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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maior fazenda vertical do mundo deve ficar pronta até 2016

Nos arredores de uma das maiores áreas metropolitanas do planeta está em desenvolvimento a maior fazenda vertical do mundo. Com o apoio de grandes investidores, como o banco Goldman Sachs, uma antiga siderúrgica localizada em Newark, Nova Jersey, que hoje ainda funciona como uma fábrica de pallets de madeira, está se tornando uma grande produtora do gênero agrícola.
Além disso, a instalação também será sede da AeroFarms, que é quem vai gerenciar a produção da fazenda. Para quem conhece as chamadas verduras hidropônicas, aquelas que são cultivadas com as raízes imersas na água, saiba que esta empresa, com a ajuda de um professor da Universidade Cornell, desenvolveu plantas “aeropônicas”. 

Um novo meio de produção de vegetais
Nesse processo, as raízes das plantas ficam expostas, no ar, e recebem borrifos de nutrientes e um fluxo constante de ar para crescerem. Isso gera uma economia de até 95% de água e permite que os vegetais cresçam mais rápido e melhores. E não se utiliza luz solar. As plantas são expostas à luz artificial de LED, também otimizando o processo de produção.


Com a implantação dessa fazenda vertical, os investidores têm duas intenções principais: trazer mais desenvolvimento para a região, anteriormente uma área de Newark cheia de antigas indústrias, mas com alto nível de desemprego; e tentar resolver um grave problema que assombra a área metropolitana de Nova York: a escassez no abastecimento de comida, visto que os pontos de entrada desse abastecimento na cidade são limitados e os principais pontos de distribuição estão sujeitos a catástrofes climáticas.
Avanços em tecnologia agrícola
Além de tudo isso, é claro, a fazenda vertical vai servir como ponto de desenvolvimento de pesquisas na área de agricultura e vai usar essa tecnologia limpa para substituir o tipo de mercado industrial que domina a região de Nova York e Nova Jersey. Sem contar, é claro, que pode mudar radicalmente o meio utilizado para se abastecer grandes centros urbanos com alimentos.

terça-feira, 29 de abril de 2014

10 dicas para poupar dinheiro e o ambiente

Ser verde ou sustentável tem uma má reputação por ser caro. Alimentos biológicos, carros elétricos ou roupas de origem sustentável são normalmente mais caros.
Comprar painéis solares ou um veículo elétrico podem ser grandes coisas para ajudar o planeta, mas não são viáveis ​​para a maior parte das pessoas.
Se moras num apartamento, há muitas maneiras de viver de forma mais sustentável, que te vão realmente fazer poupar dinheiro. Vê algumas dicas do NOCTULA Channel:

1. Desliga o Stand-by e a ficha

Mesmo quando desligados, os aparelhos eletrónicos, como computadores, impressoras ou cafeteiras, usam “energia fantasma“, que também conta para o teu consumo de energia (e para a factura também!). Investigadores do Lawrence Berkley National Laboratory descobriram que essa energia é responsável por 5 % do consumo doméstico.

2. Baixa a temperatura do aquecimento e sobe a do arrefecimento

É mais eficaz aquecer o teu corpo que a sala toda, por isso, no inverno, veste mais uma camisola e baixa o aquecimento. No verão, liga uma ventoinha e bebe um chá gelado em vez de colocares o ar condicionado no máximo.

3. Muda as lâmpadas para LED

As lâmpadas de LED duram 25 vezes mais do que lâmpadas incandescentes e três vezes mais do que as lâmpadas fluorescentes compactas, e agora são muito mais baratas. Quando as lâmpadas de tua casa de fundirem muda para LED.

4. Compra legumes e fruta da época

Fruta da época
Vai ao mercado da tua cidade e compra diretamente ao produtor. Muitas vezes os legumes e frutas são mais baratos e estás a diminuir o consumo de combustível necessário para transportar os alimentos de uns sítios para os outros, e de energia para manter os produtos frescos.

