As
medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que serão
realizados no Rio de Janeiro, terão um conceito sustentável. O comitê
organizador apresentou nesta terça-feira (14) o design dos objetos, que
serão feitos com materiais reciclados, e ainda aproveitou para divulgar o
slogan oficial do evento: "um mundo novo".
Nas medalhas de prata e
bronze, mais de 30% dos metais preciosos usados são oriundos de
reciclagem. As fitas de tecido que sustentam os objetos também têm 50%
de material reaproveitado.
O conceito sustentável das medalhas
também tem a ver com o ouro, inteiramente isento de mercúrio, e com os
estojos de madeira, que terão até certificado de proveniência de área
ambientalmente responsável.
A Rio-2016 terá um total de 5.130
medalhas (2.488 nas Olimpíadas e 2.642 nas Paraolimpíadas). O desenho
foi desenvolvido pelo comitê organizador e pela CMB (Casa da Moeda
Brasileira).
O evento de lançamento, realizado nesta terça-feira,
teve entre os presentes o presidente do COI (Comitê Olímpico
Internacional), Thomas Bach, que cumpre agenda no país. Carlos Arthur
Nuzman, mandatário do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do comitê
organizador, também esteve entre os convidados. “As medalhas são um dos
maiores símbolos dos Jogos”, exaltou Nuzman.
Nesta manhã, Bach
esteve no Parque Olímpico do Rio para reunir-se com o presidente
interino, Michel Temer (PMDB). De tarde, voltou à maior área de
competições da Rio-2016 para participar da apresentação das medalhas.
Junto
com as medalhas, foi apresentada pelo Comitê Rio-2016 a cerimônia de
premiação da Olimpíada e Paraolimpíada de 2016, inclusive o uniforme dos
auxiliares que carregam as medalhas. O pódio da Olimpíada também terá
um design exclusivo. Na Paraolimpíada, ele será acessível a cadeirantes.
Na
Paraolimpíada ainda, as medalhas terão um detalhe especial. Todos virão
com um guizo para que cegos possam diferenciar pelo som se elas são de
ouro, prata ou bronze.
"Um mundo novo" será o slogan da Rio-2016
O
Comitê Rio-2016 também apresentou nesta terça o slogan dos Jogos
Olímpicos do Rio: “Um mundo novo” (ou “a new world”, em inglês).
A
frase-símbolo do evento foi apresentada com dois anos de atraso.
Inicialmente, ela seria divulgada no dia 5 de agosto de 2014. Discussões
entre governo e Comitê Organizador sobre a frase acabaram durando bem
mais que o esperado e atrapalharam os planos originais.
"Com novos
olhares, exemplos e heróis. Inspirado pelo poder de transformação do
esporte, esse é o slogan dos Jogos", explicou o comitê organizador.
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Medalhas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016
Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito; foliões podem adotar atitudes positivas para mudar esse quadro
por Portal Brasilpublicado:
07/02/2016 11h54
última modificação:
12/02/2016 15h58
Em 2015 a Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas do Rio de Janeiro
Carnaval e lixo não
combinam. Ou, pelo menos, não deveriam combinar, ainda mais agora que o
Brasil está unido em um mutirão nacional de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Acumular lixo só ajuda a formar foco de proliferação do mosquito.
No ano passado, em quatro dias de festa, apenas a Companhia Municipal
de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) recolheu 1.129,84
toneladas de lixo das ruas da cidade. De acordo com a empresa, os blocos
foram responsáveis pela maior parte dos resíduos descartados: 639,54
toneladas contra as 465,79 toneladas produzidas pela festa na Marquês de
Sapucaí. Os números de Brasília (DF) acompanham a proporção da folia
brasiliense. Em 2015, o Serviço de Limpeza Urbana no Distrito Federal
(SLU/DF) recolheu 110 toneladas de resíduos após a folia na cidade,
quando 44 mil sacos de lixo foram usados na coleta.
