sexta-feira, 14 de março de 2014

Rio sofre com lixo deixado em praias da cidade


Mais um fim de semana de sol se aproxima do Rio de Janeiro e suas belas praias prometem encher o verão carioca de apaixonados pela cidade. Nessa época do ano, milhares de pessoas buscam diversão e refresco nas areias fluminenses. O grande problema é que a cidade maravilhosa vêm sofrendo com o lixo deixado em praias do Rio.
Para mostrar ao cidadão carioca que é preciso ter consciência e recolher seu lixo após a saída da praia, o movimento Rio Eu Amo Eu Cuido criou uma ação sensibilizadora, em parceria com a Comlurb, realizada no feriado de São Sebastião, no último dia 23 de janeiro.
Nesse dia, 40 toneladas de lixo foram encontradas nas areias da praia de Copacabana, uma das mais famosas da cidade. O vídeo abaixo traz o resultado dessa ação, que mostra o contraste entre as belas imagens de um dia de sol na praia lotada, que termina com um entardecer cheio de lixo não descartado corretamente.

 


Viu como um cenário incrível pode se transformar em um amontoado de lixo em apenas um dia? As áreas comuns de condomínios muitas vezes também sofrem com lixo deixado por condôminos que não têm a consciência de recolher seus resíduos.
Faça sua parte! Jogue o lixo no lixo, seja em casa, na rua, na praia… Ajude a preservar as nossas belezas naturais e dê o destino correto ao seu lixo. Até porque, você já sabe que descartando o lixo corretamente é possível gerar novos produtos, oportunidades de trabalho e ou até mesmo gerar um dinheirinho extra no fim do mês.

Fonte: http://www.condominiosverdes.com.br/quem-ama-cuida-rio-sofre-com-lixo-deixado-em-praias-da-cidade/

sábado, 1 de março de 2014

Iniciativas pelo Brasil incentivam o carnaval sustentável

Reportagem especial do Portal Brasil mostra que é possível se divertir com responsabilidade ambiental

 

