quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Reciclagem atinge apenas 8% dos municípios brasileiros
Reaproveitamento de resíduos sólidos
por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Casa na Dinamarca será totalmente construída com materiais reciclados
Upcycle House, como é chamada, utilizou desde isolamento térmico feito com jornais nas paredes até telhado produzido a partir de latas de alumínio recicladas
Rodrigo Louzas
O escritório Lendager Architects, em parceria com a Realdania Byg Foundation, propôs a construção de uma casa composta somente por materiais reutilizados em Nyborg, Dinamarca. A habitação faz parte de um empreendimento que receberá outras cinco casas do tipo.
A "Upcycle House" (algo como "Casa Reutilizada"), como é chamada, tem como intuito desenvolver modelos de residências sustentáveis para substituir as tradicionais casas pré-fabricadas. Cerca de 175 mil dólares foram gastos em sua construção.
Além da preocupação com os materiais usados na estrutura da casa, o projeto também prevê soluções para reduzir os gastos decorrentes de seu uso. A construção foi planejada levando em consideração quatro indicadores: redução nas emissões de CO2 (em comparação feita com as casas tradicionais), preço, operação e manutenção (vida útil esperada e despesas com manutenção) e acessibilidade em relação aos materiais.
A base para a casa, de quatro quartos, foi a reutilização de dois contêineres e molduras de madeira reciclada. Eles foram dispostos sobre uma base isolante, que inclui o reaproveitamento de isopor e garrafas de vidro usadas. As paredes são de drywall, feito com gesso reciclado e preenchido com jornais, que garantem o conforto térmico interno.
A casa ainda conta com uma sala de estar, cozinha e banheiro. O piso é feito de um um composto de plástico reciclado e granulado de madeira. Janelas, tijolos e ripas antigos também entraram no projeto. Já o telhado da "Upcycle House" foi produzido a partir de latas de alumínio recicladas, que são processadas até virarem uma folha usada como cobertura.
Já na primeira fase da construção, a casa apresentou resultados expressivos, de acordo com os arquitetos, com a redução de 75% das emissões de CO2 em relação à obra de casas comuns.
Fonte: http://piniweb.pini.com.br/construcao/sustentabilidade/casa-na-dinamarca-e-totalmente-construida-com-materiais-reciclados-289008-1.aspx |
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O projeto Casa Orgânica
O projeto Casa Orgânica é mais que construir com materiais fabricados segundo conceitos ecológicos, ou reciclados, como pneus inservíveis e garrafas usadas. A Casa Orgânica pode ser comparada a um ser vivo.
Veja o vídeo;
E visite o site;
Este projeto ajudará a responder a uma das perguntas mais importantes desta época: o que podemos fazer hoje para melhorar o meio ambiente nas comunidades em que vivemos?
Até poucos anos atrás assuntos ecológicos eram preocupação de pequenos grupos com interesses científicos ou alternativos. Porém, com as crescentes mudanças climáticas influenciando a vida de todos e afetando a economia mundial, o tema tomou dimensões globais.
Escassez de água doce, falta de alimentos e de moradia, e crescente lixo resultante do estilo de vida moderno são alguns dos problemas da humanidade. Atualmente, pessoas de todas as classes sociais tem se preocupado com estes assuntos, que cada vez mais ganham destaque na mídia.
Embora a consciência ecológica esteja despontando em todo lugar, poucos sabem que atitudes práticas aplicar para melhorar suas condições de vida e reverter danos ao meio-ambiente.Clique aqui para baixar o TCC de Leonardo Tannous, Engenheiro Ambiental & Permacultor: http://www.4shared.com/document/8ZH7sLoo/TCC_Engenharia_Ambiental_Leona.html
Fonte: http://casaorganica.org.br/
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O Homem que Plantava Árvores
Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
sábado, 12 de outubro de 2013
VI Desenrolando a Serpentina discute o Carnaval de Rua Carioca
(Por Paulo Eduardo Neves)
Neste sábado, 12, das 14h às 18h, acontece no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, a sexta edição do evento "Desenrolando a Serpentina" que terá como temas: a profissionalização do Carnaval de Rua Carioca, a economia criativa e a ocupação de novos territórios pelos blocos. O evento terá intensa programação cultural, que detalharei em outra notícia.
O evento é organizado pela Sebastiana, a Associação Independente de Blocos de Carnaval de Rua, que tanto tem contribuído pelo crescimento da folia carioca, sempre preocupados em manter seu espírito democrático.
Em uma série de painéis, representantes dos blocos,do poder público, de empresas e da sociedade civil discutem os temas mais atuais relacionados à grande festa popular, os impactos na cidade e os desdobramentos ao longo do ano. Serão conduzidos por Beatriz Jaguaribe, Jailson Souza e Silva,Eliane Costa, Cláudia Leitão, Flávia Oliveira, Antonio Pedro Figueira de Melloe Sérgio Sá Leitão.
