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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Reciclagem e conserto de bens são tendências de negócio em 2015, diz Sebrae




Afonso Ferreira
Fonte ; Do UOL, em São Paulo


economia.uol.com.br

Sebrae lista 9 setores como tendências de negócio para 20159 fotos

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A reciclagem de resíduos, como plástico, vidro e alumínio, é um dos setores destacados pelo Sebrae em um estudo que aponta tendências de negócios para 2015; com a maior preocupação dos consumidores com o meio ambiente, negócios atuantes nesse ramo tendem a ganhar visibilidade, segundo a entidade; clique nas imagens acima e veja outros segmentos promissores ThinkStock
Novos negócios ligados a reciclagem, reparação de bens duráveis como carros, motos e computadores são tendência para 2015, segundo estudo feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Também compõem a lista serviços de beleza e estética, preparo de alimentos, confecção de roupas e construção civil.
De acordo com o Sebrae, as perspectivas estão voltadas aos segmentos da economia que atendem o mercado interno. O quadro econômico do país é o principal motivo. Segundo Marco Aurélio Bedê, gerente do Sebrae Nacional, em tempos de baixo crescimento da economia, o consumidor fica mais receoso e prefere o conserto de seus bens à troca por novos.
"Passamos por um momento de alta demanda por veículos, aparelhos eletrônicos e imóveis. Isso, no entanto, diminuiu e a tendência agora é que as pessoas façam a manutenção desses bens adquiridos", diz.
O comportamento do consumidor também interfere no mercado. De acordo com Bedê, a população em geral está mais preocupada com o meio ambiente, o que pode impulsionar negócios na área de reciclagem de resíduos.
"A própria crise hídrica no Estado de São Paulo despertou interesse e preocupação das pessoas em manter esse bem natural", afirma. Novas regras sobre coleta seletiva na capital paulista, por exemplo, também podem impulsionar negócios do setor. "O consumidor está mais consciente sobre a necessidade de reciclar."

Negócios que atendem necessidades básicas têm boas chances

De acordo com o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, os negócios promissores para 2015 têm uma forte característica de atender às necessidades básicas da população, que têm adquirido novos hábitos nos últimos anos.
"O mercado interno cresceu muito na última década com a ascensão econômica de milhões de famílias das classes C e D. Isso gerou novas demandas e beneficiou diretamente os pequenos negócios, que oferecem serviços e produtos que foram incorporados ao dia a dia da população", afirma.
Os demais segmentos são atividades típicas de pequenos negócios e tendem a crescer independente da conjuntura econômica, segundo o Sebrae. São empresas de preparação de alimentos, confecções e lojas de roupas, cabeleireiros, comércios de cosméticos, serviços de estética e produção e venda de bijuterias.

Empreendedor deve ter cuidado ao escolher ramo de atuação

No entanto, para ter sucesso nos negócios no próximo ano, não basta apenas investir nas atividades com melhores perspectivas, segundo Luiz Barretto.
"Não podemos afirmar que apenas quem investir nessas atividades colherá bons frutos em 2015. Há chances de sucessos para muitas outras atividades. O importante é se preparar adequadamente para a entrada no mundo dos negócios".
Para chegar a esses resultados, o Sebrae identificou os segmentos com maior potencial de expansão nos últimos anos e os que mais tendem a se beneficiar com as tendências da sociedade.
De acordo com dados mais recentes da entidade, nos dez primeiros meses de 2014 foram criados mais de 1 milhão de negócios formais no país. Esse número está próximo à quantidade de empresas criadas no mesmo período de 2013.
(Com Agência Sebrae)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Grande Feira de Meio Ambiente Industrial, Reciclagem &Saneamento em Santa Catarina





Grande Feira de Meio Ambiente Industrial, Reciclagem &Saneamento em Santa Catarina, será realizada de 15 a 18 de abril de 2015.

No evento acontecerá um SIMPÓSIO NACIONAL DE RECICLAGEM, SANEAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL
O objetivo do S-N-R e G.A é discutir e apresentar propostas e buscar soluções para o principal problema enfrentado por cidades que é a questão da destinação adequada de resíduos sólidos e orgânicos de origem urbana, rural, industrial e comercial. O papel dos diferentes atores neste processo: Governo nas 03 esferas e iniciativa privada, representados por  associações, cooperativas de produção e terceiro setor.
Público Alvo
O público alvo será constituído por profissionais que atuam em diversas áreas da engenharia, agronomia, biologia, administração pública e privada, técnicos de nível superior e médio, empresários da indústria, comércio e agronegócio, gestores publico, professores, estudantes e todos aqueles que atuam na gestão e transformação de resíduos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Descarte de lâmpadas

Reciclagem e descarte de lâmpadas, aprenda como agir corretamente:

