quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reciclar Tetra Pak é possível!

O Programa Ressoar é uma revista eletrônica do Terceiro Setor. Nesta matéria Chris Flores conversa com Fernando von Zuben, da Tetra Pak, em dos projetos do Instituto Ressoar, a Casa do Fazer, que é um centro de reciclagem, capacitação pessoal e profissional no Itaim Paulista. A Casa do Fazer utiliza telhas recicladas a partir de caixinha de leite do tipo longa vida. Na conversa com Fernando ele explica o processo de fabricação das telhas. O Programa Ressoar é exibido na Record News todos os sábados.



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia Mundial do Meio Ambiente: ações incentivam a conscientização ambiental


Embaixadores da Boa Vontade do PNUMA. Video: Divulgação.

O Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA), dia 5 de junho, inspira várias ações para você se engajar. É uma data de extrema relevância para as Nações Unidas, na qual é possível estimular conscientização e promover ações globais em prol do meio ambiente, seja com iniciativas coletivas ou individuais, que, consequentemente, impactarão positivamente em nossas vidas.
Em apoio à escolha da ONU de 2014 ser o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com foco no tema mudança climática.
Ação online
Os Embaixadores da Boa Vontade, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), incentivam organizações e indivíduos do mundo todo a escolher um time e participar do Dia Mundial do Meio Ambiente. O desafio, chamado Wed Challenge, é ver quem acumula o maior número de compromissos para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014.
A top model Gisele Bündchen, os atores Ian Somerhalder e Don Cheadle, e o jogador de futebol Yaya Touré são os embaixadores que participam do Wed Challenge, com uma chamada das Nações Unidas a todos os países esta semana. Cada um deles desafia para uma causa diferente, em apoio ao tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano: “Aumente sua voz, não o nível do mar”.
Ao se comprometer a uma das causas e compartilhá-la por meio das suas redes sociais, você passa a fazer parte do time de um dos embaixadores. Acesse o site oficial da ação para participar.
Eventos
Além das ações online, acontecerão diversos eventos por todo o Brasil. Para quem mora em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, durante todo o mês de junho, várias unidades do Sesc terão atividades voltadas às questões de sustentabilidade, qualidade de vida e cuidados com o ambiente. Para ficar por dentro, acesse a programação.

Fonte: http://blog.institutobrookfield.org.br/

segunda-feira, 12 de maio de 2014

16 maneiras de reutilizar uma garrafa


Já demos muitas ideias para reutilizar tralha que temos em casa e que pode ser aproveitada para criar novos objetos.
Agora a Coca-Cola lançou no Vietname o projeto “2nd Lives“, ou seja “Segundas vidas”, que permite reutilizar as garrafas do refrigerante.
É oferecido um kit com uma série de tampas diferentes que, quando combinadas com a garrafa, ganham novas, divertidas e úteis funções.
coca_cola_bolas de sabão
São 16 tampas diferentes cada uma com uma finalidade, como por exemplo: borrifador, apito, afiadeira, brinquedos e até um haltere.
coca_cola_funcoes-pistola de água
coca_cola_afiadeira apontador lápis
coca_cola_garrafa detergente sabão
coca-cola-2nd-life-garrafa afiadeira apontador apito
A ideia da campanha é minimizar o impacto do produto, dando-lhe novas utilidades.
Esta ação podia ser desenvolvida em todos os lugares onde há Coca-Cola, não achas? :) Adicionavas alguma tampa a esta lista?
coca-cola-garrafas ferramentas

terça-feira, 29 de abril de 2014

10 dicas para poupar dinheiro e o ambiente

Ser verde ou sustentável tem uma má reputação por ser caro. Alimentos biológicos, carros elétricos ou roupas de origem sustentável são normalmente mais caros.
Comprar painéis solares ou um veículo elétrico podem ser grandes coisas para ajudar o planeta, mas não são viáveis ​​para a maior parte das pessoas.
Se moras num apartamento, há muitas maneiras de viver de forma mais sustentável, que te vão realmente fazer poupar dinheiro. Vê algumas dicas do NOCTULA Channel:

1. Desliga o Stand-by e a ficha

Mesmo quando desligados, os aparelhos eletrónicos, como computadores, impressoras ou cafeteiras, usam “energia fantasma“, que também conta para o teu consumo de energia (e para a factura também!). Investigadores do Lawrence Berkley National Laboratory descobriram que essa energia é responsável por 5 % do consumo doméstico.

