segunda-feira, 29 de abril de 2013

O lixo que é luxo na decoração corporativa


É possivel ser chique, sendo ecologicamente correto. Um escritório no Japão usou garrafas para criar paredes recicladas.

A idéia é aliar sustentabilidade, economizando energia elétrica . Ídeia criativa tranformando lixo e uma excelente opção para decoração e divisórias.

Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo 
Klein Dytham arquitetura.

As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.


Que tal começar a reinventar seu espaço de trabalho. É mais barato e o planeta agradece.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Guia: confira onde doar seu óleo de cozinha


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Descubra o ponto de reciclagem mais próximo e recicle seu óleo de cozinhaFoto: anabananasplit
Cerca de 200 milhões de litros de óleos vegetais usados por mês vão parar no ralo da pia. O problema é que, além da substância não se misturar com água resultando em entupimentos de tubulações, galerias e redes de esgotos, o óleo saturado é um dos principais vilão da poluição de rios e mares. Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de água de uma pessoa ao longo de 14 anos.
Ainda por cima, o óleo contribui para a proliferação de ratos, baratas e insetos nas redes de esgoto. Quando entra em contato com a água do mar ele se decompõe e emite gás metano, que agrava o aquecimento global.
Por isso, a melhor opção é sempre levar seu óleo para o posto de reciclagem mais próximo para que ele gere outros produtos, como sabões, detergentes, lubrificantes e biodiesel. Algumas cooperativas aceitam o material, mas há pontos de coleta específicos para óleo. Confira onde doar seu óleo de cozinha:
O grupo possui postos de coleta em diversas cidades do Brasil nos mercados Pão de Açúcar e Compre Bem. Nas 20 lojas da rede CompreBem, a iniciativa garantiu a destinação adequada para mais de 20 mil litros de óleo desde o início do programa, em 2008. Todo óleo arrecadado é direcionado para a produção de biocombustível.
Basta levar o óleo até uma das lojas e deixá-lo no local indicado para que siga para a reciclagem. Veja aqui os postos de coleta em todo o Brasil.
Possui pontos de coleta espalhados por diversas cidades de São Paulo. Clique aqui para localizar um posto mais próximo.
  • Walmart e Bompreço
O Bompreço tem pontos de coletas de óleo de cozinha em algumas lojas da rede. Ligue para a Central de Relacionamento e informe-se sobre a loja mais próxima, o número é: 0800 705 5050.
Outros pontos:
Sorocaba, SP
Campus da Unesp - www.sorocaba.unesp.br
Ribeirão Preto, SP
Campus da USP Ribeirão Preto - www.ribeirao.usp.br
Campinas, SP
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (CATI) - (19) 3743-3906 / www.cati.sp.gov.br
Ribeirão Preto, SP
Projeto Cata óleo - tel.: (16) 602-3734
Curitiba, PR
Coleta especial de óleo de fritura da Prefeitura Municipal - tel.: 156 / www.curitiba.pr.gov.br
Itaperuçu, PR
Ambiental Santos – Tel.: (41) 3606-2333 / www.ambientalsantos.com.br
Aaraucária, PR
Lubeco – Tel.: (41) 3643-9277 / www.lubeco.com.br
Florianópolis, SC
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - www.ufsc.br
Associação Industrial e Comercial de Florianópolis (Acif) - www.acif.org.br
Rio de Janeiro, RJ
Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove) - tel.: (21) 2598-9240
Disque-Óleo - tel.: (21) 2260-3326 / www.disqueoleo.com.br
Salvador, BA
Renove - Reciclagem de Óleos Vegetais - tel.: (71) 3267-0269 / 9979-2504
São Paulo, SP
Martins Ambiental - Coleta de Óleo Comestível - tel: (011) 3592-4795 ou (011) 8133-2245 / www.martinsambiental.com.br
Fortaleza, CE
L&R Oleo Reciclado – tel.: (85) 8837-8991 / 9604-9999 / 7811-3078
Caso você conheça algum outro ponto de coleta que não esteja descrito acima, envie um e-mail com as informações para redação@ecodesenvolvimento.org.br e nos informe para que possamos aumentar essa lista.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pesquisa prova que jovens brasileiros estão dispostos a lutar por causas ambientais

52% dos participantes disseram ter o hábito constante de reciclar o lixo. | Foto: Fora do Eixo/Flickr