Descarte de Lâmpadas As lâmpadas possuem compostos recicláveis e compostos tóxicos, por isso precisam ser descartadas corretamente. Se jogadas diretamente no lixo comum, as lâmpadas podem contaminar a água e o solo e ocasionar doenças em seres humanos e animais.
As lâmpadas fluorescentes são feitas de vidro e metal, mas contêm também fósforo e mercúrio. Quando descartado incorretamente, o fósforo, por exemplo, é cancerígeno e provoca lesões nos rins e no fígado. O mercúrio, quando inalado, pode ocasionar dor de cabeça e febre. Por isso, é essencial fazer o descarte de lâmpadas de maneira correta.
As lâmpadas incandescentes também podem ser recicladas, porque possuem vidro e componentes metálicos. Tanto as incandescentes quanto as fluorescentes devem ser descartadas corretamente para serem recicladas e seus compostos tóxicos serem eliminados ou reaproveitados com segurança.
Para o descarte de lâmpadas correto, o recomendado é guardá-las em local seco, de preferência em suas embalagens originais, e levá-las a um posto de coleta credenciado em seu município. Os postos mais comuns são lojas de materiais elétricos, equipamentos eletrônicos e empresas recicladoras. Muitas vezes, o local que recicla lâmpada cobra uma taxa para recolhê-la, e o custo médio é de R$ 1 por unidade.
Dica: Use lâmpadas fluorescentes, elas economizam energia e duram mais tempo do que as lâmpadas incandescentes.

Fonte: http://reciclagemnobrasil.com.br/descarte-de-lampadas

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Livro mostra estudos de experimentos sobre hortas urbanas e periurbana

Foto: Agência de Notícias - Embrapa
Agência de Notícias - Embrapa - Livro mostra estudos de experimentos sobre hortas urbanas e periurbanas
Livro mostra estudos de experimentos sobre hortas urbanas e periurbanas
O projeto  iniciado em 2004 por uma equipe de pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF),e resultou na publicação de três livros que relatam as experiências vivenciadas em torno da implantação de hortas urbanas – também chamadas de periurbanas ou comunitárias. "O objetivo principal dessas publicações foi contar a história dos projetos de hortas urbanas, abordando aspectos positivos e negativos, do ponto de vista econômico, social e ambiental", resumiu a pesquisadora Flávia Alcântara, editora técnica das publicações, juntamente com a pesquisadora Marina Castelo Branco. Segundo Flávia, o último volume conclui a experiência, e fecha a trilogia.
O "caçula" dos três tomos, lançado no início de 2012, tem um ingrediente a mais, já que além da experiência no Brasil mostra diferentes formas de cultivo urbano de hortaliças em várias cidades dos Estados Unidos. Flávia explica que com relação aos canteiros comunitários daquele país não houve o intuito de fazer comparações, apenas complementar o histórico que permeou as duas edições anteriores. "A pesquisadora Marina aproveitou o período em que precisou desenvolver um trabalho por lá e registrou sua passagem com fotos e relatos sobre o que presenciou, incluindo características sociais das pessoas envolvidas com as hortas", observou.
Conforme explicita o pesquisador Ivan Sérgio de Sousa, que fez a apresentação do último volume da série, esse trabalho "traz estudos que focalizam a horticultura urbana e periurbana no estado de São Paulo, a experiência realizada por organizações não governamentais, a horta urbana em Santo Antônio do Descoberto (Distrito Federal), a segurança alimentar e nutricional do Submédio São Francisco e as hortas comunitárias nos Estados Unidos. Neste livro, a vivência de hortas comunitárias é estudada de forma a destacar não apenas suas caraterísticas próprias e distintivas, como também aqueles aspectos generalizáveis a outras experiências".
VOLUMES I E II
No primeiro livro, lançado em 2007, é descrita a experiência de uma horta comunitária implantada, com apoio da Embrapa Hortaliças, em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana localizada a 50 km de Brasília. Nessa obra, os pesquisadores envolvidos dimensionam algumas variáveis, desde a parte referente à alimentação das famílias até a incidência de pragas e doenças nas plantas cultivadas.
O segundo foi lançado em 2008 e aborda outras iniciativas similares conduzidas nas cidades do Novo Gama e Abadia de Goiás (GO) e Teresina (PI). A publicação também conta com a participação da técnica agrícola Diana Gomes Lopes e da assistente social Sandra Santana, da Secretaria de Agricultura de Goiás, e das professoras Juliana Portela e Maria do Socorro Lira, da Universidade Federal do Piauí.
De acordo com Flávia Alcântara, o trabalho finalizado em 2012 disponibiliza a formuladores de políticas públicas resultados desses experimentos conduzidos pelos pesquisadores que podem servir para subsidiar programas de governo. "As iniciativas que procuram fomentar maior consumo de hortaliças na dieta alimentar dos brasileiros encontrarão nos três volumes importantes contribuições para desenvolver projetos nesse sentido", exemplifica a pesquisadora.
Os interessados podem solicitar exemplares, com preço unitário de R$ 20,00, através do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Embrapa Hortaliças, pelo telefone (61)3385-9110 ou pelo correio eletrônico sac.hortaliças@embrapa.br


