quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Reciclagem atinge apenas 8% dos municípios brasileiros
Reaproveitamento de resíduos sólidos
por Portal Brasil — publicado13/04/2012 15:48, última modificação 29/08/2013 17:57
Quase todo o material reciclável coletado no País passa pelas mãos de catadores contratados pelas prefeituras
O setor de reciclagem movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros.
Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores - organizados e não organizados. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em 1999 e hoje está presente em praticamente todo país.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. Assim, as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico. Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Casa na Dinamarca será totalmente construída com materiais reciclados
Upcycle House, como é chamada, utilizou desde isolamento térmico feito com jornais nas paredes até telhado produzido a partir de latas de alumínio recicladas
Rodrigo Louzas
O escritório Lendager Architects, em parceria com a Realdania Byg Foundation, propôs a construção de uma casa composta somente por materiais reutilizados em Nyborg, Dinamarca. A habitação faz parte de um empreendimento que receberá outras cinco casas do tipo.
A "Upcycle House" (algo como "Casa Reutilizada"), como é chamada, tem como intuito desenvolver modelos de residências sustentáveis para substituir as tradicionais casas pré-fabricadas. Cerca de 175 mil dólares foram gastos em sua construção.
Além da preocupação com os materiais usados na estrutura da casa, o projeto também prevê soluções para reduzir os gastos decorrentes de seu uso. A construção foi planejada levando em consideração quatro indicadores: redução nas emissões de CO2 (em comparação feita com as casas tradicionais), preço, operação e manutenção (vida útil esperada e despesas com manutenção) e acessibilidade em relação aos materiais.
A base para a casa, de quatro quartos, foi a reutilização de dois contêineres e molduras de madeira reciclada. Eles foram dispostos sobre uma base isolante, que inclui o reaproveitamento de isopor e garrafas de vidro usadas. As paredes são de drywall, feito com gesso reciclado e preenchido com jornais, que garantem o conforto térmico interno.
A casa ainda conta com uma sala de estar, cozinha e banheiro. O piso é feito de um um composto de plástico reciclado e granulado de madeira. Janelas, tijolos e ripas antigos também entraram no projeto. Já o telhado da "Upcycle House" foi produzido a partir de latas de alumínio recicladas, que são processadas até virarem uma folha usada como cobertura.
Já na primeira fase da construção, a casa apresentou resultados expressivos, de acordo com os arquitetos, com a redução de 75% das emissões de CO2 em relação à obra de casas comuns.
Fonte: http://piniweb.pini.com.br/construcao/sustentabilidade/casa-na-dinamarca-e-totalmente-construida-com-materiais-reciclados-289008-1.aspx |
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O projeto Casa Orgânica
O projeto Casa Orgânica é mais que construir com materiais fabricados segundo conceitos ecológicos, ou reciclados, como pneus inservíveis e garrafas usadas. A Casa Orgânica pode ser comparada a um ser vivo.
Veja o vídeo;
E visite o site;
Este projeto ajudará a responder a uma das perguntas mais importantes desta época: o que podemos fazer hoje para melhorar o meio ambiente nas comunidades em que vivemos?
Até poucos anos atrás assuntos ecológicos eram preocupação de pequenos grupos com interesses científicos ou alternativos. Porém, com as crescentes mudanças climáticas influenciando a vida de todos e afetando a economia mundial, o tema tomou dimensões globais.
Escassez de água doce, falta de alimentos e de moradia, e crescente lixo resultante do estilo de vida moderno são alguns dos problemas da humanidade. Atualmente, pessoas de todas as classes sociais tem se preocupado com estes assuntos, que cada vez mais ganham destaque na mídia.