A preocupação com os danos causados pelo homem ao planeta aumentou consideravelmente nos últimos tempos e a juventude se diz mais consciente quanto a seus atos. Para confirmar a veracidade desta informação, o Nube realizou uma pesquisa com a seguinte questão: “Qual seu envolvimento com meio ambiente?”.
O estudo foi realizado entre 11 e 22 de fevereiro e contou com a participação de mais de 1.200 pessoas, entre 15 e 26 anos. Dentre as quatro opções de resposta, com 52,85% dos votos, a alternativa “Tenho hábito de reciclar lixo diariamente” foi a grande vencedora.
Para a analista de treinamento do Nube, Rafaela Gonçalves, a alta porcentagem reflete uma adaptação/mudança na forma de lidar com o meio ambiente. “Para a nova geração é muito claro o fato de a sustentabilidade depender de pequenas ações, como realizar descartes em locais corretos, utilizar as lixeiras de coleta seletiva, reaproveitar materiais, economizar água”, comenta. 
Em segundo lugar, com 21,42%, se sobressaiu o “consumo de marcas ecologicamente corretas”, demonstrando a necessidade das grandes corporações investirem em produtos sustentáveis. “É uma nova tendência, um ciclo onde se envolve a responsabilidade ambiental da empresa produtora e a consciência do consumidor na hora de comprar”, explica Rafaela.
Com 17,51%, ou 224 votos, a “postagem de mensagens nas redes sociais” foi a terceira colocada. Mas, é preciso ter em mente o fato de somente comentar sobre o assunto não ser suficiente. “Estar engajado nessas causas já é um primeiro passo, mas mudar hábitos simples pode surtir muito mais efeito”, destaca a analista.
Por fim, ficaram os movimentos sociais, com 8,21%. Para Rafaela, eles são fortes alavancadores de discussão e representam uma forma de unir um grupo para uma mesma causa. “Muitas pessoas não têm ideia de como podem fazer a diferença, quando o assunto é preservação do meio ambiente”, explica. Portanto, participar de eventos do tipo auxilia a encontrar formas de solucionar ou minimizar os impactos ambientais.
O resultado mostra uma maior atenção dos jovens com as causas ambientais, mas demonstra como ainda existe uma longa jornada em direção a um mundo melhor. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

O lado azul da economia verde


Inventário mundial de atividades de preservação dos recursos hídricos mostra grande crescimento no setor nos últimos quatro anos e investimento de quase R$ 20 bilhões só em 2011. China lidera lista, mas investimentos também crescem na América Latina.

O lado azul da economia verde
Os projetos listados abrangem desde iniciativas de proteção de ecossistemas como pântanos e florestas até projetos urbanos, em geral relacionados à utilização de águas pluviais poluídas, realizados em 30 países. (foto: Flickr/ amirjina – CC BY-NC-ND 2.0)
Se pensarmos na economia verde como um prédio sustentável, capaz de abrigar seus moradores de forma mais racional e respeitar a natureza ao seu redor, o relatório publicado recentemente pela organização não governamental Forest Trends funcionaria como um mapa de seus encanamentos e reservatórios de água limpa.
O documento é um inventário de ações globais voltadas à preservação das bacias hidrográficas e dos ambientes onde se encontram. O levantamento apontou um crescimento de 100% na quantidade de projetos na área, e um investimento cerca de 2 bilhões de dólares maior do que o apontado no último mapeamento, em 2008.  
O levantamento apontou um crescimento de 100% na quantidade de projetos: são 205 programas ativos em 30 países, um investimento total de 8 bilhões de dólares só em 2011
As iniciativas catalogadas abrangem desde a proteção de ecossistemas rurais, como pântanos e florestas, até projetos urbanos, em geral relacionados à utilização de águas pluviais poluídas. No total, o estudo identificou 205 programas ativos em 30 países, além de 73 em desenvolvimento. Os maiores investidores na área foram governos e organizações sem fins lucrativos, com uma menor participação do setor privado. O valor total investido nesse tipo de programa superou os 8 bilhões de dólares registrados em 2011.  
Engenharia cinza
O custo mais baixo do investimento em iniciativas de infraestrutura verdecomparado com as caras soluções de engenharia ‘cinza’ para atividades como a filtragem da água e o controle de inundações ajuda a explicar o pioneirismo dos países em desenvolvimento na área. (fotos: Flicrk/ YaYapas – CC BY-NC-SA 2.0)
“As consequências da poluição e das mudanças climáticas estão evidentes na disponibilidade de recursos hídricos”, acredita Genevieve Bennett, analista do Forest Trends e uma das autoras do relatório. “Além de evitar a escassez, os projetos listados ajudam a preservar a biodiversidade e a controlar outros problemas ecológicos como o efeito estufa, além de gerarem renda para comunidades locais que protejam esses ecossistemas.”