Anelise Macedo –(MTB 2749/DF)
Embrapa Hortaliças
(61) 3385-9109
ane@cnph.embrapa.br

Embrapa Hortaliças
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pneu


A borracha é a matéria-prima principal para a fabricação de pneus, eles se dividem em dois tipos: a borracha natural, proveniente da seiva da seringueira (uma árvore de grande porte, nativa da Amazônia); e a borracha sintética, proveniente do petróleo. A borracha sintética é similar à natural, mas não possui a mesma resistência ao calor.
No Brasil, grande parte da borracha fabricada se destina para a fabricação de pneus, cerca de 70% do total. O restante é destinado para a indústria de calçados, instrumentos cirúrgicos, etc.
O tempo de decomposição dos pneus ainda é classificado como não determinado, provavelmente são necessários centenas de anos para um pneu inservível desaparecer, por isso, a sua destinação final se tornou um grande problema ambiental para o mundo todo.
Na Holanda, segundo um estudo realizado pela Universidade de Vrije, revelou que em todo o mundo são fabricados cerca de 2 milhões de pneus novos por dia, uma média de 730 milhões de pneus ao ano. Pra se ter uma ideia, no Brasil, são 17 milhões de pneus descartados ao ano.
Diversos artefatos podem ser feitos com a reutilização dos pneus, por exemplo: asfalto para a pavimentação de vias; gramas artificiais de quadras esportivas, reutilização industrial da borracha, etc. Outra forma de recuperação é a chamada recauchutagem, neste processo um pneu velho é recuperado, prolongando sua vida útil.
Dica: Procure no nosso mapa o ponto de coleta mais próximo de você e destine seu pneu para a reciclagem. Afinal, não queremos deixar de herança pra os jovens montanhas de pneus, não é mesmo!?
Fonte: Reciclanip 
http://www.reciclagemnobrasil.com.br/reciclagem-de-pneu

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Estatísticas de Reciclagem - Lixo


O lixo é uma fonte de riquezas

  • O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão.
  • No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia.
  • O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.
  • A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas.
  • Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá.
  • Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.
  • Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.
  • Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado.
  • Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.
Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:
1. 39%: papel e papelão
2. 16%: metais ferrosos
3. 15%: vidro
4. 8%: rejeito
5. 7%: plástico filme
6. 2%: embalagens longa vida
7. 1%: alumínio

Redação Ambiente Brasil

sexta-feira, 14 de março de 2014

Rio sofre com lixo deixado em praias da cidade


Mais um fim de semana de sol se aproxima do Rio de Janeiro e suas belas praias prometem encher o verão carioca de apaixonados pela cidade. Nessa época do ano, milhares de pessoas buscam diversão e refresco nas areias fluminenses. O grande problema é que a cidade maravilhosa vêm sofrendo com o lixo deixado em praias do Rio.
Para mostrar ao cidadão carioca que é preciso ter consciência e recolher seu lixo após a saída da praia, o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido criou uma ação sensibilizadora, em parceria com a Comlurb, realizada no feriado de São Sebastião, no último dia 23 de janeiro.
Nesse dia, 40 toneladas de lixo foram encontradas nas areias da praia de Copacabana, uma das mais famosas da cidade. O vídeo abaixo traz o resultado dessa ação, que mostra o contraste entre as belas imagens de um dia de sol na praia lotada, que termina com um entardecer cheio de lixo não descartado corretamente.

 


Viu como um cenário incrível pode se transformar em um amontoado de lixo em apenas um dia? As áreas comuns de condomínios muitas vezes também sofrem com lixo deixado por condôminos que não têm a consciência de recolher seus resíduos.
Faça sua parte! Jogue o lixo no lixo, seja em casa, na rua, na praia… Ajude a preservar as nossas belezas naturais e dê o destino correto ao seu lixo. Até porque, você já sabe que descartando o lixo corretamente é possível gerar novos produtos, oportunidades de trabalho e ou até mesmo gerar um dinheirinho extra no fim do mês.