2. Baixa a temperatura do aquecimento e sobe a do arrefecimento

É mais eficaz aquecer o teu corpo que a sala toda, por isso, no inverno, veste mais uma camisola e baixa o aquecimento. No verão, liga uma ventoinha e bebe um chá gelado em vez de colocares o ar condicionado no máximo.

3. Muda as lâmpadas para LED

As lâmpadas de LED duram 25 vezes mais do que lâmpadas incandescentes e três vezes mais do que as lâmpadas fluorescentes compactas, e agora são muito mais baratas. Quando as lâmpadas de tua casa de fundirem muda para LED.

4. Compra legumes e fruta da época

Fruta da época
Vai ao mercado da tua cidade e compra diretamente ao produtor. Muitas vezes os legumes e frutas são mais baratos e estás a diminuir o consumo de combustível necessário para transportar os alimentos de uns sítios para os outros, e de energia para manter os produtos frescos.

5. Come menos carne

O impacto ambiental da produção de carne é grande, devido principalmente à produção de metano (gás com efeito de estufa) gerada pelos animais. Comer uma ou duas vezes por semana uma refeição vegetariana, substituindo a carne por feijão ou lentilhas, será também mais económico.
Vê algumas receitas vegetarianas no site Amigo não emprata amigo.

6. Vai de boleia

Partilhar boleias é outro método para poupar dinheiro e diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. Encontra um colega que viva perto de ti ou que faça um percurso semelhante e partilhem o carro.
Se não conheces ninguém podes sempre inscrever-te num site como o www.blablacar.pt.

7. Para de comprar garrafas de água

Arranja uma garrafa reutilizável e enche-a com água da torneira em vez de comprares garrafas de plástico. A água engarrafada é muito mais cara que a água da torneira e as garrafas de plástico geram muitos resíduos.

8. Faz os próprios produtos de limpeza

Fazer os produtos de limpeza em casa pode parecer difícil, mas na verdade são precisos apenas alguns ingredientes simples, como bicarbonato de sódio, vinagre, limão e sabão. Para além de poupar algum dinheiro, evitar os produtos químicos nas limpezas melhora também a qualidade do ar dentro de casa.
Vê neste site algumas receitas para detergentes, champô, sabonetes e até pasta dentífrica: Receitas de Produtos Caseiros.

9. Compra coisas em segunda mão

Hoje em dia as lojas em segunda mão estão por toda a parte, em vez de deitares no lixo algo que já não usas porque não tentar vendê-la numa loja em segunda-mão? E em vez de comprar novo, porque não comprar usado?
Gastas menos dinheiro e ao comprar menos coisas novas diminuis a quantidade de resíduos.

10. Ou arranja de graça

Se vais precisar de alguma coisa só um vez tenta pedir emprestado a um amigo ou vai à biblioteca municipal requisitar um livro em vez de comprar.
Há pessoas dispostas a trocar coisas que já não usam ou não precisam por outras. Encontra o que procuras e doa o que já não queres no site troca-se.pt.
Vê quanto podes poupar com algumas mudanças no teu dia-a-dia no site da Visão.
Fonte:

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Obsolescência programada: o consumo exacerbado e o esgotamento de fontes naturais

Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
 Conceito aplicado pela indústria de lâmpadas desde os anos 20 do século passado, a “obsolescência programada” é tema relevante para a reflexão sobre consumo e tecnologia. A cineasta alemã Cosima Dannoritzer e o artista brasileiro Lucas Bambozzi, entre outros, discutem o assunto em suas obras. Desde a Revolução Industrial, a relação entre consumo, indivíduo e sociedade tem sido uma das principais discussões dentro das Ciências Humanas, que buscam, desde então, entender e explicar como o novo modo de produção transforma e afeta a sociedade moderna. Com a produção em massa, surgia também a necessidade da indústria de conhecer melhor o perfil dos seus consumidores e, principalmente, de criar novas maneiras para incentivá-los a comprar cada vez mais. Foi na década de 1920 que a indústria de lâmpadas decidiu então aplicar o conceito de “obsolescência programada” na linha de produção, o que reduz a vida útil dos produtos para que o consumidor tenha de trocá-lo com mais frequência.
A ideia de diminuir o tempo de uso de produtos apareceu pela primeira vez em 1925, quando o cartel Phoebus, formado pelos principais fabricantes de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, decidiu reduzir o tempo de duração de suas lâmpadas de 2.500 para 1.000 horas, a fim de aumentar o lucro das indústrias filiadas. No entanto, o conceito de “obsolescência programada” só viria a ser criado mais tarde pelo norte-americano Bernard London, um investidor imobiliário, que sugeria a obrigatoriedade de uma vida útil mais reduzida para os produtos, como forma de impulsionar a economia, que passava pela crise de 1929.
Considerada um tanto radical para a época, a ideia de London não foi colocada em prática no início da década de 1930, mas sim durante a década de 1950 pelo designer industrial Brooks Stevens, que já era famoso por seus desenhos modernos no desenvolvimento de produtos. Stevens defendia veementemente a obsolescência programada e argumentava que esta dependia do consumidor: todos os consumidores desejam novos produtos no mercado e são livres para decidir comprá-los ou não, independentemente da duração dos mesmos. Com a redução da vida útil dos produtos e o desenvolvimento da propaganda, o desejo de possuir o novo era cada vez mais incitado no consumidor, que deixava de comprar por necessidade para consumir por hábito.
Além da relação do consumidor com o produto, o professor da Universidade de Weimar, Markus Krajewski Krajewski, afirma que outro marco da obsolescência programada consiste na qualidade dos produtos, que antes eram fabricados para serem reutilizados e consertados e, desde a propagação do conceito na indústria, são produzidos para que sejam substituídos o mais rápido possível. “Se uma mesa não quebra sozinha, dentro de um certo tempo de uso, o próprio fabricante estipula seu prazo de validade”, explica Krajewski. Segundo o professor, é provável que rachaduras sejam inseridas na madeira do pé da mesa de forma imperceptível para o consumidor, que enxerga as mesmas como um desgaste natural do próprio objeto e não um defeito proposital para reduzir a vida útil do produto.

Cultura de consumo e produção de lixo eletrônico

A redução da vida útil dos produtos chamou a atenção da cineasta alemã Cosima Dannoritzer, que decidiu investigar os rumores comumente disseminados pelos mais velhos de que “antigamente as coisas duravam mais”. Para surpresa de Dannoritzer, “a verdade era ainda mais estranha do que os próprios rumores”. Em seu documentário The Light Bulb Conspiracy (2010 – A Obsolescência Programada), a cineasta percorre vários países para tentar compreender a influência deste conceito na nossa sociedade. Ela mostra como este modo de produção e de consumo mudou a relação do indivíduo com o produto, gerou inúmeras consequências ambientais e também propiciou a ascensão de resistências dentro da sociedade contra o consumismo ilimitado.