Embora a consciência ecológica esteja despontando em todo lugar, poucos sabem que atitudes práticas aplicar para melhorar suas condições de vida e reverter danos ao meio-ambiente.Clique aqui para baixar o TCC de Leonardo Tannous, Engenheiro Ambiental & Permacultor: http://www.4shared.com/document/8ZH7sLoo/TCC_Engenharia_Ambiental_Leona.html
Fonte: http://casaorganica.org.br/
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O Homem que Plantava Árvores
Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
sábado, 12 de outubro de 2013
VI Desenrolando a Serpentina discute o Carnaval de Rua Carioca
(Por Paulo Eduardo Neves)
Neste sábado, 12, das 14h às 18h, acontece no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, a sexta edição do evento "Desenrolando a Serpentina" que terá como temas: a profissionalização do Carnaval de Rua Carioca, a economia criativa e a ocupação de novos territórios pelos blocos. O evento terá intensa programação cultural, que detalharei em outra notícia.
O evento é organizado pela Sebastiana, a Associação Independente de Blocos de Carnaval de Rua, que tanto tem contribuído pelo crescimento da folia carioca, sempre preocupados em manter seu espírito democrático.
Em uma série de painéis, representantes dos blocos,do poder público, de empresas e da sociedade civil discutem os temas mais atuais relacionados à grande festa popular, os impactos na cidade e os desdobramentos ao longo do ano. Serão conduzidos por Beatriz Jaguaribe, Jailson Souza e Silva,Eliane Costa, Cláudia Leitão, Flávia Oliveira, Antonio Pedro Figueira de Melloe Sérgio Sá Leitão.
A participação é gratuita e aberta ao público, que pode se inscrever para as mesas de debates pelo emaildesenrolando2013@sebastiana.org.br. No mesmo dia, será lançada a "Carnavália –I Feira de Negócios e Empreendedorismo do Carnaval", a ser realizada pela primeira vez em 2014.
PAINÉIS DE DEBATES
14h às 16h - "Cidade de prazeres e convívios: ocupando a rua"
Bate-papo sobre o Carnaval de rua,sua relação com a cidade e as redes de encontros que se dão por meio dos blocos,nos diferentes territórios. A ocupação política da rua: relações entre o Carnaval, as Diretas já e as manifestações de 2013.
- Beatriz Jaguaribe – professora da Escola de Comunicação da ECO/UFRJ.
- Eliane Costa – diretora do Bloco Escravos da Mauá e coordenadora do MBA em Gestão Cultural da FGV.
- Jailson de Souza e Silva –professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e fundador e diretor do Observatório de Favelas.
- Jorge Sápia – vice-presidente da Sebastiana.
16h às 18h - A profissionalização e o marketing no Carnaval de rua: Quem faz? Quem ganha?
Debate sobre a economia criativa do Carnaval de rua e sobre as novas formas de patrocínio e de marketing que vêm surgindo nos blocos do Rio. O crescimento do Carnaval de rua e as formas de contenção – elas devem existir?
- Antonio Pedro Figueira de Mello – secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro.
- Cláudia Leitão – professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará, pesquisadora do CNPq, ex-secretária de Cultura do Ceará, ex-secretária da Economia Criativa do MinC.
- Flávia Oliveira – jornalista, titular da coluna Negócios&Cia do Jornal O Globo.
- Sérgio Sá Leitão – secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
- Rita Fernandes – presidente da Sebastiana.
Neste sábado, 12, das 14h às 18h, acontece no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, a sexta edição do evento "Desenrolando a Serpentina" que terá como temas: a profissionalização do Carnaval de Rua Carioca, a economia criativa e a ocupação de novos territórios pelos blocos. O evento terá intensa programação cultural, que detalharei em outra notícia.
O evento é organizado pela Sebastiana, a Associação Independente de Blocos de Carnaval de Rua, que tanto tem contribuído pelo crescimento da folia carioca, sempre preocupados em manter seu espírito democrático.
Em uma série de painéis, representantes dos blocos,do poder público, de empresas e da sociedade civil discutem os temas mais atuais relacionados à grande festa popular, os impactos na cidade e os desdobramentos ao longo do ano. Serão conduzidos por Beatriz Jaguaribe, Jailson Souza e Silva,Eliane Costa, Cláudia Leitão, Flávia Oliveira, Antonio Pedro Figueira de Melloe Sérgio Sá Leitão.
A participação é gratuita e aberta ao público, que pode se inscrever para as mesas de debates pelo emaildesenrolando2013@sebastiana.org.br. No mesmo dia, será lançada a "Carnavália –I Feira de Negócios e Empreendedorismo do Carnaval", a ser realizada pela primeira vez em 2014.
PAINÉIS DE DEBATES
14h às 16h - "Cidade de prazeres e convívios: ocupando a rua"
Bate-papo sobre o Carnaval de rua,sua relação com a cidade e as redes de encontros que se dão por meio dos blocos,nos diferentes territórios. A ocupação política da rua: relações entre o Carnaval, as Diretas já e as manifestações de 2013.
- Beatriz Jaguaribe – professora da Escola de Comunicação da ECO/UFRJ.
- Eliane Costa – diretora do Bloco Escravos da Mauá e coordenadora do MBA em Gestão Cultural da FGV.
- Jailson de Souza e Silva –professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e fundador e diretor do Observatório de Favelas.
- Jorge Sápia – vice-presidente da Sebastiana.
16h às 18h - A profissionalização e o marketing no Carnaval de rua: Quem faz? Quem ganha?
Debate sobre a economia criativa do Carnaval de rua e sobre as novas formas de patrocínio e de marketing que vêm surgindo nos blocos do Rio. O crescimento do Carnaval de rua e as formas de contenção – elas devem existir?
- Antonio Pedro Figueira de Mello – secretário municipal de Turismo do Rio de Janeiro.
- Cláudia Leitão – professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará, pesquisadora do CNPq, ex-secretária de Cultura do Ceará, ex-secretária da Economia Criativa do MinC.
- Flávia Oliveira – jornalista, titular da coluna Negócios&Cia do Jornal O Globo.
- Sérgio Sá Leitão – secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
- Rita Fernandes – presidente da Sebastiana.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Educação Ambiental
Curso Confirmado:
Educação Ambiental
Educação Ambiental
Informamos que o curso Educação Ambiental na unidade GÁVEA está confirmado.
Período de aulas: 01/10/2013 a 05/11/2013
Horário: Aulas teóricas: Terças e quintas-feiras, das 19h às 22h (Dias 01, 03, 08, 10, 17, 22, 24 ,29 e 31/10 e 05/11). Aulas práticas: Sábados, das 9h às 17h. (Dias 19/10 e 09/11)
Tire suas dúvidas entrando em contato conosco.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Resíduos que matam
por Reinaldo Canto*
Entidade alerta para os riscos que envolvem a ineficiente gestão dos resíduos da área da saúde.
No espaço desta coluna temos destacado, com alguma frequência, a importância do tratamento adequado aos nossos resíduos. Com a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos prestes a completar sua total implementação, assim esperamos que ocorra em 2014, ainda somos surpreendidos por situações bastante alarmantes.
Este é o mínimo que podemos dizer quando nos chegam informações como as divulgadas pela ABRELPE – Associação Brasileira Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – sobre a situação dos resíduos gerados pelos serviços de saúde (os chamados RSS).
Segundo dados apurados pela entidade, cerca de 40% das 244 mil toneladas de resíduos gerados pelo setor em 2012, tiveram destinação inadequada.
Segundo a ABRELPE,do total coletado, 37,4% seguem para incineração; 21,7% são enviados a aterros sanitários; 13,3% vão parar em lixões; 16,6% são tratados em autoclaves (esterilização de materiais) e 5,2%, em microondas; e 5,8% em valas sépticas. Se apenas imaginarmos o poder contaminante desses resíduos (lixo hospitalar, remédios vencidos, materiais de farmácias e drogarias, etc.) já seria motivo suficiente para uma gestão extremamente cuidadosa. Mas se aí pensarmos que em torno de 40% são descartados de maneira ineficiente, temos no horizonte, um cenário simplesmente explosivo.
Aprimoramento das leis e maior fiscalização
São inúmeros os riscos existentes para o descarte irresponsável para qualquer tipo de resíduo, potencialmente causadores de sérias consequências à saúde pública e ao meio ambiente, mas no caso dos RSSs os perigos são ainda mais evidentes.
Por essa razão as normas que regulam a gestão desses resíduos determinam que os serviços de saúde são responsáveis pelo correto gerenciamento de todos os resíduos produzidos, desde o momento de sua geração, tratamento quando se fizer necessário até a sua destinação final. É o que está explicitado na RDC 306 (Resolução da Diretoria Colegiada) da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – em vigor desde 2004.
Mas a ABRELPE aponta considera que a medida é incompleta. Para a entidade, existe a necessidade de maior rigor no que se refere a determinados materiais resultantes de procedimentos cirúrgicos, por exemplo, como tecidos humanos e objetos perfurocortantes (lâminas, agulhas, brocas, etc). Nesses casos, a regulamentação ainda permite o descarte em aterro sanitário, apesar de seu óbvio poder contaminante. Também é fundamental que os órgãos ambientais e de vigilância sanitária sejam mais rigorosos quanto ao gerenciamento dos resíduos a que todos os serviços de saúde precisam cumprir.
Esse é apenas mais um desafio, entre os inúmeros propostos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os muitos anos de descaso com a gestão dos resíduos, historicamente chamado de lixo, e descartados das maneiras mais absurdas, têm cobrado um preço muito alto, em forma de tristes e desoladoras estórias de contaminação, doenças e até mesmo mortes.
A boa notícia é que hoje existe a preocupação em se buscar caminhos para interromper esse processo e começar finalmente a construir um processo de logística reversa, quando for o caso e de cuidados especiais nas situações como os apontados aqui referentes aos resíduos de serviços de saúde.
O que não se pode mais é negligenciar os perigos, já plenamente reconhecidos, a envolver todos os tipos de materiais. Sejam eles oriundos da saúde, da indústria ou mesmo de origem doméstica, não temos mais desculpas para agir de maneira irresponsável.
* Reinaldo Canto é jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental.
** Publicado originalmente no site Carta Capital.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Projeto Bituca Zero para o Carnaval 2014
O Bloco carnavalesco Vagalume O Verde juntamente com a ONG Vamos Unir o Mundo realizará a partir do (próximo)mês de outubro, dia 06, eventos que fazem parte do nosso projeto para o carnaval de 2014.
Nosso objetivo é realizar cinco eventos de caráter mensal até o nosso desfile no dia 04 de março.
O evento se realizará no Carioca Esporte Clube localizado na rua Jardim Botânico.Além dos eventos vale ressaltar que estaremos executando aos sábados oficinas de aprendizado e troca de experiência permanentes no mesmo espaço.
Na parte externa do clube haverá um local adequado para que o folião fumante tenha o seu espaço. A partir desse propósito gostaríamos de nos unir para que este resíduo possa ter descarte seletivo seguindo para o processo de reciclagem. Com um número considerável de porta bituca atenderemos tranquilamente a demanda deste primeiro evento em outubro.Utilizaremos coletores de bituca durante o evento em todas as etapas, cinco no total até o carnaval.
Esses números farão parte de um relatório. Todas as ações de sustentabilidade dentro do espaço (Carioca Esporte Clube) nos direcionam para a implementação da norma ISO 20121:2012 "Evento Sustentável", assim como o nosso desfile de rua. Ao que tudo indica seremos o primeiro bloco de carnaval no mundo a possuir essa chancela inserido na maior festa popular do planeta.
Estaremos no ano que vem comemorando dez anos de carnaval e será muito importante para o nosso projeto a participação de vocês.
Recicle, na sua casa, no seu bairro, no seu bloco. Participar ativamente reciclando o lixo, ajude ao meio ambiente e garanta um futuro melhor ao planeta.
Participe você também desta iniciativa!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Gestão do lixo
Reciclagem
Nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros
“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.
Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
“Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
A lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.
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