Fonte: http://www.condominiosverdes.com.br/quem-ama-cuida-rio-sofre-com-lixo-deixado-em-praias-da-cidade/

sábado, 1 de março de 2014

Iniciativas pelo Brasil incentivam o carnaval sustentável

Reportagem especial do Portal Brasil mostra que é possível se divertir com responsabilidade ambiental

 

Em meio a diversidade do nosso País, o Portal Brasil destaca programações carnavalescas que agregam diversão e responsabilidade ambiental. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, iniciativas mostram que é possível se divertir, tratando de temas importantes e responsáveis, andando de mãos dadas com a natureza. 
Presente em todas as terças-feiras do carnaval do Rio de Janeiro desde 2004, o bloco Vagalume O Verde (VOV) promove a sustentabilidade aos participantes.  De acordo com presidente fundador, Hugo Camarate, o bloco foi criado acreditando-se poder contribuir para sensibilizar os foliões a fim de mitigar os impactos ambientais gerados pelo homem e fomentar a cultura do carnaval.
“Desde o início, tivemos o propósito de trazer à discussão a temática ambiental. Naquele momento, discutia-se a ecologia e éramos tratados como um eco-bloco. Hoje, nestes novos tempos, nos consideramos um bloco sustentável. Entendemos, no entanto, que a sustentabilidade do bloco é algo que jamais será atingida plenamente e que o que nos permite nos chamarmos desta forma - bloco sustentável - é o compromisso de seguir os preceitos da sustentabilidade como diretriz”, afirma.
O Vagalume O Verde busca implementar práticas ecológicas e utilizar materiais amigáveis ao meio ambiente. Como exemplo, realização de coleta seletiva, o porta “bituca” de cigarros (enfocando a destinação correta do resíduo), a inserção de 10% de instrumentos feitos através de materiais reaproveitados/reciclados no realizados no carnaval de 2013, quando 10 mil pessoas prestigiaram o bloco sustentável.
Além disso, buscando minimizar impactos negativos do desfile, o VOV limita o volume dos decibéis do carro de som para não impactar a fauna e a flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que faz parte do itinerário do bloco.
Hugo conta, ainda, que o grupo busca preparar as futuras gerações de foliões. “Estimulamos cursos, participamos de palestras e buscamos auxiliar, com oficinas que tratem do meio ambiente, utilizando o carnaval como eixo condutor das discussões e como ferramenta de aproximação. Na verdade, ansiamos e buscamos contribuir para que as condições sejam ainda melhores do que as atuais - compensamos nosso desfile através do plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.”
Desfile sustentável
No carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde também se mostra preocupada com a questão. Tanto é que, neste ano, leva à Avenida o tema “Sustentabilidade, construindo um novo mundo”. Efeito estufa, poluição, desperdício, queimadas e devastação das matas nativas, além de alternativas como a reciclagem do lixo, são alguns dos temas tratados pela escola.
O presidente do Conselho Deliberativo da Império de Casa Verde, Eduardo Moraes, informa que o tema do enredo surgiu “da necessidade de um planeta sustentável com menor degradação do meio ambiente, preservando as reservas naturais”. Para isso, alguns carros do desfile foram confeccionados com materiais recicláveis, como latas de alumínio, papelão, copos descartáveis.
“Um grande exemplo é a fantasia da ala das crianças que foram feitas com copos descartáveis usados. E a agua utilizada no abre alas que é uma água cenográfica, que não molha os componentes, e foi utilizada água de reuso”, diz Eduardo.
Para ele, o samba-enredo da Império de Casa Verde tem um papel importante para a comunidade. “Buscamos a conscientização da comunidade de que o planeta está sufocado e necessita de uma ação global urgente de preservação, garantindo assim um planeta melhor para as futuras gerações.”
Com o trabalho que, neste ano, completa 10 anos, Hugo Camarate acredita que o bloco fundado por ele pode fazer a diferença. “O pioneirismo destas ações, bem como os frutos que podem ser colhidos adiante, podem significar novos rumos para um carnaval mais alegre, com menos desperdício e, com certeza, muito mais sustentável!”, afirma.
Serviço
Bloco Sustentável Vagalume O Verde
Local: Início na Rua Jardim Botânico (esquina com Rua Pacheco Leão) em direção à Praça Santost Dumont - Baixo Gávea, Rio de Janeiro
Concentração: 08:00h
Desfile: 10h às 14h
Data: 04/03/2014
Fonte:
Portal Brasil

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Desafios e Oportunidades

A reciclagem gera trabalho e renda



A economia da reciclagem possui desafios estruturais. Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades. Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.

Fonte: http://www.cataacao.org.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem – Desafio para 2014



Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia ( 1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas  usadas pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15% do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para 35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40 árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica necessária  para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto nas ruas.

Fonte: http://www.shoppingleblon.com.br

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Educação Ambiental

Curso Confirmado:
Educação Ambiental



Informamos que o curso Educação Ambiental na unidade GÁVEA está confirmado. 


Período de aulas: 01/10/2013 a 05/11/2013

Horário: Aulas teóricas: Terças e quintas-feiras, das 19h às 22h (Dias 01, 03, 08, 10, 17, 22, 24 ,29 e 31/10 e 05/11). Aulas práticas: Sábados, das 9h às 17h. (Dias 19/10 e 09/11)

 Tire suas dúvidas entrando em contato conosco.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Projeto Bituca Zero para o Carnaval 2014




Bloco carnavalesco Vagalume O Verde juntamente com a ONG Vamos Unir o Mundo realizará a partir do (próximo)mês de outubro, dia 06, eventos que fazem parte do nosso projeto para o carnaval de 2014.
Nosso objetivo é realizar cinco eventos de caráter mensal até o nosso desfile no dia 04 de março.