Mas no quesito “lixo pós-Carnaval”, Salvador (BA) é a campeã. Em 2015, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb)
recolheu quase duas mil toneladas de lixo durante a festa. Só para o
serviço de higienização das ruas de Salvador, no primeiro dia de
Carnaval foram utilizados 250 mil litros de água e consumidos cerca de
520 mil litros de sabão. No ano passado, o projeto “Fundo da Folia”,
criado em 1994 por um grupo de mergulhadores, recolheu 706 kg de lixo da
praia da Barra, em Salvador, lixo que sobrou do carnaval e foi parar no
fundo do mar. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos
chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do carnaval: mais
de 1,5 mil latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros
objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores. Dados das empresas de limpeza que atuam nas cidades brasileiras
mostram que vem sendo registrado um aumento de cerca de 40%, a cada
ano, na quantidade de lixo recolhido após a folia. O mês de carnaval
chega a ter 10% de lixo a mais produzido que a média dos outros 11 meses
do ano no Rio de Janeiro, por exemplo (dados da Comlurb).
A sujeira que o carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas
do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e
panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo
bueiros e aumentando o risco de enchentes. Segundo o Instituto
Akatu, o aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica
sobrecarregada) e no armazenamento nos aterros. Mas a folia pode ter
menos lixo nas ruas, uso de embalagens retornáveis e menos desperdício
de comida e de bebida. Cada cidadão tem sua parcela de responsabilidade
com os resíduos que deixa para trás durante o carnaval. Dicas
As principais orientações para quem vai curtir a folia nas ruas são:
jogar embalagens e outros resíduos nas lixeiras mais próximas; além de
produzir menos lixo, evitando o uso de material descartável. Vale levar
seu próprio copo ou sua própria sacolinha de lixo.
Para um carnaval mais sustentável, vale também reaproveitar aquilo
que iria para o lixo, utilizando material reciclável para a criação de
fantasias, adereços e máscaras; reutilizar fantasias de carnavais
passados; e gastar menos combustível, utilizando o transporte público ou
carona de amigos para chegar aos pontos da festa.
Para a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente
(SRHU/MMA), Zilda Veloso, as pessoas não podem se esquecer, mesmo em um
momento de alegria, da conscientização ambiental. “O próprio cidadão
pode fazer a sua parte. Não custa nada ficar com uma latinha ou um copo
na mão até encontrar uma lixeira. É preciso exercitar a educação”,
alerta Zilda. Brasília Limpa
Além das ações de cada folião, algumas cidades têm inovado para
estimular menos lixo após a folia. No carnaval deste ano, em Brasília,
os blocos de rua que mais se empenharem em manter os locais de festa
livres de resíduos depois do evento receberão certificados do SLU. A
campanha “Bloco Brasília Limpa”, lançada pelo governo do Distrito
Federal em 2014, busca valorizar o esforço dos foliões no recolhimento
do lixo produzido. Os foliões devem postar fotos no Instagram, com a hashtag #BSBLIMPA, seguida do nome do bloco.
Para participar da campanha, os organizadores dos blocos precisam
optar pela autogestão dos resíduos (quando se responsabilizam pela
limpeza e dispensam o trabalho da autarquia) ou respeitar o prazo mínimo
de cinco dias úteis de antecedência para solicitar os serviços. Outros
requisitos são divulgar mensagens educativas sobre o descarte apropriado
e colocar lixeiras à disposição dos participantes. "Lixo Zero"
No Rio de Janeiro, os foliões que vão brincar o carnaval de rua
deverão ter mais cuidado com os pequenos resíduos irregularmente
descartados. O Programa Lixo Zero, implantado no Rio, vai fiscalizar os
maiores e mais importantes blocos da cidade. Caso o folião seja pego em
flagrante jogando lixo nas ruas, será passível de multa no valor de
R$185,00. Se for pego urinando em via pública pelas equipes de
fiscalização, o valor da multa é de R$ 510,00. Folia Sustentável
Com o intuito de aproximar o carnaval de Salvador à sustentabilidade,
a prefeitura da cidade lançou, desde 2014, a campanha “Eu promovo o
carnaval sustentável”. A cada ação sustentável a ser praticada pelos
blocos, trios, camarotes, haverá uma pontuação pré-determinada. Essas
ações serão contabilizadas e, a partir da pontuação alcançada, a
organização será ouro, prata ou bronze. Entre as ações utilizadas dentro
dos camarotes que se destacaram em 2015 estão a separação de resíduos
que são destinados às cooperativas, a coleta do óleo de cozinha e a
oferta de alimentos orgânicos nos buffets.