Em meio a diversidade do nosso País, o Portal Brasil destaca programações carnavalescas que agregam diversão e responsabilidade ambiental. Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, iniciativas mostram que é possível se divertir, tratando de temas importantes e responsáveis, andando de mãos dadas com a natureza. 
Presente em todas as terças-feiras do carnaval do Rio de Janeiro desde 2004, o bloco Vagalume O Verde (VOV) promove a sustentabilidade aos participantes.  De acordo com presidente fundador, Hugo Camarate, o bloco foi criado acreditando-se poder contribuir para sensibilizar os foliões a fim de mitigar os impactos ambientais gerados pelo homem e fomentar a cultura do carnaval.
“Desde o início, tivemos o propósito de trazer à discussão a temática ambiental. Naquele momento, discutia-se a ecologia e éramos tratados como um eco-bloco. Hoje, nestes novos tempos, nos consideramos um bloco sustentável. Entendemos, no entanto, que a sustentabilidade do bloco é algo que jamais será atingida plenamente e que o que nos permite nos chamarmos desta forma - bloco sustentável - é o compromisso de seguir os preceitos da sustentabilidade como diretriz”, afirma.
O Vagalume O Verde busca implementar práticas ecológicas e utilizar materiais amigáveis ao meio ambiente. Como exemplo, realização de coleta seletiva, o porta “bituca” de cigarros (enfocando a destinação correta do resíduo), a inserção de 10% de instrumentos feitos através de materiais reaproveitados/reciclados no realizados no carnaval de 2013, quando 10 mil pessoas prestigiaram o bloco sustentável.
Além disso, buscando minimizar impactos negativos do desfile, o VOV limita o volume dos decibéis do carro de som para não impactar a fauna e a flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que faz parte do itinerário do bloco.
Hugo conta, ainda, que o grupo busca preparar as futuras gerações de foliões. “Estimulamos cursos, participamos de palestras e buscamos auxiliar, com oficinas que tratem do meio ambiente, utilizando o carnaval como eixo condutor das discussões e como ferramenta de aproximação. Na verdade, ansiamos e buscamos contribuir para que as condições sejam ainda melhores do que as atuais - compensamos nosso desfile através do plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.”
Desfile sustentável
No carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde também se mostra preocupada com a questão. Tanto é que, neste ano, leva à Avenida o tema “Sustentabilidade, construindo um novo mundo”. Efeito estufa, poluição, desperdício, queimadas e devastação das matas nativas, além de alternativas como a reciclagem do lixo, são alguns dos temas tratados pela escola.
O presidente do Conselho Deliberativo da Império de Casa Verde, Eduardo Moraes, informa que o tema do enredo surgiu “da necessidade de um planeta sustentável com menor degradação do meio ambiente, preservando as reservas naturais”. Para isso, alguns carros do desfile foram confeccionados com materiais recicláveis, como latas de alumínio, papelão, copos descartáveis.