No documentário, Dannoritzer reflete sobre as relações de poder sócio-econômico dentro deste sistema de consumo e suas consequências ambientais. Uma delas é o crescente número de resíduos eletrônicos – computadores, celulares, chips etc – que, muitas vezes, são transportados e despejados em países em desenvolvimento, embora haja um tratado que proíba este tipo de prática. Em seu documentário, a cineasta registra tal descaso ao mostrar Agbogbloshie, no subúrbio de Accra, em Gana, que tornou-se um depósito de lixo eletrônico de países desenvolvidos como Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, que enviam seus resíduos sob o pretexto de ajuda ao país de “Terceiro Mundo”, alegando que estes eletrônicos ainda podem ser reutilizados. No entanto, Dannoritzer aponta em seu filme que mais de 80% desses resíduos são, de fato, lixo. E não podem mais ser reciclados ou sequer reaproveitados.
A produção de resíduos eletrônicos está diretamente relacionada ao poder econômico: os países que possuem maior renda, consomem mais e, consequentemente, produzem mais lixo eletrônico. Em uma rodada de discussões dentro da Rio +20 sobre a produção desses resíduos sólidos (Lixo eletrônico: impactos e transformações - Roda de Conversa Rio+20), a especialista do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Andréa Caresteada, reforçou esta relação ao falar sobre o crescimento da classe média no Brasil que, segundo ela, já alcançou o número de 100 milhões de pessoas. A especialista relata que, com o aumento de poder de compra, cresceu também o consumo de eletroeletrônicos que correspondem a eletrodomésticos, computadores e celulares, por exemplo. Caresteada admite, no site do evento, haver uma disparidade entre o poder de aquisição e educação ambiental, pois ainda falta consciência quanto à produção de resíduos eletrônicos e ao hábito de consumo.
De acordo com Krajewski, uma das grandes diferenças entre países industrializados, como a Alemanha e os Estados Unidos, e os emergentes, como a China e o Brasil, é o fato de a maior tradição da obsolescência programada nos primeiros possibilitar a instituição de um movimento de resistência, tanto na esfera política quanto na cultural. Na arquitetura e em determinados setores da manufatura, na Alemanha, o professor observa, por exemplo, que ainda há preferência pela durabilidade em vez do desgaste rápido de materiais através do “Manufactum-Prinzip” (princípio de manufatura), termo criado por uma cadeia de lojas de mesmo nome, cujo slogan é “Es gibt die noch, die guten Dinge” (Elas ainda existem, as coisas boas).
Documentary film THE LIGHT BULB CONSIPRACY by Cosima Dannortizer. Foto: Marc Martínez Sarrado / Media 3.14
Porém, o documentário de Dannoritzer indica que ainda há falta de responsabilidade social de países industrializados em relação a resíduos eletrônicos. Nas cenas que retratam o lixão de Agbogbloshie, o ativista ambiental Mike Anane mostra o local onde os restos de computadores, impressoras e outros eletrônicos são despejados. Ele cresceu na região e conta que, onde agora há somente lixo, antes passava o rio Odaw. No local havia uma comunidade de pescadores, onde ele próprio passou parte de sua infância. O documentário de Dannoritzer mostra que hoje, no lugar das crianças e dos pescadores, jovens de famílias pobres queimam os objetos despejados para retirar o plástico e guardar o metal, para que este seja vendido e possivelmente reutilizado.