Com o objetivo de apoiar os catadores de material reciclável durante a
folia na capital baiana, a Incubadora de Empreendimentos Solidários
(Incuba) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com o
Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB), realizará este ano o
projeto “Ecofolia solidária: o trabalho decente preserva o meio
ambiente”.
A iniciativa prevê a redução dos impactos ambientais causados pelo
descarte inadequado dos resíduos sólidos gerados durante a festa, além
da melhoria das condições de trabalho dos catadores avulsos e cooperados
e o combate ao trabalho infantil. O projeto vai beneficiar diretamente
2,8 mil catadores avulsos e cooperados. Indiretamente, a iniciativa deve
gerar renda para 12 mil trabalhadores. A meta do projeto para este ano é
retirar do meio ambiente 50 toneladas de material descartável. Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente
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CC BY ND 3.0 Brasil
XII Congresso de Ecologia do Brasil a realizar-se em São Lourenço de 20 a 24 de setembro de 2015 .
Os participantes que
forem sócios em dia com a SEB terão desconto na inscrição. Os
interessados poderão se filiar à SEB no momento da inscrição no
congresso. Para maiores informações sobre a SEB, visite o site da
sociedade: www.seb-ecologia.org.br e informações sobre o congresso:
xiiceb@seb-ecologia.org.br.
Acontece em São Paulo nos dias 18 a 20 de agosto a 10ª. EXPOSUCATA.
É inquestionável: a EXPOSUCATA é o maior e mais importante evento de NEGÓCIOS
para quem busca lucro no mercado de reciclagem na América Latina.
Um evento sério, independente, promovido por quem mais conhece desse mercado
no Brasil: a Revista Reciclagem Moderna.
Com os eventos simultâneos:
voltado para o mercado de reciclagem de papel;
voltado ao mercado de reciclagem de plásticos;
voltado para o mercado de reciclagem de resíduos de construção e demolição; e a
voltado ao mercado de limpeza pública, resíduos urbanos e industriais;
voltado ao mercado de água, esgoto, efluentes industriais e urbanos.
O mercado latino-americano de resíduos sólidos encontra, em um só lugar, as maiores
novidades e avanços tecnológicos para quem gera e coleta, transporta e movimenta, tria, processa e dá destino aos mais diversos tipos de resíduos – sejam eles recicláveis ou não.
Venha para o maior ponto de encontro de profissionais, fabricantes de equipamentos e prestadores de serviço na América Latina!
Informação no site; http://www.exposucata.com.br/index.php
É cada vez maior a quantidade de gadgets que procuram aliar avanços tecnológicos com a preservação do meio ambiente. Confira as últimas novidades em bugigangas e idéias ecologicamente corretas
UNIVERSAL SOLAR CHARGER Um carregador movido a energia solar, compatível com grande parte dos aparelhos existentes, sejam USB ou tomada, iPod, celular. Funciona com qualquer voltagem e pesa 240 gramas.usb.brando.com.hk
CARBON HERO Este ainda não chegou às ruas. Idealizado pelo inglês Andreas Zachariah, o gadget inicialmente identifica, pela velocidade, distância e padrão do seu deslocamento e o veículo que você está utilizando. Em seguida, calcula a sua emissão de carbono e manda para o software, em seu PC ou telefone, que, por fim, te diz como neutralizar a sua dívida ambiental com o planeta.
TIRE DA TOMADA! A Nokia é a primeira empresa de celular a emitir um alerta encorajando as pessoas a tirar o carregador da tomada após carregar o telefone. Esse simples ato economiza energia suficiente para abastecer 85 mil residências por ano. O equivalente a dois terços da energia usada pelo celular é desperdiçado quando o carregador continua na tomada mesmo sem o telefone plugado. A Nokia é considerada pelo Greenpeace a líder em preocupação ecológica entre as maiores empresas de celular e informática do mundo.
BLACKLE (OU GOOGLE PRETO) O blog ecoiron (ecoiron.blogspot.com) sugeriu uma mudança interessante no Google, o site mais acessado do mundo. Se a cor primária fosse preta, em vez de branca, o planeta economizaria 3 mil MWh por ano - o suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes durante um mês.