“Um grande exemplo é a fantasia da ala das crianças que foram feitas com copos descartáveis usados. E a agua utilizada no abre alas que é uma água cenográfica, que não molha os componentes, e foi utilizada água de reuso”, diz Eduardo.
Para ele, o samba-enredo da Império de Casa Verde tem um papel importante para a comunidade. “Buscamos a conscientização da comunidade de que o planeta está sufocado e necessita de uma ação global urgente de preservação, garantindo assim um planeta melhor para as futuras gerações.”
Com o trabalho que, neste ano, completa 10 anos, Hugo Camarate acredita que o bloco fundado por ele pode fazer a diferença. “O pioneirismo destas ações, bem como os frutos que podem ser colhidos adiante, podem significar novos rumos para um carnaval mais alegre, com menos desperdício e, com certeza, muito mais sustentável!”, afirma.
Serviço
Bloco Sustentável Vagalume O Verde
Local: Início na Rua Jardim Botânico (esquina com Rua Pacheco Leão) em direção à Praça Santost Dumont - Baixo Gávea, Rio de Janeiro
Concentração: 08:00h
Desfile: 10h às 14h
Data: 04/03/2014
Fonte:
Portal Brasil

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bogotá terá uma semana sem carro

Fonte : UOL
Empresas de Bogotá, na Colômbia, concordaram em apoiar a proposta feita pela organização Mejor en Bici, de que o Dia sem Carro se estenda por uma semana, a partir desta quinta-feira, 6 de fevereiro. Segundo o jornal "Las 2 Orillas", as empresas Sura, Pacific Rubiales, Universidad Javeriana, Equión, Unilever, Diageo e Seguros Bolívar manifestaram apoio à ideia. Na Colômbia, diferentemente do Brasil, o Dia sem Carro acontece em fevereiro e geralmente mobiliza centenas de empresas e milhares de pessoas nas principais cidades.
Para implementar a proposta do Mejor en Bici, os empregados e diretores dessas empresas usarão a bicicleta durante cinco dias, fazendo o percurso casa-trabalho. Foram desenhadas três grandes rotas, a do Norte, do Centro, e Salitre, que contarão com segurança e assistência em caso de algum acidente ou qualquer imprevisto. "Este projeto está dirigido a pessoas que não usam a bicicleta habitualmente. Esperamos que com essa experiência eles se convertam em ciclistas frequentes", explica Andrés Vergara, miembro da Mejor en Bici.
Segundo o jornal colombiano, os moradores de Bogotá perdem aproximadamente 22 dias por ano no trânsito, tempo que poderiam gozar como férias, por exemplo. A proposta da organização Mejor en Bici é promover o uso de um meio de transporte sustentável, além de garantir mais saúde e mobilidade. O uso da bicicleta reduz o tempo perdido em engarrafamentos, melhora a saúde das pessoas, reduz as emissões de CO2 e o stress.
“Está comprovado que o uso da bicicleta faz as pessoas se sentirem mais felizes e, acima de tudo, melhora seu rendimento, porque quando pedalamos, perdemos menos tempo no trânsito e menos gastos”, enfatiza Diego Ospina Casto, gerente da Mejor en Bici.
A municipalidade de Bogotá. irá habilitar 376 quiilômetros da rede de ciclorroras e ciclovias especialmente para o evento desta semana.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Reciclagem de resíduos sólidos cresce mas ainda á desafio.