5. Come menos carne

O impacto ambiental da produção de carne é grande, devido principalmente à produção de metano (gás com efeito de estufa) gerada pelos animais. Comer uma ou duas vezes por semana uma refeição vegetariana, substituindo a carne por feijão ou lentilhas, será também mais económico.
Vê algumas receitas vegetarianas no site Amigo não emprata amigo.

6. Vai de boleia

Partilhar boleias é outro método para poupar dinheiro e diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. Encontra um colega que viva perto de ti ou que faça um percurso semelhante e partilhem o carro.
Se não conheces ninguém podes sempre inscrever-te num site como o www.blablacar.pt.

7. Para de comprar garrafas de água

Arranja uma garrafa reutilizável e enche-a com água da torneira em vez de comprares garrafas de plástico. A água engarrafada é muito mais cara que a água da torneira e as garrafas de plástico geram muitos resíduos.

8. Faz os próprios produtos de limpeza

Fazer os produtos de limpeza em casa pode parecer difícil, mas na verdade são precisos apenas alguns ingredientes simples, como bicarbonato de sódio, vinagre, limão e sabão. Para além de poupar algum dinheiro, evitar os produtos químicos nas limpezas melhora também a qualidade do ar dentro de casa.
Vê neste site algumas receitas para detergentes, champô, sabonetes e até pasta dentífrica: Receitas de Produtos Caseiros.

9. Compra coisas em segunda mão

Hoje em dia as lojas em segunda mão estão por toda a parte, em vez de deitares no lixo algo que já não usas porque não tentar vendê-la numa loja em segunda-mão? E em vez de comprar novo, porque não comprar usado?
Gastas menos dinheiro e ao comprar menos coisas novas diminuis a quantidade de resíduos.

10. Ou arranja de graça

Se vais precisar de alguma coisa só um vez tenta pedir emprestado a um amigo ou vai à biblioteca municipal requisitar um livro em vez de comprar.
Há pessoas dispostas a trocar coisas que já não usam ou não precisam por outras. Encontra o que procuras e doa o que já não queres no site troca-se.pt.
Vê quanto podes poupar com algumas mudanças no teu dia-a-dia no site da Visão.
Fonte:

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bogotá terá uma semana sem carro

Fonte : UOL
Empresas de Bogotá, na Colômbia, concordaram em apoiar a proposta feita pela organização Mejor en Bici, de que o Dia sem Carro se estenda por uma semana, a partir desta quinta-feira, 6 de fevereiro. Segundo o jornal "Las 2 Orillas", as empresas Sura, Pacific Rubiales, Universidad Javeriana, Equión, Unilever, Diageo e Seguros Bolívar já manifestaram apoio à ideia. Na Colômbia, diferentemente do Brasil, o Dia sem Carro acontece em fevereiro e geralmente mobiliza centenas de empresas e milhares de pessoas nas principais cidades.
Para implementar a proposta do Mejor en Bici, os empregados e diretores dessas empresas usarão a bicicleta durante cinco dias, fazendo o percurso casa-trabalho. Foram desenhadas três grandes rotas, a do Norte, do Centro, e Salitre, que contarão com segurança e assistência em caso de algum acidente ou qualquer imprevisto. "Este projeto está dirigido a pessoas que não usam a bicicleta habitualmente. Esperamos que com essa experiência eles se convertam em ciclistas frequentes", explica Andrés Vergara, miembro da Mejor en Bici.
Segundo o jornal colombiano, os moradores de Bogotá perdem aproximadamente 22 dias por ano no trânsito, tempo que poderiam gozar como férias, por exemplo. A proposta da organização Mejor en Bici é promover o uso de um meio de transporte sustentável, além de garantir mais saúde e mobilidade. O uso da bicicleta reduz o tempo perdido em engarrafamentos, melhora a saúde das pessoas, reduz as emissões de CO2 e o stress.
“Está comprovado que o uso da bicicleta faz as pessoas se sentirem mais felizes e, acima de tudo, melhora seu rendimento, porque quando pedalamos, perdemos menos tempo no trânsito e há menos gastos”, enfatiza Diego Ospina Casto, gerente da Mejor en Bici.
A municipalidade de Bogotá. irá habilitar 376 quiilômetros da rede de ciclorroras e ciclovias especialmente para o evento desta semana.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O projeto Casa Orgânica