Tecnologia, arte e resistência

A professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, Karla Brunet, afirma que há grande descaso com as consequências sociais e ambientais causadas pelo consumismo desenfreado. Ela lembra que o conceito de obsolescência programada, criado no início do século XX, continua o mesmo, mas é hoje utilizado sob outra ideia de tempo: “Nossa vida está mais acelerada, então a própria vida útil de um produto está menor, pois tudo está mais rápido, queremos tudo mais rápido. Um produto que no passado tinha vida útil de quatro anos, certamente dura menos hoje em dia”, explica Brunet.
Como o novo torna-se ultrapassado em pouco tempo, há sempre maior necessidade de comprar para que possamos ter a sensação de pertencer a determinado grupo social e também de estar em dia com a tecnologia. Brunet considera a publicidade uma das principais ferramentas para incitar o desejo de consumo na sociedade atual, por ela ser realizada de forma mais sutil que no passado. Muitos usuários do Facebook, por exemplo, “curtem” páginas de marcas, sob a impressão de que estão afirmando algo de si mesmos, quando na verdade estão fazendo propaganda para a própria marca. A publicidade e a constante produção de novos modelos de tecnologia instigam o desejo de consumir, porque elas geram a sensação no consumidor de que ele “precisa” de determinado objeto e, se comprá-lo, terá uma sensação de satisfação e pertencimento a um determinado grupo social.
Lucas Bambozzi: Das coisas quebradas
É o que acontece com celulares. As empresas lançam modelos incessantemente e, em um ano, o aparelho já é considerado ultrapassado. O artista Lucas Bambozzi aborda o tema em sua obra, criticando diretamente o consumismo regrado pela obsolescência programada. Em vários trabalhos, como Da Obsolescência Programada (2009), Mobile Crash (2010) e Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi utiliza a tecnologia de sensores para captar ondas eletromagnéticas de celulares, que ativam o funcionamento de diferentes máquinas. Segundo o artista, sua obra tenta discutir “a instabilidade das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos de portabilidade, o consumismo e o fetiche ligado aos sistemas tecnológicos”.
Em Das Coisas Quebradas (2012), Bambozzi reflete sobre tecnologias de consumo, lembrando que o consumidor também faz parte desse sistema. Na “instalação-máquina”, um sensor capta as ondas eletromagnéticas de celulares do público, para ativar uma máquina que despeja celulares (um de cada vez) em de um compartimento, onde são esmagados. Sendo assim, quanto mais as pessoas no ambiente utilizam o celular, maior é o funcionamento da máquina e mais celulares são destruídos – numa crítica direta ao papel do próprio consumidor na cultura do uso e rápido descarte, regido pela obsolescência programada.
Lucas Bambozzi: Mobile Crash v2 [obsolescence trimmer] – 2012

Neste contexto, a arte passa a exercer uma função de resistência ao consumismo desenfreado, pois a partir do momento em que o observador se depara com tal crítica, ele começa automaticamente a refletir sobre seu próprio hábito de consumo e a adquir consciência de que também faz parte do mecanismo deste sistema. Dannoritzer acredita que precisamos nos afastar deste consumismo para evitar o esgotamento de fontes naturais e reduzir a produção de lixo. Para ela, já há várias pessoas que “estão se afastando disso com atitudes diárias, pois percebem que o consumo não é a única fonte de felicidade”. Já Krajewski é mais pessimista, ao apontar que “as empresas lucram demais com este sistema para mudá-lo, mesmo aquelas pseudo-verdes, que existem sob a camuflagem do ecologicamente correto”. Ainda assim, ele defende que os próprios consumidores têm o poder de evitar determinados produtos e, assim, agir com consciência dentro da atual sociedade de consumo: “Juntos somos muitos”, lembra o professor.
Júlia Braga
é jornalista e tradutora freelancer. Vive entre Brasília e Berlim.
Copyright: Goethe-Institut Brasilien Dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de março de 2014

Rio sofre com lixo deixado em praias da cidade


Mais um fim de semana de sol se aproxima do Rio de Janeiro e suas belas praias prometem encher o verão carioca de apaixonados pela cidade. Nessa época do ano, milhares de pessoas buscam diversão e refresco nas areias fluminenses. O grande problema é que a cidade maravilhosa vêm sofrendo com o lixo deixado em praias do Rio.
Para mostrar ao cidadão carioca que é preciso ter consciência e recolher seu lixo após a saída da praia, o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido criou uma ação sensibilizadora, em parceria com a Comlurb, realizada no feriado de São Sebastião, no último dia 23 de janeiro.
Nesse dia, 40 toneladas de lixo foram encontradas nas areias da praia de Copacabana, uma das mais famosas da cidade. O vídeo abaixo traz o resultado dessa ação, que mostra o contraste entre as belas imagens de um dia de sol na praia lotada, que termina com um entardecer cheio de lixo não descartado corretamente.