por Deniele Simões

A produção de lixo no Brasil atinge a marca de 193.642 toneladas diárias. Quase 90% são coletados de alguma maneira e a recuperação de materiais recicláveis já abrange fatia considerável desse montante.
A informação consta do Cempre Review 2013, uma publicação que analisa e atualiza o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no país.
O relatório aponta que 27% dos resíduos recicláveis foram recuperados e voltaram para a cadeia produtiva em forma de matéria-prima, em 2012. O documento tipifica a coleta seletiva como pilar do mercado de reciclagem brasileiro, tendo como principais produtos o alumínio e as garrafas pet.
Um estudo divulgado pela LCA Consultoria prevê um aumento considerável do mercado brasileiro de reciclagem a partir da Copa de 2014, com benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia. Porém, isso só deve acontecer se 90% da população das cidades-sede da Copa passarem a contar com coleta seletiva.
De acordo com o Cempre, o gerenciamento de resíduos e a reciclagem empregam mais de 800 mil pessoas no Brasil, que separam 2.329 toneladas de resíduos recicláveis todos os dias.
A maior parte desses trabalhadores atua como catador individual, mas a criação de cooperativas tem mudado o panorama. Hoje já são 30.390 trabalhadores organizados em 1.175 cooperativas de trabalho.
Ainda com base nos dados da LCA, dos R$ 712 milhões gerados com a coleta e venda de materiais recicláveis no período avaliado. As cooperativas de catadores absorvem 7,8% desses valores.
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Vantagens do alumínio
Na onda do reaproveitamento, o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio e, de acordo com o relatório, um dos motivos é o preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no mercado internacional.
O coordenador de reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Carlos Roberto de Morais, destaca que o Brasil recicla 97,9% das latas produzidas.
Esse índice é muito maior, por exemplo, do que os de países como Estados Unidos, onde 56% das latas são recicladas. “Mas com uma diferença: no índice brasileiro nós não consideramos as latas importadas, só as brasileiras”, adverte, lembrando que a estatística norte-americana também coloca na ponta do lápis as latinhas importadas.
Os números do Brasil são próximos de países como a Argentina e Japão, onde os níveis de reciclagem ultrapassam os 90%. Já nas nações que compõem a comunidade europeia o índice não chega a ser maior do que 70%, segundo Morais.
Mas, por qual razão o alumínio ganha tanto destaque em comparação com outros produtos? De acordo com o representante da Abal, o primeiro fator é o alto índice de reciclagem. “O que está por trás disso é que, no tempo em que sustentabilidade ainda não era moda, a indústria de alumínio investiu em educação nas escolas”, salienta.
Há pouco mais de 30 anos, houve toda uma preparação, gerando uma demanda pelo serviço. Isso aconteceu porque, já naquela época, havia a percepção de que ficaria cada vez mais difícil conseguir matéria-prima para a produção e o alto preço da energia também encareceria esse processo.
“A energia usada para fazer a lata a partir de material reciclado gasta 5% da energia que gastaria com o alumínio primário”, explica. Outra vantagem oferecida pela reciclagem das latas de alumínio é a economia de espaço.
“Um ano de latinha jogado em aterro sanitário seria o correspondente a mais ou menos 200 edifícios de 10 andares com quatro apartamentos por andar”, completa. E, como no processo de reciclagem a lata é compactada, isso pode representar 16 vezes mais em volume.
Além do ganho ambiental, a reciclagem das latas agrega valor social. Segundo Morais, o processo injeta na economia algo em torno de R$ 650 milhões apenas para os catadores de latinhas.
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Para Victor Bicca, da Cempre, desafio brasileiro é fazer com que prefeituras atendam exigências da PLNRS
Mercado exige crescimento para atender demanda
Para Carlos Morais, a demanda por reciclagem é muito maior do que a oferta, independentemente do produto. “Hoje, se nós tivéssemos o dobro de latas de alumínio que temos no Brasil, ainda faltaria lata para ser reciclada em função da capacidade instalada para reciclagem”, avalia. Mesmo assim, o setor de reciclagem de alumínio investiu mais de R$ 100 milhões, só no ano passado.
Desde a aprovação da lei de resíduos sólidos, em 2010, muito se avançou no panorama da reciclagem. Estudos do Cempre apontam que, em 2012, coleta, triagem e processamento de materiais em indústrias recicladoras geraram faturamento de R$ 10 bilhões no país.
Espera-se uma grande expansão no ritmo do crescimento do setor, porém, é necessário que muito seja feito para que se atinja tal objetivo. “Já temos uma reciclagem de fração seca elevada, fruto sobretudo do trabalho dos catadores”, destaca o presidente do Cempre, Victor Bicca.
O executivo avalia, porém, que as prefeituras precisam, agora, acelerar o passo para responder às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PLNRS) como o fechamento dos lixões até 2014 e a inclusão dos catadores em seus modelos de coleta seletiva.
Segundo levantamento do Cempre, apenas 14% dos municípios brasileiros oferecem coleta seletiva e a maior parte dos que mantêm o serviço estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Informações divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados do Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Brasil ainda mantém 2.906 lixões em atividade. Além disso, das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. A reversão desse quadro é o grande desafio do país até o ano que vem.