O evento se realizará no Carioca Esporte Clube localizado na rua Jardim Botânico.Além dos eventos vale ressaltar que estaremos executando aos sábados oficinas de aprendizado e troca de experiência permanentes no mesmo espaço.

Na parte externa do clube haverá um local adequado para que o folião fumante tenha o seu espaço. A partir desse propósito gostaríamos de nos unir para que este resíduo possa ter descarte seletivo seguindo para o processo de reciclagem. Com um número considerável de porta bituca atenderemos tranquilamente a demanda deste primeiro evento em outubro.Utilizaremos coletores de bituca durante o evento em todas as etapas, cinco no total até o carnaval.

Esses números farão parte de um relatório. Todas as ações de sustentabilidade dentro do espaço (Carioca Esporte Clube) nos direcionam para a implementação da norma ISO 20121:2012 "Evento Sustentável", assim como o nosso desfile de rua. Ao que tudo indica seremos o primeiro bloco de carnaval no mundo a possuir essa chancela inserido na maior festa popular do planeta.


Estaremos no ano que vem comemorando dez anos de carnaval e será muito importante para o nosso projeto a participação de vocês.



Recicle, na sua casa, no seu bairro, no seu bloco. Participar ativamente reciclando o lixo, ajude ao meio ambiente e garanta um futuro melhor  ao planeta.



Participe você também desta iniciativa!








sábado, 3 de agosto de 2013

Saiba plantar em recipientes caseiros

Garrafas, potes e bacias podem ser interessantes na hora de dar cara nova ao jardim.
Quer dar novos ares para o jardim da sua casa sem gastar muito? Que tal aproveitar os utensílios que já possui na hora de plantar? Jarras, bacias,xícaras, telhas e até mesmo baldes podem substituir, com facilidade e beleza, os tradicionais vasinhos de cerâmica. Mas, antes de começar a jardinagem, é importante investigar se os recipientes – em especial as embalagens de produtos de limpeza – não possuem resquícios de elementos tóxicos como cloro ou ferrugem.
Para impedir que tais resíduos contaminem a planta, uma alternativa interessante é impermeabilizar a parte de dentro do recipiente, o que também aumentará sua durabilidade. Outro aspecto que deve ser observado durante a escolha do utensílio alternativo é o tamanho da raiz da planta. Muitas espécies como fícus e jabuticabeira têm estruturas grandes e fortes, o que exige recipientes espaçosos. Já plantas de raízes mais finas, como o bambu-da-sorte, se adaptam facilmente em vidros e suportes delicados.
Além disso, a quantidade de água é outro ponto que merece atenção, pois espécies como brilhantina, copo-de-leite e bambu-mossô devem ser regadas periodicamente e plantadas em solo úmido. Desse modo, a sobrevivência da planta será garantida pelo controle adequado de água no recipiente. Caso não haja meios para que o excesso de umidade saia, o ideal é monitorar – e diminuir se necessário – a quantidade de regas, sem deixar que o vegetal resseque ou a raiz apodreça.
“Ao usar recipientes alternativos, a pessoa deve se preocupar em reproduzir o ambiente ideal para a espécie, fazendo que ela se desenvolva como se estivesse em um vaso”, ressalta Marcos Brancher, paisagista e diretor da MbFlores.
Na hora de adaptar os utensílios, é importante também evitar o uso de materiais que absorvam muito calor – como objetos de metal – pois acabam ressecando a terra. “Se não for possível investir em outro objeto, o melhor será escolher plantas resistentes e que aguentem temperaturas elevadas”, afirma Daniela Sedo, paisagista. “Entre as opções disponíveis, tente não usar pneus, já que ressecam e ganham rachaduras quando expostos ao sol”, diz.
Confira abaixo algumas ideias bacanas para você inovar o jardim da sua casa:
A chaleira de alumínio foi usada como recipiente alternativo no cultivo das flores. Foto: Arquivo Pessoal/Yvone Pereira
Até mesmo rolos de papel higiênico foram usados para adaptar uma sementeira. Foto: Arquivo pessoal / Reciclagem, Jardinagem e Decoração
Tem canos de plástico sobrando? Use-os como uma alternativa sustentável e bonita . Foto: Arquivo pessoal / Reciclagem, Jardinagem e Decoração.