 


Viu como um cenário incrível pode se transformar em um amontoado de lixo em apenas um dia? As áreas comuns de condomínios muitas vezes também sofrem com lixo deixado por condôminos que não têm a consciência de recolher seus resíduos.
Faça sua parte! Jogue o lixo no lixo, seja em casa, na rua, na praia… Ajude a preservar as nossas belezas naturais e dê o destino correto ao seu lixo. Até porque, você já sabe que descartando o lixo corretamente é possível gerar novos produtos, oportunidades de trabalho e ou até mesmo gerar um dinheirinho extra no fim do mês.

Fonte: http://www.condominiosverdes.com.br/quem-ama-cuida-rio-sofre-com-lixo-deixado-em-praias-da-cidade/

sábado, 1 de março de 2014

Iniciativas pelo Brasil incentivam o carnaval sustentável

Reportagem especial do Portal Brasil mostra que é possível se divertir com responsabilidade ambiental

 

Em meio a diversidade do nosso País, o Portal Brasil destaca programações carnavalescas que agregam diversão e responsabilidade ambiental. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, iniciativas mostram que é possível se divertir, tratando de temas importantes e responsáveis, andando de mãos dadas com a natureza. 
Presente em todas as terças-feiras do carnaval do Rio de Janeiro desde 2004, o bloco Vagalume O Verde (VOV) promove a sustentabilidade aos participantes.  De acordo com presidente fundador, Hugo Camarate, o bloco foi criado acreditando-se poder contribuir para sensibilizar os foliões a fim de mitigar os impactos ambientais gerados pelo homem e fomentar a cultura do carnaval.
“Desde o início, tivemos o propósito de trazer à discussão a temática ambiental. Naquele momento, discutia-se a ecologia e éramos tratados como um eco-bloco. Hoje, nestes novos tempos, nos consideramos um bloco sustentável. Entendemos, no entanto, que a sustentabilidade do bloco é algo que jamais será atingida plenamente e que o que nos permite nos chamarmos desta forma - bloco sustentável - é o compromisso de seguir os preceitos da sustentabilidade como diretriz”, afirma.
O Vagalume O Verde busca implementar práticas ecológicas e utilizar materiais amigáveis ao meio ambiente. Como exemplo, realização de coleta seletiva, o porta “bituca” de cigarros (enfocando a destinação correta do resíduo), a inserção de 10% de instrumentos feitos através de materiais reaproveitados/reciclados no realizados no carnaval de 2013, quando 10 mil pessoas prestigiaram o bloco sustentável.
Além disso, buscando minimizar impactos negativos do desfile, o VOV limita o volume dos decibéis do carro de som para não impactar a fauna e a flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que faz parte do itinerário do bloco.
Hugo conta, ainda, que o grupo busca preparar as futuras gerações de foliões. “Estimulamos cursos, participamos de palestras e buscamos auxiliar, com oficinas que tratem do meio ambiente, utilizando o carnaval como eixo condutor das discussões e como ferramenta de aproximação. Na verdade, ansiamos e buscamos contribuir para que as condições sejam ainda melhores do que as atuais - compensamos nosso desfile através do plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.”
Desfile sustentável
No carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde também se mostra preocupada com a questão. Tanto é que, neste ano, leva à Avenida o tema “Sustentabilidade, construindo um novo mundo”. Efeito estufa, poluição, desperdício, queimadas e devastação das matas nativas, além de alternativas como a reciclagem do lixo, são alguns dos temas tratados pela escola.
O presidente do Conselho Deliberativo da Império de Casa Verde, Eduardo Moraes, informa que o tema do enredo surgiu “da necessidade de um planeta sustentável com menor degradação do meio ambiente, preservando as reservas naturais”. Para isso, alguns carros do desfile foram confeccionados com materiais recicláveis, como latas de alumínio, papelão, copos descartáveis.
“Um grande exemplo é a fantasia da ala das crianças que foram feitas com copos descartáveis usados. E a agua utilizada no abre alas que é uma água cenográfica, que não molha os componentes, e foi utilizada água de reuso”, diz Eduardo.
Para ele, o samba-enredo da Império de Casa Verde tem um papel importante para a comunidade. “Buscamos a conscientização da comunidade de que o planeta está sufocado e necessita de uma ação global urgente de preservação, garantindo assim um planeta melhor para as futuras gerações.”
Com o trabalho que, neste ano, completa 10 anos, Hugo Camarate acredita que o bloco fundado por ele pode fazer a diferença. “O pioneirismo destas ações, bem como os frutos que podem ser colhidos adiante, podem significar novos rumos para um carnaval mais alegre, com menos desperdício e, com certeza, muito mais sustentável!”, afirma.
Serviço
Bloco Sustentável Vagalume O Verde
Local: Início na Rua Jardim Botânico (esquina com Rua Pacheco Leão) em direção à Praça Santost Dumont - Baixo Gávea, Rio de Janeiro
Concentração: 08:00h
Desfile: 10h às 14h
Data: 04/03/2014
Fonte:
Portal Brasil