O projeto Casa Orgânica é mais que construir com materiais fabricados segundo conceitos ecológicos, ou reciclados, como pneus inservíveis e garrafas usadas. A Casa Orgânica pode ser comparada a um ser vivo.
Veja o vídeo;

E visite o site;
Este projeto ajudará a responder a uma das perguntas mais importantes desta época: o que podemos fazer hoje para melhorar o meio ambiente nas comunidades em que vivemos? Até poucos anos atrás assuntos ecológicos eram preocupação de pequenos grupos com interesses científicos ou alternativos. Porém, com as crescentes mudanças climáticas influenciando a vida de todos e afetando a economia mundial, o tema tomou dimensões globais. Escassez de água doce, falta de alimentos e de moradia, e crescente lixo resultante do estilo de vida moderno são alguns dos problemas da humanidade. Atualmente, pessoas de todas as classes sociais tem se preocupado com estes assuntos, que cada vez mais ganham destaque na mídia. Embora a consciência ecológica esteja despontando em todo lugar, poucos sabem que atitudes práticas aplicar para melhorar suas condições de vida e reverter danos ao meio-ambiente.
Clique aqui para baixar o TCC de Leonardo Tannous, Engenheiro Ambiental & Permacultor: http://www.4shared.com/document/8ZH7sLoo/TCC_Engenharia_Ambiental_Leona.html

Fonte: http://casaorganica.org.br/




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Gestão do lixo

Reciclagem

Nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros
“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.
Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
“Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras. 
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula. 
Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Do lixo para o jardim de casa


 por Cris Maia 


A função do pallet é otimizar o transporte de cargas, conseguido através da empilhadeira, mas definitivamente os feitos em madeira estão na moda na hora de decorar a casa ou o jardim. O internauta Antonio Eugênio conta pra gente que tudo que encontra nas ruas, coloca no carro para depois mexer e ver no que pode trasnformar. Ele deixou algumas dicas interessantes aqui no blog. A primeira é que um bom passeio pelas ruas do subúrbio nos dará o pallet que precisamos, mas de forma desigual. Então, ele sugere procurar um profissional para fazer o acabamento que a gente deseja. A outra opção, segundo ele, é comprar de consertadores de pallets, porque lá dá para escolher todos com o mesmo tamanhjo e textura e aí é só lixar ou pintar.
Com os pallets dá para  bolar uma série de coisas. A gente já deu algumas sugestões pra vocês, agora vai mais uma.
Neste jardim, elaborado pelos paisagistas Jussara de Siqueira, Rafael Bragion e Helena Montevecchio, os pallets foram usados para elevar a horta e dar mais conforto na hora de manipular a terra. Eles foram empilhados em vários níveis sustentando uma horta aromática, onde foram plantados em charmosos vasos alecrim, manjericão, salsa, cebolinha… A diferença de altura permite que até mesmo as crianças ajudem no plantio e manutenção dos temperos.


A horta foi montada pertinho da churrasqueira e da mesa – onde as cadeiras foram forradas com almofadas cobertas de xita. Isto significa que dá pra cultivar os temperos, cozinhar e bater papo com os amigos… tudo ao mesmo tempo! O cenário foi montado debaixo de um pergolado revestido com taboa reciclada e trançada. A taboa é uma planta típica de manguezais e brejos, com uma fibra durável e resistente e com um custo bem legal.
O bom de montar um ambiente com materiais de baixo custo é que a gente não fica com tanto apego depois na hora de mudar e se tiver um pouquinho de cuidado e planejamento dá pra criar espaços bem harmoniosos.
O jardim abaixo, projetado pela paisagista Clarisse Kopp, é o resultado disso. As cadeiras brancas ficaram bem mais charmosas com o detalhe de tecido de xita amarrado no encosto. Repare que ele sustenta tubos de ensaio, que servem de vasinhos para as flores coloridas. Com o mesmo tecido, Clarisse forrou as casinhas de passarinho que enfeitam a parede.