A participação é gratuita e aberta ao público, que pode se inscrever para as mesas de debates pelo emaildesenrolando2013@sebastiana.org.br. No mesmo dia, será lançada a "Carnavália –I Feira de Negócios e Empreendedorismo do Carnaval", a ser realizada pela primeira vez em 2014.
PAINÉIS DE DEBATES
14h às 16h - "Cidade de prazeres e convívios: ocupando a rua"
Bate-papo sobre o Carnaval de rua,sua relação com a cidade e as redes de encontros que se dão por meio dos blocos,nos diferentes territórios. A ocupação política da rua: relações entre o Carnaval, as Diretas já e as manifestações de 2013.
- Beatriz Jaguaribe – professora da Escola de Comunicação da ECO/UFRJ.
- Eliane Costa – diretora do Bloco Escravos da Mauá e coordenadora do MBA em Gestão Cultural da FGV.
- Jailson de Souza e Silva –professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e fundador e diretor do Observatório de Favelas.
- Jorge Sápia – vice-presidente da Sebastiana.
16h às 18h - A profissionalização e o marketing no Carnaval de rua: Quem faz? Quem ganha?
Debate sobre a economia criativa do Carnaval de rua e sobre as novas formas de patrocínio e de marketing que vêm surgindo nos blocos do Rio. O crescimento do Carnaval de rua e as formas de contenção – elas devem existir?
- Antonio Pedro Figueira de Mello – secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro.
- Cláudia Leitão – professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará, pesquisadora do CNPq, ex-secretária de Cultura do Ceará, ex-secretária da Economia Criativa do MinC.
- Flávia Oliveira – jornalista, titular da coluna Negócios&Cia do Jornal O Globo.
- Sérgio Sá Leitão – secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
- Rita Fernandes – presidente da Sebastiana.
Neste sábado, 12, das 14h às 18h, acontece no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, a sexta edição do evento "Desenrolando a Serpentina" que terá como temas: a profissionalização do Carnaval de Rua Carioca, a economia criativa e a ocupação de novos territórios pelos blocos. O evento terá intensa programação cultural, que detalharei em outra notícia.
O evento é organizado pela Sebastiana, a Associação Independente de Blocos de Carnaval de Rua, que tanto tem contribuído pelo crescimento da folia carioca, sempre preocupados em manter seu espírito democrático.
Em uma série de painéis, representantes dos blocos,do poder público, de empresas e da sociedade civil discutem os temas mais atuais relacionados à grande festa popular, os impactos na cidade e os desdobramentos ao longo do ano. Serão conduzidos por Beatriz Jaguaribe, Jailson Souza e Silva,Eliane Costa, Cláudia Leitão, Flávia Oliveira, Antonio Pedro Figueira de Melloe Sérgio Sá Leitão.
A participação é gratuita e aberta ao público, que pode se inscrever para as mesas de debates pelo emaildesenrolando2013@sebastiana.org.br. No mesmo dia, será lançada a "Carnavália –I Feira de Negócios e Empreendedorismo do Carnaval", a ser realizada pela primeira vez em 2014.
PAINÉIS DE DEBATES
14h às 16h - "Cidade de prazeres e convívios: ocupando a rua"
Bate-papo sobre o Carnaval de rua,sua relação com a cidade e as redes de encontros que se dão por meio dos blocos,nos diferentes territórios. A ocupação política da rua: relações entre o Carnaval, as Diretas já e as manifestações de 2013.
- Beatriz Jaguaribe – professora da Escola de Comunicação da ECO/UFRJ.
- Eliane Costa – diretora do Bloco Escravos da Mauá e coordenadora do MBA em Gestão Cultural da FGV.
- Jailson de Souza e Silva –professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e fundador e diretor do Observatório de Favelas.
- Jorge Sápia – vice-presidente da Sebastiana.
16h às 18h - A profissionalização e o marketing no Carnaval de rua: Quem faz? Quem ganha?
Debate sobre a economia criativa do Carnaval de rua e sobre as novas formas de patrocínio e de marketing que vêm surgindo nos blocos do Rio. O crescimento do Carnaval de rua e as formas de contenção – elas devem existir?
- Antonio Pedro Figueira de Mello – secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro.
- Cláudia Leitão – professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará, pesquisadora do CNPq, ex-secretária de Cultura do Ceará, ex-secretária da Economia Criativa do MinC.
- Flávia Oliveira – jornalista, titular da coluna Negócios&Cia do Jornal O Globo.