Negócios da China – e da América

De acordo com o inventário, só em 2011 programas desse tipo preservaram 117 milhões de hectares de terra (área semelhante à África do Sul) e permitiram a economiade 138 mil megalitros de água dos reservatórios naturais – com mais de 4,6 milhões de megalitros preservados nos últimos anos.
Os países em desenvolvimento são os que mais se destacam nessa empreitada: “Com menos recursos, eles apostam na proteção das ‘infraestruturas verdes’, os sistemas naturais que realizam funções semelhantes as das caras soluções de engenharia ‘cinza’, como filtrar a poluição e evitar inundações”, afirma a autora.
Águas da China
A China, considerada uma das maiores poluidoras do mundo, é a nação que mais investiu em projetos de proteção dos recursos hídricos. O país já gasta mais de 2% de seu PIB no combate à escassez de água para o abastecimento da população. (foto: Flickr/ Stuck in Customs – CC BY-NC-SA 2.0)
Com 61 projetos (dois a menos que os Estados Unidos, mas com investimento superior), a China desponta como líder na área. Considerado um dos maiores poluidores do mundo, o país tem a menor proporção de água limpa per capita entre as maiores nações do mundo e as medidas para combater a escassez dos recursos hídricos já custam mais de 2% do seu produto interno bruto anual. “A insegurança em relação aos seus recursos hídricos provavelmente é o maior risco para o contínuo crescimento econômico da China”, afirma Bennett. “O lado pouco contado dessa história, como mostra a pesquisa, é que o governo chinês está em busca de modelos econômicos mais sustentáveis.”
Uma tendência especialmente observada no continente foi a oferta de compensações não financeiras às comunidades locais pela proteção dos ecossistemas
Mesmo longe dos números chineses, a América Latina também merece destaque. Apesar de uma ligeira queda nos investimentos regionais na área em 2011, dados preliminares sugerem uma retomada em 2012, com a criação e expansão de programas. Uma tendência especialmente observada no continente foi a oferta de compensações não financeiras às comunidades locais pela proteção dos ecossistemas.
“Muitas vezes, treinamentos e incentivos agrícolas ajudam a promover a segurança alimentar e modos de subsistência alternativos mais do que dinheiro”, defende Bennett. “O financiamento direto também gera desconforto por parecer uma privatização da natureza. Por isso muitos ficam mais à vontade com compensações em forma de bens, como colmeias e mudas de árvores, que ainda podem ser trocados na comunidade.” 

O Brasil e as notícias ruins

Sobre o Brasil, o relatório destaca a importância do ICMS ecológico para a proteção de áreas de conservação ambiental e a inclinação pouco comum das nossas empresas para investir na área. Porém, o exemplo brasileiro também deixa clara uma importante limitação do inventário: a dificuldade na obtenção de dados sobre os projetos. “Apesar do relatório listar quatro iniciativas no Brasil, existem mais de 30 ações em andamento no país, o que faz dele um participante muito ativo nesse campo”, revela Marta Echavarria, especialista em financiamento inovativo para conservação da Forest Trends. 
Rio poluído
Para os autores do relatório, a escassez de água limpa será o primeiro efeito sensível da poluição e do aquecimento global. (foto: Flickr/ mckaysavage – CC BY 2.0)
Bennett justifica essa subnotificação: “Identificamos os programas, mas não é possível avaliar a ordem do investimento, pois alguns são muito pequenos e muitas vezes é difícil obter dados que comprovem os pagamentos realizados, sem contar a barreira linguística e a extensão territorial do país”, pondera. “Mas obter resultados mais precisos sobre o Brasil é prioridade, pois a participação do país vem crescendo muito.” 
Os programas apresentados são promissores por reconhecerem os recursos naturais enquanto ativos valiosos finitos e buscarem soluções criativas de investimento
Independentemente das limitações, o relatório traz alguns resultados preocupantes. Desde 2008, muitos programas deixaram de existir, por inadequação a especificidades locais ou dificuldade de financiamento, e a participação do capital privado foi pequena – só foram constatados em 53 projetos, em especial oriundos de fabricantes de cerveja, que dependem de água limpa. “As empresas parecem inseguras em investir ou acreditam que a água diz respeito apenas ao poder público”, sugere Bennett. “Talvez possamos aproximá-las dos mercados ambientais existentes, como o de carbono, para criar ferramentas que ajudem o setor privado a entender os ganhos e riscos dessas atividades.”
Segundo a Florest Trends, mesmo com o crescente investimento na área, estimativas mostram que seria necessário um trilhão de dólares por ano para atender a demanda de água e de saneamento do mundo até 2025. No entanto, direcionar parte dessa verba para soluções verdes pode gerar grande impacto social e quem sabe permitir  que se alcance esse patamar. “Agir agora para preservar nossa água é absolutamente necessário, mas precisamos descobrir como pagar os custos”, pondera Bennett. “Os programas apresentados no relatório são promissores porque reconhecem os recursos naturais enquanto ativos valiosos finitos e por buscarem soluções criativas de investimento.”

Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 15 de março de 2013

Economia Verde

Economia Verde: desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação do meio ambiente.


Definição
Economia verde é um conjunto de processos produtivos (industriais, comerciais, agrícolas e de serviços) que ao ser aplicado em um determinado local (país, cidade, empresa, comunidade, etc.), possa gerar nele um desenvolvimento sustentável nos aspectos ambiental e social. 
Objetivo
O principal objetivo da Economia Verde é possibilitar o desenvolvimento econômico compatibilizando-o com igualdade social, erradicação da pobreza e melhoria do bem-estar dos seres humanos, reduzindo os impactos ambientais negativos e a escassez ecológica. 
Importância e benefícios
          De acordo com especialistas que atuam nas áreas de Economia e Meio Ambiente, a aplicação da           Economia Verde em países desenvolvidos e em desenvolvimento aumentaria a geração de empregos e o progresso econômico. Ao mesmo tempo, combateria as causas do aquecimento global (emissões de CO2), do consumo irracional de água potável e dos fatores que geram a deterioração dos ecossistemas.

Principais características da Economia Verde:
- Pouco uso de combustíveis fósseis (gasolina, carvão, diesel, etc.) e aumento do uso de fontes limpas e renováveis de energia;
- Eficiência na utilização de recursos naturais;
- Práticas e processos que visam à inclusão social e erradicação da pobreza;
- Investimento e valorização da agricultura verde;
- Tratamento adequado do lixo com sistemas eficientes de reciclagem;
- Qualidade e eficiência nos sistemas de mobilidade urbana.


sexta-feira, 1 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Economia verde cria milhões de empregos no Brasil e no mundo, afirma estudo da OIT


Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15 de fevereiro) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.
Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado. “De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.
Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.
Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia. O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.

‘Problemas endêmicos’ inibem desenvolvimento das empresas sustentáveis

A Organização recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.
“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a Diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA). Na apresentação, estiveram presentes Daniel Fuentes de Rioja, vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), e Brent Wilton, Secretário-geral da OIE.
O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, através de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria destas unidades – cerca de 48 milhões – sejam empreendimentos unipessoais.
Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.

Degradação ambiental também é risco para o desenvolvimento econômico

O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com 4 milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.
O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”
O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Lei de Saneamento Básico no Brasil, que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.
O relatório lembra que o Brasil produz 161 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos e, embora a cobertura de coleta seja de 97%, muitos destes têm um alvo inadequado. “A finalidade da lei é promover a responsabilidade partilhada e criar incentivos econômicos para atividades de reciclagem e resíduos com o destino apropriado.”

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Carnaval Ecológico!


O Carnaval já chegou em várias cidades brasileiras! Hora de descontrair e brincar, mas sem descuidar do Planeta.  O feriado, as viagens e as festas acabam representando um gasto maior de combustível, de eletricidade, de fantasias e, é claro, de bebidas. Na quarta-feira de cinzas, tudo isso deixa muito mais que saudades; deixa um monte de resíduos e uma conta ambiental alta.
Para minimizar estes riscos, muitas iniciativas estão acontecendo pelo país. Por exemplo, a Central do Carnaval, na Bahia, criou um logo (acima) e lançou campanhas para engajar as pessoas em atitudes simples, mas imprescindíveis, como jogar o lixo no lixo e o uso racionalizado de papel, eletricidade e água.
O Instituto Akatu elaborou 10 dicas para você curtir o carnaval sem peso na consciência:
1. Produza menos lixo

Evite embalagens desnecessárias e o uso de descartáveis. Para você ter uma ideia de como o Carnaval produz lixo adicional ao usual, só na cidade de Salvador são recolhidas 1.500 toneladas a mais de lixo nos 6 dias de festas. Isto gera um alto custo extra de coleta para as prefeituras, pago com recursos públicos.

2. Jogue o lixo no lixo 
No Carnaval, o lixo acumulado nas ruas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Portanto, no carnaval, mais do que nunca, jogue o lixo exclusivamente no lixo.


3. Reutilize as fantasias

As fantasias de Carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. Que tal reutilizá-las, trocá-las com amigos ou reformá-las?