Para os pufes, foram usados fardos de feno – claro que com o devido cuidado de colocar uma almofada por cima para tornar o assento mais confortável! Ferramentas usadas no jardim servem como objetos de decoração. Para finalizar, a paisagista usou caixinhas de leite como vasos para a horta vertical. Elas foram pintadas com tinta branca e fixadas uma na outra com fios de nylon.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O lado azul da economia verde


Inventário mundial de atividades de preservação dos recursos hídricos mostra grande crescimento no setor nos últimos quatro anos e investimento de quase R$ 20 bilhões só em 2011. China lidera lista, mas investimentos também crescem na América Latina.

O lado azul da economia verde
Os projetos listados abrangem desde iniciativas de proteção de ecossistemas como pântanos e florestas até projetos urbanos, em geral relacionados à utilização de águas pluviais poluídas, realizados em 30 países. (foto: Flickr/ amirjina – CC BY-NC-ND 2.0)
Se pensarmos na economia verde como um prédio sustentável, capaz de abrigar seus moradores de forma mais racional e respeitar a natureza ao seu redor, o relatório publicado recentemente pela organização não governamental Forest Trends funcionaria como um mapa de seus encanamentos e reservatórios de água limpa.
O documento é um inventário de ações globais voltadas à preservação das bacias hidrográficas e dos ambientes onde se encontram. O levantamento apontou um crescimento de 100% na quantidade de projetos na área, e um investimento cerca de 2 bilhões de dólares maior do que o apontado no último mapeamento, em 2008.  
O levantamento apontou um crescimento de 100% na quantidade de projetos: são 205 programas ativos em 30 países, um investimento total de 8 bilhões de dólares só em 2011
As iniciativas catalogadas abrangem desde a proteção de ecossistemas rurais, como pântanos e florestas, até projetos urbanos, em geral relacionados à utilização de águas pluviais poluídas. No total, o estudo identificou 205 programas ativos em 30 países, além de 73 em desenvolvimento. Os maiores investidores na área foram governos e organizações sem fins lucrativos, com uma menor participação do setor privado. O valor total investido nesse tipo de programa superou os 8 bilhões de dólares registrados em 2011.  
Engenharia cinza
O custo mais baixo do investimento em iniciativas de infraestrutura verdecomparado com as caras soluções de engenharia ‘cinza’ para atividades como a filtragem da água e o controle de inundações ajuda a explicar o pioneirismo dos países em desenvolvimento na área. (fotos: Flicrk/ YaYapas – CC BY-NC-SA 2.0)
“As consequências da poluição e das mudanças climáticas estão evidentes na disponibilidade de recursos hídricos”, acredita Genevieve Bennett, analista do Forest Trends e uma das autoras do relatório. “Além de evitar a escassez, os projetos listados ajudam a preservar a biodiversidade e a controlar outros problemas ecológicos como o efeito estufa, além de gerarem renda para comunidades locais que protejam esses ecossistemas.”

Negócios da China – e da América

De acordo com o inventário, só em 2011 programas desse tipo preservaram 117 milhões de hectares de terra (área semelhante à África do Sul) e permitiram a economiade 138 mil megalitros de água dos reservatórios naturais – com mais de 4,6 milhões de megalitros preservados nos últimos anos.
Os países em desenvolvimento são os que mais se destacam nessa empreitada: “Com menos recursos, eles apostam na proteção das ‘infraestruturas verdes’, os sistemas naturais que realizam funções semelhantes as das caras soluções de engenharia ‘cinza’, como filtrar a poluição e evitar inundações”, afirma a autora.
Águas da China
A China, considerada uma das maiores poluidoras do mundo, é a nação que mais investiu em projetos de proteção dos recursos hídricos. O país já gasta mais de 2% de seu PIB no combate à escassez de água para o abastecimento da população. (foto: Flickr/ Stuck in Customs – CC BY-NC-SA 2.0)
Com 61 projetos (dois a menos que os Estados Unidos, mas com investimento superior), a China desponta como líder na área. Considerado um dos maiores poluidores do mundo, o país tem a menor proporção de água limpa per capita entre as maiores nações do mundo e as medidas para combater a escassez dos recursos hídricos já custam mais de 2% do seu produto interno bruto anual. “A insegurança em relação aos seus recursos hídricos provavelmente é o maior risco para o contínuo crescimento econômico da China”, afirma Bennett. “O lado pouco contado dessa história, como mostra a pesquisa, é que o governo chinês está em busca de modelos econômicos mais sustentáveis.”
Uma tendência especialmente observada no continente foi a oferta de compensações não financeiras às comunidades locais pela proteção dos ecossistemas
Mesmo longe dos números chineses, a América Latina também merece destaque. Apesar de uma ligeira queda nos investimentos regionais na área em 2011, dados preliminares sugerem uma retomada em 2012, com a criação e expansão de programas. Uma tendência especialmente observada no continente foi a oferta de compensações não financeiras às comunidades locais pela proteção dos ecossistemas.
“Muitas vezes, treinamentos e incentivos agrícolas ajudam a promover a segurança alimentar e modos de subsistência alternativos mais do que dinheiro”, defende Bennett. “O financiamento direto também gera desconforto por parecer uma privatização da natureza. Por isso muitos ficam mais à vontade com compensações em forma de bens, como colmeias e mudas de árvores, que ainda podem ser trocados na comunidade.” 