- Sérgio Sá Leitão – secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
- Rita Fernandes – presidente da Sebastiana.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Educação Ambiental
Curso Confirmado:
Educação Ambiental
Educação Ambiental
Informamos que o curso Educação Ambiental na unidade GÁVEA está confirmado.
Período de aulas: 01/10/2013 a 05/11/2013
Horário: Aulas teóricas: Terças e quintas-feiras, das 19h às 22h (Dias 01, 03, 08, 10, 17, 22, 24 ,29 e 31/10 e 05/11). Aulas práticas: Sábados, das 9h às 17h. (Dias 19/10 e 09/11)
Tire suas dúvidas entrando em contato conosco.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Resíduos que matam
por Reinaldo Canto*
Entidade alerta para os riscos que envolvem a ineficiente gestão dos resíduos da área da saúde.
No espaço desta coluna temos destacado, com alguma frequência, a importância do tratamento adequado aos nossos resíduos. Com a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos prestes a completar sua total implementação, assim esperamos que ocorra em 2014, ainda somos surpreendidos por situações bastante alarmantes.
Este é o mínimo que podemos dizer quando nos chegam informações como as divulgadas pela ABRELPE – Associação Brasileira Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – sobre a situação dos resíduos gerados pelos serviços de saúde (os chamados RSS).
Segundo dados apurados pela entidade, cerca de 40% das 244 mil toneladas de resíduos gerados pelo setor em 2012, tiveram destinação inadequada.
Segundo a ABRELPE,do total coletado, 37,4% seguem para incineração; 21,7% são enviados a aterros sanitários; 13,3% vão parar em lixões; 16,6% são tratados em autoclaves (esterilização de materiais) e 5,2%, em microondas; e 5,8% em valas sépticas. Se apenas imaginarmos o poder contaminante desses resíduos (lixo hospitalar, remédios vencidos, materiais de farmácias e drogarias, etc.) já seria motivo suficiente para uma gestão extremamente cuidadosa. Mas se aí pensarmos que em torno de 40% são descartados de maneira ineficiente, temos no horizonte, um cenário simplesmente explosivo.
Aprimoramento das leis e maior fiscalização
São inúmeros os riscos existentes para o descarte irresponsável para qualquer tipo de resíduo, potencialmente causadores de sérias consequências à saúde pública e ao meio ambiente, mas no caso dos RSSs os perigos são ainda mais evidentes.
Por essa razão as normas que regulam a gestão desses resíduos determinam que os serviços de saúde são responsáveis pelo correto gerenciamento de todos os resíduos produzidos, desde o momento de sua geração, tratamento quando se fizer necessário até a sua destinação final. É o que está explicitado na RDC 306 (Resolução da Diretoria Colegiada) da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – em vigor desde 2004.
Mas a ABRELPE aponta considera que a medida é incompleta. Para a entidade, existe a necessidade de maior rigor no que se refere a determinados materiais resultantes de procedimentos cirúrgicos, por exemplo, como tecidos humanos e objetos perfurocortantes (lâminas, agulhas, brocas, etc). Nesses casos, a regulamentação ainda permite o descarte em aterro sanitário, apesar de seu óbvio poder contaminante. Também é fundamental que os órgãos ambientais e de vigilância sanitária sejam mais rigorosos quanto ao gerenciamento dos resíduos a que todos os serviços de saúde precisam cumprir.
Esse é apenas mais um desafio, entre os inúmeros propostos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os muitos anos de descaso com a gestão dos resíduos, historicamente chamado de lixo, e descartados das maneiras mais absurdas, têm cobrado um preço muito alto, em forma de tristes e desoladoras estórias de contaminação, doenças e até mesmo mortes.
A boa notícia é que hoje existe a preocupação em se buscar caminhos para interromper esse processo e começar finalmente a construir um processo de logística reversa, quando for o caso e de cuidados especiais nas situações como os apontados aqui referentes aos resíduos de serviços de saúde.
O que não se pode mais é negligenciar os perigos, já plenamente reconhecidos, a envolver todos os tipos de materiais. Sejam eles oriundos da saúde, da indústria ou mesmo de origem doméstica, não temos mais desculpas para agir de maneira irresponsável.
* Reinaldo Canto é jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental.
** Publicado originalmente no site Carta Capital.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Projeto Bituca Zero para o Carnaval 2014
O Bloco carnavalesco Vagalume O Verde juntamente com a ONG Vamos Unir o Mundo realizará a partir do (próximo)mês de outubro, dia 06, eventos que fazem parte do nosso projeto para o carnaval de 2014.
Nosso objetivo é realizar cinco eventos de caráter mensal até o nosso desfile no dia 04 de março.