WATER POWERED ALARM CLOCK Este relógio é movido a água. É só colocar o líquido no compartimento e ele começa a funcionar dentro de 3 minutos. Se o display ficar fraco, basta adicionar mais água. ecotopia.co.uk
ISAVE Sabia que cada descarga que você dá gasta 16 litros de água? E que um banho de 5 minutos consome 100 litros? E que a água tem se tornado o bem natural mais precioso do planeta? Por tudo isso, o iSave pretende reduzir em 20% seu consumo de água. A invenção do chinês Reamon Yu faz algo bem mais importante do que diminuir o fluxo da sua torneira: conscientiza o usuário. Uma tela LED, acoplada a torneiras e chuveiros, mostra digitalmente o total de água que você está consumindo no momento. Se os números estão azuis, tudo bem. Números vermelhos indicam que você passou do limite. Funciona com um dispositivo movido pela própria água e deve ser lançado em meados do ano que vem.
SOLAR HOUSE NUMBER DISPLAY & MAILBOX Você quer dar uma festinha à noite em sua casa, mas está escuro e nenhum convidado vai enxergar o número? Seus problemas acabaram! Esta invenção da Napastyle acumula energia solar durante o dia e funciona por até dez horas sem luz. Serve, também, como caixa de correio iluminada (por enquanto, apenas para Estados Unidos e Canadá). napastyle.com
Nos arredores de uma das maiores áreas metropolitanas do planeta está em desenvolvimento a maior fazenda vertical do mundo. Com o apoio de grandes investidores, como o banco Goldman Sachs, uma antiga siderúrgica localizada em Newark, Nova Jersey, que hoje ainda funciona como uma fábrica de pallets de madeira, está se tornando uma grande produtora do gênero agrícola.
Além disso, a instalação também será sede da AeroFarms, que é quem vai gerenciar a produção da fazenda. Para quem conhece as chamadas verduras hidropônicas, aquelas que são cultivadas com as raízes imersas na água, saiba que esta empresa, com a ajuda de um professor da Universidade Cornell, desenvolveu plantas “aeropônicas”.
Um novo meio de produção de vegetais
Nesse processo, as raízes das plantas ficam expostas, no ar, e recebem borrifos de nutrientes e um fluxo constante de ar para crescerem. Isso gera uma economia de até 95% de água e permite que os vegetais cresçam mais rápido e melhores. E não se utiliza luz solar. As plantas são expostas à luz artificial de LED, também otimizando o processo de produção.
Com a implantação dessa fazenda vertical, os investidores têm duas intenções principais: trazer mais desenvolvimento para a região, anteriormente uma área de Newark cheia de antigas indústrias, mas com alto nível de desemprego; e tentar resolver um grave problema que assombra a área metropolitana de Nova York: a escassez no abastecimento de comida, visto que os pontos de entrada desse abastecimento na cidade são limitados e os principais pontos de distribuição estão sujeitos a catástrofes climáticas.
Avanços em tecnologia agrícola
Além de tudo isso, é claro, a fazenda vertical vai servir como ponto de desenvolvimento de pesquisas na área de agricultura e vai usar essa tecnologia limpa para substituir o tipo de mercado industrial que domina a região de Nova York e Nova Jersey. Sem contar, é claro, que pode mudar radicalmente o meio utilizado para se abastecer grandes centros urbanos com alimentos.
Acompanhe os procedimentos corretos para a realização do descarte de medicamentos.
Grande parte das pessoas descartam medicamentos no lixo comum ou na
rede de esgoto, o que pode trazer grandes prejuízos ao meio ambiente,
como a contaminação do solo, da água e de animais, além de pessoas que
podem encontrar os remédios e fazer uso deles.
Os medicamentos são classificados como resíduos perigosos, devido ao seu potencial de contaminação, e o descarte de medicamentos precisa ser feito de maneira correta para preservar o meio ambiente.