O Brasil e as notícias ruins

Sobre o Brasil, o relatório destaca a importância do ICMS ecológico para a proteção de áreas de conservação ambiental e a inclinação pouco comum das nossas empresas para investir na área. Porém, o exemplo brasileiro também deixa clara uma importante limitação do inventário: a dificuldade na obtenção de dados sobre os projetos. “Apesar do relatório listar quatro iniciativas no Brasil, existem mais de 30 ações em andamento no país, o que faz dele um participante muito ativo nesse campo”, revela Marta Echavarria, especialista em financiamento inovativo para conservação da Forest Trends. 
Rio poluído
Para os autores do relatório, a escassez de água limpa será o primeiro efeito sensível da poluição e do aquecimento global. (foto: Flickr/ mckaysavage – CC BY 2.0)
Bennett justifica essa subnotificação: “Identificamos os programas, mas não é possível avaliar a ordem do investimento, pois alguns são muito pequenos e muitas vezes é difícil obter dados que comprovem os pagamentos realizados, sem contar a barreira linguística e a extensão territorial do país”, pondera. “Mas obter resultados mais precisos sobre o Brasil é prioridade, pois a participação do país vem crescendo muito.” 
Os programas apresentados são promissores por reconhecerem os recursos naturais enquanto ativos valiosos finitos e buscarem soluções criativas de investimento
Independentemente das limitações, o relatório traz alguns resultados preocupantes. Desde 2008, muitos programas deixaram de existir, por inadequação a especificidades locais ou dificuldade de financiamento, e a participação do capital privado foi pequena – só foram constatados em 53 projetos, em especial oriundos de fabricantes de cerveja, que dependem de água limpa. “As empresas parecem inseguras em investir ou acreditam que a água diz respeito apenas ao poder público”, sugere Bennett. “Talvez possamos aproximá-las dos mercados ambientais existentes, como o de carbono, para criar ferramentas que ajudem o setor privado a entender os ganhos e riscos dessas atividades.”
Segundo a Florest Trends, mesmo com o crescente investimento na área, estimativas mostram que seria necessário um trilhão de dólares por ano para atender a demanda de água e de saneamento do mundo até 2025. No entanto, direcionar parte dessa verba para soluções verdes pode gerar grande impacto social e quem sabe permitir  que se alcance esse patamar. “Agir agora para preservar nossa água é absolutamente necessário, mas precisamos descobrir como pagar os custos”, pondera Bennett. “Os programas apresentados no relatório são promissores porque reconhecem os recursos naturais enquanto ativos valiosos finitos e por buscarem soluções criativas de investimento.”

Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Compostagem Caseira

Folhetos desenhados pelo artista Português Jaime Lopes para o Município de Salvaterra de Magos falando da Cospostagem Caseira;

http://jaimegrafick.com/site/?p=168


Agora o folheto sobre a reciclagem;


Muitos países estão somando forças, com a causa ambiental. Comece hoje em sua casa a separar o lixo que você produz. Seja responsável recicle, reutilize, reduza, repense, respeite!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Quer montar uma horta em apartamento?