O evento se realizará no Carioca Esporte Clube localizado na rua Jardim Botânico.Além dos eventos vale ressaltar que estaremos executando aos sábados oficinas de aprendizado e troca de experiência permanentes no mesmo espaço.
Na parte externa do clube haverá um local adequado para que o folião fumante tenha o seu espaço. A partir desse propósito gostaríamos de nos unir para que este resíduo possa ter descarte seletivo seguindo para o processo de reciclagem. Com um número considerável de porta bituca atenderemos tranquilamente a demanda deste primeiro evento em outubro.Utilizaremos coletores de bituca durante o evento em todas as etapas, cinco no total até o carnaval.
Esses números farão parte de um relatório. Todas as ações de sustentabilidade dentro do espaço (Carioca Esporte Clube) nos direcionam para a implementação da norma ISO 20121:2012 "Evento Sustentável", assim como o nosso desfile de rua. Ao que tudo indica seremos o primeiro bloco de carnaval no mundo a possuir essa chancela inserido na maior festa popular do planeta.
Estaremos no ano que vem comemorando dez anos de carnaval e será muito importante para o nosso projeto a participação de vocês.
Recicle, na sua casa, no seu bairro, no seu bloco. Participar ativamente reciclando o lixo, ajude ao meio ambiente e garanta um futuro melhor ao planeta.
Participe você também desta iniciativa!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Gestão do lixo
Reciclagem
Nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros
“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.
Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
“Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Especialista diz que reciclagem no Brasil alcança menos de 2% de todo o potencial
da Agência
Brasil
O Brasil
ainda tem 4 mil lixões e apenas 30% a 40% do lixo total coletado no país são dispostos
em aterros sanitários adequados. Além disso, a reciclagem é muito baixa no Brasil, segundo avalia o
secretário da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública
(ABLP), Antonio Simões Garcia. Ele informou que os serviços de aproveitamento
de material descartado não transformam no país sequer 2% do volume que pode ser
reciclado.
À Agência
Brasil, Garcia disse que estão “muito próximos da realidade” os números
divulgados hoje (14) na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais apenas
40% do lixo separado dentro de casa pelos brasileiros são coletados
seletivamente ao chegarem na rua.
Alex
Cardoso, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de
Materiais Recicláveis (MNCR), acrescentou que, do total de lixões ainda
existentes no Brasil, 1,7 mil estão na Região Nordeste. “Chega a ter cidades
com dois lixões”, informou. O MNCR avalia que há grande mobilização da
sociedade em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a coleta
seletiva para municípios com mais de 30 mil habitantes.
Na
avaliação de Cardoso, no entanto, esse processo ainda é “tímido” no Brasil,
“porque a política já tem dois anos e cerca de
40% dos municípios brasileiros ainda têm lixões e não dispõem de sistema
de coleta seletiva”. O integrante do MNCR lembra que, até 2014, os lixões terão
que ser desativados. Segundo ele, com a
implantação da coleta seletiva e a desativação dos lixões, haverá também
a inclusão dos catadores.
O MNCR está
preocupado com a disposição de alguns municípios de incinerar os resíduos para
geração de energia. Alex Cardoso avaliou que
essa é uma atividade negativa. Além de ser uma tecnologia cara, não
inclui os catadores e é prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente, na
medida em que libera gases causadores do efeito estufa.
Rita Sairi
Kogachi Cortez, técnica do Instituto Gea, disse à Agência Brasil que o avanço
do país em coleta do lixo “é muito
pequeno em relação ao número de resíduos gerados”. Ela ponderou, contudo, que o
“despertar” da população está ocorrendo, porque as pessoas se mostram interessadas em participar cada vez
mais do processo de separar o seu lixo.
Segundo
ela, é necessário que se criem mais
coletas e mais cooperativas de catadores, “para que a coisa possa caminhar
melhor no Brasil”. O Instituto Gea é uma Organização da Sociedade Civil de
Interesse Público (Oscip) que tem entre as finalidades assessorar a população a
implantar programas de coleta seletiva de lixo e reciclagem.
A defesa
dessa estratégia é compartilhada por André Vilhena, diretor do Compromisso
Empresarial para Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à
promoção da reciclagem com base no conceito de gerenciamento integrado do lixo.
Disse que, nos últimos dois anos, desde a aprovação da Política Nacional de
Resíduos Sólidos, “houve um incremento significativo [das atividades de
reciclagem], mas ainda muito longe do desejado”.
Vilhena
comentou que, nesse período, cresceu o número de prefeituras oferecendo serviço
de coleta seletiva ou ampliando o serviço onde já existia. O problema para a
desativação dos lixões, segundo ele, é que a população brasileira se concentra
nos grandes centros, em especial próximos ao litoral. “Se nós conseguirmos
avançar nessas regiões de maior densidade populacional, com certeza nós vamos
equacionar boa parte do problema”.