Garrafas de plástico também podem ser usadas como recipientes alternativos. Antes de plantar, certifique-se da limpeza do utensílio. Foto: Arquivo pessoal / Reciclagem, Jardinagem e Decoracao
Para fugir dos vasos tradicionais, o balde de ferro foi usado para cultivar flores. Foto: Arquivo Pessoal/Yvone Pereira.
Fonte: www.ig.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Energia Solar no mundo e no Brasil


O uso da energia solar no mundo já é bastante difundido na Europa, nos EUA, China e Canadá nos últimos 20 anos. No Brasil este movimento está se iniciando. Com a lei de micro geração promulgada no ano de 2012, abriu-se uma janela para que o cidadão comum possa gerar sua própria energia a partir do pacote tecnológico de aplicação de painéis fotovoltaicos.
A Europa, por exemplo, onde este tipo de geração de energia representa hoje 1% da matriz energética do bloco, tem como objetivo a ampliação do uso da tecnologia fotovoltaica para 20% até 2020. 
A preocupação e o crescente movimento em favor de energias limpas no mundo todo, devido ao aquecimento global, propiciam a discussão e a implantação desta tecnologia como um suporte ao constante crescimento da demanda de uso de energia em todos os países do mundo.
O Brasil já começa a busca pela implantação dos primeiros parques solares para geração de grande porte. Há hoje previsão de instalação de pelo menos 15 parques solares em todo o país. Se aliarmos essa tecnologia ao potencial hídrico instalado no Brasil, numa composição híbrida do sistema, poderíamos atender à crescente demanda por energia nos grandes centros. 
Devido à facilidade e mobilidade de instalação do sistema gerador fotovoltaico, que se adapta aos mais diversos tipos de locais onde pode ser aplicado (indústrias, shopping centers, edifícios comerciais, propriedades rurais), não há limites para o uso desta interessante tecnologia a favor da melhoria da qualidade de vida. 
O primeiro grande passo foi dado para que a energia solar tenha espaço em nosso mercado.
Qualquer tipo de negócio pode usar a tecnologia e se beneficiar de suas vantagens e praticidade, eliminando sua conta de energia em parte ou no total.

Fale com o especialista: Engenheiro Edvaldo Laudares - edlaudares@gmail.com


Fonte:http://www.joneg.com.br/italo/1820/jnvirtual/index.html

sábado, 13 de julho de 2013

Aqui estão as telhas fotovoltaicas: o telhado que produz energia

Autor: Ademilson Tiago de Miranda Ramos – Facebook – Twitter - Instagram
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Após os painéis fotovoltaicos instalados no telhado ou no jardim, vêm as telhas fotovoltaicas: perfeitamente integrado na estrutura do edifício, eficiente e, acima de tudo bonita de se ver. O problema estético é um dos fatores que até agora impediram a disseminação  da energia solar na Itália, um país cheio de antigas casas e cidades onde a instalação de painéis solares não é só feio, mas muitas vezes proibido por lei.
Logo, a telha solar tem como missão contornar este inconveniente. Já no mercado há vários anos, o produto tem de fato aumentado e diversificado a fim de integrar melhor na paisagem.
As telhas são feitas de pequenos painéis solares para ser aplicado ao lado liso de cada ladrilho. A diferença de um telhado tradicional é bem perceptível, mas estamos longe do impacto estético de um telhado feito inteiramente por painéis solares. Além disso, a instalação requer uma reconstrução parcial do telhado e o custo pode ser muito elevado.
São feitas exatamente como as telhas tradicionais, apenas em sua superfície que é acoplada a carcaça de um painel fotovoltaico. Porém, elas custam mais, exigem a reconstrução total do telhado e parcialmente pode sofrer com uma sombra do painel.
As vantagens são óbvias: Elas possuem um atrativo visual e são bem semelhantes a telhados tradicionais, eles não precisam de instaladores com certas certificações. Isto significa que, em áreas sujeitas a normas rígidas em se tratando de paisagem, as telhas permitem obter as autorizações necessárias para poder instalar.
A procura por telhas  solar cresce visivelmente. As telhas – produzidas por Area Industrie - são de argilas naturais, sem a adição de aditivos, equipadas com pequenos substituíveis painéis solares, tendo em vista que novas pesquisas de tecnologias fotovoltaicas elevaria significativamente sua eficiência.
Uma ideia muito boa, especialmente para aqueles que vivem em casas em centros históricos ou com restrições arquitetônicas ou históricas, mas ainda quer abraçar energias renováveis​​!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Seminário internacional abre a Semana do Meio Ambiente com debate sobre novos modelos de desenvolvimento


“É inegável a liderança do Brasil nos processos internacionais de sustentabilidade, como também é inegável a responsabilidade de conduzir e facilitar que a inserção de novas ideias e novos atores possa entrar nesse mundo do fortalecimento do multilateralismo”, afirmou nesta segunda-feira (03/06) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante abertura da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A declaração foi feita durante o seminário internacional “A geopolítica do desenvolvimento sustentável”. O evento serviu para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente e o primeiro aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). “Um ano depois da conferência nós temos uma pauta modelada pelo legado deixado”, disse a ministra. “Permitiu-se uma construção de um grupo de pessoas que tem uma grande capacidade de diálogo e engajamento”.