A primeira coisa é escolher onde ela será montada e garantir que seja instalada num local ensolarado. Cuidados com a preparação da terra, a seleção adequada das culturas e a boa manutenção também são essenciais

Confira abaixo o passo-a-passo para a sua horta vingar.
1. Escolha do local
As hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por dia. Por isso, o ideal é instalar a horta na varanda ou junto à janela. Prefira locais que recebem sol pela manhã.

2. Onde plantar?
Em qualquer vasilhame, de jardineiras a jarros (com volume mínimo de 1 litro) até canos de PVC (de 30 cm de diâmetro) cortados ao meio. Dá para usar também garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade) ou carrinhos de mão. É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da água.

3. Preparo do solo
Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio, aconselha o técnico agrícola Adejar Gualberto Marinho, da Embrapa Hortaliças. “O ideal é que a terra tenha pH 6. Se o solo for ácido demais, as plantas não vingarão”, afirma.

4. Seleção das culturas
Opte por hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura, rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos

5. Cuidados no plantio
A plantação começa com sementes ou mudas, dependendo da cultura. Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça plenamente. Um pé de alface, por exemplo, deve ser plantado a 20 cm dos demais, enquanto para tomate e couve a distância sobe para 35 cm.

6. Rega e manutenção
No início, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã. Retire plantas invasoras e proteja a horta de insetos, principalmente borboletas. Seus ovos viram larvas, que se alimentam das plantas.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_411077.shtml

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Horta Vertical

Faça você mesmo!  Cultive uma horta na sua janela!
 http://www.sustentavelnapratica.net/index.htm

Ter em casa uma horta para produzir ervas, tempeiros e até verduras e legumes deixou de ser privilégio de quem tem um quintal em casa. Utilizando a idéia desenvolvida pelas novaiorquinas Britta Riley e Rebecca Bray, cultivar uma horta está a alcance de qualquer um que tenha uma janela bem iluminada. 

O movimento das "fazendas das janelas" começou em 2009 em Nova Iorque e hoje conta com milhares de participantes no mundo todo, que colaboram por meio do site www.windowfarms.org. O interessante é que o movimento vai além de divulgar uma solução difinitiva e de "tamanho único" para o cultivo em janelas. Os participantes são estimulados a assumir o papel de pesquisadores do "faça você mesmo", experimentando várias alternativas e agregando inovações para melhorar as técnicas de plantio vertical em pequenos espaços. 
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horta de janela
O único pedido desta comunidade é que as inovações sejam compartilhadas com todos. Este é o princípio básico de desenvolvimento de projetos de tecnologia livre ("open source", em inglês) que possibilitou o desenvolvimento de softwares livres como o Linux, o Open Office e outros. O projeto de horta de janela que estamos apresentando agora é baseado na proposta do site "windowfarms", mas traz mudanças técnicas e conceituais significativas  que gostaríamos de compartilhar com os visitantes do Sustentável na Prática.

Em nosso "faça você mesmo" abandonamos a técnica de hidroponia utilizada no projeto inicial do "windowfarms". Concluímos que a hidroponia apresenta complexidades (como a necessidade de utilização de bombas, aeradores, temporizadores e  soluções especiais de nutrientes) que poderiam desistimular a construção de hortas de janela por pessoas que não tem familiaridade com eletricidade e eletrônica, ou que tenham dificuldade de obter os componentes ou produtos mais especializados. 

Ao invés da hidroponia, resolvemos adotar  a técnica da organoponia, ou seja, o cultivo de vegetais utilizando húmus  no lugar do solo. A organoponia apresenta vantagens adicionais quando associado a outra idéia que começa a ser difundida em muitas áreas urbanas: a utilização de um minhocário doméstico para a fabricação de húmus a partir de restos de cozinha, que pode ser feito em casa ou adquirido pronto (www.minhocasa.com). 