O diretor
do Cempre disse que, para ter todo o território com a situação equacionada,
existe a possibilidade de os municípios serem apoiados, por meio de
financiamento do governo federal, para a formação de consórcios que vão
elaborar os planos de resíduos e construir os aterros sanitários.
Segundo o
diretor do Cempre, se forem formados 450 consórcios no Brasil, a questão será
resolvida, “porque, em alguns estados, um aterro sanitário pode atender até 150
municípios”. Para ele, a solução é a melhor também pelo ponto de vista
econômico. “Não faz sentido você ter um aterro sanitário para municípios com 10
mil ou 15 mil habitantes”.
E-mail:
cepro.rj@gmail.com
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Local:
Rio de Janeiro, Brasil
sábado, 3 de agosto de 2013
Saiba plantar em recipientes caseiros
Garrafas, potes e bacias podem ser interessantes na hora de dar cara nova ao jardim.
Quer dar novos ares para o jardim da sua casa sem gastar muito? Que tal aproveitar os utensílios que já possui na hora de plantar? Jarras, bacias,xícaras, telhas e até mesmo baldes podem substituir, com facilidade e beleza, os tradicionais vasinhos de cerâmica. Mas, antes de começar a jardinagem, é importante investigar se os recipientes – em especial as embalagens de produtos de limpeza – não possuem resquícios de elementos tóxicos como cloro ou ferrugem.
Para impedir que tais resíduos contaminem a planta, uma alternativa interessante é impermeabilizar a parte de dentro do recipiente, o que também aumentará sua durabilidade. Outro aspecto que deve ser observado durante a escolha do utensílio alternativo é o tamanho da raiz da planta. Muitas espécies como fícus e jabuticabeira têm estruturas grandes e fortes, o que exige recipientes espaçosos. Já plantas de raízes mais finas, como o bambu-da-sorte, se adaptam facilmente em vidros e suportes delicados.
Além disso, a quantidade de água é outro ponto que merece atenção, pois espécies como brilhantina, copo-de-leite e bambu-mossô devem ser regadas periodicamente e plantadas em solo úmido. Desse modo, a sobrevivência da planta será garantida pelo controle adequado de água no recipiente. Caso não haja meios para que o excesso de umidade saia, o ideal é monitorar – e diminuir se necessário – a quantidade de regas, sem deixar que o vegetal resseque ou a raiz apodreça.
“Ao usar recipientes alternativos, a pessoa deve se preocupar em reproduzir o ambiente ideal para a espécie, fazendo que ela se desenvolva como se estivesse em um vaso”, ressalta Marcos Brancher, paisagista e diretor da MbFlores.
Na hora de adaptar os utensílios, é importante também evitar o uso de materiais que absorvam muito calor – como objetos de metal – pois acabam ressecando a terra. “Se não for possível investir em outro objeto, o melhor será escolher plantas resistentes e que aguentem temperaturas elevadas”, afirma Daniela Sedo, paisagista. “Entre as opções disponíveis, tente não usar pneus, já que ressecam e ganham rachaduras quando expostos ao sol”, diz.
Confira abaixo algumas ideias bacanas para você inovar o jardim da sua casa:
A chaleira de alumínio foi usada como recipiente alternativo no cultivo das flores. Foto: Arquivo Pessoal/Yvone Pereira
Até mesmo rolos de papel higiênico foram usados para adaptar uma sementeira. Foto: Arquivo pessoal / Reciclagem, Jardinagem e Decoração
Tem canos de plástico sobrando? Use-os como uma alternativa sustentável e bonita . Foto: Arquivo pessoal / Reciclagem, Jardinagem e Decoração.
Garrafas de plástico também podem ser usadas como recipientes alternativos. Antes de plantar, certifique-se da limpeza do utensílio. Foto: Arquivo pessoal / Reciclagem, Jardinagem e Decoracao
Para fugir dos vasos tradicionais, o balde de ferro foi usado para cultivar flores. Foto: Arquivo Pessoal/Yvone Pereira.
Fonte: www.ig.com.br
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Energia Solar no Mundo
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Energia Solar no mundo e no Brasil
A Europa, por exemplo, onde este tipo de geração de energia representa hoje 1% da matriz energética do bloco, tem como objetivo a ampliação do uso da tecnologia fotovoltaica para 20% até 2020.
A preocupação e o crescente movimento em favor de energias limpas no mundo todo, devido ao aquecimento global, propiciam a discussão e a implantação desta tecnologia como um suporte ao constante crescimento da demanda de uso de energia em todos os países do mundo.