Já para medicamentos vencidos, o ideal é deixá-los em postos de
coleta ou farmácias e drogarias, que farão o descarte correto do
material. O trabalho para descarte de medicamentos no Brasil vem sido liderado pela Anvisa e ganhou força em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Dica: É muito comum ter em casa medicamentos que ficaram sem uso,
devido à interrupção ou mudança de tratamento médico, ou ainda excedente
da quantidade prescrita. Nesses casos, há duas opções para o descarte
de medicamentos. Se os remédios estiverem dentro do prazo de validade, o
recomendado é doar para postos ou organizações de saúde.
Reciclagem e descarte de lâmpadas, aprenda como agir corretamente:
As lâmpadas possuem compostos recicláveis e compostos tóxicos, por
isso precisam ser descartadas corretamente. Se jogadas diretamente no
lixo comum, as lâmpadas podem contaminar a água e o solo e ocasionar
doenças em seres humanos e animais.
As lâmpadas fluorescentes são feitas de vidro e metal, mas contêm
também fósforo e mercúrio. Quando descartado incorretamente, o fósforo,
por exemplo, é cancerígeno e provoca lesões nos rins e no fígado. O
mercúrio, quando inalado, pode ocasionar dor de cabeça e febre. Por
isso, é essencial fazer o descarte de lâmpadas de maneira correta.
As lâmpadas incandescentes também podem ser recicladas, porque
possuem vidro e componentes metálicos. Tanto as incandescentes quanto as
fluorescentes devem ser descartadas corretamente para serem recicladas e
seus compostos tóxicos serem eliminados ou reaproveitados com
segurança.
Para o descarte de lâmpadas correto, o recomendado é
guardá-las em local seco, de preferência em suas embalagens originais, e
levá-las a um posto de coleta credenciado em seu município. Os postos
mais comuns são lojas de materiais elétricos, equipamentos eletrônicos e
empresas recicladoras. Muitas vezes, o local que recicla lâmpada cobra uma taxa para recolhê-la, e o custo médio é de R$ 1 por unidade.
Dica: Use lâmpadas fluorescentes, elas economizam energia e duram mais tempo do que as lâmpadas incandescentes.
Por Andrea Mieko | Publicado originalmente no Greenstyle
O Natal está chegando e muitos estão se preparando para comemorar essa data tão especial. Montar a árvore, pendurar a guirlanda na porta, iluminar a janela com pisca-pisca e decorar a casa com enfeites natalinos é uma tradição.
O que é novidade para muita gente é que essa decoração toda pode ter um toque de sustentabilidade.
No ano passado, publicamos uma matéria com 8 dicas para um Natal sustentável e outra sobre a escolha mais ecológica entre uma árvore natural ou artificial. Mas este post será dedicado exclusivamente para enfeites de Natal que podem ser feitos com vários tipos de materiais recicláveis que você pode ter em casa. Veja e inspire-se!
Guirlandas
Esta é uma guirlanda feita com rolhas de vinho. No site de Thoni Litsz, o arquiteto ensina como fazer uma. Basta uma base redonda de MDF ou de papel grosso, uma pistola de cola quente, enfeites como bolas e fitas, e claro, muitas rolhas de vinho! Clique aqui para ver o passo a passo.
Já a ideia desta é super simples: basta pintar alguns prendedores velhos e prendê-los em um pedaço de arame com miçangas entre eles. O resultado ficou lindo, não acha? Você pode ver o passo a passo aqui. Já este blog fez uma guirlanda com pregadores revestidos com tecido. Uma graça!
Que tal uma guirlanda da era digital! Improvise uma estrutura circular e cole as peças de tamanhos e formas variadas para deixar esse enfeite bem high tech! Se tiver restos de outros equipamentos eletrônicos, também servem.
Decore o quarto das crianças com esta guirlanda feita com balões coloridos! Para ser realmente sustentável, o ideal é usar balões estourados, usados em um aniversário, por exemplo. Se comprar balões novos, tente não estragá-los ao fazer a guirlanda, para que seja possível enchê-los na próxima festinha! O objetivo é reaproveitar materiais e evitar o desperdício e o descarte.
Sabe aqueles pedaços de papel que sobraram na hora de embrulhar os presentes? Recorte-os em formato de folhas para fazer esta linda guirlanda! Este blog ensina a fazer os recortes, além de mostrar outras fotos de guirlandas feitas com papel de revista.