REFERÊNCIA 

Segundo a Izabella Teixeira, a sustentabilidade continua sendo paradigma de referência em desenvolvimento. “O Brasil é um país que busca os caminhos de sustentabilidade, reduzindo as diferenças nas classes sociais, nos desafios da erradicação da pobreza, de uma estabilidade econômica, de uma inovação tecnológica e, de que o meio ambiente não é um assunto reativo e sim propositivo”, enfatizou.

O seminário foi uma realização do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro Rio+), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de mais 25 outras instituições. "É uma preocupação, uma chamada desesperada, para que todos os países definam o que vamos fazer para reduzir o consumo desenfreado", afirmou a primeira expositora, Yolanda Kakabadse, presidente do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Para o presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, a Rio+20 trouxe a consciência de que o desenvolvimento sustentável está baseado na capacidade de resolver problemas socioambientais.

INCLUSÃO SOCIAL


Já o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, afirmou que é e necessário buscar soluções que permitam ampliar a produção necessária e construir um modelo de sociedade que possa permanecer no tempo. A diretora regional para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Margarita Astrálaga, falou sobre a desigualdade nos padrões de consumo e como esse tema pode ser considerado uma questão ética. Ela ressaltou a necessidade de ensinar os jovens a como tornar o mundo mais sustentável, não só do
ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista da inclusão social.

Na sua intervenção, o presidente da Unilever Brasil, Fernando Fernandes, listou cinco grandes elementos que podem mudar os padrões de produção e consumo: educação, inovação, políticas públicas, indicadores e parcerias. O embaixador André Corrêa do Lago destacou que mudar padrões de consumo não significa viver pior, pois é uma agenda que apresenta várias oportunidades. “Estamos defendendo a vida humana no planeta. Devemos refletir: de que maneira vamos viver decentemente?”, enfatizou.

O secretário-geral assistente e diretor do Bureau de Políticas para o Desenvolvimento do PNUD, Olav Kjorven, finalizou o seminário reforçando que o mundo precisa de um novo cenário para um desenvolvimento sustentável melhor, com discussões contínuas e expansão do diálogo.

Fonte; MMA - http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=734189

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Coleta seletiva deve chegar a 104 bairros do Rio neste ano


Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A prefeitura do Rio de Janeiro apresentou hoje (5), Dia do Meio Ambiente, os novos caminhões e garis que serão usados para tentar levar a coleta seletiva na cidade a 5% do lixo aproveitável ainda neste ano. A meta é inaugurar três centrais de triagem e levar o serviço a 104 bairros em 2013.
Atualmente, 44 bairros cariocas contam parcialmente com a coleta seletiva, que atinge 1,4% do lixo reciclável. Como aAgência Brasil já havia antecipado, em 2016, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) quer aumentar esse percentual para 25%. Com os novos caminhões, de cor azul, e os garis contratados para se dedicarem exclusivamente a esse serviço, esses bairros ficarão totalmente cobertos ainda neste mês, segundo o Executivo muncipal. "A prefeitura e a Comlurb deviam isso à cidade", disse o prefeito Eduardo Paes.
Ao todo, serão 144 novos garis e 24 novos caminhões dedicados à coleta seletiva, que será ampliada de pouco de 2 mil para 9,5 mil ruas da cidade, envolvendo 2,6 milhões de habitantes, de um total de 6 milhões. Dos novos garis, 85% serão mulheres.
O prefeito do Rio destacou que é necessário o engajamento da população e disse que, em seu primeiro mandato, concentrou-se em extinguir o Lixão de Gramacho, que ficava em Duque de Caxias e recebia grande parte do lixo da cidade, que agora tem como principal destino o Aterro de Seropédica. A coleta seletiva no Rio tem financiamento de R$ 22 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciado em 2011.
"A gente perdeu muito tempo. Eu dediquei meu primeiro governo a acabar com a vergonha maior que era o Lixão de Gramacho às margens da Baía de Guanabara. Agora, depois de ter organizado o destino final do nosso lixo, [vamos] olhar para o futuro e ter coleta seletiva como uma cidade com um ativo ambiental que o Rio tem", acrescentou o prefeito. Ele disse que, por causa desse atraso, as metas precisam ser ousadas.
Cada caminhão contará com um palmtop em que serão registradas informações sobre a coleta, como a adesão dos moradores. Quem não aderir será notificado uma primeira vez, por meio de um selo que será colado ao saco de lixo, que não será recolhido. Na segunda notificação, um agente da Comlurb fará uma visita de conscientização, explicando detalhes do projeto e advertindo que, na terceira, haverá multa, cujo valor ainda está em estudo. Os palmtops estão em fase de teste e devem começar a ser usados em julho.
Um sistema informatizado vai monitorar a coleta e o processamento do lixo nas centrais de reciclagem, gerando informações como a economia de água e de energia e a redução nas emissões de gás carbônico.
Para trabalhar nas centrais de reciclagem, catadores de 28 cooperativas serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizado e Cooperativismo (Sescoop), com aulas práticas e teóricas que devem começar em julho e durar dois meses. Além de instruções como operar as máquinas da central, os alunos aprenderão noções de gestão, contabilidade e segurança no trabalho focadas em cooperativas. Até 1,5 mil catadores devem ser preparados, sendo até 500 neste ano, para atuar nas três centrais previstas para serem inauguradas até dezembro.
A primeira a entrar em funcionamento será a de Irajá, que já está pronta. Gamboa, Penha, Bangu, Campo Grande e Vargem Grande também receberão centrais de triagem, totalizando seis.
Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cartão-postal ou imagem ruim na Copa das Confederações?