O Brasil já começa a busca pela implantação dos primeiros parques solares para geração de grande porte. Há hoje previsão de instalação de pelo menos 15 parques solares em todo o país. Se aliarmos essa tecnologia ao potencial hídrico instalado no Brasil, numa composição híbrida do sistema, poderíamos atender à crescente demanda por energia nos grandes centros.
Devido à facilidade e mobilidade de instalação do sistema gerador fotovoltaico, que se adapta aos mais diversos tipos de locais onde pode ser aplicado (indústrias, shopping centers, edifícios comerciais, propriedades rurais), não há limites para o uso desta interessante tecnologia a favor da melhoria da qualidade de vida.
O primeiro grande passo foi dado para que a energia solar tenha espaço em nosso mercado.
Qualquer tipo de negócio pode usar a tecnologia e se beneficiar de suas vantagens e praticidade, eliminando sua conta de energia em parte ou no total.
Fale com o especialista: Engenheiro Edvaldo Laudares - edlaudares@gmail.com
Fonte:http://www.joneg.com.br/italo/1820/jnvirtual/index.html
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sábado, 13 de julho de 2013
Aqui estão as telhas fotovoltaicas: o telhado que produz energia
Após os painéis fotovoltaicos instalados no telhado ou no jardim, vêm as telhas fotovoltaicas: perfeitamente integrado na estrutura do edifício, eficiente e, acima de tudo bonita de se ver. O problema estético é um dos fatores que até agora impediram a disseminação da energia solar na Itália, um país cheio de antigas casas e cidades onde a instalação de painéis solares não é só feio, mas muitas vezes proibido por lei.
Logo, a telha solar tem como missão contornar este inconveniente. Já no mercado há vários anos, o produto tem de fato aumentado e diversificado a fim de integrar melhor na paisagem.
As telhas são feitas de pequenos painéis solares para ser aplicado ao lado liso de cada ladrilho. A diferença de um telhado tradicional é bem perceptível, mas estamos longe do impacto estético de um telhado feito inteiramente por painéis solares. Além disso, a instalação requer uma reconstrução parcial do telhado e o custo pode ser muito elevado.
São feitas exatamente como as telhas tradicionais, apenas em sua superfície que é acoplada a carcaça de um painel fotovoltaico. Porém, elas custam mais, exigem a reconstrução total do telhado e parcialmente pode sofrer com uma sombra do painel.
As vantagens são óbvias: Elas possuem um atrativo visual e são bem semelhantes a telhados tradicionais, eles não precisam de instaladores com certas certificações. Isto significa que, em áreas sujeitas a normas rígidas em se tratando de paisagem, as telhas permitem obter as autorizações necessárias para poder instalar.
A procura por telhas solar cresce visivelmente. As telhas – produzidas por Area Industrie - são de argilas naturais, sem a adição de aditivos, equipadas com pequenos substituíveis painéis solares, tendo em vista que novas pesquisas de tecnologias fotovoltaicas elevaria significativamente sua eficiência.
Uma ideia muito boa, especialmente para aqueles que vivem em casas em centros históricos ou com restrições arquitetônicas ou históricas, mas ainda quer abraçar energias renováveis!
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sexta-feira, 5 de julho de 2013
Seminário internacional abre a Semana do Meio Ambiente com debate sobre novos modelos de desenvolvimento
“É inegável a liderança do Brasil nos processos internacionais de sustentabilidade, como também é inegável a responsabilidade de conduzir e facilitar que a inserção de novas ideias e novos atores possa entrar nesse mundo do fortalecimento do multilateralismo”, afirmou nesta segunda-feira (03/06) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante abertura da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A declaração foi feita durante o seminário internacional “A geopolítica do desenvolvimento sustentável”. O evento serviu para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente e o primeiro aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). “Um ano depois da conferência nós temos uma pauta modelada pelo legado deixado”, disse a ministra. “Permitiu-se uma construção de um grupo de pessoas que tem uma grande capacidade de diálogo e engajamento”.
REFERÊNCIA
Segundo a Izabella Teixeira, a sustentabilidade continua sendo paradigma de referência em desenvolvimento. “O Brasil é um país que busca os caminhos de sustentabilidade, reduzindo as diferenças nas classes sociais, nos desafios da erradicação da pobreza, de uma estabilidade econômica, de uma inovação tecnológica e, de que o meio ambiente não é um assunto reativo e sim propositivo”, enfatizou.
O seminário foi uma realização do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro Rio+), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de mais 25 outras instituições. "É uma preocupação, uma chamada desesperada, para que todos os países definam o que vamos fazer para reduzir o consumo desenfreado", afirmou a primeira expositora, Yolanda Kakabadse, presidente do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Para o presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, a Rio+20 trouxe a consciência de que o desenvolvimento sustentável está baseado na capacidade de resolver problemas socioambientais.
