cozinhas.
O vidro é feito da fusão de alguns compostos inorgânicos, principalmente areia, e por isso é uma embalagem segura, pois conserva os alimentos com todos os seus nutrientes. Além de manter a qualidade do produto, aumenta o seu prazo de validade e diminui o uso de conservantes, também pode ser levado ao micro-ondas com segurança (porque não libera disruptores endócrinos, para saber mais sobre isso, leia a reportagem), e não interfere nem sabor nem no cheiro dos alimentos.
No Brasil, a reciclagem de vidro cresce a cada ano, hoje, cerca de 40% do vidro produzido é reciclado, e 25% é reutilizável – pois são de garrafas retornáveis. O vidro é também o único material 100% reciclável, ou seja, 1kg de vidro pode ser reciclado infinitas vezes, resultando em 1kg de vidro com as mesmas características.
Dica: Prefira sempre utilizar vasilhames de vidro pra guardar alimentos, elas são mais seguras e preservam os alimentos com maior qualidade.

Fonte: Abividro

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Obsolescência programada: o consumo exacerbado e o esgotamento de fontes naturais

Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
 Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros, discutem o assunto em suas obras. Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de “obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos. Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não, independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha, dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a vida útil do produto.

Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico

A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada), a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.

No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos – computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e, consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20), a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes, como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip” (princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda existem, as coisas boas).
Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores, impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que este seja vendido e possivelmente reutilizado.

Tecnologia, arte e resistência

A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada, então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia. Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um determinado grupo social.
Lucas Bambozzi: Das coisas quebradas
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Lucas Bambozzi: Mobile Crash v2 [obsolescence trimmer] – 2012

Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos muitos”, lembra o professor.
Júlia Braga
é jornalista e tradutora freelancer. Vive entre Brasília e Berlim.
Copyright: Goethe-Institut Brasilien Dezembro de 2012