Conjugando as hortas de janela com os minhocários, o horticultor doméstico utilizará, como meio de cultivo, o húmus produzido na própria casa ou apartamento, cultivando alimento ao mesmo tempo que dá uma destinação adequada aos  resíduos orgânicos. 

Gostou da idéia? Então, mãos à obra e transforme sua janela em uma horta! 


Você vai precisar de: 


Material:
5 garrafes PET iguais, preferencialmente de 2 litros ou maior;
4,4 metros de barbante de 2mm de diâmetro (dê preferência à barbante sintético, que tem mais resistência);
1 metro de arame galvanizado de 1mm de diâmetro;
1 metro mangueira plástica flexível de 10mm de diâmetro;
1 torneira plástica para filtro;
1 palito de madeira (pode ser um palito japonêsn - hashi ou um espeto de churrasco de madeira);
5 kg de humus de minhoca (comprar em supermercado ou fazer você mesmo);
1 litro de  brita, seixos pequenos ou cacos de tijolo;
Mudas e/ou sementes de temperos e horaliças.

Ferramentas: 
Furadeira com brocas variadas para madeira e plástico;
Canivete ou estilete ;
Tesoura; 
Alicate; 
Alicate de corte;
Régua; 
Caneta de retroprojetor.

Modo de fazer: 

1º Passo: Separe quatro das cinco garrafas e risque uma linha ao redor de cada uma (figura 1). As linhas devem ser simétricas nas quatro garrafas (a altura do corte vai depender do tipo de garrafa). Utilizamos garrafas de coca-cola. Neste caso, marcamos dois centímetros acima da marca do rótulo. Depois de marcar, corte as 4 garrafas ao longo da linha (figura 2). Estas serão as "garrafas-vaso" .


 Figura 1 - Marcação  da linha de corte


 Figura 2 - Corte das "garrafas vaso"

2º Passo: Selecione uma broca de um diâmetro um pouco maior que a mangueira que você vai utilizar e fure o centro do fundo da quinta garrafa (figura 3 : cuidado! segure bem para que a broca não trave na garrafa e  arranque de sua mão!). Esta será a "garrafa-reservatório" 


Figura 3 - Furando a "garrafa resevatório"

3º Passo: Com um pedaço de arame aquecido no fogo, faça dois furos em lados opostos da parte cortada das 4 primeiras garrafas. Deixe pelo menos 1 cm entre o furo e a borda do corte (figura 4). Faça também dois furos com o prego quente no fundo da quinta garrafa (figura 5) 


 Figura 4 - Furando as "garrafas vaso"
 

  Figura 5 - Furando a  "garrafa reservatório"

4º Passo: Corte 8 pedaços de arame com 5 cm e 2 pedaços de 8cm. Dobre os 8 pedaços menores em forma de gancho (figura 6) e prenda-os nos furos das 4 garrafas cortadas (figura 7). Com os pedaços maiores de arame , faça ganchos maiores  para a garrafa reservatório conforme a imagem (figura 8).


 Figura 6 - Fabricando os ganchinhos de suporte 

 Figura 7 - Ganchos instalados na garrafa vaso

 Figura 8 - Ganchos instalados na garrafa reservatório 

5º Passo: Preparação das tampas das garrafas: Selecione uma broca com diâmetro ligeiramente inferior à mangueira que você vai usar e fure o centro de cada tampa de garrafa. Segure bem! Segurar com um alicate dá melhores resultados (figura 9). 



 Figura 9 - Furando as tampas das garrafas


6º Passo: Corte agora 4 pedaços da mangueira com 8cm de comprimento. Introduza as mangueiras nos buracos das tampas (figura 10). As mangueiras devem ficar bem justas para evitar vazamentos. Rosqueie as tampas  nas 4 garrafas cortadas (garrafas vaso). 


 Figura 10 - Pedaços de mangueira introduzidas nas tampas



7º Passo: Prepare agora o a torneira da garrafa reservatório: você deve iniciar com uma torneira como a da figura 11. Com um alicate de corte, retire a parte externa da porca borboleta da torneira (figuras 12 e 13). Faça um furo na tampa de uma garrafa PET, com diâmetro suficiente para passar a rosca da torneira. Fure também a borrachinha  fina do interior da tampa (figura 14). Monte a torneira na  tampa da garrafa (figura 15). Não esqueça da borrachina de vedação. Na figura 16, temos o resultado final. Rosquie a tampa com a torneira na garrafa reservatório.