INCLUSÃO SOCIAL
Já o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, afirmou que é e necessário buscar soluções que permitam ampliar a produção necessária e construir um modelo de sociedade que possa permanecer no tempo. A diretora regional para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Margarita Astrálaga, falou sobre a desigualdade nos padrões de consumo e como esse tema pode ser considerado uma questão ética. Ela ressaltou a necessidade de ensinar os jovens a como tornar o mundo mais sustentável, não só do
ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista da inclusão social.
Na sua intervenção, o presidente da Unilever Brasil, Fernando Fernandes, listou cinco grandes elementos que podem mudar os padrões de produção e consumo: educação, inovação, políticas públicas, indicadores e parcerias. O embaixador André Corrêa do Lago destacou que mudar padrões de consumo não significa viver pior, pois é uma agenda que apresenta várias oportunidades. “Estamos defendendo a vida humana no planeta. Devemos refletir: de que maneira vamos viver decentemente?”, enfatizou.
O secretário-geral assistente e diretor do Bureau de Políticas para o Desenvolvimento do PNUD, Olav Kjorven, finalizou o seminário reforçando que o mundo precisa de um novo cenário para um desenvolvimento sustentável melhor, com discussões contínuas e expansão do diálogo.
Fonte; MMA - http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=734189
A declaração foi feita durante o seminário internacional “A geopolítica do desenvolvimento sustentável”. O evento serviu para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente e o primeiro aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). “Um ano depois da conferência nós temos uma pauta modelada pelo legado deixado”, disse a ministra. “Permitiu-se uma construção de um grupo de pessoas que tem uma grande capacidade de diálogo e engajamento”.
REFERÊNCIA
Segundo a Izabella Teixeira, a sustentabilidade continua sendo paradigma de referência em desenvolvimento. “O Brasil é um país que busca os caminhos de sustentabilidade, reduzindo as diferenças nas classes sociais, nos desafios da erradicação da pobreza, de uma estabilidade econômica, de uma inovação tecnológica e, de que o meio ambiente não é um assunto reativo e sim propositivo”, enfatizou.
O seminário foi uma realização do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro Rio+), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de mais 25 outras instituições. "É uma preocupação, uma chamada desesperada, para que todos os países definam o que vamos fazer para reduzir o consumo desenfreado", afirmou a primeira expositora, Yolanda Kakabadse, presidente do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Para o presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, a Rio+20 trouxe a consciência de que o desenvolvimento sustentável está baseado na capacidade de resolver problemas socioambientais.
INCLUSÃO SOCIAL
Já o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, afirmou que é e necessário buscar soluções que permitam ampliar a produção necessária e construir um modelo de sociedade que possa permanecer no tempo. A diretora regional para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Margarita Astrálaga, falou sobre a desigualdade nos padrões de consumo e como esse tema pode ser considerado uma questão ética. Ela ressaltou a necessidade de ensinar os jovens a como tornar o mundo mais sustentável, não só do
ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista da inclusão social.
Na sua intervenção, o presidente da Unilever Brasil, Fernando Fernandes, listou cinco grandes elementos que podem mudar os padrões de produção e consumo: educação, inovação, políticas públicas, indicadores e parcerias. O embaixador André Corrêa do Lago destacou que mudar padrões de consumo não significa viver pior, pois é uma agenda que apresenta várias oportunidades. “Estamos defendendo a vida humana no planeta. Devemos refletir: de que maneira vamos viver decentemente?”, enfatizou.
O secretário-geral assistente e diretor do Bureau de Políticas para o Desenvolvimento do PNUD, Olav Kjorven, finalizou o seminário reforçando que o mundo precisa de um novo cenário para um desenvolvimento sustentável melhor, com discussões contínuas e expansão do diálogo.
Fonte; MMA - http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=734189
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Apenas 60% do lixo do Brasil terá destino correto em 201
Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável
Estimativa da Abrelpe garante que, se o Brasil não acelerar o ritmo das mudanças no setor de gestão de resíduos sólidos, cerca de 40% do lixo produzido pela população continuará a ser descartado de forma incorreta em 2014, quando vence o prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos para que as cidades acabem com os lixões
Marcello Casal Jr./Abr
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apresentou estimativa que revela que o Brasil ainda deixa muito a desejar quando o assunto é a gestão de resíduos sólidos.
Segundo a avaliação, o país avança lentamente no setor e, se não acelerar o ritmo, terá apenas 60% de seu lixo sendo destinado corretamente em 2014 - ano em que, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), todos os municípios brasileiros deveriam estar com seuslixões desativados e substituídos por aterros sanitários.