Árvore de natal
Olha que incrível esta árvore de natal! Ela foi feita com mais de 400 latinhas de alumínio e canos de pvc na estrutura. Os criadores levaram quatro dias para montar e decorar, além de criar o efeito de iluminação. Bem legal.
Este é um modelo bem simples e rústico. Você pode usar pedaços de madeira de demolição ou restos de construção. Para enfeitar, abuse de cores e acessórios fofos para dar vida à sua árvore.
Você tem uma prateleira cheia de livros e não quer gastar dinheiro com uma árvore de natal? Monte uma árvore de livros como esta e enfeite com bonequinhos, flocos de neve e a tradicional estrela dourada na ponta! Árvore mais cult que esta não tem!
Veja que criatividade esta árvore feita com garrafas de vidro! A ideia é usar diversas peças de vidro circulares para servir de base para esta pirâmide de garrafas. Se tiver crianças, pense duas vezes antes de montar uma dessa na sua sala de estar! E mesmo que não tenha, é recomendado usar adesivo.
Esta aqui é fácil e qualquer um pode fazer. É só cortar os papéis em quadrados de vários tamanhos diferentes. Depois é só furá-los e colocar em uma agulha de tricô com uma base meia-lua de isopor. Neste site você pode ver um vídeo de como fazer uma árvore de papel.
Estas aqui são clássicas. Está sem tempo para fazer a decoração natalina? Pegue uma revista e dobre todas as páginas para fazer uma mini árvore do natal! Mesmo que você não tenha nenhuma habilidade para fazer artesanato, vai achar super fácil fazer uma dessa. Neste site você encontra o passo a passo.
Outros enfeites natalinos
Estas bolas de luz realmente conseguiram fazer um efeito incrível. Imagine algumas delas na sua varanda? O mais legal é que são feitas com o fundo de garrafas PET! Bem criativo, não?
Espalhe velas pela casa pra criar o clima natalino. Estes castiçais foram feitos com garrafas PET. Veja mais ideias neste site.
Estes enfeites fofinhos foram feitos com lâmpadas queimadas e um pouco de habilidade com pintura! Veja mais ideiasneste site aqui.
Chegou a hora de reaproveitar aquela calça jeans velha que não tem mais como ser usada por ninguém! Use um molde pra recortar o jeans e fazer essa meia super estilosa. Abuse de retalhos e bordados para deixá-la com a cara do Natal.
A placa ecológica pode ter inúmeras utilidades como construção
de canteiros de obras, fechamento de obras, tapumes, bandejas de obras,
divisórias, outdoors, forros, caixas para transporte entre outras.
Anti-mofo, anti-fungo, não trincam, não quebram, impermeáveis, 100% recicláveis não propagam chamas (fogo), são flexíveis e não deformam, possuem alta resistência (150 kg p/m²), semi-acústicas,
não propagam som, podem ser cortadas em todos os sentidos e a fixação
pode ser com pregos ou parafusos, funcionam também como isolantes
térmicos – retém até 87% da temperatura externa - economizam 26%de energiaelétrica. A PLACA ECOLÓGICA TETRA PAK
pode ser utilizadas para múltiplos fins e substituindo com muitas
vantagens os compensados e madeirite (de madeira). Os produtos são
qualificados através de Laudos Técnicos de ensaios de durabilidade,
impermeabilização, resistência e mecânica.
Tamanhos Disponíveis
As placas possuem um tamanho padrão que é de 2,20 x 1,10 m.
Sua espessura pode ser de 6mm, 8mm, 10mm ou 12mm.
Placa Ecológica Tetra Pak
A importância de utilizar as placas ecológicas tetra pak
Por ser produzida a partir da reciclagem de embalagens, de tetra pak a
placa Ecológica é um produto com diversas vantagens técnicas, além dos
benefícios Ecológicos. A reutilização de material reciclável está
trazendo nova alternativa para a construção civil. Um exemplo bem
sucedido de reciclagem ocorre com as embalagens do leite de caixinha.
Mas a principal vantagem é o beneficio ambiental, já que a telha é feita
com materiais para os quais os destinos mais comuns seriam os lixões ou
aterros sanitários. Estima-se que, dos 6 bilhões de embalagens de longa-vida produzidas por ano no pais, menos de 14%são reaproveitadas. A natureza leva até 180 anos para decompor, em função do plástico (20% da composição) e alumínio (5%).