 Figura 11 - Torneira plástica  de filtro


 Figura 12 - Cortando a porca borboleta 


 Figura 13 - Porca borboleta: antes e depois do corte 


 Figura 14 - Tampa de garrafa furada 


 Figura 15 - Montagem da torneira na tampa de PET


 Figura 16 - Tampa de PET com torneira acoplada 






8º Passo: Prepare agora o suporte para as garrafas: Encontre o meio do barbante de 4,4 metros, e prenda-o em um prego ou gancho (figura 17). Marque o barbante com uma caneta de retroprojetor a 50cm do meio. Marque os dois lados do barbante (figura 18). Faça agora mais 4 marcas no barbante com distância de 40cm entre elas (figura 19).  Faça um nó cego  em cada marca do barbante: tenha cuidado para fazer todos os nós do mesmo tamanho, para que tenham a mesma altura, de dois em dois. Para terminar, prenda um palito de sushi entre o meio do barbante e os dois primeiros nós. Use um nó do tipo "volta do fiel" para isto (figura 20).


 Figura 17 - Medindo o barbante do suporte

 Figura 18 - primeira marca a 50cm  do meio


 Figura 19 - Fazer mais 4 marcas de 40 em 40 cm 


 Figura 20 - Espaçador com palito de sushi

9º Passo: Coloque uma camada de brita no fundo das 4 garrafas-vaso (figura 21). Não precisa muito, apenas o suficiente para tampar a entrada da mangueira. Preencha agora as garrafas-vaso com húmus de minhoca (figura 22). Plante suas mudas e sementes em cada uma das 4 garrafas-vaso. 



 Figura 21 - Colocação de brita no fundo das  garrafas




 Figura 22 - Preenchendo as garrafas vaso com húmus dd minhoca

10º Passo: Montagem final: Prenda as garrafas no suporte, utilizando os ganchos de arame. O caninho na tampa de cada garrafa deverá estar na direção do centro da garrafa de baixo. A mangueira da garrafa-vaso mais baixa deverá ser introduzida no furo de cima da garrafa-reservatório (figura 23). 



 Figura 23 - Horta vertical montada




Pronto! você terminou sua horta de janela! 
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Pendure sua horta na frente de uma janela iluminada. Quanto mais luz entrar pela janela, melhores serão os resultados do crescimento das plantas. Lembre que janelas viradas para o norte, nordeste e noroeste recebem mais sol, quando não são sombreadas por muros, prédios ou outros obstáculos. 

A rega da horta pode ser feita apenas no vaso de cima. Ele deve ser preenchido de água com cuidado para não transbordar. A medida que a água saturar o composto, irá pingar de vaso em vaso e o excedente será armazenado no reservatório. Você verá que a agua armazenada terá a cor de um chá forte. Isso significa que ela está cheia de nutrientes retirados do húmus nos vasos. Não desperdice esta água! Ela deve ser reutilizada para regar os vasos. Para isso, utilize a torneirinha da tampa da garrafa reservatório para encher um recipiente para regar os vasos. 


Experimente!
O projeto apresentado aqui é bem básico, e pode ser melhorado e ampliado indefinidamente. O limite é nossa imaginação! Você pode, por exemplo: 

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Construir um sistemas com várias colunas, como se fosse uma cortina viva para sua janela; 
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Experimentar com vários tipos de temperos e verduras, para descobrir os que se adaptam melhor às condições de luminosidade de sua janela; 
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Experimentar com vasos e recipientes maiores, para cultivar plantas que precisariam de mais terra (como cenoura, tomates, berinjela...);
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Automatizar sua irrigação, com um temporizador e uma bombinha de aquario. 




Lembre de compartilhar suas descobertas com os outros fazendeiros de janelas, participando no grupo de discussão e no facebook do sustentável na prática. 

E boas colheitas! 
 
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