Ainda segundo a estimativa da Abrelpe, no ritmo em que está, o Brasil só vai conseguir universalizar a coleta de resíduos urbanos em 2020 ou mais. "A perspectiva da Abrelpe leva em conta as médias nacionais de gestão de resíduos. O Brasil é um país continental e as diferenças regionais são gritantes nesse setor, o que significa que o processo de universalização da coleta de resíduos urbanos pode atrasar ainda mais", explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação.
Divulgado em maio, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012 apontou que o país deu destino incorreto a quase 24 milhões de toneladas de lixo no ano passado, o que equivale a 168 estádios do Maracanã lotados
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/lixo-brasil-destino-incorreto-2014-lixoes-residuos-solidos-743246.shtml
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Segundo a avaliação, o país avança lentamente no setor e, se não acelerar o ritmo, terá apenas 60% de seu lixo sendo destinado corretamente em 2014 - ano em que, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), todos os municípios brasileiros deveriam estar com seuslixões desativados e substituídos por aterros sanitários.
Ainda segundo a estimativa da Abrelpe, no ritmo em que está, o Brasil só vai conseguir universalizar a coleta de resíduos urbanos em 2020 ou mais. "A perspectiva da Abrelpe leva em conta as médias nacionais de gestão de resíduos. O Brasil é um país continental e as diferenças regionais são gritantes nesse setor, o que significa que o processo de universalização da coleta de resíduos urbanos pode atrasar ainda mais", explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação.
Divulgado em maio, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012 apontou que o país deu destino incorreto a quase 24 milhões de toneladas de lixo no ano passado, o que equivale a 168 estádios do Maracanã lotados
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/lixo-brasil-destino-incorreto-2014-lixoes-residuos-solidos-743246.shtml
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Coleta seletiva deve chegar a 104 bairros do Rio neste ano
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A prefeitura do Rio de Janeiro apresentou hoje (5), Dia do Meio Ambiente, os novos caminhões e garis que serão usados para tentar levar a coleta seletiva na cidade a 5% do lixo aproveitável ainda neste ano. A meta é inaugurar três centrais de triagem e levar o serviço a 104 bairros em 2013.
Atualmente, 44 bairros cariocas contam parcialmente com a coleta seletiva, que atinge 1,4% do lixo reciclável. Como aAgência Brasil já havia antecipado, em 2016, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) quer aumentar esse percentual para 25%. Com os novos caminhões, de cor azul, e os garis contratados para se dedicarem exclusivamente a esse serviço, esses bairros ficarão totalmente cobertos ainda neste mês, segundo o Executivo muncipal. "A prefeitura e a Comlurb deviam isso à cidade", disse o prefeito Eduardo Paes.
Ao todo, serão 144 novos garis e 24 novos caminhões dedicados à coleta seletiva, que será ampliada de pouco de 2 mil para 9,5 mil ruas da cidade, envolvendo 2,6 milhões de habitantes, de um total de 6 milhões. Dos novos garis, 85% serão mulheres.
"A gente perdeu muito tempo. Eu dediquei meu primeiro governo a acabar com a vergonha maior que era o Lixão de Gramacho às margens da Baía de Guanabara. Agora, depois de ter organizado o destino final do nosso lixo, [vamos] olhar para o futuro e ter coleta seletiva como uma cidade com um ativo ambiental que o Rio tem", acrescentou o prefeito. Ele disse que, por causa desse atraso, as metas precisam ser ousadas.
Cada caminhão contará com um palmtop em que serão registradas informações sobre a coleta, como a adesão dos moradores. Quem não aderir será notificado uma primeira vez, por meio de um selo que será colado ao saco de lixo, que não será recolhido. Na segunda notificação, um agente da Comlurb fará uma visita de conscientização, explicando detalhes do projeto e advertindo que, na terceira, haverá multa, cujo valor ainda está em estudo. Os palmtops estão em fase de teste e devem começar a ser usados em julho.
Um sistema informatizado vai monitorar a coleta e o processamento do lixo nas centrais de reciclagem, gerando informações como a economia de água e de energia e a redução nas emissões de gás carbônico.
Para trabalhar nas centrais de reciclagem, catadores de 28 cooperativas serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizado e Cooperativismo (Sescoop), com aulas práticas e teóricas que devem começar em julho e durar dois meses. Além de instruções como operar as máquinas da central, os alunos aprenderão noções de gestão, contabilidade e segurança no trabalho focadas em cooperativas. Até 1,5 mil catadores devem ser preparados, sendo até 500 neste ano, para atuar nas três centrais previstas para serem inauguradas até dezembro.
A primeira a entrar em funcionamento será a de Irajá, que já está pronta. Gamboa, Penha, Bangu, Campo Grande e Vargem Grande também receberão centrais de triagem, totalizando seis.
Edição: Juliana Andrade
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