Portanto utilizar na construção habitacional e utensílios domésticos
pode ser uma ótima alternativa de reaproveitamento deste material.
O Programa Ressoar é uma revista eletrônica do Terceiro Setor. Nesta
matéria Chris Flores conversa com Fernando von Zuben, da Tetra Pak, em
dos projetos do Instituto Ressoar, a Casa do Fazer, que é um centro de
reciclagem, capacitação pessoal e profissional no Itaim Paulista. A Casa
do Fazer utiliza telhas recicladas a partir de caixinha de leite do
tipo longa vida. Na conversa com Fernando ele explica o processo de
fabricação das telhas. O Programa Ressoar é exibido na Record News todos
os sábados.
Embaixadores da Boa Vontade do PNUMA. Video: Divulgação.
O Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA), dia 5 de junho, inspira várias ações para você se engajar. É uma data de extrema relevância para as Nações Unidas,
na qual é possível estimular conscientização e promover ações globais
em prol do meio ambiente, seja com iniciativas coletivas ou individuais,
que, consequentemente, impactarão positivamente em nossas vidas.
Em apoio à escolha da ONU de 2014 ser o Ano Internacional dos
Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o Dia Mundial do Meio
Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com foco no tema mudança
climática. Ação online
Os Embaixadores da Boa Vontade, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
incentivam organizações e indivíduos do mundo todo a escolher um time e
participar do Dia Mundial do Meio Ambiente. O desafio, chamado Wed
Challenge, é ver quem acumula o maior número de compromissos para o Dia
Mundial do Meio Ambiente de 2014.
A top model Gisele Bündchen, os atores Ian Somerhalder e Don Cheadle,
e o jogador de futebol Yaya Touré são os embaixadores que participam do
Wed Challenge, com uma chamada das Nações Unidas a todos os países esta
semana. Cada um deles desafia para uma causa diferente, em apoio ao
tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano: “Aumente sua voz, não o
nível do mar”.
Ao se comprometer a uma das causas e compartilhá-la por meio das suas
redes sociais, você passa a fazer parte do time de um dos embaixadores.
Acesse o site oficial da ação para participar. Eventos
Além das ações online, acontecerão diversos eventos por todo o
Brasil. Para quem mora em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito
Federal, durante todo o mês de junho, várias unidades do Sesc terão
atividades voltadas às questões de sustentabilidade, qualidade de vida e
cuidados com o ambiente. Para ficar por dentro, acesse a programação.
Ser verde ou sustentável tem uma má
reputação por ser caro. Alimentos biológicos, carros elétricos ou roupas
de origem sustentável são normalmente mais caros.
Comprar painéis solares ou um veículo
elétrico podem ser grandes coisas para ajudar o planeta, mas não são
viáveis para a maior parte das pessoas.
Se moras num apartamento, há muitas
maneiras de viver de forma mais sustentável, que te vão realmente fazer
poupar dinheiro. Vê algumas dicas do NOCTULA Channel:
Mesmo quando desligados, os aparelhos eletrónicos, como computadores, impressoras ou cafeteiras, usam “energia fantasma“, que também conta para o teu consumo de energia (e para a factura também!). Investigadores do Lawrence Berkley National Laboratory descobriram que essa energia é responsável por 5 % do consumo doméstico.
2. Baixa a temperatura do aquecimento e sobe a do arrefecimento
É mais eficaz aquecer o teu corpo que a
sala toda, por isso, no inverno, veste mais uma camisola e baixa o
aquecimento. No verão, liga uma ventoinha e bebe um chá gelado em vez de
colocares o ar condicionado no máximo.
3. Muda as lâmpadas para LED
As lâmpadas de LED duram 25 vezes mais
do que lâmpadas incandescentes e três vezes mais do que as lâmpadas
fluorescentes compactas, e agora são muito mais baratas. Quando as
lâmpadas de tua casa de fundirem muda para LED.
4. Compra legumes e fruta da época
Vai ao mercado da tua cidade e compra
diretamente ao produtor. Muitas vezes os legumes e frutas são mais
baratos e estás a diminuir o consumo de combustível necessário para
transportar os alimentos de uns sítios para os outros, e de energia para
manter os produtos frescos.