Teremos estádios lotados na Copa das Confederações, considerando a grande venda de ingressos, muito superior à verificada na última edição dessa competição, realizada na África do Sul, em 2009. No final de maio, já haviam se esgotado, por exemplo, as entradas para a partida final, a ser disputada no novo Maracanã, no Rio de Janeiro. E isso sem sequer existir a certeza dos torcedores de que a Seleção Brasileira será finalista. 
Será muito importante para o Brasil o sucesso de público do torneio, mas também em todos os outros indicadores, como limpeza pública, segurança, infraestrutura, transportes, hospedagem e mobilidade dos torcedores e turistas. Afinal, estaremos testando na presente competição a nossa capacidade de promover com eficácia a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e outros grandes eventos, como a Expo Mundial 2020, cuja realização é pleiteada pela cidade de São Paulo. 
Arenas esportivas com capacidade esgotada também significam movimento positivo para hotéis, restaurantes, companhias aéreas, empresas de turismo, táxis, prestadores de serviços e comércio. Afinal, são numerosos os visitantes de outros países e também brasileiros, que viajarão às cidades sedes para assistir aos jogos. 
A pergunta fundamental é a seguinte: o que oferecemos a essas pessoas? Cartões-postais para que continuem atraídas pelo turismo nacional, ou uma imagem ruim, de modo que os estrangeiros jamais voltem e os brasileiros prefiram viajar ao exterior ao invés de conhecerem melhor o seu próprio país? São muitas as vertentes de respostas a essas perguntas, a começar pelo combate à violência, que nos rendeu desabonadora visibilidade na imprensa internacional e nota de alerta da União Europeia, devido ao inaceitável estupro de uma turista estrangeira numa van do transporte público carioca. 
Mobilidade, incluindo aviões, trens, metrô, ônibus e trânsito fluente, segurança pública e salubridade ambiental são alguns dos itens essenciais para encantarmos os visitantes. No entanto, nesses quesitos estamos exatamente como a Seleção Brasileira, ou seja, perdendo, e, quando muito, empatando... 
O mais grave é que temos desperdiçado chances de gol daquelas que não podem ser perdidas. Refiro-me, especificamente, à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Seu cumprimento seria um grande avanço no sentido de melhorar o meio ambiente e a aparência do meio urbano, a começar com a execução da medida que prevê a erradicação dos lixões em 2014. 
Pois bem, com lei aprovada e metas definidas, estamos prestes a dar um grande chute pra fora, na cara da Copa das Confederações e às vésperas da Copa do Mundo: segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ainda há no Brasil 2.906 lixões, em 2.810 cidades, ou seja, mais da metade de nossos municípios, e apenas cerca de 20% deles realizam a coleta seletiva. Se formos cumprir a lei que instituiu a PNRS, o prazo fixado para sua eliminação é agosto do próximo ano. 
Temos lei, conhecimento e tecnologia, inclusive desenvolvida pelas empresas que atuam no setor de resíduos sólidos. É preciso que a lei seja cumprida. Alega-se, de um lado, que são necessários recursos vultosos — aproximadamente R$ 70 bilhões — para a erradicação dos lixões. Ora, não temos quebrado sucessivos recordes anuais de arrecadação tributária? Ademais, a boa gestão desses projetos possibilitaria o desembolso programado, ao longo de alguns anos e não o pagamento à vista. 
A sociedade precisa cobrar o cumprimento das leis e dos prazos estabelecidos por elas. Se são necessárias parcerias público-privadas para trens, metrôs, aeroportos e obras de infraestrutura, também o são para a erradicação dos lixões, que contam com o setor privado mas dependem do setor público, representado pela vontade política da União, estados e municípios e uma boa gestão de projetos. Temos oportunidade histórica de quebrar o paradigma de desrespeito ao marco legal e, ao mesmo tempo, avançar de modo significativo na qualidade ambiental do meio urbano. Não podemos perder esse gol! 
 *Ariovaldo Caodaglio, cientista social, biólogo, estatístico e pós-graduado em meio ambiente, é presidente do Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo).