segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Compostagem Caseira

Folhetos desenhados pelo artista Português Jaime Lopes para o Município de Salvaterra de Magos falando da Cospostagem Caseira;

http://jaimegrafick.com/site/?p=168


Agora o folheto sobre a reciclagem;


Muitos países estão somando forças, com a causa ambiental. Comece hoje em sua casa a separar o lixo que você produz. Seja responsável recicle, reutilize, reduza, repense, respeite!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Quer montar uma horta em apartamento?




A primeira coisa é escolher onde ela será montada e garantir que seja instalada num local ensolarado. Cuidados com a preparação da terra, a seleção adequada das culturas e a boa manutenção também são essenciais

Confira abaixo o passo-a-passo para a sua horta vingar.
1. Escolha do local
As hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por dia. Por isso, o ideal é instalar a horta na varanda ou junto à janela. Prefira locais que recebem sol pela manhã.

2. Onde plantar?
Em qualquer vasilhame, de jardineiras a jarros (com volume mínimo de 1 litro) até canos de PVC (de 30 cm de diâmetro) cortados ao meio. Dá para usar também garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade) ou carrinhos de mão. É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da água.

3. Preparo do solo
Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio, aconselha o técnico agrícola Adejar Gualberto Marinho, da Embrapa Hortaliças. “O ideal é que a terra tenha pH 6. Se o solo for ácido demais, as plantas não vingarão”, afirma.

4. Seleção das culturas
Opte por hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura, rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos

5. Cuidados no plantio
A plantação começa com sementes ou mudas, dependendo da cultura. Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça plenamente. Um pé de alface, por exemplo, deve ser plantado a 20 cm dos demais, enquanto para tomate e couve a distância sobe para 35 cm.

6. Rega e manutenção
No início, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã. Retire plantas invasoras e proteja a horta de insetos, principalmente borboletas. Seus ovos viram larvas, que se alimentam das plantas.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_411077.shtml

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Horta Vertical

Faça você mesmo!  Cultive uma horta na sua janela!
 http://www.sustentavelnapratica.net/index.htm

Ter em casa uma horta para produzir ervas, tempeiros e até verduras e legumes deixou de ser privilégio de quem tem um quintal em casa. Utilizando a idéia desenvolvida pelas novaiorquinas Britta Riley e Rebecca Bray, cultivar uma horta está a alcance de qualquer um que tenha uma janela bem iluminada. 

O movimento das "fazendas das janelas" começou em 2009 em Nova Iorque e hoje conta com milhares de participantes no mundo todo, que colaboram por meio do site www.windowfarms.org. O interessante é que o movimento vai além de divulgar uma solução difinitiva e de "tamanho único" para o cultivo em janelas. Os participantes são estimulados a assumir o papel de pesquisadores do "faça você mesmo", experimentando várias alternativas e agregando inovações para melhorar as técnicas de plantio vertical em pequenos espaços. 
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horta de janela
O único pedido desta comunidade é que as inovações sejam compartilhadas com todos. Este é o princípio básico de desenvolvimento de projetos de tecnologia livre ("open source", em inglês) que possibilitou o desenvolvimento de softwares livres como o Linux, o Open Office e outros. O projeto de horta de janela que estamos apresentando agora é baseado na proposta do site "windowfarms", mas traz mudanças técnicas e conceituais significativas  que gostaríamos de compartilhar com os visitantes do Sustentável na Prática.

Em nosso "faça você mesmo" abandonamos a técnica de hidroponia utilizada no projeto inicial do "windowfarms". Concluímos que a hidroponia apresenta complexidades (como a necessidade de utilização de bombas, aeradores, temporizadores e  soluções especiais de nutrientes) que poderiam desistimular a construção de hortas de janela por pessoas que não tem familiaridade com eletricidade e eletrônica, ou que tenham dificuldade de obter os componentes ou produtos mais especializados. 

Ao invés da hidroponia, resolvemos adotar  a técnica da organoponia, ou seja, o cultivo de vegetais utilizando húmus  no lugar do solo. A organoponia apresenta vantagens adicionais quando associado a outra idéia que começa a ser difundida em muitas áreas urbanas: a utilização de um minhocário doméstico para a fabricação de húmus a partir de restos de cozinha, que pode ser feito em casa ou adquirido pronto (www.minhocasa.com). 

Conjugando as hortas de janela com os minhocários, o horticultor doméstico utilizará, como meio de cultivo, o húmus produzido na própria casa ou apartamento, cultivando alimento ao mesmo tempo que dá uma destinação adequada aos  resíduos orgânicos. 

Gostou da idéia? Então, mãos à obra e transforme sua janela em uma horta! 


Você vai precisar de: 


Material:
5 garrafes PET iguais, preferencialmente de 2 litros ou maior;
4,4 metros de barbante de 2mm de diâmetro (dê preferência à barbante sintético, que tem mais resistência);
1 metro de arame galvanizado de 1mm de diâmetro;
1 metro mangueira plástica flexível de 10mm de diâmetro;
1 torneira plástica para filtro;
1 palito de madeira (pode ser um palito japonêsn - hashi ou um espeto de churrasco de madeira);
5 kg de humus de minhoca (comprar em supermercado ou fazer você mesmo);
1 litro de  brita, seixos pequenos ou cacos de tijolo;
Mudas e/ou sementes de temperos e horaliças.

Ferramentas: 
Furadeira com brocas variadas para madeira e plástico;
Canivete ou estilete ;
Tesoura; 
Alicate; 
Alicate de corte;
Régua; 
Caneta de retroprojetor.

Modo de fazer: 

1º Passo: Separe quatro das cinco garrafas e risque uma linha ao redor de cada uma (figura 1). As linhas devem ser simétricas nas quatro garrafas (a altura do corte vai depender do tipo de garrafa). Utilizamos garrafas de coca-cola. Neste caso, marcamos dois centímetros acima da marca do rótulo. Depois de marcar, corte as 4 garrafas ao longo da linha (figura 2). Estas serão as "garrafas-vaso" .


 Figura 1 - Marcação  da linha de corte


 Figura 2 - Corte das "garrafas vaso"

2º Passo: Selecione uma broca de um diâmetro um pouco maior que a mangueira que você vai utilizar e fure o centro do fundo da quinta garrafa (figura 3 : cuidado! segure bem para que a broca não trave na garrafa e  arranque de sua mão!). Esta será a "garrafa-reservatório" 


Figura 3 - Furando a "garrafa resevatório"

3º Passo: Com um pedaço de arame aquecido no fogo, faça dois furos em lados opostos da parte cortada das 4 primeiras garrafas. Deixe pelo menos 1 cm entre o furo e a borda do corte (figura 4). Faça também dois furos com o prego quente no fundo da quinta garrafa (figura 5) 


 Figura 4 - Furando as "garrafas vaso"
 

  Figura 5 - Furando a  "garrafa reservatório"

4º Passo: Corte 8 pedaços de arame com 5 cm e 2 pedaços de 8cm. Dobre os 8 pedaços menores em forma de gancho (figura 6) e prenda-os nos furos das 4 garrafas cortadas (figura 7). Com os pedaços maiores de arame , faça ganchos maiores  para a garrafa reservatório conforme a imagem (figura 8).


 Figura 6 - Fabricando os ganchinhos de suporte 

 Figura 7 - Ganchos instalados na garrafa vaso

 Figura 8 - Ganchos instalados na garrafa reservatório 

5º Passo: Preparação das tampas das garrafas: Selecione uma broca com diâmetro ligeiramente inferior à mangueira que você vai usar e fure o centro de cada tampa de garrafa. Segure bem! Segurar com um alicate dá melhores resultados (figura 9). 



 Figura 9 - Furando as tampas das garrafas


6º Passo: Corte agora 4 pedaços da mangueira com 8cm de comprimento. Introduza as mangueiras nos buracos das tampas (figura 10). As mangueiras devem ficar bem justas para evitar vazamentos. Rosqueie as tampas  nas 4 garrafas cortadas (garrafas vaso). 


 Figura 10 - Pedaços de mangueira introduzidas nas tampas



7º Passo: Prepare agora o a torneira da garrafa reservatório: você deve iniciar com uma torneira como a da figura 11. Com um alicate de corte, retire a parte externa da porca borboleta da torneira (figuras 12 e 13). Faça um furo na tampa de uma garrafa PET, com diâmetro suficiente para passar a rosca da torneira. Fure também a borrachinha  fina do interior da tampa (figura 14). Monte a torneira na  tampa da garrafa (figura 15). Não esqueça da borrachina de vedação. Na figura 16, temos o resultado final. Rosquie a tampa com a torneira na garrafa reservatório.



 Figura 11 - Torneira plástica  de filtro


 Figura 12 - Cortando a porca borboleta 


 Figura 13 - Porca borboleta: antes e depois do corte 


 Figura 14 - Tampa de garrafa furada 


 Figura 15 - Montagem da torneira na tampa de PET


 Figura 16 - Tampa de PET com torneira acoplada 






8º Passo: Prepare agora o suporte para as garrafas: Encontre o meio do barbante de 4,4 metros, e prenda-o em um prego ou gancho (figura 17). Marque o barbante com uma caneta de retroprojetor a 50cm do meio. Marque os dois lados do barbante (figura 18). Faça agora mais 4 marcas no barbante com distância de 40cm entre elas (figura 19).  Faça um nó cego  em cada marca do barbante: tenha cuidado para fazer todos os nós do mesmo tamanho, para que tenham a mesma altura, de dois em dois. Para terminar, prenda um palito de sushi entre o meio do barbante e os dois primeiros nós. Use um nó do tipo "volta do fiel" para isto (figura 20).


 Figura 17 - Medindo o barbante do suporte

 Figura 18 - primeira marca a 50cm  do meio


 Figura 19 - Fazer mais 4 marcas de 40 em 40 cm 


 Figura 20 - Espaçador com palito de sushi

9º Passo: Coloque uma camada de brita no fundo das 4 garrafas-vaso (figura 21). Não precisa muito, apenas o suficiente para tampar a entrada da mangueira. Preencha agora as garrafas-vaso com húmus de minhoca (figura 22). Plante suas mudas e sementes em cada uma das 4 garrafas-vaso. 



 Figura 21 - Colocação de brita no fundo das  garrafas




 Figura 22 - Preenchendo as garrafas vaso com húmus dd minhoca

10º Passo: Montagem final: Prenda as garrafas no suporte, utilizando os ganchos de arame. O caninho na tampa de cada garrafa deverá estar na direção do centro da garrafa de baixo. A mangueira da garrafa-vaso mais baixa deverá ser introduzida no furo de cima da garrafa-reservatório (figura 23). 



 Figura 23 - Horta vertical montada




Pronto! você terminou sua horta de janela! 
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Pendure sua horta na frente de uma janela iluminada. Quanto mais luz entrar pela janela, melhores serão os resultados do crescimento das plantas. Lembre que janelas viradas para o norte, nordeste e noroeste recebem mais sol, quando não são sombreadas por muros, prédios ou outros obstáculos. 

A rega da horta pode ser feita apenas no vaso de cima. Ele deve ser preenchido de água com cuidado para não transbordar. A medida que a água saturar o composto, irá pingar de vaso em vaso e o excedente será armazenado no reservatório. Você verá que a agua armazenada terá a cor de um chá forte. Isso significa que ela está cheia de nutrientes retirados do húmus nos vasos. Não desperdice esta água! Ela deve ser reutilizada para regar os vasos. Para isso, utilize a torneirinha da tampa da garrafa reservatório para encher um recipiente para regar os vasos. 


Experimente!
O projeto apresentado aqui é bem básico, e pode ser melhorado e ampliado indefinidamente. O limite é nossa imaginação! Você pode, por exemplo: 

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Construir um sistemas com várias colunas, como se fosse uma cortina viva para sua janela; 
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Experimentar com vários tipos de temperos e verduras, para descobrir os que se adaptam melhor às condições de luminosidade de sua janela; 
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Experimentar com vasos e recipientes maiores, para cultivar plantas que precisariam de mais terra (como cenoura, tomates, berinjela...);
Automatizar sua irrigação, com um temporizador e uma bombinha de aquario. 




Lembre de compartilhar suas descobertas com os outros fazendeiros de janelas, participando no grupo de discussão e no facebook do sustentável na prática. 

E boas colheitas! 
 
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sábado, 11 de agosto de 2012

Reciclagem do Plástico

 

A reciclagem de plástico consiste no processo de reciclagem de artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas do petróleo. 


Reciclagem terciária É a conversão de resíduos plásticos por tecnologia convencionais de processamento em produtos com características de desempenho equivalentes às daqueles produtos fabricados a partir de resinas virgens.

Reciclagem terciária
É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise, quimólise, conversão catálica). Por esses processos, os materiais plásticos são convertidos em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a indústria, como gases e óleos combustíveis

Separação

Os diferentes tipos de plásticos são separados antes de serem reciclados. Esse processo é feito através das densidades destes.
  • Polipropileno 0,90 – 0,915
  • Polietileno de Baixa Densidade 0,910 - 0,930
  • Polietileno de Alta Densidade 0,940 - 0,960
  • Nylon 1,13 – 1,15
  • Acrílico 1,17 – 1,20
  • Poli (cloreto de vinila) 1,220 - 1,300
  • Poli (tereflalato de etileno) 1,220 - 1,400
 Vantagens da Reciclagem
Redução do volume de lixo nos aterros sanitários e melhoria nos processos de decomposição de matérias orgânicas nos mesmos. O PET acaba por prejudicar a decomposição pois impermeabiliza certas camadas de lixo, não deixando circularem gases e líquidos. Embalagens plásticas depositadas em aterro sanitário. Economia de petróleo pois o plástico é um derivado. Economia de energia na produção de novo plástico. Geração de renda e empregos. Redução dos preços para produtos que têm como base materiais reciclados. No caso do PET de 2 litros, a relação entre o peso da garrafa (cerca de 54g) e o conteúdo é uma das mais favoráveis entre os descartáveis. Por esse motivo torna-se rentável sua reciclagem. O material não pode ser transformado em adubo. Plástico e derivados não podem ser usados como adubo, pois não há bactéria na natureza capaz de degradar rapidamente o plástico. É altamente combustível, com valor de cerca de 20 Megajoules/quilo , e libera gases residuais como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico. Esses gases podem ser usados na indústria química. É muito difícil a sua degradação em aterros sanitários. Reciclagem terciária
É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise,quimólise, conversão catálica). Por esses processos, os materiais plásticos são convertidos em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a indústria, como gases e óleos combustíveis.




http://www.institutoprovider-it.com.br/projetos/carla/1/plastico.html

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Vidro Reciclado



Um quilo de vidro quebrado faz 1kg de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.


E uma das mais lindas novidades do mundo da decoração verde, são as mesadas e os azulejos feitos com vidro reciclado, dando lindos detalhes a piso e a superfícies lisas que brilham pelo bom uso do vidro com um excelente aproveitamento e resultado final.


 Não basta saber como decorar, tem que ser também autosustentável, responsável, sem perder de vista os 5Rs -Repensar, Respeitar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar !

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Papel para reciclar

Uma tonelada de papel reciclado economiza 10mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
Para produzir 1 tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.

Papel reciclado artesanalmente:


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pequenos detalhes sobre a reciclagem de latinhas!

  • A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas.
  • Cerca de 100 mil pessoas no Brasil vivem exclusivamente de coletar latas de alumínio e recebem em média três salários mínimos mensais, segundo a Associação Brasileira do Alumínio.
  • O lacre da latinha não vale mais e não deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Como funciona a energia eólica?

 

 

O Brasil tem um dos maiores potenciais eólicos do planeta. Entenda como todo esse vento pode ser transformado em eletricidade.

O vento gira uma hélice gigante conectada a um gerador que produz eletricidade. Quando vários mecanismos como esse - conhecido como turbina de vento - são ligados a uma central de transmissão de energia, temos uma central eólica. A quantidade de energia produzida por uma turbina varia de acordo com o tamanho das suas hélices e, claro, do regime de ventos na região em que está instalada. E não pense que o ideal é contar simplesmente com ventos fortes. "Além da velocidade dos ventos, é importante que eles sejam regulares, não sofram turbulências e nem estejam sujeitos a fenômenos climáticos como tufões", diz o engenheiro mecânico Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica.
O Brasil tem um dos maiores potenciais eólicos do planeta e, embora hoje o vento seja responsável por míseros 29 megawatts (MW) dos cerca de 92 mil MW instalados no país, há planos ambiciosos para exploração dessa fonte de energia. Apoiado no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), lançado pelo Ministério de Minas e Energia, o Brasil pretende atingir, em 2008, cerca de 1.500 MW gerados pelo vento - um terço disso será instalado no Ceará e deve suprir mais da metade da demanda do estado.
O que impede a instalação de mais centrais eólicas ainda éo preço. A energia gerada por uma central eólica custa entre 60% e 70% a mais que a mesma quantidade gerada por uma usina hidrelétrica. Por outro lado, a energia do vento tem a grande vantagem de ser inesgotável e causar pouquíssimo impacto ao ambiente.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/conteudo_224740.shtml

 

domingo, 22 de julho de 2012

Crise terminal de nosso modo de viver?

Por Leonardo Boff



Das muitas crises pelas quais a humanidade passou, essa, seguramente possui uma singularidade. Ela pode significar o fim de nossa existência sobre este planeta ou um salto para um novo patamar de civilização, ecoamigável, justa, compassiva e fraterna. A grande maioria da Humanidade e os tomadores de decisões dos povos não se conscientizaram ainda desta nova situação. A Rio+20  o mostrou escandalosamente. Não se tomaram decisões. Foram proteladas para 2015. Não obstante esta atitude insana, alguns fatos estão produzindo um novo estado de consciência na Humanidade. Podem ocasionar mudanças radicais. Eis alguns deles.
primeiro é a consciência de que podemos nos autodestruir. O fim do mundo humano não  precisa ser mais obra divina, mas decisão dos seres humanos. Hoje os países militaristas dispõem de uma máquina de morte com armas nucleares, químicas e biológicas, capazes de destruir, por 25 formas diferentes, toda a espécie humana. Podemos ser não só homicidas e biocidas mas também ecocidas e geocidas.
segundo é a descoberta da unidade Terra e Humanidade. É o legado que os astronautas nos deixaram. Eles testemunharam: a partir de nossas naves espaciais se comprova que não há separação entre Terra e Humanidade. Formam uma única entidade. Nós somos a porção da Terra que sente, pensa, ama e cuida. Humanidade e Terra são interdependentes e indivisíveis. Posteriormente, os cientistas demonstraram que a Terra é um sistema biofísico que regula os climas, garante a fertilidade dos solos e rege as corrente marítimas. Chamaram-na de Gaia, a Pacha Mama dos andinos.
terceiro são as mudanças climáticas com seus eventos extremos, coisa que os céticos não podem negar. Parte delas pertence à geofísica da Terra, mas a outra, acelerada, é em grande parte, produzida pela atividade humana. A roda já está girando e não há como pará-la. Ao alcançar  dois graus Celsius, o aquecimento será ainda admnistrável. Com a entrada do metano e do nitrato, o clima poderá acercar-se de quatro e a cinco graus Celsius. Isso tornará grande parte da vida conhecida no planeta impossível. Milhões de seres humanos correm risco de desaparecer.
quarto fato é o fim da matriz energética baseada nos produtos fósseis como o petróleo, o gás e o carvão. Temos consciência de que não podemos mais sustentar este tipo de civilização altamente energívora. Precisamos desenvolver fontes alternativas limpas, baseadas na água, no sol, no vento, nas marés e na biomassa. Mas todas juntas são insuficientes para sustentar o nosso tipo de civilização. Forçosamente devemos mudar nossas formas de produção e de locomoção.
quinto fato é a tragédia social que afeta grande parte da Humanidade. As três pessoas mais ricas do mundo possuem ativos superiores a toda riqueza de 48 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas; 257 pessoas sozinhas acumulam mais riqueza que 3 bilhões de pessoas, o que equivale a 45% da humanidade. O  resultado é que 1,2 bilhão de pessoas passam fome e outras tantas vivem na miséria; no Brasil mais ou menos 5 mil famílias possuem 46% da riqueza nacional. Que dizem esses dados senão expressar um aterradora desumanidade?
Por fim, o sexto fato é a consciência de que um outro mundo não é só possível mas necessário. Esta consciência ganhou expressão e visibilidade  nos Fóruns Sociais Mundiais e na Cúpula dos Povos como agora durante a Rio+20. A nova ordem nascerá a partir de baixo, da contribuição de todos os povos e das culturas e marcará uma nova etapa da Humanidade e da própria Terra. Uma superdemocracia planetária deverá forçosamente surgir, e ela englobará Terra e Humanidade num único destino comum. Mas há que reconhecer que estamos dentro de um círculo vicioso, e não sabemos como sair dele. Devemos produzir para atender ao consumo e criar postos de trabalho. Mas quanto mais consumimos, mais empobrecemos a natureza. Mas chegará o momento em que ela não aguentará mais. Por outro lado, se pararmos de consumir, fechar-se-ão as fábricas, criar-se-á o desemprego, surgirá a fome e a miséria, estourará  a convulsão  social. Para onde vamos? Ninguém o sabe exatamente.
O certo é que assim como está, a sociedade mundial não poderá continuar. A prosseguir por este caminho, nos acercaremos do abismo. O ideal que se impõe é: como produzir o que necessitamos em harmonia com os ritmos da natureza, com sentido de distribuição equitativa entre todos e nunca perdendo de vista nossos filhos e netos que virão. Uma saída possível seria passar  do capital material para o capital humano e espiritual. Nele  ganhariam centralidade o ganha-ganha, a solidariedade, o cuidado que levarão a outras formas de produção  de consumo e de respeito aos limites da Terra.
Cada pessoa constitui uma república, dizia Edgar Morin, de 30 bilhões de células que se põem de acordo para manter o equilíbrio do sistema-vida. Como não será possível uma sociedade humana que conta  com apenas 7 bilhões de seres  humanos não pode colocar-se de acordo para viver em paz com a Terra, com todos os povos e com o próprio coração?
* Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é escritor.-  lboff@leonardoboff.com
http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/07/22/crise-terminal-de-nosso-modo-de-viver/