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bogotá terá uma semana sem carro

Fonte : UOL
Empresas de Bogotá, na Colômbia, concordaram em apoiar a proposta feita pela organização Mejor en Bici, de que o Dia sem Carro se estenda por uma semana, a partir desta quinta-feira, 6 de fevereiro. Segundo o jornal "Las 2 Orillas", as empresas Sura, Pacific Rubiales, Universidad Javeriana, Equión, Unilever, Diageo e Seguros Bolívar manifestaram apoio à ideia. Na Colômbia, diferentemente do Brasil, o Dia sem Carro acontece em fevereiro e geralmente mobiliza centenas de empresas e milhares de pessoas nas principais cidades.
Para implementar a proposta do Mejor en Bici, os empregados e diretores dessas empresas usarão a bicicleta durante cinco dias, fazendo o percurso casa-trabalho. Foram desenhadas três grandes rotas, a do Norte, do Centro, e Salitre, que contarão com segurança e assistência em caso de algum acidente ou qualquer imprevisto. "Este projeto está dirigido a pessoas que não usam a bicicleta habitualmente. Esperamos que com essa experiência eles se convertam em ciclistas frequentes", explica Andrés Vergara, miembro da Mejor en Bici.
Segundo o jornal colombiano, os moradores de Bogotá perdem aproximadamente 22 dias por ano no trânsito, tempo que poderiam gozar como férias, por exemplo. A proposta da organização Mejor en Bici é promover o uso de um meio de transporte sustentável, além de garantir mais saúde e mobilidade. O uso da bicicleta reduz o tempo perdido em engarrafamentos, melhora a saúde das pessoas, reduz as emissões de CO2 e o stress.
“Está comprovado que o uso da bicicleta faz as pessoas se sentirem mais felizes e, acima de tudo, melhora seu rendimento, porque quando pedalamos, perdemos menos tempo no trânsito e menos gastos”, enfatiza Diego Ospina Casto, gerente da Mejor en Bici.
A municipalidade de Bogotá. irá habilitar 376 quiilômetros da rede de ciclorroras e ciclovias especialmente para o evento desta semana.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Reciclagem de resíduos sólidos cresce mas ainda á desafio.

por Deniele Simões

A produção de lixo no Brasil atinge a marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de 2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329 toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390 trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
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Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão, onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%, segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que, no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica. Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada, isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social. Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650 milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia. Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100 milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor, porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora, acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906 lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.

Fonte: http://jornal.editorasantuario.com.br