Fonte: http://jornal.editorasantuario.com.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Desafios e Oportunidades

A reciclagem gera trabalho e renda



A economia da reciclagem possui desafios estruturais. Faltam incentivos tributários, instrumentos de controle do material reciclado, mecanismos de mercado que fortaleçam a comercialização do produto, entre outros desafios. As empresas privadas praticamente dominam o processamento e a transformação de materiais reciclados, e o passivo social incorporado ao produto não é contabilizado pelas indústrias recicladoras.
Por outro lado, a reciclagem é considerada uma das molas propulsoras do processo de desenvolvimento sustentável, uma vez que gera qualidade de vida e de trabalho para milhares de catadores, além de trazer reconhecidos ganhos nas dimensões econômica e ambiental.
No âmbito econômico, há um cenário de grandes oportunidades. Especialistas fazem estimativas bastante positivas em relação ao mercado da reciclagem, que movimenta US$ 1,2 bilhões por ano no Brasil. Em relação ao aspecto ambiental, os catadores realizam um trabalho de extrema utilidade, ampliando a capacidade de reciclagem de resíduos.
Nesse sentido, ampliar a conscientização sobre sua importância é um primeiro essencial passo.

Fonte: http://www.cataacao.org.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Reciclagem – Desafio para 2014



Seguem abaixo algumas informações interessantes sobre o mercado de reciclagem atual:
RECICLAGEM: Das 189 mil toneladas de resíduos produzidos por dia ( 1,1 kg por pessoa) no país, apenas 1,4 % é reciclado. Só 27% das cidades possuem aterros sanitários. Dos 5.564 municípios, 766 fazem coleta seletiva. No Rio, 0,27% do lixo (25 toneladas diárias) é enviado diariamente pela Comlurb para reciclagem. A meta da prefeitura é alcançar 3,5% até 2016. Já o percentual de reciclagem sobre o material com potencial de reaproveitamento está em 3%, e a meta é chegar a 5% em dezembro e 25% até 2016 ( cerca de 288 toneladas),
PET: As garrafas de plástico demoram cerca de cem anos para se decompor na natureza. Há estudos, porém, que sustentam que esses materiais têm uma durabilidade maior, chegando a 450 anos. O produto pode ser amplamente reaproveitado, gerando até mesmo as camisas  usadas pela seleção brasileira de futebol. A associação Brasileira da Industria do PET informa que, em 2011, o país deu a destinação correta a 294 mil toneladas de embalagens (57,1% do total descartado).
VIDRO: Pode se manter íntegro por tempo indeterminado. De acordo com a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, 15% do total produzido no país eram reaproveitados em 1991, passando para 35% em 1997, 42% em 2003, 43% em 2005 até chegar a 49% em 2007. A Abividros estima que o mercado movimente R$ 12 milhões por ano, mas o potencial desperdiçado chega a R$ 8 bilhões.
PAPEL: Jornal, papelão e papel comum demoram de um a três meses para se decompor na natureza. Quando reciclamos, pode gerar novos produtos como papel artesanal, artigos de papelaria ou pequeno objetos de artesanato. Cada tonelada de papel reciclado evita a derrubada de 40 árvores e economiza 2,5 barris de petróleo, cerca de 100 mil litros de água e 5 mil KWh de energia elétrica.
ALUMÍNIO: O tempo de decomposição do metal pode chegar a cinco séculos. Cada lata de alumínio reciclada economiza a energia elétrica necessária  para uma TV ficar ligada por 3 horas. A cadeia de reaproveitamento está consolidada, com catadores disputando o produto nas ruas.

Fonte: http://www.shoppingleblon.com.br

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reciclagem atinge apenas 8% dos municípios brasileiros

Reaproveitamento de resíduos sólidos

por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social. 
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Casa na Dinamarca será totalmente construída com materiais reciclados

Upcycle House, como é chamada, utilizou desde isolamento térmico feito com jornais nas paredes até telhado produzido a partir de latas de alumínio recicladas

Rodrigo Louzas


O escritório Lendager Architects, em parceria com a Realdania Byg Foundation, propôs a construção de uma casa composta somente por materiais reutilizados em Nyborg, Dinamarca. A habitação faz parte de um empreendimento que receberá outras cinco casas do tipo.
Divulgação: Lendager Architects
A "Upcycle House" (algo como "Casa Reutilizada"), como é chamada, tem como intuito desenvolver modelos de residências sustentáveis para substituir as tradicionais casas pré-fabricadas. Cerca de 175 mil dólares foram gastos em sua construção.
Além da preocupação com os materiais usados na estrutura da casa, o projeto também prevê soluções para reduzir os gastos decorrentes de seu uso. A construção foi planejada levando em consideração quatro indicadores: redução nas emissões de CO2 (em comparação feita com as casas tradicionais), preço, operação e manutenção (vida útil esperada e despesas com manutenção) e acessibilidade em relação aos materiais.
A base para a casa, de quatro quartos, foi a reutilização de dois contêineres e molduras de madeira reciclada. Eles foram dispostos sobre uma base isolante, que inclui o reaproveitamento de isopor e garrafas de vidro usadas. As paredes são de drywall, feito com gesso reciclado e preenchido com jornais, que garantem o conforto térmico interno.
A casa ainda conta com uma sala de estar, cozinha e banheiro. O piso é feito de um um composto de plástico reciclado e granulado de madeira. Janelas, tijolos e ripas antigos também entraram no projeto. Já o telhado da "Upcycle House" foi produzido a partir de latas de alumínio recicladas, que são processadas até virarem uma folha usada como cobertura.
Já na primeira fase da construção, a casa apresentou resultados expressivos, de acordo com os arquitetos, com a redução de 75% das emissões de CO2 em relação à obra de casas comuns.
Divulgação: Lendager Architects
Divulgação: Lendager Architects
Divulgação: Lendager Architects
Divulgação: Lendager Architects

Divulgação: Lendager Architects

Fonte: http://piniweb.pini.com.br/construcao/sustentabilidade/casa-na-dinamarca-e-totalmente-construida-com-materiais-reciclados-289008-1.aspx