5. Come menos carne
O impacto ambiental da produção de carne
é grande, devido principalmente à produção de metano (gás com efeito de
estufa) gerada pelos animais. Comer uma ou duas vezes por semana uma
refeição vegetariana, substituindo a carne por feijão ou lentilhas, será
também mais económico.
Partilhar boleias é outro método para
poupar dinheiro e diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera.
Encontra um colega que viva perto de ti ou que faça um percurso
semelhante e partilhem o carro.
Se não conheces ninguém podes sempre inscrever-te num site como o www.blablacar.pt.
7. Para de comprar garrafas de água
Arranja uma garrafa reutilizável e
enche-a com água da torneira em vez de comprares garrafas de plástico. A
água engarrafada é muito mais cara que a água da torneira e as garrafas
de plástico geram muitos resíduos.
8. Faz os próprios produtos de limpeza
Fazer os produtos de limpeza em casa
pode parecer difícil, mas na verdade são precisos apenas alguns
ingredientes simples, como bicarbonato de sódio, vinagre, limão e sabão.
Para além de poupar algum dinheiro, evitar os produtos químicos nas
limpezas melhora também a qualidade do ar dentro de casa.
Vê neste site algumas receitas para detergentes, champô, sabonetes e até pasta dentífrica: Receitas de Produtos Caseiros.
9. Compra coisas em segunda mão
Hoje em dia as lojas em segunda mão
estão por toda a parte, em vez de deitares no lixo algo que já não usas
porque não tentar vendê-la numa loja em segunda-mão? E em vez de comprar
novo, porque não comprar usado?
Gastas menos dinheiro e ao comprar menos coisas novas diminuis a quantidade de resíduos.
10. Ou arranja de graça
Se vais precisar de alguma coisa só um
vez tenta pedir emprestado a um amigo ou vai à biblioteca municipal
requisitar um livro em vez de comprar.
Há pessoas dispostas a trocar coisas que
já não usam ou não precisam por outras. Encontra o que procuras e doa o
que já não queres no site troca-se.pt.
Vê quanto podes poupar com algumas mudanças no teu dia-a-dia no site da Visão.
Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas
desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema
relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã
Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros,
discutem o assunto em suas obras.
Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e
sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências
Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo
de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em
massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o
perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras
para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a
indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência
programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos
para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira
vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais
fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o
tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de
aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de
“obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo
norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a
obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como
forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi
colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a
década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era
famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos.
Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava
que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos
produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não,
independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos
produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo
era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por
necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade
de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da
obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes
eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a
propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam
substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha,
dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo
de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que
rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma
imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste
natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a
vida útil do produto.
Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico
A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã
Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente
disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam
mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha
do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada),
a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência
deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção
e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras
consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências
dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.
No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder
sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências
ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos –
computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são
transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um
tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta
registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em
Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países
desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido,
que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro
Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No
entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos
são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer
reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder
econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e,
consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de
discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20),
a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do
Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o
crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o
número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o
aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de
eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e
celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma
disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda
falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito
de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países
industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes,
como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência
programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de
resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura
e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor
observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez
do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip”
(princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo
nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda
existem, as coisas boas).
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de
responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos
eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista
ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores,
impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e
conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No
local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte
de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar
das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os
objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que
este seja vendido e possivelmente reutilizado.
Tecnologia, arte e resistência
A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da
Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande
descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo
consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência
programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje
utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada,
então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais
rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida
útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior
necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a
determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia.
Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para
incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de
forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por
exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão
afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda
para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos
modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a
sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se
comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um
determinado grupo social.
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos
incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O
artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando
diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em
vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas
(2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas
eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes
máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade
das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção
técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos
de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas
tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre
tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte
desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas
eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que
despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são
esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o
celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são
destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na
cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao
consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se
depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu
próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz
parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos
nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes
naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas
que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o
consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais
pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema
para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem
do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios
consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir
com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos
muitos”, lembra o professor.