4. Evite excessos 
O consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes e pelos altos níveis de violência no Carnaval. Não passe da conta, consuma bebidas e alimentos com moderação, protegendo a sua saúde e a de todos.


5. Seja um turista consciente

Se você for viajar no Carnaval, procure minimizar os impactos ambientais de sua viagem. Regule bem o carro, calibre os pneus, respeite os costumes dos lugares visitados e prestigie a cultura e a economia locais.


6. Gaste menos combustível

Prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil. Entre o avião e o carro, prefira o carro. Entre o carro e o ônibus, fique com o coletivo. Aproveite os dias livres para andar de bicicleta e a pé.

7. Tire os equipamentos da tomada

Antes de viajar, não se esqueça de tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como TV, DVD, micro-ondas e carregador de bateria. O modo “stand-by”, que fica acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada, é responsável por até 25% da energia consumida por esses equipamentos.

8. Economize água

O Carnaval é a época em que muitas cidades, em especial as turísticas, enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do aumento excessivo de consumo. Portanto, redobre os cuidados. Evite as brincadeiras que implicam em desperdício, tome banhos mais curtos e desligue o chuveiro caso demore ao se ensaboar ou aplicando cremes nos cabelos.

9. Aproveite a cidade vazia

Se sua cidade não for destino de foliões e se você não for viajar, aproveite a tranquilidade e o tempo livre em atividades que não custam dinheiro e não consomem recursos naturais: caminhadas, visitas a parques, museus e centros culturais, ou maior convívio com a família.
10. Divulgue o consumo consciente
Durante o Carnaval, se você presenciar casos de desrespeito a estas dicas do Akatu, não hesite em orientar as pessoas. Sempre que tiver oportunidade, divulgue com simpatia e calma os princípios do consumo consciente. Contribua para que o Carnaval seja, cada vez mais, uma época de alegria, paz e harmonia com o planeta!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bloco 'Vagalume, o verde' faz o Carnaval sustentável

Por: Fernanda Portugal

 Abram alas para um Carnaval sustentável! O bloco ‘Vagalume, O Verde’ pede passagem, com fantasias e alegorias elaboradas com material reciclável, coleta seletiva de lixo durante o desfile e até o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica após a festa. Parte do Projeto Carnaval + Rio, apoiado pela Ambev e Sandálias Ipanema, o bloco desfila na terça-feira de Carnaval, dia 12 do mês que vem, na Rua Jardim Botânico.
“O cocar indígena que estamos produzindo para os cem integrantes da bateria, por exemplo, é elaborado a partir de embalagens tetrapak e sobras de tecido”, explica Rodrigo Rezende, presidente da Liga dos Amigos do Zé Pereira, criada este ano dentro do Projeto Carnaval + Rio. O vagalume símbolo do bloco também é construído com materiais recicláveis, mas os detalhes são “surpresa”, brinca Rodrigo.


ATÉ CIGARROS VÃO SER RECICLADOS
A coleta de lixo durante o desfile será realizada através da parceria com a Cooperativa de Catadores - CCOPRJ. Uma outra parceria, com a empresa Bituca Verde, promoverá uma ação distribuindo ‘porta-bitucas’ para o folião fumante descartar as ‘guimbas’ de cigarros. Desta forma, será dada destinação adequada ao resíduo, transformando-o num produto reciclável.
‘Vagalume, O Verde’ terá, ainda, espaço adequado para foliões idosos, crianças e com necessidades especiais. Além dos banheiros químicos já existentes, haverá três para pessoas com dificuldades.
O enredo de 2013 será “O jardineiro fiel”, com repertório em homenagem a grandes sambistas, como João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Nei Lopes, Candeia, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra entre outros.
E após o Carnaval, para neutralizar as emissões de carbono no ambiente, voluntários e moradores locais ajudarão no plantio de mudas doadas pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio. A ação será realizada em áreas previamente autorizadas, sob orientação de profissional. Informações a partir de março: vov@vum.org.br.

 Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/vidaemeioambiente/bloco-vagalume-o-verde-faz-o-carnaval-sustent%C3%A1vel-1.543895

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lixo Extraordinário - A busca pela dignidade e pela cidadania!

Lixo Extraordinário é um documentário, lançado em 2009, produzido pelos diretores brasileiros João Jardim e Karen Harley e pela diretora britânica Lucy Walker, com participação na produção-executiva do diretor Fernando Meirelles e na trilha sonora do produtor de música eletrônica Moby.[1]
O documentário relata o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz com catadores de material reciclável em um dos maiores aterros controlados do mundo, localizado no Jardim Gramacho, bairro periférico de Duque de Caxias.



Fuente: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lixo_Extraordin%C3%A1rio